Mostrar mensagens com a etiqueta 7ª Arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 7ª Arte. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 15 de abril de 2016

[Cinemania] “A Febre do Mississipi” chega a Portugal

Crítica de Cinema:

Texto: Mafalda Férias

Blogue Crónicas de Uma Leitora

Foto: NOS Audiovisuais - Direitos Reservados

Uns meses depois de ter chegado às salas de cinema com um dos seus melhores papéis (Deadpool), Ryan Reynolds volta ao grande ecrã com um filme diferente e certamente virado para outro tipo de público, longe de ser um blockbuster como "Deadpool".

Estreou dia 14 de Abril nas salas portuguesas um filme de 2015 "A Febre de Mississipi". Embora nunca tivesse ouvido falar do mesmo, a sinopse o trailer prometiam um filme daqueles que até são bons, estão é ainda para serem descobertos. 

Aqui temos Gerry, um jogador compulsivo que se encontra numa maré de derrotas sem parar. Endividado e sozinho acredita que a sua vida muda quando conhece Curtis, que ao contrário dele, é jovem, safa-se no póquer mas sabe quando tem de parar. 

O filme ao contrário do que possa parecer não é sobre póquer até porque Gerry é viciado no jogo, mas seja que jogo ou que forma de jogar seja, desde corridas de cavalos a corridas de cães. Tudo serve para apostar e tentar ganhar dinheiro. É com esta ideia, de ganhar dinheiro, pagar as suas dívidas e resolver a sua vida que Gerry convenceu Curtis a acompanhá-lo numa viagem até ao Sul dos EUA, a fim de entrarem num grande torneio de póquer que acontece por lá. 

A viagem, cheia de peripécias e aventuras não irá só fazer nascer uma grande amizade entre os dois como efectivamente acabará por mudar a vida dos dois amigos. 

Embora com uma presença curta na trama a personagem de Simone (Sienna Miller) é importante para a história, especialmente para entendermos a evolução da personagem de Curtis ao longo da descida pelo Mississipi e é por isso que no parágrafo anterior afirmei que a viagem acaba por mudar a vida dos dois amigos, Curtis, outrora viajante de cidade em cidade, sem poiso fixo, acaba por perceber - também devido à história de Gerry - que um vida solitária ou com companhias esporádicas não é o que deseja. 

O filme é bom em fazer o espectador detestar Gerry, e pessoalmente o ponto mais baixo e que realmente não me fez gostar deste viciado no jogo foi a sua tentativa de roubo à ex-mulher, horas depois de te mentido ao companheiro dizendo que ia tentar reconquistar a ex-amada. Sem seguir os conselhos de Curtis e acreditando que a sorte eventualmente irá chegar, Gerry afunda-se mais na sua destruição.

O filme acaba por prender o espectador, não só para ver até quanto Gerry cai no fundo do poço ou se a sorte irá sorrir-lhe no final. 

O final acaba por ser o esperado e demasiado "hollywoodesco". Admito que esperava que Gerry admitisse o seu vício e procurasse ajuda mas o final deu a entender que até os maiores falhados têm realmente sorte na vida. Ainda assim o fim acaba por também dar por terminada todos os problemas de Gerry e acaba por ser um ponto de viragem numa nova vida.

Um filme com uma banda sonora mais virada para o Jazz e os Blues e sustentado por apenas dois actores que encarnam as suas personagens muito bem, Só fiquei com pena de não entender bem os motivos de Curtis nesta história toda, para além de ser um adicto da adrenalina da viagem e do jogo e de a Vanessa (Analeigh Tipton) não ser mais bem explorada. 


terça-feira, 29 de março de 2016

[Cinemania] "Operação Eye in the Sky" - ante-estreia e debate

O cinema UCI El Corte Inglés foi ontem, dia 28 de Março, palco da ante-estreia do filme “Operação Eye in the Sky”.

Em resultado da parceria entre a NOS Audiovisuais e o OSCOT (Observatório se Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo), 207 convidados tiveram oportunidade de assistir à ante-estreia da película, e ao debate que a antecedeu.

O Debate teve por tema: Guerra e Inteligência: “Quais os limites morais no emprego das novas tecnologias?” e contou com os participantes Bruno Cardoso Reis (Professor do IDN, Instituto de Defesa Nacional), Pedro Xavier Mendonça (Professor do ISCEM, Instituto Superior de Comunicação Empresarial), Henrique Monteiro (Jornalista Expresso), Tenente Coronel Francisco Proença Garcia e Felipe Pathé Duarte (Professor no ISCPSI).



“Operação Eye in the Sky”, do realizador Gavin Hood, chega às salas de cinema na próxima Quinta-feira, dia 31 de Março, tratando-se de um thriller internacional bastante actual que nos apresenta o mundo sombrio das guerras levadas a cabo através de drones controlados remotamente.

Veja o Trailer do filme





Texto: Isabel de Almeida
Fotos: NOS Audiovisuais - Direitos Reservados

quinta-feira, 3 de março de 2016

[Cinemania] “Meu Rei” na corrida aos César da Academia Francesa

Nomeado para 8 galardões César, os "Óscares" da Academia Francesa, chega às salas portuguesas no próximo dia 3 de Março a película "Meu Rei/Mon Roi"


O filme de Maïwenn, com Emmanuelle Bercot e Vincent Cassel como protagonistas, aborda os altos e baixos e as dificuldades de uma relação que começa a não dar certo. O filme começa com o (re)encontro de Tony (Emmanuelle Bercot) e Giorgio (Vincent Cassel) e logo pelos primeiros minutos do filme, entendemos logo o título do mesmo. Giorgio é o Rei da noite, o Rei do grupo dos amigos, vivendo a vida como um Rei. A forte atracção sexual entre o par é logo evidente, embora percebamos que de peronalidades, o casal não poderia ser mais diferente. Apesar de na fase de namoro ser evidente as divergências entre o casal, o relacionamento acaba por chegar ao casamento que atinge um desequilibrio total.

A narrativa do filme vai intercalando entre duas linhas de história sendo que, na verdade, a relação de Tony e Giorgio pertence ao passado. O filme abre com Tony abre o a sofrer um grave acidente e a ser internada num centro de reabilitação física. Quase todo o filme acaba por ser vários flashbacks de recordações e momentos de Tony com Giorgio.

É através deste regresso ao passado que vamos tendo acesso à relação tóxica de Giorgio e Tony, desde os ciúmes de Tony, à indiferença de Giorgio e ao seu narcisismo, passando pela manipulação psicológica que este exerce sobre a mulher, estejam juntos ou separados, debilitando psicologicamente Tony. O casal acaba por tornar-se na sua própria contradição, não sendo felizes em união ou em separação.

O final acaba por ser um pouco ambíguo e deixa em aberto e à interpretação de quem o vê. Depois de tanto drama, tanta discussão, tanta manipulação e desespero fica a ideia que um casal que tenta constantemente humilhar o conjugue não merece ficar junto. Contudo, os mais românticos como eu poderão afirmar que o amor é incondicional e que nenhuma relação é perfeita e há que continuar a lutar pela sintonia de outros tempos.

Não sendo grande conhecedora de cinema francês resta dizer-me que em pouco mais de duas horas, "Meu Rei" conseguiu com honestidade retratar um tema actual que poderá enventualmente questionar e ser incómodo para muitos homens e mulheres, caberá a cada um interpretar a mensagem do filme de acordo com a sua experiência.

Artigo publicado em parceria com Diário do Distrito


terça-feira, 1 de março de 2016

[Cinemania] As estatuetas douradas



Muitas foram as expectativas relativamente à entrega dos óscares este ano

No entanto não calhou a todos e só os melhores foram premiados.

Mad Max levou quase tudo para casa e o Caso Spotlight levou o prémio de melhor filme do ano.

Leonardo Dicaprio depois de cinco nomeações levou o óscar para casa, juntamente com Brie Larson o de melhor actriz.

Fica aqui a lista completa dos nomeados e respectivos prémios.

Melhor Filme: O Caso Spotlight

Melhor Ator: Leonardo DiCaprio, O Renascido

Melhor Atriz: Brie Larson, Room

Melhor Realizador: Alejandro González Iñárritu, O Renascido

Melhor Canção Original: “Writing’s On The Wall”, 007 Spectre

Melhor Banda Sonora: Os Oito Odiados

Melhor Filme Estrangeiro: Son of Saul

Melhor Curta-Metragem: Stutterer, de Benjamin Cleary e Serena Armitage

Melhor Documentário: Amy

Melhor Documentário de Curta-Metragem: A Girl in the River: The Price of Forgiveness

Melhor Ator Secundário: Mark Rylance, Ponte de Espiões

Melhor Filme de Animação: Divertida-Mente

Melhor Curta-Metragem de Animação: Bear Story

Melhores Efeitos Visuais: Ex Machina

Melhor Mistura de Som: Mad Max: A Fúria da Estrada

Melhor Edição de Som: Mad Max: A Fúria da Estrada

Melhor Edição: Mad Max: A Fúria da Estrada

Melhor Fotografia: O Renascido

Melhor Cenografia: Mad Max: A Fúria da Estrada

Melhor Guarda-Roupa: Mad Max: A Fúria da Estrada

Melhor Caracterização: Mad Max: A Fúria da Estrada

Melhor Atriz Secundária: Alicia Vikander, A Rapariga Dinamarquesa

Melhor Argumento Original: O Caso Sporlight

Melhor Argumento Adaptado: A Queda de Wall Street

E foi assim que foram distribuidas as estatuetas douradas. Para ano há mais!


Parabéns a todos!

Artigo publicado em parceria com Diário do Distrito