quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Programa de Festas da Lourinhã | 10 DE AGOSTO


Durante este verão, lourinhanenses e visitantes têm motivos de sobra paraapreciar as noites no concelho. O Município, em parceria com a União de Freguesias da Lourinhã e Atalaia, dinamiza um calendário de animação musical, que começou a 14 de julho e se prolonga até 29 de agosto, com concertos e espetáculos na Lourinhã, nas praias da Areia Branca, de Porto das Barcas e Peralta, bem como nas localidades do Seixal e Moledo. A agenda conta ainda com o apoio da União de Freguesias de São Bartolomeu dos Galegos e Moledo.


Todas as atividades incluídas no programa são de entrada livre. 

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Dia 10 Agosto pelas 21h30 VIII Festival Internacional “Acordeão em Espetáculo”

Com os acordeonistas: Julien Gonzales (França - Campeão Mundial), Inês Vaz (Bi-Campeã Nacional), Vítor Apolo (Bi-Campeão Nacional), Rodrigo Maurício, Manuel Luís, Teresa Maurício e Beatriz Oliveira
Local: Anfiteatro da Praça José Máximo da Costa


Organização: Município da Lourinhã; União de Freguesias da Lourinhã e Atalaia
Apoio: União de Freguesias de São Bartolomeu dos Galegos e Moledo 

CINEMA | ATOMIC BLONDE - Agente Especial | 10 AGOSTO

NOS CINEMAS A 10 AGOSTO





A joia da coroa do Serviço Secreto de Inteligência de Sua Majestade, agente Lorraine Broughton (Theron) tem tanto de espia, quanto de sensual e selvagem, e está disposta a usar qualquer das suas habilidades para sobreviver à missão impossível com que se depara. Enviada para Berlim para extrair um documento secreto dessa cidade em convulsão, é obrigada a associar se a David Percival (James McAvoy), chefe da secção local do MI6, para conseguir sair do mais mortal jogo de espiões em que se vê presa.

Créditos: NOS Audiovisuais



sábado, 5 de agosto de 2017

OPINIÃO | As "Estampas" da nossa vida | ANA KANDSMAR

Acredito que todas as mulheres têm outra mulher pela qual, em algum momento das suas vidas foram trocadas. Essas, as que nos levaram algum dia ao término de uma relação, se forem tão ou mais bonitas que nós (e nós temos olhos na cara para ver isso) até compreendemos. (Não no momento, mas mais tarde). Mas quando isso não acontece, quando o homem que amávamos ou nos dava pelo menos a volta aos sentidos, nos troca por alguém francamente pior, então esse facto transforma para todo o sempre, a outra, (a ladra), numa "estampa". Uma croma purulenta, vurmosa e infecta. Eu tenho uma "estampa". Ou duas. A minha amiga também tem uma e não deve haver mulher que não tenha a sua. Até mesmo as próprias “estampas” são bem capazes de ter um destes exemplares a assombrá-las, por mais difícil que isso nos pareça. Mas confiando na lei de Murphy, temos que acreditar que há sempre pior.

A primeira “estampa” que a vida me deu, foi há uns bons anos atrás. Tinha então 15 anos. Era a minha primeira paixoneta, coisa de adolescente e nunca passámos dos beijinhos. Mas eis que surgiu a primeira larápia dos meus afectos. Era já na altura uma miúda feia, com um nariz demasiado pontiagudo, demasiado sardenta, com uns olhos pequeninos e apagados. Nada de interessante, portanto. Mas ela somou e seguiu e uma noite, em que eu estava num bailarico da aldeia, cheia de esperança de o ver (a ele), encontrei-o aos beijos com aquela coisa achinesada, atrás do palco de onde ressoava a cacofonia pimba. Tudo bem. Tinha 15 anos. Facilmente parti para outra, depois de ter chorado 3 dias seguidos. Não há muito tempo, encontrei-os aos dois, também numa festa da aldeia, mas já não os vi aos beijos. Ele tinha uma bebedeira descomunal e ela, ao nariz em forma de gancho e olhos mortiços, somava um buço que vai daqui a Paris. Ele estava coxo, marreco, e com um rosto enrugado e macilento, marca de muitas noites bem regadas a álcool. Nunca largava a cerveja e ela agarrava-se ao balcão do bar improvisado, olhando para ele de soslaio, volta e meia dizendo-lhe qualquer coisa. Parecia zangada. Até que a “coisa” deu para o torto e ele deu-lhe um estalo tão grande que ela rodopiou para o outro lado do balcão. Veio ajuda. Alguns homens agarraram-no e ralharam-lhe por ele estar a fazer aquelas figuras tristes. Mas ele continuava a falar alto e a chamar à mulher todos os nomes de que se lembrava. Até que cambaleante, seguiu para casa com ela atrás. «Coitada.» Ouvi dizer, «Hoje é mais uma noite em que ela vai apanhar e acabar a dormir na rua.» Foi quando me lembrei dos meus 15 anos e daqueles 3 dias de pesar por ter sido preterida. Não consegui deixar de sorrir quando pensei: “Abençoadas lágrimas. Esta levou-o, mas não levou grande coisa.” Alívio. Alívio não, gratidão mesmo. Felicidade extrema!

Ontem uma amiga, mostrou-me uma foto em que posava alegremente a “estampa” dela. Fiquei chocada, horrorizada a olhar para aquilo. A única imagem que me veio à cabeça foi a de um travesti que encontrei a deambular pelas ruas do Porto, na década de 80. Podia jurar que se tratava da mesma pessoa. Receei ter pesadelos ontem à noite. Se ao invés de loura (falsa), ela tivesse o cabelo preto, podia bem passar pela matriarca da família Adams. E isto levou-me (como era esperado), a recordar-me da minha estampa mais recente. Outro “mistério da fé” que eu nunca vou perceber. É claro que eu não me acho linda de morrer, nem tenho a pretensão de ser o máximo que algum homem pode desejar (era o que faltava!), tenho plena consciência de que não subo ao pódium dos cânones da beleza feminina, mas por amor da santa! Aquilo é pior que uma albina! Aposto em como ele consegue ver-lhe a comida no percurso que faz da garganta ao intestino grosso! Tem sinais na pele (até onde se pode ver), com diâmetros que davam para fazer ringues de patinagem artística! O rosto é tão parco em harmonia que me dá a sensação de que o Criador (faltando-lhe peças), foi buscar aos falecidos, uma orelha aqui, outra ali, o nariz dacolá, o olho direito deste e o esquerdo daquele…C’órror! E o gosto pela roupa e acessórios? Será que ela não tem amigas? Sim, amigas de verdade que sejam capazes de lhe dizer: “Querida, isso não te favorece…e é pindérico.” Enfim…


A minha amiga, a tal que foi trocada por um travesti, que é bonita e tem um charme de fazer inveja, anda com a foto da sua “estampa” no telemóvel. E a razão é muito boa: “Quando estou com uma crise de auto-estima – confessou-me – olho para ela e sinto-me logo muito melhor.” Nunca tinha pensado no quanto isto é terapêutico. Acho que vou fazer o mesmo à minha. Download da foto que há tempos consegui apanhar no Facebook e sou capaz de ir um bocadinho mais longe: imprimir e colar em pontos estratégicos da casa. Sei que é cliché, mas é bem capaz de funcionar: uma na dispensa para afastar as formigas e outra na casa de banho para me estimular o recto em dias de obstipação. Fica bem mais económico do que o Dulcolac e o Activia e é bem capaz de surtir o mesmo efeito.









Ana Kandsmar

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

OPINIÃO | Cheira bem, cheira a... | MARGARIDA VERÍSSIMO

Hoje o jantar vai ser massada de peixe. Já se sente o aroma que o cherne e o tamboril libertam ao serem envolvidos pelo refogado de cebola e alho, aromatizado com uma folha de louro do quintal dos meus avós, a que se juntou uma generosa pernada de coentros. Algum dos meus vizinhos vai jantar frango guisado com esparguete, para outros o jantar será bife com molho de manteiga e cerveja: sente-se o característico aroma a manteiga derretida com uma cabeça de alho a que se adicionou uma porção de cerveja e que numa envolvência de sabores e texturas criam o delicioso molho. Noutro apartamento há sardinhada, talvez tenham visitas, o intenso cheiro a pimento assado na brasa dá agora lugar ao forte odor a sardinha assada que se sobrepõe a todos os outros cheiros e aromas que a brisa de fim de tarde transporta até nós.

Uma das particularidades e maravilhas de Portugal é o seu cheiro, ou cheiros. São os cheiros que se sentem e se distinguem conforme a zona, a hora do dia ou a refeição a ser confecionada. É o cheiro a maresia no litoral, o cheiro a lareira nas noites frias de inverno, o cheiro dos pinheiros, a ervas aromáticas, a flores ou a relva acabada de cortar. É o cheiro a bolos pela manhã quando percorro as ruas da baixa de Coimbra. O irresistível aroma a pão acabado de sair do forno. Aquele cheiro inconfundível dos carris da linha de comboio, que lembra férias e aventuras. O cheiro ainda morno, adocicado e envolvente do outono. O cheiro a protetor solar no verão e o cheiro a cerveja e a ressaca na semana da queima das fitas…

Há cheiros e sabores em Portugal que conseguem concentrar em si toda a essência de uma estação do ano, de um local ou de um acontecimento. As castanhas assadas encerram todo o aroma do outono: o fumo da lareira e brasas onde são assadas, o cheiro adocicado que se vai libertando ao serem assadas e depois na boca o quente, suave, doce e encorpado sabor da castanha a pedir um copo de jeropiga. O cheiro fresco e salgado a maré baixa numa praia com rochas, com toda a imensidão de vida que se descobre à medida que o nível do mar baixa, o cheiro a mar, a limos e algas, a crustáceos e moluscos, a anémonas, a ouriços e a estrelas-do-mar, encontra o seu expoente nos percebes, aqueles crustáceos em forma de Alien, que para além de cheirarem, também sabem a maré baixa.

Mas, para além dos sugestivos cheiros, aromas e odores, o que acho realmente fascinante é que só pelo cheiro conseguimos saber exatamente o que está a ser cozinhado. A riqueza da nossa gastronomia produz uma variedade imensa de cheiros distintos e únicos, perfeitamente identificáveis. Os cheiros chegam até nós através de chaminés, portas e janelas abertas. São cheiros que se libertam de casas particulares, de restaurantes, cafés ou cantinas. São cheiros que vagueiam pelas ruas e ruelas, são cheiros que entram sorrateiramente em nossas casas e escritórios, são cheiros que nos fazem querer tocar à campainha dos vizinhos e ficar à espera de sermos convidados para a refeição…


E nós, portugueses, gostamos tanto do cheiro a alimentos que até fazemos livros com cheiro a algo comestível, literalmente! Quem, como eu, já se deliciou a ler os livros com cheiro a baunilha, banana, morango, chocolate, canela e caramelo?!
















Margarida Veríssimo

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

OPINIÃO | Nova Civilização | MAFALDA PASCOAL

Forçosamente, novos seres chegam, chegaram e vão continuar a chegar...novas consciências terão que habitar este planeta. O nosso planeta contorce-se e isso vê-se nos cataclismos que têm ocorrido, nós cada vez mais embrutecidos pela sede do poder, do dinheiro, querendo controlar tudo e todos. As consequências da nossa aprendizagem não aprendida e não apreendida, é a destruição do nosso belo planeta em tons turquesa (quem me lê, sabe que adoro estas últimas seis palavras), portanto é urgentíssimo a Nova Civilização actuar para salvar o que ainda resta dele.

Mas esta Nova Civilização também nós podemos começar a construir, pois nada mais somos do que a essência proposta para a preservação deste planeta. É certo que uma percentagem mínima despertou e desperta para esta realidade. É é para essas “luzinhas” que eu apelo:
Despertem quem vos rodeia, ensinem que os bens materiais ficam cá todos, mostrem que o ensinamento espiritual, o conhecimento do Eu é que prevalece sempre, façam uma introspecção da vossa vida até aqui, “espremam” tudo bem “espremido” e vejam com o que é que fica? Perguntem o que são, quem são, de onde vêm, o que fazem aqui, para onde vão? Valeu a pena? Sentem-se realizados? Ajudaram alguém na senda do caminho? Ajudaram a tirar ou a pôr “espinhos” da vida ou na vida de cada um? Têm medo da solidão? Quem tem algo para dar e dá, jamais tem medo da solidão, porque nunca estará sózinho!

A Nova Civilização está chegando, mas nós como Almas Antigas, temos que lhes dar o exemplo, porque “não existem maus filhos, existem sim maus pais”, é através dos exemplos que melhor se aprende, então a nossa tarefa também é árdua, pois temos que rever como actuamos, emendar (todos os dias se necessário) os erros que cometemos, quer por negligência, distracção, egoísmo, hábito, etc. etc., e desta forma eu vos garanto que começaremos a ajudar a construir esta Nova Civilização tão necessária, tão esperada, para que se tenha acesso a ensinamentos palpáveis, visíveis, audíveis e sensitíveis existentes em “câmaras ou “Cápsulas do Tempo” ocultas sob as areias do Egipto, sob uma pirâmide na América do Sul, numa das centenas cavernas do Tibete e num certo lugar na Sibéria. Cada lugar foi marcado pelo símbolo da época: a Esfínge.” Contendo máquinas demasiado avançadas para a nossa compreensão, deixadas por uma Civilização que existia antes do Dilúvio, também ela de uma inteligência superior à nossa, mas claro, não perfeita também, caso contrário não teriam quase destruído o planeta dando origem ao Dilúvio. Aliás o nosso planeta é designado por planeta-escola, logo todos os seres aqui existentes não são perfeitos (perfeito só o Universo), somos sim seres em aprendizagem constante, e quanto mais aprendemos menos frustrados nos sentimos, e mais vemos que nada somos perante a imensidão do caminho a percorrer.

Esta Nova Civilização tem que ser capaz de agir altruistamente, a todos os níveis sem excepção, tem que saber viver sem o sentido de posse, têm que todos trabalhar para o mesmo fito, têm que conhecer-se profundamente, e de cada poro, exalar Amor fraternal, compaixão, harmonia, solidariedade...

Só neste estado de evolução, se terá acesso a toda a inteligência superior existente nessas “Cápsulas do Tempo” vindas de um tempo tão remoto, tão evoluído, e onde se pode receber mensagens como esta: “ao povo do Futuro, se houver algum! Esta humanidade está a ponto de se destruir e dentro destes cofres estão guardados os registos das nossas realizações e loucuras, para servirem de benefício àqueles de uma raça futura, que tenham inteligência de descobri-los e tendo-os descoberto, consigam compreendê-los.”


Seres bastante evoluídos e na recta final da sua evolução, aqui neste planeta, estiveram numa destas “Cápsulas do Tempo”, e como seres evoluídos que eram e são, entenderam, que não era a altura certa para expor à nossa civilização o que existe nessas cápsulas e deixando tudo como encontraram e seguindo as instruções necessárias, fecharam novamente a entrada como lhes fora indicado. “A caverna voltou a dormir em paz, até que os homens da boa vontade e alta inteligência regressem.”  

     










Mafalda Pascoal        

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

CINEMA | A HISTORIA DO AMOR (History of Love) | 27 JULHO

Nos Cinemas desde 27 Julho




E se um livro escrito antes da 2ª Guerra Mundial, numa pequena vila da Europa de Leste, fosse capaz de sobreviver a conflitos violentos, à passagem dos anos e atravessar continentes, para guiar a vida de três gerações diferentes? Este livro chama-se A HISTÓRIA DO AMOR.

Nova Iorque, século XXI.

Leo (Derek Jacobi) é um idoso imigrante judeu oriundo da Polónia que vive com a memória do grande amor da sua vida.

Apesar do seu passado doloroso, Leo navega os altos e baixos da vida com uma infatigável alegria e humor, acompanhado pelo amigo Bruno (Elliot Gould).

Do outro lado da cidade, em Brooklyn, Alma (Gemma Arterton) está determinada a encontrar o homem ideal para a sua mãe. Sempre cheia de autocontrolo, Alma surpreende-se a si mesma ao apaixonar-se pelo seu atraente colega Misha, descobrindo assim o amor pela primeira vez. Nada parece ligar Leo e Alma, e, no entanto…

Desde a Polónia na década de 30 até Ellis Island, do Chile a Central Park, o manuscrito de “a mulher mais amada do mundo” vai viajar ao longo da história para unir os seus destinos.


Créditos: NOS Audiovisuais