quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ACTUALIDADE | Autor Brandon Sanderson esteve em Portugal



Texto e Fotos: Madalena Condado, com Jornal Nova Gazeta & Diário do Distrito | Direitos Reservados


Brandon Sanderson é um escritor americano de fantasia. Um homem com cara de miúdo e uma escrita que nos consegue transportar para outros mundos onde tudo é possível. E consegue faze-lo com aquela facilidade com que só os grandes escritores sabem. 

Foi isso que no passado dia 07 de novembro na FNAC do Colombo tanto eu como todos aqueles que ali se encontravam, e eram muitos, tivemos o privilégio de lhe transmitir ao ouvi-lo falar sobre o seu trabalho e planos futuros.

Entrou acompanhado do seu editor numa sala completa com os seus leitores e alguns curiosos, mas foi somente quando levantou o braço para saudar os presentes que o público lhe respondeu com uma salva de palmas ensurdecedora.



Deu-nos a oportunidade de o ficarmos a conhecer um pouco melhor nesta sua curta passagem pelo nosso país, sabemos que se considera um “nerd”, que ficou viciado na leitura quando uma sua professora lhe deu um livro de fantasia para ler, livro esse que conserva até hoje em local de destaque. Faz muita pesquisa para todos os seus livros e que antes de os enviar para publicação os dá a ler em entendidos nas diversas matérias que estes abordem, tendo sempre em conta as suas opiniões. 

Utiliza um bloco de notas onde coloca os nomes de todos os seus personagens na medida em que estes já ultrapassam os 2000. Escreve vários livros ao mesmo tempo. Ocupa o tempo em que autografa os livros que a sua editora inglesa lhe envia para ir ouvindo livros áudio. Ficámos ainda a saber que a ideia para escrever Steal Heart lhe surgiu quando se deslocava para uma sessão de autógrafos, no preciso momento em que um carro parou à sua frente impedindo a sua passagem e passo a citar o que disse na altura: “People in front of me you’re very luck I don’t have superpowers” (tu aí à minha frente tens muita sorte que eu não tenha superpoderes).

Recebe frequentemente ameaças de morte quando destrói uma personagem. Garantiu-nos, contudo, que durante o dia que passou em território nacional escreveu algumas páginas do próximo livro. E sabendo como Portugal pode ser inspirador acredito que em breve nos possa surpreender com um livro ou pelo menos algumas páginas cuja acção se desenrole por aqui.

Em hora de despedida julgo que é merecido um agradecimento especial à sua editora portuguesa a Saída de Emergência, por apostar forte na divulgação dos seus escritores e da literatura em geral.



Convido-vos a visitarem a página de Brandon Sanderson bem como a da Saída de Emergência para que possam ficar a conhecê-lo melhor e desafio-vos a adquirirem um dos seus livros e começarem desde hoje a lê-lo, acredito que vos surpreenderá.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

CINEMANIA | "O Herói de Hacksaw Ridge" [Crítica de Cinema]


Texto: Madalena Condado

Foto: Nós Audiovisuais - Direitos Reservados


Pelas magistrais mãos de Mel Gibson chega-nos mais um filme onde se juntam todos os ingredientes necessário para vir a ser um êxito de bilheteiras, ou não contasse ele com nomes como Hugo Weaving, Rachel Griffiths, Vince Vaughn, Richard Roxburgh, Andrew Garfield entre tantos outros. 

Hacksaw Ridge ao contrário de todos os filmes de guerra anteriormente produzidos tem a excepcional capacidade de nos mostrar um lado humano no meio de tanta destruição e morte. Tem tudo para poder ser considerado um filme antiguerra ou não fosse ele uma póstuma homenagem a Desmond Doss o primeiro militar Objector de Consciência a receber a Medalha de Honra pela coragem demonstrada em pleno campo de batalha.

Desmond Doss foi um verdadeiro herói de guerra americano que na batalha de Okinawa em que os soldados tinham que escalar a escarpa de Maeda renomeada pelos americanos de Hacksaw Ridge salvou sozinho 75 soldados feridos sem nunca pegar numa arma.

Este filme além de nos mostrar o legado de um verdadeiro pacifista, acaba por ser um tributo à sua própria fé, coragem e valor. E nada melhor para representar todos essas características de Desmond Doss do que a frase por ele utilizada para lhe dar força na árdua tarefa que teve ao salvar todos aqueles homens “Ajuda-me a salvar mais um”.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

[Cultura-Divulgação] Brandon Sanderson em Lisboa no próximo dia 7 de Novembro [Grupo Saída de Emergência]

No próximo dia 7 de Novembro, o autor Brandon Sanderson estará em Lisboa.

O autor, um dos mais importantes nomes da escrita fantástica da actualidade, tem encontro marcado com os fãs no dia 7 de Novembro, pelas 19 horas e 30 minutos na Fnac Colombo.

Para assinalar esta ocasião tão especial para os fãs, a Saída de Emergência encontra-se a promover um passatempo muito especial no Facebook.

Não deixe de participar!

Clique  AQUI e participe no passatempo.


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

[Cultura - Crítica Literária] "Os Espiões do Papa", de Mark Riebling [Editorial Presença]


Texto: Isabel de Almeida

Nova Gazeta & Blog Os Livros Nossos

Foto: Nova Gazeta/Direitos Reservados

O ensaio histórico Os Espiões do Papa, integra a colecção Biblioteca do Século, com chancela Editorial Presença, e reúne todas as características necessárias para se tornar numa obra de referência, sustentada sobre um excelente edifício de  pesquisa de relevantes arquivos e documentos que retratam o ambiente da espionagem e contra-espionagem envolvendo o Vaticano e o Papa Pio XII no decurso da II Guerra Mundial.

Mark Riebling destaca-se pela proeza de ter produzido um ensaio histórico sério, credível, mas que proporciona uma leitura acessível, entusiasmante e que agarra o leitor de forma sólida, ao longo de toda a narrativa, revelando-nos personagens fortes, corajosas e que conquistaram, por direito próprio, o seu lugar na história contemporânea, sendo de destacar Pio XII, que chegou mesmo a ser injustiçado ao ser considerado apoiante do regime Nazi e de Hitler, o que não poderia estar mais longe da verdade, conforme decorre da leitura desta obra.

Assume papel de relevo nesta narrativa Josef Müller, advogado Alemão, um homem carismático, íntegro, destemido e inteligente, que nunca hesitou em arriscar a própria vida em nome dos ideais de liberdade e democracia nos quais acreditava, assumindo o controlo e organização de diversas iniciativas de espionagem, fazendo a ligação entre o Vaticano e as forças religiosas civis e militares que, sob o signo do segredo, procuravam pôr fim à barbárie causada pelo Nazismo. Um protagonista verdadeiramente fascinante, com o qual empatizamos facilmente.

É perceptível ao leitor a posição bastante delicada em que Pio XII se viu colocado, uma vez que agir em nome do Vaticano - um Estado Autónomo - poderia agudizar ainda mais a já visível tensão de uma Europa em Guerra e colocar em risco princípios de Direito Internacional e actuar enquanto figura de proa da Igreja Católica poderia colocar em risco a segurança do Vaticano, perante a ameaça Nazi. Muitas vezes, Pio XII calou perante o mundo a sua dor e a sua revolta perante a perseguição e destruição de milhares de Judeus, é, portanto, um homem humano e solidário  aquele que aqui encontramos, a par do político e diplomata hábil, astucioso e algo frio que tantas vezes a história procurou apresentar.

A leitura desta obra surge como uma verdadeira pedrada no charco em termos daquilo que sempre tivemos por certo acerca deste período negro da história contemporânea da Europa e do mundo. Por vezes, os factos históricos, tal como nos são transmitidos inicialmente, dão azo a generalizações erróneas. O presente ensaio mostra-nos toda a rede de resistência interna Alemã ao regime Nazi, o apoio discreto mas eficaz do Vaticano a estas acções.

Interessante também são as reflexões no âmbito da filosofia política e religiosa que permitiram a estes homens justificar perante o mundo e perante as próprias consciências a eventual necessidade de cometimento de tiranicídio na pessoa de Hitler.

Com a estrutura própria de uma obra de ficção, onde nem sequer falta uma elevada dose de permanente suspense, perigo e intriga, heróis e vilões, justiça e injustiça, tudo em crescendo até ao desenlace final, num ritmo e envolvência verdadeiramente arrebatadores.

Brilhante, assente numa sólida base de pesquisa, e bastante revelador. Indispensável para quem goste de história.


Ficha Técnica:


Autor: Mark Riebling

Colecção: Biblioteca do Século

Edição: Outubro de 2016


Nº de Páginas: 424


Saiba mais detalhes sobre esta e outras obras no site da Editorial Presença, clicando AQUI


Nota de redacção: O exemplar da obra foi gentilmente cedido pelo editor para artigo de crítica literária.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

[Cinemania] "Chocolate" [Crítica de Cinema]


Crítica de Cinema

Texto: Madalena Condado

Foto: Direitos Reservados

O filme “Chocolate” através do olhar do seu realizador Roschdy Zem leva-nos até Paris do século XIX considerada como a capital europeia deste período. Mostra-nos com um detalhe impressionante as enormes desigualdades sociais, mas sobretudo dá-nos a conhecer a vida de um homem que teve a coragem de ser o primeiro palhaço negro da história.

Mais do que um filme é uma história de vida marcada pelo sofrimento e a constante procura da liberdade interpretado na perfeição pelo actor Omar Sy que já conta no seu curriculum com excelentes interpretações. 

Foca temas ainda hoje tão falados como o tráfico de seres humanos e o racismo. 

Nascido em Cuba filho de escravos, vendido a um espanhol, chega à Europa onde apesar de já não ser escravo continua a ser visto como um “animal” exótico. Começa no circo a interpretar o papel de canibal onde vem a conhecer aquele que seria o seu único verdadeiro amigo. Com ele passa a fazer parte do duo de palhaços “Footit e Chocolat” a partir dai a sua ascensão será muito rápida bem como o seu declínio. 

Footit é representado de uma forma majestosa pelo actor James Thiérrée que lembra em tantos momentos o seu avô Charlie Chaplin quer fisicamente quer na sua interpretação, durante o filme sente-se que Footit luta contra alguns demónios pessoais, mas esta ideia é deixada em aberto pelo realizador.

Chocolate é-nos apresentado como um homem charmoso principalmente com as mulheres e ambicioso, a sua capacidade para realizar o seu maior desejo interpretando “Othello” de Shakespeare perante a sociedade francesa será, no entanto, o gatilho que mudará a sua vida para sempre. 
Ao deixar o circo pelo teatro perceberá que nem tudo é alcançável. 

São focados os seus diversos vícios, ao jogo, ao álcool e às drogas os principais responsáveis pelo seu declínio e morte precoce. Julga-se que ainda não teria cinquenta anos quando morreu tuberculoso, na pobreza. Também aqui o realizador teve o cuidado de nos mostrar como a sua doença estava directamente relacionada com o seu modo de vida.

Este filme acaba por ser a forma de homenagear um homem que podia ter tido tudo não tivesse ela nascido numa época que não o compreendia e que o julgava por ser diferente. 

Podemos recordá-lo pelos seus mais diversos nomes Kananga, Chocolate, Rafael Padilla, mas na realidade ele será sempre lembrado como o primeiro Palhaço negro. 

E tal como o crítico Walter Benjamin afirmou no século XIX; “Cada época sonha a seguinte” e também Chocolate sonhava com um tempo que ainda não era o seu.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

[Cultura - Divulgação Literária] Editorial Presença lança " Os Espiões do Papa", de Mark Riebling


Chega amanhã [ Dia 19 de Outubro] às livrarias um livro que promete não deixar indiferentes todos os leitores que se interessem por temas relacionados com a II Guerra Mundial , o regime Nazi , Vaticano, Espionagem e Holocausto, um interessante ensaio histórico inserido na Colecção "Biblioteca do Século". Um lançamento com a marca de qualidade da Editorial Presença

[Sinopse da Obra]:

A GUERRA SECRETA DO PAPA CONTRA HITLER
UMA INTRIGA DE CAPA E ESPADA

A suposta impassividade do Vaticano perante as atrocidades dos nazis na Segunda Guerra Mundial continua a representar uma das maiores controvérsias da actualidade. A história apelidou Pio XII de «O Papa de Hitler» e considerou-o conivente com a política e ideologia nazi. Contudo, mais do que manter-se distanciado ou cúmplice dos acontecimentos ocorridos num dos períodos da história mais negros, o Papa teve um papel fundamental nos eventos que levaram à derrota nazi. O historiador Mark Riebling, baseado em documentos recentemente abertos pelos arquivos secretos do Vaticano e pelo British Foreing Office, apresenta a versão que ao longo de décadas foi encoberta, abrindo as portas do Vaticano para revelar factos surpreendentes na história do pontificado. Lê-se como um romance policial baseado na figura do espião alemão Josef Muller, embora seja um relato histórico rigoroso O resultado é um livro magistral que vem contribuir para uma nova visão dos acontecimentos.

[Sobre o Autor]:

Mark Riebling nasceu em Los Angeles e vive em Nova Iorque. Historiador, ensaísta e analista político, é diretor do Manhattan Institute for Policy Research. Foi cofundador do Center for Tactical Counter-terrorism e investigador no Center for Policing Terrorism/National Counter-terrorism Academy. Escreve para o New York Times e para o Wall Street Journal sobre temas relacionados com a segurança nacional. É considerado um autor inovador em temas relacionados com informação secreta e espionagem. Os Espiões do Papa está traduzido para várias línguas e é o seu segundo livro.

[O que diz a imprensa internacional]:

«Impossível parar de ler. Fascinante.»
Wall Street Journal

«Um livro notável. Leitura imprescindível.»
Washington Times

«Fruto de uma profunda pesquisa, é um livro que causará impacto. Notável.»
Peter Earnest, diretor do International Spy Museum


Fique a par desta e de outras novidades literárias no site da Editorial Presença, clicando AQUI




sexta-feira, 30 de setembro de 2016

[Beleza] O novo Rouge da Dior [Blog Parceiro Trinta e Tal]


Texto: Leonor Morais Vasconcelos 

Blog Parceiro Trinta e Tal

Foto: Direitos Reservados


"A touch of colour is all it takes to change your appearance."

             Christian Dior

A força do batom é histórica; colorir os lábios faz-nos mais confiantes, mais sensuais, independentemente da cor. Estudos referem mesmo que o batom é o produto de cosmética mais vendido em tempos de crise.

A casa Dior tem tido nos batons um dos produtos icónicos da sua linha de cosmética e maquilhagem. Este anos não foi excepção, tendo sido há pouco tempo o lançamento do novo Rouge.

Para Peter Philips, Director Criativo da marca, foi feita uma re-interpretação das 4 cores de culto da casa Dior:

O vermelho, que sai agora como 999 Matte

O vermelho coral 080 Red Smile faz uma vénia ao tom 080 que o Mr. Dior lançou em 1959

O fuchsia 047 Miss leva-nos ao rosa da fragrância Miss Dior, concebida em 1947

O 060 Première é uma homenagem ao 'bois de rose 60'

«Criei esta colecção para que cada mulher se pudesse exprimir através da escolha da cor que quiser».

Este novo batom da Dior vem, assim, em quase 60 tons, desde os vibrantes vermelhos, aos rosas e alguns tons novos, como é o caso do azul.