domingo, 12 de novembro de 2017

OPINIÃO | É Tão Bom Sonhar | MAFALDA PASCOAL

Ao alto daquela montanha
Eu quero subir
P’ra ver o que existe lá
P’ra olhar de lá p’raqui
e ver se tudo é igual
Ao alto daquela montanha
Eu quero chegar
Porque lá fico mais perto do céu
Porque lá
Posso agarrar aquela nuvem
e viajar no espaço e no tempo
Vou ter com o sol
Vou ter com a lua
Vou visitar a minha estrela
Vou ao tecto do mundo
E o mundo, é uma bola de algodão
Que gira na minha mão
Vou ver onde começa o mar
Vou ver onde o sol se põe
Vou ver
Onde se esconde a lua
E as estrelas
e onde a minha nuvem
Vai buscar água
Vou ver quem sopra tão forte
P’ra fazer andar a minha nuvem
comigo lá em cima
Vou ver... ...sei lá...
Porque razão a minha nuvem
é tão branca e outras tão escuras
Vou ver... ...não sei o quê mais...

Porque às vezes é tão bom sonhar...
















Mafalda Pascoal

sábado, 11 de novembro de 2017

OPINIÃO | Almas Gémeas | ANA KANDSMAR

Não deve haver coisa mais triste neste mundo que nos apaixonarmos pela nossa alma gémea.

Não falo daquela tristeza que nos pára os sorrisos à chegada, falo de uma tristeza que se veste de alegria, de coração quente, de sangue que nos pula nas veias, de ilusão.

É tão fácil gostar da nossa “alma gémea”, mas tão fácil, que será muito fácil pensar que se gosta de alguém quando de facto apenas gostamos de nós, num outro corpo.

O que acontece é que todos andamos à procura dessa “alma gémea”, dessa coisa que nos completa, que nos deixa confortáveis, e amar - se for possível - não pode ser só uma forma de conforto, não deve ser só um cobertor que nos aquece a existência dos sentidos.

Sentir é muito mais do que adormecer. É ouvir, é ver, é gesticular com as palavras, é ir mais além, é discordar e mesmo assim querer ficar tempo, mais uma hora, ou duas,
só para sentir o prazer de não concordar!

Chegam a ser irritantes aquelas pessoas que acabam as frases umas das outras, que se riem muito, e que dizem que foram feitas uma para a outra. Mas que burrice. Que estupidez. Que forma tão parva de mascarar o amor. Haverá coisa mais chata do que sermos feitos para alguém?

Gosto de pensar que fui feita para descobrir, para pensar, para correr a vida sem olhar para trás, ao invés de ter sido feita para alguém, para uma alma gémea, alguém que me é igual...

É preciso dizer que gostar da nossa alma gémea não é amar a diferença, a discussão, as perspetivas diferentes, os mundos que apesar de desiguais convivem. Conviver com as nossas ideias, não é mais de que um amor narcisista que temos por nós mesmos, e se só gostamos de quem somos, é porque somos incapazes de amar alguém.

O amor, a existir, não se encontra em quem nos é parecido ou igual, encontra-se na forma como conseguimos sorrir à divergência, fintar a discordância, conviver com os nãos.

Pobres almas que se apaixonam pelas suas gémeas. Que precisam de alguém que as complete, que lhes adivinhe o pensamento não por lhes conhecer a reação, mas porque pensam exatamente o mesmo e não oferecem ao outro novas perspetivas. Tristes existências que vivem sem marcar.

Que ninguém me diga que encontrou o amor, porque achou o agasalho cómodo de uma alma que é igual à sua.













Ana Kandsmar

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

OPINIÃO | Folha de Papel em Branco | MARGARIDA VERÍSSIMO

Sento-me à secretária e olho para a folha de papel em branco. Passados alguns minutos continua em branco. Às vezes é difícil começar, parece que não sai nada de dentro de nós, nada que valha a pena transferir para o papel. Nem uma ideia, nem um conceito. Tudo em branco. Mas um papel em branco é já um princípio, é, pelo menos, um instrumento. Ok, são 2 instrumentos: o papel e o lápis ou caneta. Pronto, 3: o papel, o lápis e a mão. Pensando bem são 4 instrumentos: o papel, o lápis, a mão e a cabeça! E dentro da cabeça uma infinidade de pensamentos, ideias, conceitos, à espera de serem organizados, encaminhados, acrescentados e de se transformarem em linhas, pontos, manchas. Nesta folha de papel, ainda em branco, tudo, ou nada, pode acontecer.

No papel em branco podem começar a desenhar-se linhas. Linhas geométricas ou mais orgânicas que irão dar forma a espaços mentalmente visualizados. Linhas, pontos, manchas criando formas. Formas criando espaços. Espaços criando ambientes. Umas linhas inspirarão outras linhas e o pensamento fluirá. As linhas desenhadas irão transformar-se, aperfeiçoar-se, metamorfosear-se. Este papel em branco pode muito bem ser o início de uma grande obra, somente de uma obra ou pode simplesmente transformar-se em mais um papel riscado, amarrotado e lançado com pontaria ao cesto dos papéis.

No papel em branco podem começar a desenhar-se letras. Letras que formarão palavras que, juntando-se em frases, darão forma, sentido e conteúdo a ideias. Ideias que poderão transmitir sentimentos, recordações ou ideias que poderão fluir na criação de situações novas, imaginárias. Por certo também as letras e palavras inspirarão outras letras, outras palavras, também se transformarão e aperfeiçoarão. Este papel em branco pode muito bem ser o início de uma grande obra, apenas de um mero texto, ou pode também ser unicamente mais um papel escrevinhado, amarrotado e lançado sem pontaria para fora do cesto dos papéis.
A folha de papel vazia de traços, de linhas, de pontos, por vezes reflete uma alma cheia. Uma alma e uma mente cheias de ideias, de sonhos, de histórias, de vontades, à espera daquele momento singular, cósmico, em que tudo faz sentido e em que num turbilhão serão encaminhados para o papel e formalizados em linhas, pontos, letras. Ou simplesmente reflete uma alma e mente cheias de ideias, de sonhos, de histórias e de vontades esperando pacientemente que seja materializada a primeira linha, a linha a que se seguirão muitas outras linhas impulsionadas pela coragem do primeiro traço. A folha de papel em branco por vezes reflete também uma alma e mente cheias de vazios, procurando pontes, escadas, planos e linhas que os superem, que os combinem em elos coerentes com as ideias, os sonhos as histórias, porque sem os vazios, sem as ausências, sem os silêncios, as linhas, os pontos, as letras e as palavras não fazem sentido.


Por vezes, a mensagem do papel em branco pode ser tão intensa quanto o silêncio pode ser ensurdecedor.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ANIMAIS | HOTEL PARA CÃES EM PLENO PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA (AZEITÃO)





Serviços para animais de estimação
Férias Caninas
Dog Walking
Pet Sitting

FÉRIAS CANINAS

A nossa hospedagem para cães oferece um serviço especial para o seu animal de estimação, em ambiente familiar e com todo o conforto que ele merece.

ALOJAMENTO

A Pelos & Animais situa-se em pleno Parque Natural da Arrábida (Azeitão), onde a natureza convida a explorar todos os sentidos ao longo de mais de um hectare de terreno.
Aqui promovemos a libertação de energia através de actividades como apanhar bolas, discos, e muitas brincadeiras enquanto sociabilizam.
No nosso espaço, o seu cão pode entrar em casa e conviver com a família, tudo para que a sua estadia seja feita no ambiente mais natural possível!
Recebemos até um máximo de 10 cães, não porque falte espaço, mas porque queremos oferecer-lhe toda a atenção que ele merece!

Preços: 10€/noite por cão/cadela esterilizados
              15€/noite cães machos não esterilizados

A estadia incluí ração Happy Dog exceto se precisar de uma ração específica de tratamento

Requisitos obrigatórios: microchip, boletim de vacinas em dia, incluíndo vacina para a tosse do canil (KC ou Pneumodog), desparasitação interna e externa. Só aceitamos cadelas que estejam esterilizadas.

Horários: 9:00 - 19:00

Para mais informações contacte-nos: pelosanimais@gmail.com / 936304386

Também vamos a casa - Pet Sitting
Se não pretende deixar o seu animal de estinação num hotel, e prefere que ele fique em casa no seu ambiente, não se preocupe - Nós vamos a casa tratar dele.
Contacte-nos:
Email: pelosanimais@gmail.com
Telefones: 93 630 43 86 / 93 563 82 42






LITERATURA | ANNE BISHOP no FESTIVAL BANG com a editora Saída de Emergência



Anne Bishop é uma escritora americana de fantasia, autora de inúmeros romances entre os quais se podem destacar a Saga das Jóias Negras, O Mundo de Efémera, Trilogia dos Pilares do Mundo e a mais recente série Os Outros.  Visitou-nos recentemente a convite da sua editora portuguesa Saída de Emergência e foi cabeça de cartaz do Festival Bang que contou com um elevado número de fans. 

O que acha do que já visitou em Portugal, teria o ambiente ideal como pano de fundo para um dos seus livros?
A verdade é que ainda não consegui ver tanto quanto gostaria, mas posso desde já afirmar que adorei o ambiente de Lisboa, o rio e a cor dos edifícios.
O mais curioso é que sendo esta a primeira vez que visito este país de certa forma parecia já o ter feito, afinal num dos meus livros tenho um mapa com a mesma forma de Portugal.

Uma questão que muitos leitores colocam é se de alguma forma se identifica-se com os seus personagens?
Normalmente só durante o processo de escrita de cada uma delas, porém confesso que houve outras que me prenderam mais do que o habitual, estou a falar de Meg, Cassidy, Chanel e Beladona.

Porquê fantasia?
É um lugar seguro para verdades emocionais, longe das nossas vidas, um local de descanso onde nos sentimos seguros envolvidos por magia e seres fantásticos. Quando escrevo gosto de me transformar durante aqueles momentos na personagem sobre a qual estou a escrever sejam eles bons ou maus. No fundo anseio por magia.

Qual foi a recepção aos seus livros quando publicou pela primeira vez?
A Trilogia das Jóias Negras foi a minha estreia neste mundo Literário, era um livro sexual e violento, tinha que me mentalizar diversas vezes que no fim os personagens iam ficar bem.
Nunca sabemos bem o que esperar queremos que quem nos lê se sinta transportado para os mundos que criamos tal como o fazemos quando escrevemos. Por esse motivo ter uma crítica no The New York Times foi uma oportunidade única para gerar o interesse necessário e a partir desse momento foi como uma bola de neve.

E a recepção do público português? O que achou do Festival Bang?
O Festival foi fantástico, havia muita alegria. Fui muito bem-recebida por uma sala cheia de fervorosos leitores.
É sempre agradável vermos o nosso trabalho reconhecido por quem tal como nós consegue deixar-se transportar para estes mundos vivendo as aventuras que antes eram só minhas, perceber que acima de tudo continuam sequiosos de mais. Também por esse motivo ainda não posso dizer que este seja o último livro da saga.

Até ao final do ano quais são os seus planos?
Tenho que acabar a revisão do meu mais recente livro, Lake Silence, que deverá sair em março do próximo ano nos Estados Unidos.

E planos para o futuro?

Estou com outro projecto em mãos, neste a acção passa-se numa cidade fronteiriça destruída pela guerra onde um grupo de pessoas regressa para a tentar reconstruir, e para já não posso dizer mais nada. (risos)







  

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Awaken Senses - Descobrindo a sua Própria Natureza

Awaken Senses - Descobrindo a sua Própria Natureza

Awaken Senses é para as pessoas que querem descobrir o seu próprio espaço de liberdade. No Awaken Senses vai sentir-se você mesmo!

10 - 12 Novembro 2017 Aldeia do Meco - Sesimbra - Portugal

Neste fim de semana, terá a oportunidade de:

- Religar-se com a sua verdadeira essência e conhecimento;
- Conectar-se com a natureza e a sua capacidade de proporcionar bem-estar;
- Abrir novos canais de expressão que o ajudem a sentir-se melhor.
- Em aliança com a natureza, definirá o seu próprio caminho e quão longe quer ir.

Awaken Senses esta baseado nos padrões do mundo natural.
Tomamos como enquadramento os ciclos dos sistemas naturais que sustentam a sua reconexão e o seu auto-conhecimento.

- Aprenderá técnicas que, de uma forma simples, o ajudarão a perceber o ambiente de uma forma mais profunda e clara;

- Terá a oportunidade de descobrir e superar barreiras que limitam o seu próprio crescimento pessoal;

-Experimentará falar e ouvir desde o coração, estabelecendo relações honestas consigo e com a sua comunidade;

- Usufruirá de ouvir e cuidar do seu corpo.

Combinamos diferentes técnicas tradicionais da Ásia e povos ameríndios com os mais modernos conhecimento terapêuticos.

Com a Terapia da Floresta, vai passar tempo estando presente e utilizando os doze sentidos para reconectar-se com a natureza e consigo mesmo, experimentando a floresta de uma forma nova e surpreendente.

Na hora das refeições, terá oportunidade de aprender a tirar partido dos alimentos para criar bem-estar. Será realizada uma aula de cozinha onde será abordado o conceito de alimentação holística e onde vai preparar o jantar com receitas para incorporar na sua vida diária.

Durante o retiro, existirão sessões de ioga e meditação, abertas a todos os níveis de experiência, que permitirão desbloquear o seu corpo e aumentar a sua energia e consciência.

Awaken Senses permitir-lhe-á conectar-se com os seus sentidos e corpo, sentindo a energia renovada.

Terá a oportunidade de potenciar os sentidos, como a sua intuição e o coração, que o ajudarão a manter o equilíbrio emocional e físico na sua vida diária, reduzindo o impacto do stress sobre a sua saúde.
No seu dia-a-dia, terá maior capacidade para ouvir o seu corpo, como se encontra em cada momento e as suas necessidades

Facilitadores

Alex
Como guia da Terapia da Floresta, pratica técnicas de conexão com a natureza em oposição ao stress diário da vida urbana, desenhando e facilitando retiros para que todos possam experimentar os benefícios para a saúde de ambientes naturais.

É guia Certificado em Forest Therapy e mentor de guias pela Association Nature and Forest Therapy, e tem participado em eventos de Liminalidade e Imaginação Ativa em Terapia da Floresta. Como assistente, forma parte de equipas de formadores de guias.

Maria João
Depois de anos a trabalhar como consultora e auditora na área da engenharia do ambiente, decidiu mudar de vida e fazer algo que desde sempre gostou de fazer: cozinhar.
Frequentou o curso Culinary Arts, na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa e, desde então, tem participado em cursos ligados à cozinha natural.

Trabalha no seu próprio projecto, Kensho – Inspiring Food Services, orientado para a importância das escolhas que fazemos no dia-a-dia para a nossa saúde e para a saúde do planeta.


ANIMAIS | HOTEL PARA CÃES EM PLENO PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA (AZEITÃO)



Serviços para animais de estimação
Férias Caninas
Dog Walking
Pet Sitting

FÉRIAS CANINAS

A nossa hospedagem para cães oferece um serviço especial para o seu animal de estimação, em ambiente familiar e com todo o conforto que ele merece.

ALOJAMENTO

A Pelos & Animais situa-se em pleno Parque Natural da Arrábida (Azeitão), onde a natureza convida a explorar todos os sentidos ao longo de mais de um hectare de terreno.
Aqui promovemos a libertação de energia através de actividades como apanhar bolas, discos, e muitas brincadeiras enquanto sociabilizam.
No nosso espaço, o seu cão pode entrar em casa e conviver com a família, tudo para que a sua estadia seja feita no ambiente mais natural possível!
Recebemos até um máximo de 10 cães, não porque falte espaço, mas porque queremos oferecer-lhe toda a atenção que ele merece!

Preços: 10€/noite por cão/cadela esterilizados
              15€/noite cães machos não esterilizados

A estadia incluí ração Happy Dog exceto se precisar de uma ração específica de tratamento

Requisitos obrigatórios: microchip, boletim de vacinas em dia, incluíndo vacina para a tosse do canil (KC ou Pneumodog), desparasitação interna e externa. Só aceitamos cadelas que estejam esterilizadas.

Horários: 9:00 - 19:00

Para mais informações contacte-nos: pelosanimais@gmail.com / 936304386

Também vamos a casa - Pet Sitting
Se não pretende deixar o seu animal de estinação num hotel, e prefere que ele fique em casa no seu ambiente, não se preocupe - Nós vamos a casa tratar dele.
Contacte-nos:
Email: pelosanimais@gmail.com
Telefones: 93 630 43 86 / 93 563 82 42