sexta-feira, 9 de junho de 2017

OPINIÃO | Pizzas e Pizas | MARGARIDA VERÍSSIMO

Quem me conhece sabe que adoro Itália e tenho vários amigos italianos. Há tempos uma amiga, italianíssima de gema, publicou um artigo no seu mural do facebook relativo à confusão que existe sobre costumes gastronómicos italianos e da veracidade de algumas receitas ditas italianas.

Pelo que percebi do texto e dos comentários à publicação, se há coisa que faz um italiano sair do sério é saber que há quem faça (e coma) pizza com fruta, nomeadamente com ananás… Nunca, mas nunca se põe fruta numa pizza, nem frango… E muito menos bacalhau!

Como eu adoro pizza e, sacrilégio dos sacrilégios, adoro pizza (e outros pratos) com fruta, esta semana fui com a família deliciar-me ao local onde servem as melhores pizzas (ou pizas) de Condeixa - a - Nova. Pedi uma “pizza Madeirense” que leva frango, maçã, banana e ananás. Simplesmente divinal… Para o meu paladar, que sou a única na família que gosta de fruta na comida.

Em jeito de provocação publiquei 2 fotos da pizza, juntamente com a descrição dos ingredientes, no mural da minha amiga italiana… Ui. Como esperado as reações foram de poucos “likes” mas muitos “iconzinhos” de raiva e choro e comentários a dizer que nunca iria encontrar uma pizza assim em Itália, que não colocam fruta nem frango nas pizzas.
EU SEI! Não era uma pizza italiana, era uma pizza, ou piza, “madeirense”!

A questão que se coloca é: será legítimo fazer pizas onde se colocam todos e mais alguns ingredientes, que da receita tradicional e original italiana pouco mais têm que a massa, o tomate e o queijo? Para mim sim, desde que não lhes chamem pizza napolitana, nem pizza Margherita…. E nesse caso deveriam adotar a grafia portuguesa: piza alentejana, piza transmontana, piza algarvia, piza tropical, piza madeirense… Uma infinidade de receitas maravilhosas prontas a saciar os mais variados paladares.

Porque ficam os italianos tão aborrecidos se com a base de um dos seus mais famosos pratos típicos - a saber que a pizza não foi uma invenção italiana mas uma adaptação de uma receita que surgiu, pensa-se, que no Egito, passou para os Fenícios e chegou a Nápoles vinda da Turquia – nós transformamos e criamos novos pratos, com novos ingredientes e sabores?
Ok, não querem que se pense que essas modernices são algo tradicionalmente italiano…. A pureza da criação original (a pizza como a conhecemos hoje) deve permanecer, afinal ninguém pensaria cobrir o David de Michelangelo Buonarroti com cores e vestes… Ou pensaria?!

Conclui-se que nós somos mesmo um país de criativos, nomeadamente no que à comida diz respeito, gostamos de experimentar, criar, alterar… Afinal existem pastéis de nata de chocolate, de castanhas, de maracujá….Pastéis de nata vegan! Não me parece que isso afete o ego da nossa nação: um pastel de nata será sempre um pastel de nata!

Mas o mais deprimente nesta história é que a minha amiga italiana ainda nem sequer provou piza com fruta…quem sabe o que poderá acontecer se provar, ela que é fã de bacalhau à Brás!











Autora
Margarida Veríssimo

quarta-feira, 7 de junho de 2017

ARTES | Ana Margarida de Carvalho | DESASSOSSEGO

O livro Julgamentos que Mudaram a História de Ana Margarida de Carvalho 
é apresentado por Rui Cardoso Martins e Luís Almeida Martins 
na Feira do Livro, domingo 11 de Junho, às 17h, na Praça Laranja.



LITERATURA | Robert Service | DESASSOSSEGO - GRUPO SAÍDA DE EMERGÊNCIA



Robert Service é um académico britânico e historiador da Rússia moderna e da União Soviética. É professor de História Russa na Universidade de Oxford e o autor de várias obras muito aclamadas sobre o passado e o presente da Rússia, com destaque paraLenin: A BiographyA History of Twentieth-Century RussiaRussia: Experiment with a People e Stalin: A BiographyO Último dos Czares: Nicolau II e a Revolução Russa é a sua mais recente obra. Vive em Londres com a esposa e quatro filhos.



Um dos primeiros livros da chancela Desassossego intitula-se O Último dos Czares. Nicolau II e a Revolução Russa do historiador Robert Service. Para assinalar os 100 anos da revolução russa convidámos o autor para vir a Lisboa nos dias 8 e 9 de junho.


Com acesso a documentos nunca antes investigados, incluindo os diários pessoais do próprio Czar, Robert Service, um dos mais respeitados especialistas na História russa, lança uma nova luz sobre os últimos meses da vida de Nicolau, entre a abdicação e o assassinato de toda a família a sangue-frio. O Último dos Czares é uma investigação admirável de um homem apanhado desprevenido pela História, e revela-nos o cenário social, económico e político que fermentava na Rússia após a tomada de poder bolchevique e no início da República Soviética de Lenine.

Em março de 1917, Nicolau II, o último Czar da Rússia, abdicou e a dinastia que governara o império por mais de três séculos foi forçada a ceder o poder aos revolucionários bolcheviques. Com acesso a documentos nunca antes investigados, incluindo os diários pessoais do próprio Czar, Robert Service, um dos mais respeitados especialistas na História russa, lança uma nova luz sobre os últimos meses da vida de Nicolau, entre a abdicação e o assassinato de toda a família a sangue-frio. O Último dos Czares é uma investigação admirável de um homem apanhado desprevenido pela História. E revela-nos o cenário social, económico e político que fermentava na Rússia após a tomada de poder bolchevique e no início da República Soviética de Lenine.

terça-feira, 6 de junho de 2017

LITERATURA | Ana Margarida de Carvalho | DESASSOSSEGO - GRUPO SAÍDA DE EMERGÊNCIA



Ana Margarida de Carvalho é jornalista e escritora. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, o seu primeiro romance Que Importa a Fúria do Mar valeu-lhe o prémio APE 2013. O mesmo livro foi finalista nos mais prestigiados prémios relativos à data de edição. Tem reportagens, contos e poemas espalhados por várias publicações e coletâneas e um livro infantil chamado A Arca do É, com o ilustrador Sérgio Marques.
Não se Pode Morar nos Olhos de um Gato é o seu segundo romance, foi considerado livro do ano 2017, nomeado pela SPA, e vencedor do Prémio Manuel Boaventura.









A Desassossego publica esta sexta-feira o livro Julgamentos que Mudaram a História de Ana Margarida de Carvalho.

Ana Margarida de Carvalho, na sua primeira incursão na não-ficção, apresenta “Os Processos da Vergonha”, como por exemplo o de Galileu Galilei ou de Os Távora. Fala sobre o julgamento de Henrique VIII, Maria Stuart, Carlos I ou Maria Antonieta. Conta como correram alguns dos processos americanos que emocionaram o mundo como o de Bebé Lindbergh ou Charles Manson ou alguns julgamentos revolucionários como “Chicago 7” ou Fidel Castro, temos ainda processos de grandes invasores ou contra nazis e casos portugueses que ainda ninguém esqueceu como o Zé do Telhado, Alves Reis, Capitão Roby, Dona Branca ou o gangue do Multibanco, entre outros.


LITERATURA | PAULA HAWKINS | TOPSELLER


segunda-feira, 5 de junho de 2017

LITERATURA | Anabela Natário | DESASSOSSEGO - GRUPO SAÍDA DE EMERGÊNCIA


Anabela Natário, 57 anos, alfacinha. Jornalista e escritora. Começou em 1981 no Correio da Manhã, passou pela Agência Lusa, Público, 24Horas, Courrier Internacional e jornal Expresso, entre muitas outras colaborações. Quando fez um descanso dos jornais, foi adjunta do presidente do Supremo Tribunal de Justiça e criou uma empresa inovadora de venda de prosa à medida, a “Énetextos, Caracteres Efervescentes”, e depois... voltou ao jornalismo. Quanto ao lado de escritora, publicou a primeira ficção, A Cueca Bibelô, em 2007, e a segunda em 2014, O Assassino do Aqueduto. No ínterim, foi coautora de um livro sobre património mundial publicado em chinês, fez um prefácio a contar a história de Francisco Grandella e os Makavenkos e publicou mais seis livros, estes formando uma coleção de 177 biografias de mulheres do século X ao XX, intitulada “Portuguesas com História”. Agora, está de volta ao crime...


Cuidado com elas!
São 23 mulheres, desde assassinas a vigaristas e gatunas.
Uma desfez-se do marido, servindo-lhe um prato de arroz temperado com arsénio ao jantar. Outra, seguindo um plano mais elaborado, temperou um clister com a mesma intenção. Uma terceira ia buscar crianças para adotar e desfazia-se delas, asfixiando-as com uma tira de pano.

Menos violentas, mas não menos criminosas, são as larápias de mão leve, algumas verdadeiras figuras públicas, cujas aventuras nos dão a conhecer o Portugal de outros tempos.

Mulheres Fora da Lei convida-nos a viajar pela vida das maiores criminosas dos últimos três séculos. E só o facto de já estarem todas enterradas no passado nos deixa alguma tranquilidade.

domingo, 4 de junho de 2017

LITERATURA | Virginia Vallejo | PENGUIN RANDOM HOUSE



Virgínia Vallejo, conhecida jornalista colombiana que manteve uma relação muito próxima com Pablo Escobar, vai estar em Portugal para apresentar o seu livro Amo Pablo, Odeio Escobar, um testemunho muito perturbador do tipo de homem que era um dos narcotraficantes mais perigosos de sempre. O livro é marcado não só pela história de amor que os juntou, mas também pela crueldade e violência de que Escobar era capaz.












Uma história de amor convertida numa crónica de horror e vergonha, que descreve a evolução de uma das mentes criminosas mais sinistros do nosso tempo: a sua capacidade de infundir terror e gerar corrupção, as ligações entre os negócios ilícitos e várias figuras de Estado, assassinatos e a guerra que engoliram o seu país. Amo Pablo, Odeio Escobar também é uma visão íntima do barão da droga, plena de glamour e espírito de sobrevivência. Virgínia Vallejo narra esta história de forma tão crua quanto próxima, como mais ninguém poderia ter feito.