NOS Lusomundo Audiovisuais
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quarta-feira, 19 de julho de 2017
sábado, 15 de julho de 2017
OPINIÃO | Duas coisas que ninguém nos obriga a ser: Hipócritas e Bestas | ANA KANDSMAR
Lembro-me de ter visto na
televisão um programa em que uma gralha, equilibrada no braço de um semáforo
que atravessava a via rápida, num momento calculado, deixa cair no asfalto uma
noz que tem no bico e vê-a ser esmagada pelo pneu de um carro que passa. Depois,
num ruminar estratégico digno de um Júlio César às portas da Gália, a gralha
espera que o sinal fique vermelho e mergulha em voo picado para o chão,
recolhendo apressadamente os bocados esmagados da noz.
Recordo-me de uma outra que, em
cativeiro olha com olhos de ver um tubo de vidro estreito em cujo interior é
colocado um cesto pequenino com comida. O cesto tem asa e tudo. Em cima do
tubo, na horizontal, está um arame fino e direito com cerca de vinte
centímetros.
A gralha olha para aquilo e pensa,
imagina, coloca hipóteses… Primeiro, pega no arame com o bico e introdu-lo
certeiro no tubo, mas não consegue sacar o cesto. Tira o arame, pensa mais um
bocadinho, voa com ele no bico até ao poleiro, preso a uma parede com fissuras,
e enfia-o num pequeno orifício. Empurra-o com o bico até lhe curvar a ponta em
forma de anzol, retira-o, voa de novo até ao tubo, espeta com o arame por ali
adentro e engancha a parte retorcida na pega do cesto, puxando-o para cima.
Come o que estava lá dentro, regala-se de se ver tão esperta.
Enquanto engulo mais uma garfada
de bife do lombo, recordo os chimpanzés, capazes de interiorizar um léxico
superior a sete mil palavras e que, carregando nas letras de uma máquina,
compõem frases como: eu quero água (assim mesmo, com sujeito, predicado e
complemento directo), gosto de ti ou estou triste.
Sim, esses mesmos chimpanzés, que
encarceramos nos zoos para gáudio das nossas criancinhas, e que embalam os seus
bebés, atrás das grades, como nós as embalamos a elas (parecendo, até, que
também lhes cantam ao ouvido). E as formigas? Que, em África, constroem
formigueiros gigantes dotados de sistemas de ar condicionado, cuja sofisticação
é digna de um open space no centro de Manhattan? E a cadela da minha amiga
Vera? Uma pequinois gentil que um dia se travou de amores por uma ninhada de
gatinhos órfãos com empenho tal que ela, que nunca havia sido mãe, encheu as
maminhas de leite e alimentou-os a todos até lhe terem o dobro do tamanho.
Ainda hoje, quando brigam com o
outro cão lá da casa, preto e grande, ela atira-se-lhe ao focinho até que ele,
esparvoado com tamanho arrojo, desiste dos seus intuitos trucidantes e
mastigadores. E lá acaba a lamber os gatos, como uma mãe que seca as lágrimas
do filho com as costas da mão e lhe sussurra "pronto, pronto, já
passou". Ok, ok, nunca vi um porco a andar de bicicleta, mas já vi um
polvo a desatarrachar um frasco com os tentáculos e a abrir a fechadura de uma
porta de entre várias, aprendendo que era aquela que lhe permitiria sair (ou
entrar). E bastou-lhe uma única vez, sem estímulos repetidos ou qualquer outro
engodo pavloviano, uma única vez, caraças! E o bicho ficou a saber para sempre
qual era o caminho da liberdade.
E aquele mistério dos elefantes, que vão todos
morrer ao mesmo sítio, e o das baleias, que se suicidam aos molhos de encontro
à praia, e o dos golfinhos, que derramam ternura sobre crianças doentes e as
ajudam à cura, sem nada pedirem em troca?
Por tudo isto, lamento não me
conseguir livrar do pé para a mão de tantos milénios de escravidão à voragem
carnívora que os antepassados me inscreveram no ADN, e de me vergar amiúde, ao
peso de uma gula que me deixa à mercê de um bom bife do lombo com molho à café.
Às vezes, no entanto, sou atacada
pela calada da noite por estertores franciscanos e dou por mim a pensar que
isto de comer animais mortos que são quase meus irmãos e que de mim diferem,
apenas, por milionésimos de ADN, é assim como que uma espécie de canibalismo e
que, para além de os comer, ainda os destrato com aquela sobranceria própria
dos humanos, o que não está nada bem.
O prólogo é sempre o mesmo:
determinada, a cada ataque sorrateiro de culpa, acabo na fila de um qualquer
restaurante vegetariano e finjo proveito, embora quase vomite com a
consistência espumosa do tofu e do seitan. Ao fim de uma semana de jejum
vegetariano a experimentar todas as receitas de massa e batata com courgettes
que me aparecem nas revistas femininas, começo a ter sonhos eróticos com
bifinhos de perú e bitoques, de preferência com ovo a cavalo. Não sem deixar de
admirar profundamente quem o consegue, diga-se. Acho, aliás, que um vegan
convicto se encontra num estádio superior da existência: mais perto da
perfeição, de Deus ou seja lá do que for que represente aquele todo místico em
que eu própria acredito. Mas eu por aqui continuo, no meu limbo moral privado,
resignando-me à ideia de, na reencarnação seguinte, vir a este mundo sob a
forma de uma aranha peluda, nojenta e potencialmente espezinhável logo na
primeira semana de vida.
Não obstante esta fraqueza
assumida, intuo facilmente que somos todos muito estúpidos e que, se não
conseguimos deixar de os fazer sofrer para nosso prazer (nos matadouros, nas
touradas, na caça, no circo), ao menos que não estejamos tão contentes com a
nossa presunçosa superioridade no pódium da cadeia alimentar e tão convencidos
de que somos muito mais espertinhos do que eles, os animais, essas bestas
irracionais que sobreviveram ao dilúvio na arca flutuante de um velho lunático,
apenas para se reproduzirem e nos servirem.
Quando se fala de defender
animais, defender os seus direitos, não significa que estamos a tentar dar-lhes
direitos de cidadania. Apenas e só, quem defende o seu direito à vida, defende
apenas isso: O seu direito à vida. Não se entende por isso, que todos passemos
a ser vegetarianos e que não os possamos matar para consumo. Apenas que, aos
animais criados para consumo seja dada a dignidade de uma existência pacífica e
digna e na morte lhes seja dado um fim, o mais indolor possível. A isto
chama-se respeito por seres que, não sendo iguais a nós, não são também
inferiores. São apenas diferentes. A nossa pretensa “superioridade” devia
permitir-nos perceber isso.
Um porco consegue memorizar entre
500 a 600 palavras e entender os seus significados. Tem um ADN muito idêntico
ao dos humanos e imaginem, se o porco aprendesse a verbalizar como nós,
poderíamos com as suas 500 palavras, conversar com ele. Claro que todas as
limitações do porco o impedem de dialogar com os humanos. Mas nós também nada
sabemos dos seus roncos, ou o que significam, nem tão pouco aprendemos a sua
forma de comunicar. E somos “superiores”. Outra coisa que sabemos: Somos 7 mil
milhões de humanos no planeta. Conseguiríamos alimentos se abdicássemos todos
de consumir carne? Não creio. Com tantas bocas para alimentar será viável,
desistir da criação de animais em bloco, compactada em espaços infernalmente
exíguos? Talvez isso não seja possível. Pelo menos para já.
Se eu pensar que nos aviários os
frangos nascem e morrem sempre na mesma posição, sem qualquer hipótese de se
movimentarem 1metro que seja, durante toda a sua vida, e que, para que eles se
mantenham imóveis e não constituam ameaça para os seus pares, lhes são cortados
os bicos e as patas (em vida) … Que aos patos lhes são enfiados tubos pelas
goelas abaixo, e que assim passam toda a sua existência sobre este planeta,
sendo incessantemente alimentados, para depois da morte, se transformarem em
foie gras, que as vaquinhas que nos dão a carne e o leite vivem da mesma forma,
toda a sua vida em espaços exíguos, sem o vislumbre de um raio de sol, ou relva
fresca…bem… nós somos umas bestas. Mas esta bestialidade justifica-se
infelizmente pela necessidade de alimentar 7 mil milhões de bocas.
.Mas não justifica a crueldade
com que tratamos os animais noutras circunstâncias. Arrepia-me a festa em que
se celebra a perícia de um cavaleiro, espetando farpas no lombo de um animal,
que antes disso já foi electrocutado nos testículos, (não importa se o animal é
um bovino preto, um touro bravo, um crocodilo ou uma toupeira), é estúpido! Se
o objectivo maior do sofrimento que infligimos seja a quem for, é o nosso
prazer imediato e não uma necessidade, é estúpido! Ontem mesmo recebi uma
mensagem de alguém que dizia: “ Você nem sequer sabe o que é um touro bravo!”
Apeteceu-me mandá-lo catar-se! Defendam os senhores da tauromaquia, a sua arte,
da forma que entenderem. Mas não digam que um touro bravo é uma raça distinta
optimizada para sofrer na arena, geneticamente modificada para não sentir dor!
Nem tão pouco digam que hoje ainda é aceitável que se torturem animais
gratuitamente, porque a actividade faz parte das tradições ou da cultura de um
povo. Ao longo da nossa história, o homem bem ou mal, tem evoluído no sentido
de perceber que o que já não nos serve deve ser mandado fora. É esta a luta dos
que condenam as touradas. Queremos apenas que se comece finalmente a perceber
que há que separar o trigo do joio. Sermos bestas por necessidade, é um mal,
mas é um mal menor. O mal maior é sem dúvida, sermos bestas por hedonismo.
Porque (quem sabe?) talvez os
touros, sejam eles quais forem, temam as multidões e aterrorizados tentem
defender-se como podem da perseguição do cavalo, das farpas e do barulho
ensurdecedor à sua volta, (levando por vezes à morte, cavaleiros e forcados).
Talvez as preguiças gostem de sexo tântrico e por isso demorem horas a
assegurar a sua descendência; e talvez os leões, bichos gregários por natureza,
tenham problemas com a sogra e já não a possam ver à frente; e os ursos, quando
hibernam, sofram de claustrofobia e depois tenham pesadelos; e os pinguins,
todos iguais e aos milhões, tenham crises de identidade; e os salmões, tenham
tendências depressivo-suicidas e por isso venham morrer rio acima; e as
baleias, saibam de facto cantar, e algumas de entre elas sejam prima donnas com
direito a privilégios especiais de diva e a camarote individual; e as coelhas
só tenham orgasmos múltiplos e por isso fodam tanto; e os gatos sintam um
profundo desprezo pelos humanos e por isso não os olhem quando eles os chamam;
e as formigas não gostem de estar sozinhas; e as toupeiras sofram de
agorafobia; e os cães se comportem como groupies à beira da histeria porque nos
adoram, e quando crescerem querem ser como nós, as pessoas, os seus
maravilhosos donos. Quem pode garantir que não seja assim? Quem? Talvez que o
universo em que se move esta Terra onde nos encontramos mais não seja do que um
grão de poeira reflectido na retina de um grilo e, este, um habitante
microscópico de um outro planeta, em órbita numa galáxia diferente e encaixada
num universo muito maior. Portanto, "bora" aí apanhar do chão um
bocadinho de humildade, dessa que anda por aí espalhada, que todos espezinham e
ninguém quer, assumir a nossa ignorância no que respeita a esta merda toda e
ter algum respeitinho, designadamente, pelo grilo.
Ana Kandsmarsexta-feira, 14 de julho de 2017
OPINIÃO | Cheiros, sabores e teletransporte | MARGARIDA VERÍSSIMO
Adoro o cheiro a éter! O cheiro a éter
conforta-me, transmite-me a sensação de segurança, de bem-estar, de alegria, de
me sentir amada. O cheiro a éter transporta-me para outros tempos, faz-me
viajar até à infância, quando tudo se curava com um abraço... Com um abraço a
cheirar a éter. Adoro pegar em bolinhas de algodão embebidas em éter e
sentir o seu aroma, sentir aquela tontura que só um amor tão grande nos faz
sentir. Adoro recordar o cheiro da minha
mãe quando chegava a casa depois de uma manhã de sábado a trabalhar no posto
médico...cheirava a mãe...e a éter!
Como
já referi noutro texto os cheiros e aromas têm o poder de nos transportar para
situações e lugares vividos. Inspiro, fecho os olhos, e volto a estar lá, no
passado, naquele momento.
É incrível como ao sentir o cheiro a terra molhada, que é uma
situação bastante comum e recorrente, volto a estar com 4 anos nas férias de
verão no quintal da casa dos meus tios e primos onde aprendi a andar de
bicicleta. Aquele cheiro a chuva de verão! Páro, fecho os olhos por instantes e
por instantes volto a sentir as mesmas sensações e emoções dessas férias, acho
que até chego a ouvir as vozes dos meus irmãos e dos 8 primos com quem
partilhei tantas aventuras.
Curiosamente também o cheiro ao fumo de fogueira me
transporta para esses tempos de verão. Foi uma memória que retive muito tempo,
uma vez que vivia na cidade e só no verão, quando íamos para casa dos meus
tios, sentia esse aroma. Passados tantos anos, agora a viver na província,
sinto esse cheiro muitas vezes…é tão bom recordar!
Mas se há cheiro que me transporta e quase teletransporta
para essa casa dos meus tios, em Canas de Senhorim, é o cheiro a fraldas sujas!
Tiveram 8 filhos, 4 deles mais novos do que eu. Sempre que para lá íamos nas
férias de verão ou a minha tia estava grávida ou havia um bebé novo. Como se
pode imaginar, era portanto uma casa onde havia sempre, por essa altura, alguém
que usava fraldas. Desta forma, a tão caraterística fragrância a fraldas sujas,
tornou-se para mim, um cheiro agradável… ou pelo menos um cheiro que me
transporta para recordações muito agradáveis!
Mas também há sabores que têm essa fantástica capacidade de
teletransporte. Aquela sopa de sabor único, delicioso, que só a nossa avó
conseguia fazer e que por mais que tentemos reproduzir a receita nunca
conseguimos igualar. Às vezes lá aparece, como que por magia, alguém que o
consegue fazer e então lá vamos numa maravilhosa viagem ao passado. Fechamos os
olhos, claro, teletransportamo-nos para outro local, noutro tempo, e somos
recebidos pelo olhar carinhoso de quem já não está ente nós.
Mas
há um sabor que não me transporta para nenhuma época específica da minha
vida…porque é um sabor transversal a toda ela. O sabor a chocolate!
Margarida Veríssimo
quinta-feira, 13 de julho de 2017
OPINIÃO | ADN | MAFALDA PASCOAL
Toda a escrita, falada ou mantida num computador, é
uma forma codificada de linguagem. A linguagem em que o ADN codifica as
instruções para o fabrico de proteínas (o código genético), é
extraordinariamente simples. Cada filamento de dupla hélice é uma cadeia de
subunidades químicas ligadas, sendo a ordem destas subunidades ao longo do
filamento de ADN o que constitui o código genético.
O ADN é o arquivo de informação permanente de uma
célula e nunca sai do núcleo. A sua função é armazenar com segurança o plano
genético e transmiti-lo sem alterações de célula para célula e de geração em
geração.
Uma única célula humana contém 4m de ADN (acido
desoxirribonucleico), acondicionados dentro de um núcleo com apenas cinco
milionésimos de milímetro de diâmetro. Nesta massa de fios emaranhados está
contida toda a informação necessária para produzir um ser humano.
O ADN dirige o desenvolvimento e mantém a vida de
um organismo dando instruções às células para fabricarem proteínas, as moléculas
versáteis de que toda a vida depende.
O ADN da célula é uma grande biblioteca de comandos
codificados: as moléculas longas são arrumadas em cromossomas, nos quais os
genes estão organizados como contas num colar.
Visto com um microscópio pouco potente, um
cromossoma de uma célula em divisão tem uma forma simples de uma cruz1 que
sublinha o modo complexo mas elegante como está «empacotado» o ADN. A ampliação
de uma pequena secção2 mostra um filamento de cromatina apertadamente enrolado,
constituída por ADN intimamente ligado à proteína.
Uma ampliação maior de um segmento de cromatina3
mostra que é uma espiral apertada de cromómeros, subunidades semelhantes a
contas, compostas por um grânulo de proteína envolto pela molécula de ADN4. O
grânulo de proteína tem uma carga positiva, que lhe permite ligar-se à molécula
de ADN de carga negativa5, com a sua estrutura em dupla hélice. É fundamental
para a organização da célula que o ADN esteja condensado. Se não o estivesse, a
dupla hélice do ADN ocuparia milhares de vezes mais espaço. Ao arrumar o ADN em
feixes compactos, a célula consegue manobrá-lo muito melhor, desenrolando
algumas partes quando os genes nelas contidos são necessários.
O crescimento de um organismo, o seu aspecto e o
seu funcionamento diário são, em última analise, controlados pelos genes, as
instruções biológicas codificadas em cada célula do seu corpo. Os genes
conseguem fazer isto através do controlo de tipos e quantidades de proteínas
produzidas em cada célula do corpo. São as próprias moléculas de proteínas que
formam as estruturas e a mecânica do corpo.
O aspecto e o comportamento final de um organismo
são determinados simultaneamente pelos seus genes e por uma variedade
impossível de conhecer, de influências exteriores, incluindo a quantidade de
comida que come, o clima em que vive e se sofreu de alguma doença ou ferimento,
durante o desenvolvimento. Mas só as características directamente determinadas
pelos genes podem ser herdadas.
As sementes de alguns alguns alimentos
transgénicos, são geneticamente modificadas em laboratório para as plantas
poderem resistir às pragas de insectos e a grandes quantidades de pesticidas.
Por outro lado, podem causar riscos ambientais, na medida em que as ervas
daninhas ficam mais resistentes aos herbicidas, os lençóis de água ficam
poluídos com produtos tóxicos advindos dessas modificações e o solo vai
perdendo a fertilidade, entre outros riscos. Em relação à saúde também não
favorece muito, pois alguns destes alimentos contêm genes que são resistentes
aos antibióticos, provocam alterações no sistema imunológico e em vários órgãos
vitais, também provoca alergias entre outros sintomas. Seria bom que não
consumíssemos alimentos transgénicos pois dessa forma ajudávamos a evitar que
fossem plantados e ajudávamos a proteger a saúde e o meio ambiente.
Agora uma boa notícia recente, finalmente foi criada a base de dados
portuguesa de perfis de ADN para identificação civil criminal. Esperemos que
agora seja um pouco mais fácil apanhar os criminosos, pois o Instituto
Nacional de Medicina Legal (INML) está agora apto a recolher a informação
genética de todos os condenados por crimes com penas de prisão concreta igual
ou superior a três anos de prisão. Desta forma será possível fazer
identificações de pessoas desaparecidas e recolher amostras de cadáveres, já
que acontecia amiúde cadáveres serem enterrados sem ser possível
identificá-los, assim, cruzando os perfis genéticos com os pedidos da polícia
ou de famílias de desaparecidos poderá haver menos corpos por identificar e
menos crimes por resolver especialmente no caso de crimes que tenham deixado
vestígios biológicos como sangue ou esperma. Portanto, sendo “um instrumento
essencial à investigação criminal, pelo qual nos vínhamos batendo há vários
anos", como disse ao jornal o Público o presidente do INML, Duarte Nuno
Vieira, aplaude de pé (e nós também) a criação desta base genética.
Mafalda Pascoal
quarta-feira, 12 de julho de 2017
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