sexta-feira, 1 de setembro de 2017

OPINIÃO | A Casa no Campo | MARGARIDA VERÍSSIMO

Tenho uma amiga que se mudou recentemente para o campo. Deixou o seu apartamento em Lisboa e mudou-se, ela, o marido, os cães, os gatos, as tartarugas e o periquito, para uma casa térrea no campo, na zona oeste. Entre terrenos verdejantes e férteis a casa implanta-se na zona mais alta da propriedade que, em patamares, acolhe os anexos, o forno, a churrasqueira, uma área relvada, várias árvores de fruto e 3 frondosos pinheiros mansos carregados de pinhas repletas de pinhões carnudos.

A casa tem um grande e fantástico alpendre, ao longo de quase todo o seu comprimento, virado a nascente, dominando o terreno como um vigilante atento e com uma vista fabulosa sobre os campos circundantes até onde alcança a vista. A alma da casa é aquele alpendre.

Aquele alpendre emana conforto, tranquilidade, paz, convida-nos a permanecer, a viver e a vivenciar todo o seu espaço. O alpendre abre-se não só para a paisagem verdejante como para todo um novo mundo de possibilidades, inspira-nos e transmite-nos o desejo de sonhar e de criar novas realidades.

Imagino-me naquele alpendre numa animada tarde de primavera, envolta pelo colorido e pelas fragrâncias da natureza, das flores e dos frutos, reencontrando velhas amigas. Brindamos à vida e à amizade, brindamos com sangria enriquecida com fruta da região e com vinho tinto. No sofá de canto recordamos, entre risos e gargalhadas, os anos fantásticos da nossa juventude, as aventuras que vivemos, as maluqueiras que fizemos juntas e lá fora o voo da águia atenta lembra as danças sempre tão presentes nas nossas festas.

Imagino naquele alpendre os serões quentes de verão iluminados pelo céu estrelado, os cães e gatos languidamente estendidos sobre a fresca tijoleira, cansados de um dia de correria pelos campos, e os seus donos conversando serenamente enquanto se deleitam com um vinho tinto alentejano a acompanhar queijo e pão caseiro, cozido no forno ao fundo do terreno.

Visualizo agora no alpendre a minha amiga a ler, à luz de uma lamparina pendurada numa travessa de madeira do telhado, recostada numa grande almofada vermelha, enquanto acaricia um dos gatos. Aos seus pés os cães aninham-se. Os dias estão mais curtos e com a brisa fresca do outono sabe bem ter os amados companheiros aquecendo-a. Ali ao lado, lá fora, o seu marido prepara as brasas para grelhar o jantar que será servido na mesa grande de madeira no centro do alpendre. O peixe será acompanhado de salada, vinho branco bem gelado e do silêncio e escuridão da noite. Aquele silêncio e escuridão que existe no campo, aromatizado pelo odor da terra que recebeu as primeiras chuvas.

Imagino a minha amiga numa manhã fria de inverno reconfortando-se numa poderosa chávena de café. Sentada num dos degraus que ligam o alpendre ao terreno relvado consola-se com os tímidos raios de sol que banham e iluminam o seu rosto, disfarçando as olheiras. Da porta aberta da sala liberta-se o aroma da lenha a arder na lareira. Ao som do canto do periquito o seu olhar observa para além da paisagem e vê as montanhas de Wicklow.

E entre todas estas imagens que se formam no meu pensamento há uma que persiste: a minha amiga no alpendre, de portátil no colo, rodeada dos seus animais, observando a paisagem, olhando para além da paisagem, a escrever. A luz vai mudando, o dia dá lugar à noite, as estações vão-se sucedendo e com elas os tons, os sons e as fragrancias da paisagem transformam-se, mas a minha amiga permanece no alpendre, escrevendo, olhando para além da paisagem e criando novos mundos e novas vidas que já anseio por conhecer nos seus próximos livros.
















Margarida Veríssimo


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

OPINIÃO | Quantos de Vós | MAFALDA PASCOAL


Quantos de vós
se quedaram
perante um céu todo estrelado?
Quantos de vós
Quis sentir a quietude
Onde está envolta a lua?
A quantos de vós
Despertou a atenção para obervar
Uma teia de aranha cheia de orvalho?
Quantos de vós quis poupar
A vida de uma mosca?
Quantos de vós
Admiraram
O vai-vem das formigas?
Quantos de vós
Responderam com verdade
a todos os porquês de uma criança?
Quantos de vós
Não se sentiram orgulhos de serem brancos
ao contemplarem um preto?
Quantos de vós disse:
Basta
de hipocrisia, de cinismo
Basta
de olhar só pra mim
Basta
de só ver os erros do outro?
Quantos de vós disse:
Obrigado
Porque acordei
Obrigado
Porque posso ver, ouvir, falar, andar, raciocinar?
Quantos de vós quer,
Aqui e agora,
Agradecer todas as benesses
Que a todo o momento nos são concedidas?

















Mafalda Pascoal


ANIMAIS | FOCA LEOPARDO

Resposta à questão colocada ontem.

Questão: Porque razão esta foca é considerada o principal predador da Antártida?

Porque é uma hábil caçadora que também se alimenta de lulas, peixes, outras focas e pinguins.

Fonte: Jardim Zoológico de Lisboa
Resultado de imagem para logo jardim zoologico lisboa

ANIMAIS | LEÃO AFRICANO

Resposta à questão colocada ontem.

Questão: O seu rugido pode ser escutado a que distância?

Pode ser ouvido a 8 km de distância.

Fonte: Jardim Zoológico de Lisboa
Resultado de imagem para logo jardim zoologico lisboa

ANIMAIS | CROCODILO POROSO

SaltwaterCrocodile('Maximo').jpg

crocodilo-marinhocrocodilo-de-água-salgada ou crocodilo-poroso (Crocodylus porosus) é o maior réptil existente na atualidade e pode ser extremamente perigoso para o homem. A sua distribuição estende-se pelos Oceanos Índico e Pacífico, desde a costa leste da Índia, sendo mais comum no Norte da Austrália e Nova Guiné.

Este crocodilo habita rios e estuários, mas, como o nome indica, pode também ser encontrado em zonas costeiras de mar aberto.

Os machos podem medir entre 6 e 7 metros de comprimento (não encontrados maiores de 7 m) e pesar até 1500 kg, enquanto as fêmeas raramente crescem além dos 2,1 a 3 metros. A cabeça é relativamente grande em relação ao corpo e apresenta duas cristas em torno dos olhos. Enquanto juvenis, os crocodilos-de-água-salgada são amarelados com riscas e/ou pintas escuras, tornando-se uniformemente escuros em adultos. A barriga é mais clara e de cor branca ou amarelada. As maxilas têm entre 64 a 68 dentes aguçados, são movidas por músculos poderosos e podem esmagar numa única dentada o crânio de um bovídeo adulto.

As crias emitem vocalizações semelhantes a um “uivo” para chamar a mãe.

O crocodilo-de-água-salgada é um animal exclusivamente carnívoro. Enquanto jovem alimenta-se de insetos, algumas espécies de crustáceos, anfíbios e pequenos peixes, passando os adultos para presas de maior porte como tartarugas e búfalos, macacos e outros animais que consegue apanhar. As presas são normalmente caçadas quando se deslocam para beber dos rios e são mortas com uma única dentada. Após a morte, o crocodilo normalmente consome a carcaça no fundo do rio.

O crocodilo-de-água-salgada não corre perigo de extinção à escala global, porém algumas populações estão seriamente ameaçadas. A espécie foi considerada extinta na Índia, mas um programa de reintrodução foi bem-sucedido. No Sri Lanka e Tailândia a destruição de habitat provocou o desaparecimento destes crocodilos e na Birmânia só subsistem dentro de quintas. A Austrália e a Papua-Nova Guiné são o habitat das populações mais estáveis, graças a programas integrados de conservação.

Fonte: Wikipédia e Jardim Zoológico de Lisboa


Questão: Como consegue o crocodilo caçar animais grandes?

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

BEM-ESTAR | Sunset wegoadventures 31/08/2017 - 19H - Kailua

Sunset wegoadventures 31/08/2017 - 19H - Kailua


6€ - 9.9€
Menú - 9.90 euros - Pago no local
O que inclui :
Prato prinncipal
Entradas
Bebidas , sangria e vinho
Sobremesas
Só não inclui café 
Criancas dos 6 aos 12 anos menu 6 euros 

Inscrições para : wegoadventures@gmail.com


Dress Code : Roupas do Mundo
Pode aparecer a partir das 19H 
Musica de sunset no Bar Kailua depois jantar menu .


ESCAPADINHAS | Passear de Barco - À Descoberta de Golfinhos


Passear de Barco - À Descoberta de Golfinhos

35€
Tipo de actividade: Passeios de Barco
Preço: 35 €
Duração: 1/2 dia (manhã)
Grau de dificuldade: Baixo 
Data limite de inscrição: 30-08-2017
Ponto e hora de encontro: 09:45 Cais Maritimo-Turistico, Porto de Abrigo de Sesimbra.

Breve descrição: Este passeio de barco semirrígido parte em busca dos golfinhos que novamente se começam a encontrar na costa da Arrábida (atual parque marinho).
Iremos rumar aos pontos mais conhecidos de avistamento, no entanto sendo os golfinhos um animal selvagem existe sempre o risco de não se conseguirem avistar.
Golfinhos da Arrábida é o retorno dos cetáceos a esta fabulosa costa. 

Advertências: Calçado prático de sola aderente, corta-vento (kispo). 

Contacto: 210848919 

Inclui: Barco, colete salva-vidas, garrafa de água, acompanhamento da equipa de monitores de Vertente Natural e seguro de acidentes pessoais. 

Inscrições: actividade@vertentenatural.com

A realização das actividades está sujeita a um numero mínimo de participantes.
Os valores apresentados incluem IVA à taxa em vigor.