domingo, 29 de outubro de 2017

OPINIÃO | Mass Media | MAFALDA PASCOAL

Hoje em dia os media transportam uma pessoa para a fama ou para um buraco negro sem fundo, porque têm uma enorme força de comunicação.

A opinião pública é bastante influenciada pelos mass media, através da televisão, dos jornais e das revistas chamadas cor-de-rosa, onde aparecem títulos chamativos ou mesmo escandalosos que nada têm a ver com a notícia em si, porque quando se abre a revista ou o jornal, aquela notícia da capa ou da primeira página pouco tem a ver com o texto que encontramos no seu interior, por conseguinte, num abrir e fechar de olhos põem uma pessoa nos píncaros da fama e outras pessoas ainda vêm as suas vidas denegridas.

Depois a conduta de cada uma destas pessoas é que vai confirmar ou desmentir o que possam dizer ou fazer com as suas imagens, já que são figuras públicas e estão sempre sujeitas a todo o tipo de pirataria ou especulação.

A política também é muito influenciada pelos mass media. Quando falam de um determinado político, a forma como o jornalista aborda o tema sobre esse politico, é decisiva para o público formar a sua opinião sobre essa pessoa. A forma como os políticos falam quando prometem “mundos e fundos”, já poucas pessoas acreditam neles. Mas também viajando pela nossa história em todos os tempos foi assim, Reis, Rainhas, governantes…o que é certo, é que todos quiseram e querem “poleiro” e nada mais. Uns por força das circunstâncias e outros por ganância.

Está cada vez mais facilitada a vida profissional dos jornalistas, pois para além da internet, têm os telemóveis ou tablets que são ferramentas de apoio bastante práticas, porque no momento adequado poderão sempre enviar uma SMS ou uma MMS e ainda um pequeno filme de algum exclusivo que de outra forma seria impossível consegui-lo. Podemos recordar, aquela situação da aluna contra a professora, por causa do telemóvel que a professora lhe tirou, e um outro aluno filmou para seu deleite e dos colegas. Felizmente veio a publico para que se possam tomar algumas medidas a favor dos professores, mas não acredito que sejam significativas. Se quando eu andava na escola primária a minha mãe dizia à professora se fosse preciso dar-me algum “enxota-moscas” estava à vontade, hoje em dia se algum professor o fizer, tem a família toda na escola para o linchar.

Mas indo para outros parâmetros dos “mass media”, temos o caso da princesa Diana, já antigo é certo, mas continua a dar que falar quando alguém se lembra que ainda pode ganhar uns tostões à custa de quem já não existe para poder defender-se das calúnias que possam inventar. Não há escrúpulos quando o dinheiro fala mais alto.

Temos o caso Madie que se tornou também uma novela sem fim. Cada um interpreta à sua maneira...

Mas este é um caso onde existem muitas coisas em jogo, desde o status dos pais da criança até às politiquices de ambos os países, é uma feira do dizes tu e digo eu e dizemos todos, e nada é feito, nada é definitivo porque é para ser mesmo assim.

Enfim os meios de comunicação por vezes exageram nas notícias que querem transmitir, por exemplo, mais de meia hora de telejornal, é preenchida pelos acidentes e pelos roubos. Estas notícias são repetidas durante 2 a 3 dias, no início de cada telejornal, de manhã ao almoço e ao jantar.


É o jornalismo que temos, a exuberância das notícias que lemos e a vida dos famosos bem exposta por todo o lado e para toda a gente saber.















Mafalda Pascoal

sábado, 28 de outubro de 2017

ANIMAIS | ÁGUIA DAS FILIPINAS

Resposta à questão colocada ontem.

Questão: Qual a estratégia de caça desta ave?

Quando caça aos pares, uma águia atraia a presa, enquanto outra ataca por trás.


Fonte: Jardim Zoológico de Lisboa

Resultado de imagem para jardim zoologico de lisboa logo

ANIMAIS | FOSSA

Cryptoprocta ferox.jpg

fossa (Cryptoprocta ferox), também conhecida como fosa, é um mamífero carnívoro da família Eupleridae (anteriormente Viverridae). É encontrado somente na ilha de Madagáscar, sendo o maior carnívoro mamífero da ilha.

Sua aparência lembra a de um gato alongado, e sua cauda é quase tão comprida quanto o restante do corpo. Sua coloração é castanho-avermelhada e possui cabeça relativamente pequena, com focinho curto e orelhas arredondadas proeminentes. Diferente dos viverrídeos, as fossas são plantígradas, caminhando com a sola dos pés apoiada no chão. Suas garras são curtas e retrácteis, sendo boas para escalar árvores. Os pesquisadores acham que ele pode ser da família da fuinha, mas sabem pouco sobre a fossa, que existe apenas na ilha de Madagáscar, no litoral da África.

As fossas, vivem nas florestas tropicais e savanas arborizadas do litoral de Madagáscar.

Questão: O que faz da fossa o maior predador de Madagáscar?

Fonte: Wikipédia e Jardim Zoológico de Lisboa


OPINIÃO | Pai...A imperdoável falha de não o seres | ANA KANDSMAR


Deixámos de falar. Nem por causa dos miúdos mantemos contacto.

Nos primeiros anos ainda tentámos simular tolerância, aceitação, uma pequenina réstia de amizade que se tivesse pendurado em nós como um pequeno aranhiço que se suspende de uma teia. Passado esse tempo assumimos que não nos suportamos. Que nos desprezamos mutuamente. Ele, porque nunca me perdoou tê-lo posto a milhas da minha vida, eu, porque nunca lhe perdoei ter sido tão mau em tudo. Tão…sensaborão. Tão vazio e ao mesmo tempo tão cheio de si mesmo, como o são os balões inchados de coisa nenhuma.

Nos primeiros meses aparecia, sob o pretexto de ver os filhos. Tentava beijar-me, roçar as mãos no meu peito e eu sentia nojo. Um arrepio de puro repúdio tomava conta do meu corpo. E ao mesmo tempo que me invadia a náusea sentia pena. Dele. Dos miúdos. Mas nunca lamentei o egoísmo que me fazia pensar apenas em mim. Era um direito meu. Ninguém mo podia tirar.

Hoje cruzamo-nos na rua e se possível nem nos cumprimentamos. Se o fazemos é um aceno que nos damos um ao outro, sempre com a pressa de nos perdermos de vista. Um “ Olá, tudo bem” assim mesmo sem ponto de interrogação. Na verdade o que fazemos é dizer olá para cumprirmos as regras da boa educação e de seguida afirmamos (não que interesse ao outro), que cada um de nós está bem e recomenda-se, obrigada. Um “Olá, tudo bem” que não espera nem exige resposta como todos os outros “olás” que dizemos a pessoas de quem não queremos realmente saber, mas que cumprimentamos por conveniência.

A vantagem que temos nesses encontros onde as palavras não se fazem necessárias, é que temos logo de seguida a liberdade para seguirmos em frente, nos nossos caminhos a solo, cada um na sua, sem nos olharmos, como de resto sempre fizemos.

Nunca nos olhámos.

Construímos uma vida em comum que não era bem em comum. Eram mais linhas paralelas que não se tocavam, (são assim as linhas paralelas), olhando em direcções opostas, nunca a mesma, nunca um para o outro.


Nunca me perguntei de quem foi a culpa. Não me interessa esmiuçar uma parte da vida que ficou irremediavelmente no passado. E se dou comigo a pensar nisto hoje, é porque me dou conta de que lhe perdoo quase tudo. Quase tudo. Que ele não tenha sabido ser meu amigo, meu marido ou meu amante. Perdoo. Não lhe perdoarei nunca que ele não saiba (nunca soube), ser pai.













Ana Kandsmar

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

ANIMAIS | LOBO

Resposta à questão colocada ontem.

Questão: Como caça um lobo?

Caça em grupo (alcateia), conseguindo apanhar presas muito grandes, até maiores do que ele.


Fonte: Jardim Zoológico de Lisboa
Resultado de imagem para jardim zoologico de lisboa logo

ANIMAIS | ÁGUIA DAS FILIPINAS

Pithecophaga jefferyi.jpg

águia-das-filipinas (Pithecophaga jefferyi), também conhecida como águia-pega-macaco, é uma grande águia em risco de extinção que habita as florestas tropicais das Filipinas.
A águia está restrita às ilhas de Mindanau e Luzon, sendo que nesta está praticamente extinta, restando por volta de 500 exemplares. Originalmente a espécie habitava as florestas húmidas das quatro principais ilhas do arquipélago. Ela vive na mata fechada e não alça voos acima das copas das árvores.
A espécie não se encontra extinta na natureza, mas continua sendo ameaçada pelo desmatamento nas Filipinas, pelo que a reprodução em cativeiro - através da qual já foram conseguidos, até o final de 2006, vinte exemplares nos últimos 14 anos, num experimento realizado pela ONG Philippine Eagle Foundation - é decisiva para evitar a extinção total da espécie.
Esta é uma das águias mais ameaçadas do planeta.

Questão: Qual a estratégia de caça desta ave?

Fonte: Wikipédia e Jardim Zoológico de Lisboa


OPINIÃO | Guardião de Sonhos | MARGARIDA VERÍSSIMO

A bola rolava a grande velocidade, no piso de relva sintética, quando foi intersetada pelo adversário. No seu meio campo o perigo era eminente e o pontapé forte, certeiro e inesperado apanhou todos de surpresa. Já a claque adversária, constituída pelos pais e irmãos mais novos dos jovens jogadores, gritava golo quando no último segundo aquela mão bem esticada, num voo firme, desvia a bola e nega o empate à equipa contrária. A sua concentração, capacidade de reação, treino e preparação física permitiram que, ao ver a bola partir do pé do jogador adversário, se lançasse num voo até ao canto superior da baliza e no último instante desviasse a bola da rota de golo, contra todas as expectativas. A alegria e orgulho estampados no seu rosto contrastam com o olhar de frustração do jovem jogador que desferiu o golpe quase fatal. A sua equipa mantém-se em vantagem no marcador e a probabilidade de ganharem o jogo é cada vez mais forte.

Apesar da alegria permanece atento e concentrado, ele sabe que basta um deslize seu para deitar tudo a perder. Não vão interessar as bolas falhadas pelos colegas, os golos que não foram marcados pela sua equipa, se falhar será o responsável pelo empate ou pela derrota…será responsabilizado e criticado pela sua prestação, apesar da defesa incrível que protagonizou. Ele sabe que é naturalmente assim. Sente-se valorizado, apoiado e acarinhado pela equipa, pelos pais e pelos treinadores, mas tem consciência que a sua posição em campo é a mais ingrata.

Faz parte de um coletivo, mas é na diferença que se destaca. A diferença no equipamento, na forma de jogar, do direito exclusivo de tocar a bola com a mão, a diversidade de treino e o privilégio de ter 2 treinadores! Mas mais do que as distinções físicas e imediatamente identificáveis, é na diferença psicológica que se deve superar. O ser diferente numa equipa de iguais e a responsabilidade, nem sempre partilhada, de ser guardião do bem mais preciso que se pretende inviolado, acresce, à adrenalina própria da competição, a carga psicológica de não poder falhar.

Defende uma equipa, mas, em caso de superioridade da mesma, sentirá a solidão em campo, por isso sobe, aproxima-se dos colegas, da bola, do jogo e do meio-campo, para arrepio de algum público. Por essa razão deseja sempre que a equipa adversária seja forte, que lhe dê ação, que o inclua no jogo, que não o deixe só, no campo. Pertence a uma equipa, mas treina apartado, com treinador e exercícios próprios. Sente-se especial, privilegiado: tem um domínio em campo que mais ninguém tem, tem poderes em campo que mais ninguém tem, mas tem também o peso da responsabilidade que mais ninguém tem.

Sempre que entra em campo sabe que tem de estar preparado, como qualquer um tem, mas mais do que qualquer um tem de ser veloz, forte, ágil, certeiro, decidido, concentrado, destemido e líder. Mesmo não sendo capitão tem de ser sempre comandante.

A bola continua a rolar na sua área, o defesa desvia a trajetória da bola, sai de campo e é marcado pontapé de canto para a equipa adversária. Um jovem posiciona-se no canto do campo, compõe a bola junto às marcações e chuta-a com força e em jeito, fazendo um arco direto à baliza. Com uma energia impulsionadora tremenda, salta mais alto que qualquer outro dos jogadores e soca a bola para longe. Os seus punhos fechados e protegidos pelas luvas socam a bola com a mesma força, determinação e raiva com que um pugilista soca o seu opositor, defendendo a sua honra, o seu sonho e a sua vitória.

O árbitro apita, finalmente, termina o jogo. Hoje cumpriu o seu objetivo, o objetivo da sua equipa. Defendeu bem a baliza, mas mais do que a baliza, defendeu o sonho da equipa, o sonho de vitória.
















Margarida Veríssimo