sexta-feira, 2 de junho de 2017
ARTES | 87ª edição da Feira do Livro de Lisboa | GRUPO SAÍDA DE EMERGÊNCIA
Se ainda não tem programa para este fim de semana recomendamos os pavilhões do grupo SAÍDA DE EMERGÊNCIA onde poderão encontrar um programa repleto de boas ideias. Deixamos aqui algumas ideias para os próximos dias 03 e 04 de Junho.
OPINIÃO | Livros que nos fazem água na boca | MARGARIDA VERÍSSIMO
Pelo título que escolhi poderia parecer que falo de livros de
culinária, daqueles cheios de receitas e principalmente fotos de deliciosas e
suculentas iguarias, doces ou salgadas, daqueles que nos dão uma vontade enorme
de ir a correr saciar uma fome repentina…e que nos fazem meter à boca o
primeiro alimento que se atravessar no nosso caminho.
Mas não. Os livros podem (e devem) despertar os nossos
sentidos, as nossas emoções. Adquiri um gosto especial por livros que me despertam
os sentidos do paladar e do olfato. Livros cuja história e personagens se
envolvem de cheiros, sabores, em confeções de refeições, de aromas. Por vezes
as descrições são tão pormenorizadas e as evocações aos aromas são tão intensas
que as nossas papilas gustativas entram em ação reconhecem e sentem de imediato
as substâncias descritas. Situações há em que se faz a descrição de aromas ou
sabores que não conhecemos totalmente e então entra também em ação a nossa
imaginação e já nos estamos a ver como chefes de renome no ato criativo de uma
nova iguaria.
O livro que me despertou completamente estes sentidos e que
me fez querer persistir na procura de livros que o continuassem a fazer foi “Como
água para chocolate” da Laura Esquivel.
Descobri Joanne Harris com “O vinho mágico”. Não, não foi com
“chocolate” por incrível que pareça, eu que tanto gosto de chocolate. A autora
é mestre no que diz respeito em nos despertar os sentidos do paladar e do
olfato e como tal lá vou alternando os seus livros com outros menos sensoriais.
Recordo “Cinco quartos de laranja” e “O aroma das especiarias”.
Há alguns livros, sem que tivesse de antemão qualquer
referência, que, ou pelo título sugestivo ou pela sua descrição me levaram a
que os adquirisse e se revelaram agradáveis surpresas. Deles destaco “Onde
crescem limas não nascem laranjas” de Amanda Smyth, “A viagem dos cem passos”
de Richard Morais e “Ingredientes para o amor” de Erica Bauermeister.
Mas falar de livros sensoriais e não referir “O perfume” de
Patrick Suskind é impensável. “O perfume” é O livro! Como adorei este livro! É
simplesmente genial. Quando derretida olho cheia de amor para os meus filhos e
penso “Gosto tanto deles que só me apetece trincar” lembro-me logo deste
livro….
Autora
Margarida Veríssimo
quinta-feira, 1 de junho de 2017
ARTES | Dia Internacional da Criança e Feira do Livro de Lisboa
Este ano e pela primeira vez a Feira do Livro de Lisboa tem o seu início no dia Internacional da Criança.
Conta com um programa variado, vocacionado neste dia para os mais novos e com o apoio das Bibliotecas de Lisboa.
O programa deste primeiro dia tem o seu início às 10h30 e conta com um concerto da Orquestra Tradicional da Casa Pia seguida de uma parada de mascotes, um Mural de ilustrações que ao longo do dia irá sendo colorido com imagens alusivas ao livro e à leitura pelos ilustradores portugueses Paula Galindro, André da Loba e João Rodrigues.
Serão ainda realizados durante o dia jogos tradicionais e de lógica. Existirá uma oficina de ilustração e outra de reciclagem e contará ainda com a presença do Chapitô, com várias actividades onde o público presente é sempre convidado a participar.
E se ler é um prazer, fazê-lo com o riso das crianças ganha uma nova dimensão.
Autora
Madalena Condado
Autora
Madalena Condado
quarta-feira, 31 de maio de 2017
OPINIÃO | Margarida Veríssimo
A partir da próxima sexta-feira dia 02 de Junho, Margarida Veríssimo começará a sua colaboração semanal com o Jornal Nova Gazeta.
Margarida Veríssimo nasceu em Lisboa há 47 anos. Licenciada em arquitetura deixou Lisboa aos 24 anos para ir morar na aldeia, na casa onde seu pai nasceu em Ansião. Em 1998 muda-se, já casada, para Condeixa onde nascem os seus 2 filhos. Estas mudanças permitiram-lhe a vivência de 3 realidades distintas: viver na cidade, na aldeia e numa vila.
ENTREVISTA | Paulo Costa Gonçalves "...só posso ir longe com este género e com o inspetor Alex se for acompanhado."
Texto e Fotos: Madalena Condado
Para
quem ainda não o conhece, Paulo Costa Gonçalves é sociólogo e autor, mas acima
de tudo um apaixonado pela vida. Bom companheiro de conversas, costuma descrever-se
como um aprendiz, uma espécie de escritor que adora a nossa História
colocando-a sempre como fio condutor em todos os seus livros.
Através
da sua escrita conhecemos e aprendemos a amar o inspector Alexandre Melo, este
investigador que tem a singular capacidade de nos entrar pela imaginação como um
pensamento tornando-se num vicio difícil de saciar. Se nos seus anteriores
livros começámos a acompanhar as aventuras e desventuras deste homem que
aprendemos carinhosamente a tratar por Alex, no “Enigma da Mentira”, voltarmos
a sentir-nos novamente catapultados para as suas investigações, acompanhando
cada momento como se fosse o último, vibrando com as suas decisões, opondo-nos
a algumas delas, mas acabando sempre por nos sentirmos parte integrante daquele
mundo enquanto devoramos as suas páginas na ânsia de saber mais. Damos por nós
a ler como se um filme se desenrolasse na nossa imaginação e começamos a
refrear a nossa leitura quando sentimos que nos aproximamos do seu último capítulo.
A verdade é que é difícil resistir à escrita criativa do seu criador.
Por
saber que o Paulo vende muito bem em países como a Argentina e o Brasil, perguntei-lhe
para quando os seus livros em outros idiomas. Garantiu-me que poderá estar para
breve apesar de sentir que a sua escrita acabará por perder muito com as traduções.
O
“Enigma da Mentira”, o terceiro livro de Paulo Costa Gonçalves foi apresentado
no passado dia 9 de abril no café literário da Chiado Editora, o local ideal
para receber mais uma aventura do nosso inspector, numa sala cheia de leitores ávidos
onde a conversa fluiu como é habitual com o Paulo. Ficou ainda no ar a
possibilidade de enveredar por outro género literário mantendo sempre o nosso
apetite saciado no que diz respeito ao inspector Alex Melo.
Mas
nada melhor do que falarmos com ele.
MBC - Para os
leitores que ainda não te conheces como te apresentarias?
PCG -
Apresentar-me-ia como um autor que passo a passo, neste caso livro a livro,
tenta singrar no panorama literário português e num género, o romance policial,
onde não existem referências nacionais ao nível da ficção o que leva muitos dos
leitores a fazerem comparações com autores internacionais e com uma maior
incidência no Dan Brown, talvez pelos acontecimentos históricos que uso para
criar os enredos das histórias dos meus livros. Ou seja, como costumo dizer:
histórias que se cruzam com a História. Sou ainda alguém que tem consciência do
panorama literário nacional, distribuição, etc., e por isso com os pés bem
assentes no chão e que estranhamente ou talvez não tem inúmeras encomendas de
livros vindas dos quatro cantos do mundo. Em suma, por mais estranho que possa
parecer tenho mais encomendas via redes sociais do que o que se vende nas
lojas.
MBC - Porquê um
inspector Alexandre Melo? Foi uma personagem baseada em alguém que conheças?
Talvez um pouco em ti mesmo?
PCG - O
inspetor Alexandre Melo, Alex para os amigos, foi pensado um pouco como um
género de Hercule Poirot contemporâneo. No entanto enquanto o personagem da Agatha
Christie era um detective particular, o meu inspetor é um mero agente da
polícia judiciária portuguesa, com vida pessoal e o oposto do super-herói, e
conjuga a sua intuição com a ciência forense, não deixando, contudo, de mesmo
contra todas as provas por vezes bem fundamentadas na ciência forense de seguir
a sua intuição e com isso fazer a diferença. Se há nele um pouco de mim? Sim, penso
que sim, mas também um pouco de cada um de nós. No meu caso e sendo sociólogo
que trabalha muito no terreno e numa contemporaneidade em constante mutação há
alturas em que também tenho que sair das ditas “conchas teóricas” onde assenta
muita da investigação sociológica para uma melhor obtenção de resultados. No de
todos nós, porque o Alex é um homem normal, inspetor da polícia que tem uma
vida normal com amores e desamores como qualquer comum mortal com quem nos
podemos cruzar na rua, assim como todos os personagens dos meus livros.
MBC - Fala-nos um
pouco do teu processo criativo. O que te inspira, qual o segredo para manteres
os teus leitores agarrados à leitura sempre com receio de que a estória tenha
um fim.
PCG - Desde
criança que sempre gostei muito de ler e as minhas leituras também desde cedo
foram transversais a todos os géneros literários, contudo houve sempre alguma
preferência pela História e pelos policiais. A História pelo conhecimento mais
dos acontecimentos e o que influenciaram o percurso da humanidade e menos do
herói, e os policiais pelo entretenimento de horas bem passadas. Digamos que é
um misto disso que tento passar nos meus livros. Isto é, dar a conhecer alguns
acontecimentos históricos e praticamente desconhecidos de todos e depois o
entretenimento de um enredo policial com base nesses mesmos acontecimentos. Por
exemplo, em O Herdeiro de Antioquia, e a sequela. Sob estranhos céus, a base
foi a conquista da cidade de Antioquia em 1098, durante a primeira cruzada e o
que aconteceu e que por muito que não se queira acreditar aconteceu. Já no
recente Enigma da Mentira a base é um documento que relata uma incursão viking
em 1015 na zona onde se situava e ainda se situa a cidade do Porto e a história
de um lavrador que viu as suas três filhas serem raptadas pelos invasores e
tudo o que ele passou para as resgatar. Depois pego nesses acontecimentos e em
descendentes contemporâneos de quem os viveu e crio uma história onde esses
descendentes fazendo uso dos mais diversificados ardis tentam tirar benefícios
próprios. Acontece que como tento escrever sobretudo histórias que sejam de
fácil leitura e para entretenimentos dos leitores e onde eles passem umas
horas, digamos desligados dos problemas da vida, os livros acabam por ter um
ritmo que muitos consideram algo cinematográfico. Inclusive muitos dos
feedbacks dos leitores sublinham, por um lado, precisamente isso e a sensação
que têm de estar a ver um filme e até se esquecerem das horas, de trocarem de
transportes ou passarem a noite em branco embrenhados na leitura e, por outro
lado, confidenciam que por vezes têm a sensação que conhecem aquele personagem,
que têm a ideia de já se terem cruzado com ele na rua, etc.
MBC - Planos
para um futuro próximo. Podes garantir-nos que independentemente de enveredares
por outros géneros de escrita continuaremos a vibrar com as fantásticas
aventuras do inspector Melo?
PCG - Sim, as
histórias do inspetor Alex que se cruzam com a História são para continuar
enquanto os leitores assim o desejarem e existam editoras dispostas a apostar,
porque como disse anteriormente trata-se de um género sem referencial nacional
e pelo que julgo saber existem apenas dois ou três autores, pelo menos com o
seu nome real e sem disfarces de pseudónimos anglo-saxónicos, a tentar singrar
neste género, inclusive no passado Dinis Machado com o pseudónimo de Dennis
McShade também fez algumas incursões no género mas sem grande sucesso. O que
quero dizer é que como diz um proverbio africano: se queres ir depressa vai sozinho,
mas se quiseres ir longe vai acompanhado. No fundo é isso, só posso ir longe
com este género e com o inspetor Alex se for acompanhado tanto pelos leitores,
como pelas editoras que queiram apostar num “terreno ainda virgem”. No entanto
gostava também de abordar um outro género que embora tenha já o enredo na
cabeça e algumas coisas no papel ainda não consegui fazer a abordagem que
realmente me satisfaça. Não é um género fácil e tem alguma complexidade porque
é algo relacionado com segundas oportunidades que nos podem ser proporcionadas
após a morte.
MBC - O próximo
passo lógico para quem já leu os livros seria uma série televisiva. Podes
adiantar-nos algo acerca disso?
PCG - Bem… é
algo que não desdenharia até porque como já referi os leitores referem-se aos
meus livros como: terem a sensação de estar a ver um filme. Apenas posso dizer
que após o lançamento de O Herdeiro de Antioquia houve alguém bem conhecido no
panorama televisivo e das novelas que, após ter lido o livro, me contactou e
questionou a minha opinião sobre o assunto, mas foi algo que não passou disso
mesmo, de uma mera abordagem, talvez prematura ou talvez como uma ideia de
futuro. Honestamente não sei porque a coisa ficou por ali mesmo e já se
passaram dois anos.
terça-feira, 30 de maio de 2017
OPINIÃO | Ana Kandsmar
A partir do próximo Sábado dia 03 de Junho, Ana Kandsmar começará a sua colaboração semanal com o Jornal Nova Gazeta.
Ana Kandsmar é mãe, autora, jornalista, copywriter e blogger. Mentora do projecto literário Bee Dynamic Books - agência de divulgação de novos autores. Escreve por prazer. Por paixão. Por necessidade. Lê muito. Para se evadir. Para se construir. Para aprender. Nasceu na década de 70 e cresceu com livros. Os seus e os dos outros. Em 2004, apaixonou-se pela blogosfera e foi ficando. Doze anos depois, continua a depositar as suas reflexões em cadernos virtuais. A Vida Dá Muitas Vodkas é o que resta de uma caminhada que se iniciou com o Divagações, depois veio o Luana, e agora, que o tempo é pouco, fica-se pelo registo mais ou menos regular das voltas que a vida lhe dá. “A Guardiã- O livro de jade do Céu”, é o romance histórico/fantástico que publicou em 2015. No mesmo ano, participou com o conto “Kilimanjaro”, na antologia de contos de autores da editora Capital Books.
Ana Kandsmar é mãe, autora, jornalista, copywriter e blogger. Mentora do projecto literário Bee Dynamic Books - agência de divulgação de novos autores. Escreve por prazer. Por paixão. Por necessidade. Lê muito. Para se evadir. Para se construir. Para aprender. Nasceu na década de 70 e cresceu com livros. Os seus e os dos outros. Em 2004, apaixonou-se pela blogosfera e foi ficando. Doze anos depois, continua a depositar as suas reflexões em cadernos virtuais. A Vida Dá Muitas Vodkas é o que resta de uma caminhada que se iniciou com o Divagações, depois veio o Luana, e agora, que o tempo é pouco, fica-se pelo registo mais ou menos regular das voltas que a vida lhe dá. “A Guardiã- O livro de jade do Céu”, é o romance histórico/fantástico que publicou em 2015. No mesmo ano, participou com o conto “Kilimanjaro”, na antologia de contos de autores da editora Capital Books.
terça-feira, 9 de maio de 2017
ENTREVISTA | Paula Veiga "Leonor de Lencastre, foi uma mulher fabulosa"
Texto e Fotos: Madalena Condado
Paula Veiga falou-me do seu mais recente livro “A Rainha Perfeitíssima”, editado pela Saída de Emergência e inserido na coleção “História Portuguesa em Romances” onde se cobrem quase quatro séculos de história através dos cinco continentes.
Neste seu novo romance ficamos a
conhecer D. Leonor de Lencastre em toda a sua plenitude, como mulher, mãe, tia,
educadora, regente, benemérita, mecenas e Rainha.
Sabendo que a autora faz sempre uma
intensiva investigação para todos os seus processos criativos, fico
ansiosamente à espera do que ainda tem guardado “dentro da gaveta”, com a
certeza, porém de que será uma nova e fantástica obra, seja ela sobre o império
romano ou sobre a segunda Grande Guerra Mundial.
PV - O leitor pode esperar uma obra
biográfica sobre esta rainha.
D. Leonor enfrentou durante a sua
vida algumas tragédias pessoais, sendo confrontada, desde muito nova, com a
morte dos irmãos, do pai e de um filho (um nado morto em 1483). Anos mais
tarde, morreria o príncipe herdeiro, num acidente suspeito, em 1491.
Após a morte do filho veio a
desilusão quando o seu marido, em substituição do seu próprio filho, tentou
colocar no trono o seu descendente bastardo, D. Jorge, filho de D. Ana de
Mendonça, fidalga de Castela.
A sua vida foi fértil em tragédias e
amarguras. Veja-se, por exemplo, as contendas entre o seu marido, D. João II, e
a nobreza. As conspirações sucediam-se e culminaram não só na prisão, como
posteriormente na execução, do duque de Bragança (seu cunhado) como também na
morte do duque de Viseu, D. Diogo (seu irmão), com um punhal no peito, às mãos
de El-Rei.
Também a morte do Rei, seu marido,
provavelmente envenenado, em 1495, não foi facilmente ultrapassável porque
levantaram-se falsas suspeitas contra ela.
É a minha singela homenagem a uma
grande mulher. Na minha opinião, a uma mulher Perfeitíssima!
MBC - Porquê esta rainha em
particular quando a nossa história está repleta de rainhas com as mesmas
qualidades, virtudes, e com tanta intensidade de momentos marcantes durante os
seus reinados?
PV - Porque na minha opinião, Leonor
de Lencastre, foi uma mulher fabulosa! Provavelmente a monarca mais culta e
magnânima que o reino de Portugal alguma vez viu nascer. Era uma rainha que se
preocupou com as causas sociais, com os desfavorecidos, com os doentes e criou
as Misericórdias que ainda hoje têm um papel activo na nossa sociedade. Criou
igualmente vários hospitais e outras construções relevantes, entre os quais
destaco: o Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, a Igreja de Nossa
Senhora do Pópulo, o Hospital de Todos os Santos, o Convento da Madre
de Deus, o Convento da Anunciada, a igreja de Nossa Senhora da Merceana, a
Igreja de Santo Elói e o Convento de S. Bento, de Xabregas.
O seu legado. O amor que tinha pelos
mais desfavorecidos, o esforço que empreendeu na luta contra a miséria, o
empenho com que se dedicou a esta causa tão nobre que foi o princípio
orientador da sua acção como rainha.
A Rainha também deu uma notável
contribuição à divulgação das artes e das letras, nomeadamente ao ter
encomendado e mandado imprimir as obras de Gil Vicente. A título de exemplo,
saliento o “Auto da Visitação”, o “Auto da Alma”, “Auto da Barca do
Inferno” e a “Auto da Barca do Purgatório”. Divulgou, igualmente, autores
estrangeiros, entre os quais posso destacar o livro de Marco Polo; o Livro
de Nicolau Veneto; Carta de um Genovês mercador; o livro do “Os actos dos
Apóstolos”, o “Bosco Deleitoso”, “O espelho de Cristina”;
PV - Sim, sem dúvida! Já
escrevi mais três Romances Históricos, depois de ter escrito este sobre D.
Leonor, mas nenhum deles versa sobre outra rainha. Estas obras estão para
apreciação da minha editora e espero que sejam editadas brevemente.
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