terça-feira, 7 de novembro de 2017
sábado, 4 de novembro de 2017
OPINIÃO | Pais & Amantes | ANA KANDSMAR
Se decido escrever
o que se segue em plena madrugada de sábado, é por uma boa razão: deixei a
minha orelha esquerda a cozer ao telemóvel durante 2 horas seguidinhas de conversa
deprimente e perturbadora.
A causa: um
divórcio. Não o meu, (que isso já foi chão que deu uvas), mas o de uma amiga
que agora chora desalmadamente o leite derramado e não vê maneira de remediar o
mal feito. E por isso e também porque os bons conselhos nunca são de mais (e
ainda por cima, são de graça), aqui fica um especialmente dedicado à malta
casada, juntada ou amancebada, embarcada nessa conquista viking que é ter
filhos pequenos:
Excepto em caso de
doença, pesadelo, tristeza reconhecida notarialmente ou trovoada ribombante,
não deixem os vossos rebentos dormirem convosco na cama.
Caso não saibam,
desde já vos informo que não é o facto de terem filhos em comum que faz de
vocês um CASAL a sério perante os deuses, os homens ou entidades intermédias.
Não. Precisam também e em especial, de: - porta do quarto fechada + reboliço
entre os lençóis + gemidos abafados + risos atravessados + porta do quarto
aberta + pésantepés corredor fora + assaltos ao frigorífico às quatro da manhã
+ líquidos bebidos pelo mesmo copo + dedinhos do outro lambidos com esmero.
Para que tal seja
possível, ensinem o vosso filho, desde aquele primeiro dia em que o têm nos
braços, a gostar do seu próprio quarto e a confiar incondicionalmente naquelas
quatro paredes. Se preciso for, fiquem lá com ele até que perca o medo,
deitem-se no chão ou onde for, mas não o deixem invadir um espaço que é vosso (tal
esforço é uma espécie de PPR com benefícios fiscais: acabará por ser
recompensado). Caso contrário, preparem-se para um casamento incompleto,
frustrado, cortado a meio e noves fora nada.
- Pisguem-se sempre
que puderem, mas só os dois, não sejam lorpas. Têm avós, tias, amigos, baby
sitters, disponíveis para vos aturarem os rebentos durante três dias? Óptimo.
Digam-lhes bye-bye sem olharem para trás, segurem a lagrimita que teima em
cair, desapertem o coração e façam-se a uma pousada, a um parador, a uma
pensão, a uma noite ao relento. Só os dois. De preferência, dêem aos hóspedes
do quarto ao lado um bom motivo para se queixarem ao gerente, no dia seguinte.
Cheguem saciados,
de mãos dadas, sorriso imbecil agrafado no rosto e prontos para pegarem plos
cornos mais uns meses de procissão familiar e êxtases em surdina. E nunca, por
nunca, digam orgulhosamente “cá eu, não vou para lado nenhum sem os meus
filhos, se eu vou, eles vêm também.” Desenganem-se: não é por causa disso que
são melhores pais, nem que os outros vão achar que vocês são melhores pais.
Aliás, são melhores pais, quanto mais felizes forem; para serem felizes, entre
outras coisas, têm que se tocar com indecência, têm que se comer como perninhas
assadas de frango caseiro e chupar um ao outro até ao ossinho; enfim, têm que
se amar, pornograficamente, amar.
Por isso, caro/a
leitor/a: se a tua cara-metade insistir para que viajem sempre todos juntos
para todo o lado, atreladinhos uns aos outros que nem comboio de feira,
desconfia e pensa bem na vida. É muito provável que tal signifique que não quer
estar a sós contigo, daí ensanduichar os miúdos entre vocês. Não é por nada,
mas… o amor é uma chama que só arde se alimentada e por muito menos que isto,
muitas relações acabam às escuras.
Ana Kandsmar
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
OPINIÃO | A Arte das Musas | MARGARIDA VERÍSSIMO
Não me canso de ouvir esta música, é linda,
poderosa, profunda, eleva-me a outra dimensão. Quando a oiço sinto que ela se
apodera de mim. Chega suave, de mansinho, aos ouvidos e depois, sofregamente,
entra pela boca, pelo nariz, com a respiração, e desce, infiltra-se até ao mais
profundo de mim. Revolve-me numa procura de algo que ainda não encontrei, de algo
que se solte cá de dentro, cá bem do fundo. Revolve-me e preenche-me. Inspiro e
expiro com mais dificuldade – todo o espaço concebido para ser destinado às
trocas gasosas está preenchido pela música. Esta música é maravilhosa, mas
deixa-me exausta pelo esforço em respirar normalmente. Gosto de ouvir esta
música e voltar a ouvir, uma e outra vez, com a repetição o esforço em respirar
suaviza-se transformando-se em relaxamento, em descontração, em paz.
Há músicas que têm a capacidade de me alterar os
sentidos, os sistemas corporais, o metabolismo, o estado de espírito. Há
musicas que me emocionam, outras que me dão energia, ou nostalgia, há as que me
alegram e as que me entristecem, as que me envolvem em sedução e as que me
libertam em ritmos orgânicos, mais ou menos elegantes, mas sempre impulsionados
pelas notas musicais. E há músicas que me causam repulsa.
Quando era adolescente passava horas sozinha, deitada
no quarto a ouvir música, às escuras. Nada mais havia que me perturbasse,
nenhuma luz, movimento ou imagem, era só eu e a música. Entrava num estado de quase
hibernação, de relaxe total. Um dia de tão relaxada, tão descontraída, tão fora
do meu corpo, quase a levitar, o coração pára, falha 1 ou 2 batimentos, 1 ou 2
segundos sem bater, o suficiente para me aperceber e me assustar. O susto
fez-me sair do estado de graça em que me encontrava e fez o coração voltar a
bater. Impressionou-me essa propriedade da música de me elevar a um estado de
relaxamento tal que provoca a pausa cardíaca… é claro que o bloqueio cardíaco
também terá tido alguma responsabilidade, mas as questões fisiológicas da anatomia
humana são irrelevantes quando se trata de algo tão etéreo como a música.
O meu professor de fitness escolhe de forma sublime as músicas que acompanham os
exercícios. Por vezes, quase no fim da aula, já de rastos e completamente
exausta dou por mim como que ressuscitada, com uma energia vibrante, a pular,
rodopiar e a movimentar-me ao ritmo da música, daquelas músicas com tanta pedalada
que a sua potência se apodera do nosso corpo e nos faz mexer, dançar, pular.
Por muito exausta que esteja há músicas a que é impossível não responder com
movimento, com ritmo. Músicas que nos renovam e revigoram, como se a energia do
nosso corpo se alimentasse de som! Se pudesse ser assim tão simples, se nos
pudéssemos alimentar apenas de música…
A música é das artes que mais me surpreende, que
mais me fascina e que mais admiro, talvez pelo facto de ser uma arte
relativamente à qual sou completamente ignorante. Sou dura de ouvido, não tenho
voz para cantar e não toco nenhum instrumento musical, para além de não me
conseguir recordar de nada do que aprendi nas aulas de educação musical.
Instruí os meus filhos que até ao 9º ano os poderia ajudar a qualquer das
disciplinas escolares, das línguas às ciências, passando pela educação
visual...a qualquer disciplina com exceção de educação musical! Admiro a
pintura, o desenho e a escultura, dá-me um enorme prazer contemplar, mas a cima
de tudo viver a arquitetura (…se a pudéssemos viver sempre no nosso dia a dia!),
adoro a dança, o teatro, o cinema. Mas estas são artes que eu compreendo,
conheço a sua essência, que de algum modo me estão ao alcance de executar. A
música não, eu seria incapaz de agrupar sons, notas, ritmos ao longo de um
tempo e formar uma música, uma música que fosse minimamente digna de ser considerada
arte, uma música que conseguisse despertar algum sentimento e sensação que não
fosse o de repulsa e sofrimento, que não fosse apenas ruído. Admiro como se
conseguem agregar todos os ingredientes que compõem uma música e ser original, criar
sons e ritmos tão diferentes, que nos consigam elevar a estados que sem o
transporte musical dificilmente conseguiríamos atingir.
Mudou a música e oiço agora uma que me transporta
para o passado, para momentos vividos, para boas recordações…vou-me deixar
levar e com esta banda sonoro reviver um dos melhores filmes da minha vida.
Margarida Veríssimo
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
OPINIÃO | Direitos e Deveres Versus Imigração | MAFALDA PASCOAL
Existem alguns direitos
e deveres que começam em cada um de nós.
Primeiro temos o dever
de respeitar-nos como pessoas que somos, respeitar o nosso tempo de sono, o
nosso tempo de trabalho e o nosso tempo de lazer, porque temos direito a isso.
Temos o dever de
respeitar o espaço do outro, as suas crenças, os seus ideais, as suas vontades,
desde que isso não interfira nos direitos e deveres comuns.
Todos nós temos direito
à educação, à habitação, ao vestuário, a não passar fome, à liberdade, à vida e
também à protecção.
Se trabalharmos temos
direito a receber o respectivo contributo por esse trabalho.
A nível global, os
Direitos Humanos são muitas vezes violados, fazendo maior incidência nos imigrantes.
Basicamente, os
imigrantes saem dos seus países à procura de realização pessoal e
principalmente de melhorias financeiras. Acontece que existem diferenças entre
o salário do imigrante e do nacional, mesmo estes desempenhando as mesmas
funções.
Temos também aquelas
pessoas que tentam sair do país seja de que maneira for, e muitas vezes acabam
por ficar sem vida, como acontece com aqueles que vêm em embarcações sem as
mínimas condições para abarcar tanta gente e morrem à sede, à fome, etc., e
depois, os que não morrem afogados, são atirados à água como se fossem animais.
Isto quando as embarcações não naufragam.
Temos também “organizações”,
que cobram uma pequena fortuna para trazerem os imigrantes de leste para fora
dos seus países, depois continuam a exigir-lhes dinheiro mensalmente como se,
de uma renda se tratasse. Ainda nesta linha temos a escravatura e a exploração
sexual, que são assuntos eternos, jamais acabarão.
Nestas situações muitos
Direitos Humanos são violados.
Em Portugal (e não só)
temos situações em algumas empresas, onde pagam o ordenado mínimo nacional, sem
direito a horas extras ou fins-de-semana onde estes imigrantes se fartam de
trabalhar, por vezes “dão-lhes” um cubículo onde dormem, fazem a comida e a
higiene diária, e essa mesma entidade patronal ainda lhes cobra renda por esse
cubículo, mais água, mais luz e gás, pouco ficando para a comida e alguns
outros gastos. E assim fica desfeito o sonho de ganharem mais, para poderem
amealhar e enviar para as suas famílias.
Penso que os imigrantes,
deveriam ter as mesmas regalias que as pessoas nacionais. Deveriam ser criados
centros ou instituições para apoiar as pessoas de outros países, quando cá
chegam. Mas quando atendessem estas pessoas não os tratassem como seres
inferiores, porque isso é uma falta de respeito. É estranho, sendo Portugal um
país de imigrantes, existindo portugueses “nos quatro cantos do mundo”, como é
que não recebemos bem os imigrantes vindos de outros países?! É claro que não
posso generalizar, porque se eu ajudo com a maior das boas vontades pessoas
emigrantes (e sem serem imigrantes, estou sempre disposta a dar informações ou
ensinar algo que alguém não saiba!), outros o farão também, pena é que não seja
a maioria das pessoas a fazê-lo.
A nível económico, quando um imigrante chega a um país, na fase inicial
tende a gastar muito pouco, com vista a poupar para depois enviar para o seu
país de origem. Mas à medida que se vai integrando no país de acolhimento, a
sua contribuição económica vai sendo cada vez mais importante. Devido a essa
importância, penso que se deveria investir mais, na formação e regulação dos
direitos dos imigrantes, tentar controlar a forma como são injustiçados.
Parece-me que já
existe, a nível do Centro de Emprego, o ensino da nossa língua aos imigrantes.
Acho que foi uma medida muito bem estruturada, desta forma os emigrantes já
poderão defender-se melhor das pessoas menos escrupulosas, que tendem sempre a
aproveitar-se dos imigrantes menos conhecedores das nossas leis. Assim se eles
souberem ler e tiverem interesse em informar-se, saberão como fazer valer os
seus direitos.
Muitas vezes a
Declaração Universal dos Direitos Humanos é violada também devido à diversidade
de culturas. Se no nosso país ser-se infiel não se é condenado à morte, existem
outras culturas onde o são, especialmente se se for mulher, enterram-na até ao
pescoço e apedrejam-na até à morte.
Em outros países ainda,
é permitido ao homem ter várias companheiras inclusive casar com todas elas.
Portanto, tudo é muito
subjectivo, tudo tem a ver com a cultura e o meio ambiente onde se nasce ou
onde se é educado, se se é homem ou mulher, rico ou pobre, e ainda padre ou
papa.
Mafalda Pascoal
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