Mostrar mensagens com a etiqueta Blog Crónicas de Uma Leitora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Blog Crónicas de Uma Leitora. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de maio de 2016

[Literatura Infantil] A Admirável Aventura de Mandela contada aos mais jovens, de Maria Inês Almeida

Este livro é uma óptima ferramenta de trabalho para professores e educadores, contando ainda com uma secção final de Curiosidades sobre a África do Sul, que estabelece ligações históricas entre os dois países, através de figuras como Vasco da Gama e Fernando Pessoa. É o único livro destinado ao público infantil publicado em Portugal sobre Mandela escrito por uma autora portuguesa e inserido na mesma série dos títulos "A Admirável Aventura Malala" e "Francisco, o Nosso Papa".

Autor: Maria Inês Almeida
Ilustração: Sandra Lavandeira
Editor: Planeta Editora
Dimensões: 18,5 x 26 cm
Nº Páginas: 64
Idade Recomendada: + 7 anos



Nos últimos tempos tenho-me dedicado bastante às leituras para os pequenos e quando vi este livro não resisti. Este foi o primeiro livro que recebi da colecção Planeta Junior e confesso que não sabia bem o que esperar. 

O livro é em capa dura com umas ilustrações maravilhosas, tem 64 páginas sendo que as finais são curiosidades sobre África do Sul. Apesar de ser um livro para maiores de 7 anos e os meus filhos terem 6 e 4 (quase 4) a verdade é que já li este livro várias vezes desde a sua chegada e eles gostam imenso. Tendo em conta a história e os valores que estão aqui representados adoro o facto deles quererem esta leitura por sistema. 

A narrativa começa com uma breve explicação do apartheid e logo em seguida insere-se a figura de Mandela fazendo um pequeno resumo da sua vida. Pequeno mas suficientemente poderoso para deixar uma mensagem às crianças que não ficam indiferentes ao conteúdo. As fabulosas ilustrações de Sandra Lavandeira dão movimento à narrativa cativando a atenção dos mais pequenos e a autora Maria Inês Almeida escreve de uma forma muito directa, sendo que muitas vezes fala com o pequeno leitor levando-o a interagir com a história.

Uma obra que nos fala de injustiças sociais, da ditadura dos brancos contra os negros e de um homem com sede de igualdade que luta contra um regime opressor tudo de forma simples e clara para que as crianças consigam aprender com o passado para melhorar o futuro. Um livro que todas as crianças deveriam ler.




Este livro foi gentilmente cedido pela Planeta em troca de uma opinião honesta

segunda-feira, 25 de abril de 2016

[Literatura Infantil] Patrulha Pata chega à Nuvem de Letras



A Patrulha Pata tem feito as delicias dos mais pequenos na tv por cabo, através do canal Panda assistem diariamente de manhã e à noite um episódio desta série animada protagonizada pelo pequeno Ryder e os seus cachorros. Agora para delicia de todos esta equipa fantástica chegou ao papel pela mão da Nuvem de Letras que publicou já dois volumes de histórias caninas.

Em "Ao Resgate" somos apresentados a esta família de quatro patas e do seu jovem dono ficando a saber as particularidades de cada um e ainda como cada casota se transforma naquilo com que cada animal se identifica. Este é portanto um livro introdutório fundamental para perceber a dinâmica deste grupo tão divertido.

O segundo livro "Missão Canina" apresenta-nos uma história de entreajuda e superação de obstáculos em que a presidente da Baía da Aventura participa numa corrida de balões. Tendo medo de alturas a Presidente Goodway acaba por ser ajudada pelo pequeno Ryder e pelos seus ajudantes que irão verificar as condições do balão e repará-lo.

É possível tirar várias lições destes livros, em primeiro lugar temos a diversidade canina, cada animal é de uma raça diferente e inclui um rafeiro. Temos também diversidade étnica nas personagens humanas, sendo que uma delas é uma mulher com uma posição de poder. 

Nem sempre é necessário termos conversas profundas com crianças pequenas até porque provavelmente eles não conseguirão entender mas se houver algo que lhes seja visualmente apelativo com  mensagens subliminares a aprendizagem será natural. É muito mais fácil transmitirmos certos valores se os mesmos forem tratados com naturalidade, como algo que faz intrisecamente parte da nossa vida e é por isso que os livros infantis são tão importantes, porque contém mensagens que mesmo sem a criança perceber está a assimilar.

Por cá adoramos a Patrulha Pata e estaremos atentos a novos lançamentos. Sem dúvida uma coleção que recomendo. 



sexta-feira, 15 de abril de 2016

[Cinemania] “A Febre do Mississipi” chega a Portugal

Crítica de Cinema:

Texto: Mafalda Férias

Blogue Crónicas de Uma Leitora

Foto: NOS Audiovisuais - Direitos Reservados

Uns meses depois de ter chegado às salas de cinema com um dos seus melhores papéis (Deadpool), Ryan Reynolds volta ao grande ecrã com um filme diferente e certamente virado para outro tipo de público, longe de ser um blockbuster como "Deadpool".

Estreou dia 14 de Abril nas salas portuguesas um filme de 2015 "A Febre de Mississipi". Embora nunca tivesse ouvido falar do mesmo, a sinopse o trailer prometiam um filme daqueles que até são bons, estão é ainda para serem descobertos. 

Aqui temos Gerry, um jogador compulsivo que se encontra numa maré de derrotas sem parar. Endividado e sozinho acredita que a sua vida muda quando conhece Curtis, que ao contrário dele, é jovem, safa-se no póquer mas sabe quando tem de parar. 

O filme ao contrário do que possa parecer não é sobre póquer até porque Gerry é viciado no jogo, mas seja que jogo ou que forma de jogar seja, desde corridas de cavalos a corridas de cães. Tudo serve para apostar e tentar ganhar dinheiro. É com esta ideia, de ganhar dinheiro, pagar as suas dívidas e resolver a sua vida que Gerry convenceu Curtis a acompanhá-lo numa viagem até ao Sul dos EUA, a fim de entrarem num grande torneio de póquer que acontece por lá. 

A viagem, cheia de peripécias e aventuras não irá só fazer nascer uma grande amizade entre os dois como efectivamente acabará por mudar a vida dos dois amigos. 

Embora com uma presença curta na trama a personagem de Simone (Sienna Miller) é importante para a história, especialmente para entendermos a evolução da personagem de Curtis ao longo da descida pelo Mississipi e é por isso que no parágrafo anterior afirmei que a viagem acaba por mudar a vida dos dois amigos, Curtis, outrora viajante de cidade em cidade, sem poiso fixo, acaba por perceber - também devido à história de Gerry - que um vida solitária ou com companhias esporádicas não é o que deseja. 

O filme é bom em fazer o espectador detestar Gerry, e pessoalmente o ponto mais baixo e que realmente não me fez gostar deste viciado no jogo foi a sua tentativa de roubo à ex-mulher, horas depois de te mentido ao companheiro dizendo que ia tentar reconquistar a ex-amada. Sem seguir os conselhos de Curtis e acreditando que a sorte eventualmente irá chegar, Gerry afunda-se mais na sua destruição.

O filme acaba por prender o espectador, não só para ver até quanto Gerry cai no fundo do poço ou se a sorte irá sorrir-lhe no final. 

O final acaba por ser o esperado e demasiado "hollywoodesco". Admito que esperava que Gerry admitisse o seu vício e procurasse ajuda mas o final deu a entender que até os maiores falhados têm realmente sorte na vida. Ainda assim o fim acaba por também dar por terminada todos os problemas de Gerry e acaba por ser um ponto de viragem numa nova vida.

Um filme com uma banda sonora mais virada para o Jazz e os Blues e sustentado por apenas dois actores que encarnam as suas personagens muito bem, Só fiquei com pena de não entender bem os motivos de Curtis nesta história toda, para além de ser um adicto da adrenalina da viagem e do jogo e de a Vanessa (Analeigh Tipton) não ser mais bem explorada.