sexta-feira, 9 de junho de 2017

LITRATURA | Marcello Duarte Mathias | DOM QUIXOTE

Nas livrarias a 13 de Junho



Das cartas de amor de Fernando Pessoa à diplomacia da Geração de 70, dos caminhos de Portugal aos destinos europeus, de Miguel Torga a Arthur Koestler, da arte fotográfica à pessoalíssima evocação de Biarritz, diversos são os temas que preenchem as páginas deste volume de crónicas e ensaios.

Livro que é também – por entre escritores e políticos, a memória de uns e o percurso de outros – um determinado retrato do nosso tempo.

LITERATURA | Maria Teresa Horta | DOM QUIXOTE (Poesia)

Nas livrarias a 13 de Junho




O novo livro de Maria Teresa Horta, Poesis, é uma reflexão sobre a poesia e, também, um retrato poético sobre a vida da própria autora enquanto poetisa, com vários poemas alusivos ao seu percurso pessoal, abordando as dificuldades e as perseguições de que foi alvo enquanto mulher e autora de poesia erótica.

LITERATURA | Paulo M. Morais | CASA DAS LETRAS

Nas livrarias a 13 de Junho

Um médico octogenário, cansado de lutar contra os bichos que imagina devorarem-lhe o corpo, decide que não quer continuar a viver. Metódico e informado, prepara a sua morte: ocupa um quarto da casa, comunica à família as suas intenções e deixa, pura e simplesmente, de se alimentar. 

Apesar do choque inicial que a notícia provoca, um dos netos resolve ajudá-lo a cumprir a sua última vontade. Visita-o diariamente, e as horas que passam juntos a rememorar o passado e a conversar sobre os tempos que se aproximam constituem uma terna despedida, uma espécie de luto pacificado.

Mas eis que, numa reviravolta inesperada, o médico acorda um dia com uma súbita vontade de viver… E essa atitude intempestiva, em lugar de representar um alívio, abala a já conquistada serenidade, dando lugar a uma convulsão em que mesmo o afeto é posto em causa.

Num momento em que a eutanásia e a qualidade de vida dos mais velhos estão na ordem do dia, o autor constrói neste romance uma narrativa fulgurante que nos leva a pensar como a família – e a sociedade – se deve estruturar para lidar com a morte próxima de um dos seus elementos.

LITERATURA | Mário Cláudio | DOM QUIXOTE

Nas livrarias a 13 de Junho

Na escumalha da tripulação da armada que ruma às Índias segue Barnabé, jovem grumete, natural das cercanias de Lamego, e portador de um segredo. Sujeito ao mais bruto serviço, vive, mesmo assim, junto do capitão e de seu irmão Paulo, aventuras inimagináveis para alguém da sua condição: atravessa o mar e os seus mostrengos, as tempestades de fora e as interiores, a euforia de se definir homem, e fragilíssimo como tal.

Muitos anos mais tarde, numa impiedosa noite de Inverno, um já velho Vasco da Gama recebe a visita de um peregrino andrajoso que vem alumiar-lhe as memórias sobre o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. E é através do cruzamento destas duas vozes que quem tem ouvidos para ouvir poderá conhecer os pormenores ocultos de uma viagem que transformou a percepção que se tinha do mundo.

Nova edição, a 3.ª, com nova capa, de um romance que foi pela primeira vez publicado em 1998.

LITERATURA | Zadie Smith | DOM QUIXOTE

Nas Livrarias a 13 de Junho


Duas raparigas mestiças sonham ser dançarinas – mas apenas uma, Tracey, tem talento. A outra tem ideias: sobre ritmo e tempo, sobre corpos negros e música negra, sobre o que constitui uma tribo ou torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade de infância, forte mas complicada, que termina abruptamente aos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca ser completamente esquecida. Tracey chega a dançarina de teatro musical, mas debate-se com a vida adulta, enquanto a amiga vira costas ao velho bairro e percorre o mundo como assistente pessoal de uma cantora famosa, Aimee, observando de perto como vivem as pessoas mais ricas do mundo.

Mas quando Aimee adquire grandiosas ambições filantrópicas a história muda-se de Londres para a África Ocidental, onde os turistas da diáspora acabam por regressar em busca das suas raízes, onde os jovens arriscam a vida na fuga para um futuro diferente e as origens de uma desigualdade profunda não são uma questão de história longínqua, mas sim uma dança atual, ao som da música do nosso tempo.

ARTES | 87ª edição da Feira do Livro de Lisboa | GRUPO SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Se ainda não tem programa para este fim de semana recomendamos os pavilhões do grupo SAÍDA DE EMERGÊNCIA onde poderão encontrar um programa repleto de boas ideias. Deixamos aqui algumas ideias para os próximos dias 10 e 11 de Junho.



OPINIÃO | Pizzas e Pizas | MARGARIDA VERÍSSIMO

Quem me conhece sabe que adoro Itália e tenho vários amigos italianos. Há tempos uma amiga, italianíssima de gema, publicou um artigo no seu mural do facebook relativo à confusão que existe sobre costumes gastronómicos italianos e da veracidade de algumas receitas ditas italianas.

Pelo que percebi do texto e dos comentários à publicação, se há coisa que faz um italiano sair do sério é saber que há quem faça (e coma) pizza com fruta, nomeadamente com ananás… Nunca, mas nunca se põe fruta numa pizza, nem frango… E muito menos bacalhau!

Como eu adoro pizza e, sacrilégio dos sacrilégios, adoro pizza (e outros pratos) com fruta, esta semana fui com a família deliciar-me ao local onde servem as melhores pizzas (ou pizas) de Condeixa - a - Nova. Pedi uma “pizza Madeirense” que leva frango, maçã, banana e ananás. Simplesmente divinal… Para o meu paladar, que sou a única na família que gosta de fruta na comida.

Em jeito de provocação publiquei 2 fotos da pizza, juntamente com a descrição dos ingredientes, no mural da minha amiga italiana… Ui. Como esperado as reações foram de poucos “likes” mas muitos “iconzinhos” de raiva e choro e comentários a dizer que nunca iria encontrar uma pizza assim em Itália, que não colocam fruta nem frango nas pizzas.
EU SEI! Não era uma pizza italiana, era uma pizza, ou piza, “madeirense”!

A questão que se coloca é: será legítimo fazer pizas onde se colocam todos e mais alguns ingredientes, que da receita tradicional e original italiana pouco mais têm que a massa, o tomate e o queijo? Para mim sim, desde que não lhes chamem pizza napolitana, nem pizza Margherita…. E nesse caso deveriam adotar a grafia portuguesa: piza alentejana, piza transmontana, piza algarvia, piza tropical, piza madeirense… Uma infinidade de receitas maravilhosas prontas a saciar os mais variados paladares.

Porque ficam os italianos tão aborrecidos se com a base de um dos seus mais famosos pratos típicos - a saber que a pizza não foi uma invenção italiana mas uma adaptação de uma receita que surgiu, pensa-se, que no Egito, passou para os Fenícios e chegou a Nápoles vinda da Turquia – nós transformamos e criamos novos pratos, com novos ingredientes e sabores?
Ok, não querem que se pense que essas modernices são algo tradicionalmente italiano…. A pureza da criação original (a pizza como a conhecemos hoje) deve permanecer, afinal ninguém pensaria cobrir o David de Michelangelo Buonarroti com cores e vestes… Ou pensaria?!

Conclui-se que nós somos mesmo um país de criativos, nomeadamente no que à comida diz respeito, gostamos de experimentar, criar, alterar… Afinal existem pastéis de nata de chocolate, de castanhas, de maracujá….Pastéis de nata vegan! Não me parece que isso afete o ego da nossa nação: um pastel de nata será sempre um pastel de nata!

Mas o mais deprimente nesta história é que a minha amiga italiana ainda nem sequer provou piza com fruta…quem sabe o que poderá acontecer se provar, ela que é fã de bacalhau à Brás!











Autora
Margarida Veríssimo