terça-feira, 28 de novembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA | " Anna e o Beijo Francês", de Stephanie Perkins | QUINTA ESSÊNCIA


Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista

Foto: Direitos Reservados | Grupo LeYa


   Anna e o Beijo Francês é, sem margem para dúvida, um divertido e refrescante romance destinado ao público mais jovem, que inserimos sem receio no género Young Adult, mas que promete também bons momento de entretenimento aos apreciadores de histórias românticas.

   Como protagonista desta narrativa temos Anna Oliphant, uma jovem Norte-Americana, filha de pais separados, é enviada para Paris, onde irá estudar num exclusivo colégio destinado a filhos das classes endinheiradas dos Estados Unidos, pelo seu pretensioso pai, um escritor de sucesso, admirado pelas massas e que é um produto da máquina de marketing editorial que o dominou, nas palavras de Anna:"Foi por altura do divórcio que todos os vestígios de decência despareceram e o seu sonho de ser o próximo grande escritor do Sul foi trocado pelo de ser o próximo escritor publicado. Então começou a escrever aqueles romances passados em pequenas povoações da Georgia sobre pessoas com Bons Valores Americanos que se Apaixonam e a seguir Contraem Doenças Fatais e Morrem."

   Triste por deixar para trás a mãe e o pequeno irmão Sean, a melhor amiga Bridgette, e Toph, o candidato a namorado, a jovem começa por enfrentar um duro choque cultural, ao viver em Paris, sem dominar a língua Francesa, nem os costumes e tradições daquele pais Europeu, tão distante do seu em todos os sentidos.

  Mas é em Paris, no novo e selectivo colégio, que rapidamente faz um novo grupo de amigos: Meredith, Josh e Rashmi [um casal de namorados a atravessar alguma turbulência na relação] e Étienne St. Clair, por quem Anna começa a sentir algo mais do que amizade, desenvolvendo ambos uma relação muito cúmplice, apesar de este estar comprometido com Ellie, aluna de artes, que já terminou os estudos no colégio, estando na Universidade, e que deixou de manter contacto com os restantes amigos do grupo, quando havia sido a melhor amiga de Rashmi, até ao momento em que ambas frequentavam o ensino secundário.

   Inicialmente, Anna vai recebendo emails e chamadas telefónicas dos amigos que deixou nos Estados Unidos, mas alguma distância também afectiva irá alterar os dados destas amizades.

   Anna vai descobrindo uma nova cultura, novas amizades, e dá largas à sua grande Paixão - o cinema - tornando-se frequentadora habitual dos intimistas e pequenos cinemas locais, tendo muitas vezes por companhia Étienne, um jovem extremamente culto [adepto de história e de leitura]. Um detalhe bastante interessante em relação à nossa protagonista, é o facto de esta pretender ser crítica de cinema conceituada, tendo já uma considerável cultura cinematográfica, atenta a sua idade.

   A narrativa vai decorrendo com várias peripécias e twists até ao final, com o delicioso complemento da descoberta da cidade por Anna, que acabará por se tornar, de algum modo, uma Parisiense por paixão,  e a autora é perita em descrever ao detalhe a evolução emocional das personagens, a rebeldia própria da sua faixa etária no cenário mágico de Paris, permitindo ao leitor apaixonar-se também por estes espaços tão especiais, carregados de história e imensamente românticos.

  Étienne St. Clair é também uma personagem bastante densa e bem construída, nele encontramos um jovem inserido numa família disfuncional, com um pai egocêntrico e dominador, que controla todos os detalhes da vida do filho e da própria ex-mulher, o que leva a que Étienne e a mãe nem sequer consigam ver-se o quanto desejariam, mesmo em situações de crise em que seria especialmente desejável tal contacto. Vive uma relação de puro comodismo com Ellie, mas receia quebrar esta estabilidade aparente!

   Num turbilhão de dúvidas, emoções à flor da pele, e num momento em que se desenham no horizonte as linhas do seu futuro, saberá Anna tomar as decisões mais adequadas em direcção à sua felicidade? E Étienne, estará disposto a arriscar e a enfrentar o pai e a eterna namorada Ellie, em busca de uma vivência mais desinibida?

   Rebeldia, sentido crítico, romance, mágoas, esperanças, sonhos e ternura, são as palavras que descrevem o quotidiano das várias personagens desta história bem contada e que se lê rapidamente. Uma boa aposta para o público mais jovem, e que bem pode ajudar a desenvolver hábitos de leitura, pela fluidez da escrita e pelo ritmo sempre equilibrado da mesma.

Adorei e recomendo!

Ficha Técnica:


Autora: Stephanie Perkins

Editora: Quinta Essência |  Grupo LeYa

Ano de Edição: 2015

Nº de Páginas: 288

Classificação: 4/5 estrelas

Género: Romance Contemporâneo | Young Adult


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domingo, 26 de novembro de 2017

OPINIÃO | Para Ti | MAFALDA PASCOAL

Para ti
Que estás tão longe e tão perto
Para ti
Que estás em sintonia
Comigo e com o Universo
Para ti
Que queres saber mais e mais
Para ti
Que sentes e vês tudo o que é belo, subtil
Para ti
Que agora acordas
e sabes que tens algo a fazer...
Então, fá-lo aqui e agora
Vai e dá
A tua essência divina
Vai e planta
A pequena grande semente do Amor
Em cada coração que se cruza contigo
Vai e faz sentir
Que o Universo é Divino
Que o céu e as estrelas são infinitas
Vai e ensina
Que aqui é o veículo da nossa evolução
Vai e mostra
A beleza das flores, da água
dos pássaros, dos animais, da floresta
Mostra a beleza do pôr do sol
das ondas do mar
das gaivotas que as sobrevoam
Vai e ensina a sentir
a brisa suave do vento quando nos acaricia
a olhar a noite estrelada
envolta num azul misterioso e belo
Vai, não percas tempo

Porque amanhã é TARDE!














Mafalda Pascoal

sábado, 25 de novembro de 2017

OPINIÃO | Odeio-te, filho da puta! | ANA KANDSMAR

Odeio o teu andar silencioso em corpos sãos, gente de boa índole e de coração que apanhas à traição.

Odeio que não dês sinais, que não escrevas uma cartinha a dizer que vens e que ainda que ninguém te queira, não te vais.

Odeio-te, filho da puta! Odeio que te faças presente na vida da gente e que coloques um abismo à nossa frente.

Odeio que nos roubes os sonhos e a esperança, a felicidade de acordar os dias sentindo que o mundo ainda nos pertence.

Odeio que nos empurres para dentro de uma redoma negra e fria, um desolador recôndito que só tem os teus olhos, igualmente negros, igualmente frios.

Odeio que nos dês uma bata branca e uma cama de hospital, remédios amargos e vómitos, tudo o que poderia correr bem a correr mal.

Odeio que o mundo se afaste e continue a existir sem nós, e que enquanto tentamos ganhar-te nos sintamos tão sós.

Odeio que o relógio não pare e avance em direção à morte e que em todas as horas do dia amaldiçoemos a nossa sorte.

Odeio que te alastres e que tomes conta do que ontem não te pertencia e que cheios de ti fiquemos de alma vazia.
Que te faças hóspede sem convite, guardião de um templo que não é teu, que roubes a fé ao que crê e entregues Deus ao ateu.  

Odeio-te os tentáculos que se estendem, odeio-te os medos que se acendem, os fantasmas que nos saltam do armário, que nos vires a vida ao contrário.

Odeio-te o secretismo, às escondidas o malabarismo, que sejas um reles cobarde que entra em nós sem alarde.

Odeio-te pelo que nos fazes. Pelo que nos tiras. Odeio-te porque o ódio é a única coisa de que somos capazes quando oramos e ninguém nos escuta, odeio-te pelos que amei e perdi, pelos que perderei para ti, odeio-te cancro, filho da puta!


(Pela Milena, pelo Keith, pelo João, pelo Pedro e por todas as vítimas de cancro)














Ana Kandsmar

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

OPINIÃO | Dar tempo ao tempo | MARGARIDA VERÍSSIMO

A nossa vida inicia-se com uma expectativa. Esperamos para nascer e os nossos pais esperam o nosso nascimento. Mas este tempo entre o ser e o nascer não deve ser encarado como uma espera, porque de facto não o é. É um formar, crescer, amadurecer, estar pronto. E todas as partes envolvidas precisam desse tempo. É a primeira lição de vida que recebemos, o saber esperar, dar tempo ao tempo, o necessário. Acredito que muito do nosso temperamento se vai moldando no decorrer desse tempo que será mais ou menos longo. A minha filha é uma despachada e decidida, leva tudo na frente quando tem um objetivo. Assim foi ao nascer. Resolveu que estava na hora e nasceu! Não esperou pelas 40 semanas, não esperou para chegar à maternidade e a cada ânsia e tentativa de nascer inundou-me as calças e o assento do automóvel, não esperou sequer que me dessem a epidural. Em contrapartida o meu filho é mais calmo, tranquilo, sem pressas, sem stresses. Assim foi ao nascer. Ao fim de 24 horas de atroz sofrimento, no limiar do aceitável em termos médicos, o rapaz não nasceu, ficou à espera que o tirassem. E tiraram, com uma cesariana de emergência.

A idade e a experiência da vida ensinaram-me a saber esperar, mas a não ficar à espera, sobretudo, deram-me a tranquilidade necessária a um saudável apreciar e desfrutar do tempo de espera, do tempo de aprendizagem, do tempo de amadurecimento.

Vivemos a juventude num turbilhão de emoções. Os acontecimentos, os sentimentos e as hormonas rebentam sobre nós como se o fim do mundo se avizinhasse. Ansiamos com tanta intensidade viver o momento seguinte, que por vezes não apreciamos na sua plenitude o momento presente. Reviveremos mais tarde, com tempo e nostalgia, esses momentos.

No rolar constante e cadente de horas, dias e anos, os acontecimentos sucedem-se e nesta corrida de obstáculos que é a vida, quantas vezes, quantos de nós queremos chegar em primeiro lugar à meta, esquecendo que a meta é o final do percurso?! Testemunho, com alguma amargura, situações de pais que tudo fazem para que os seus filhos sejam os primeiros a cortar a meta, com distinção. Afastam os obstáculos da pista, empurram os miúdos para a volta seguinte, não lhes permitindo desfrutar o sabor e o prazer do caminho, do superar.

Mais do que aprender que eventualmente as coisas acabam por acontecer, que o que tiver de ser, será, aprendi a lutar por isso e, acima de tudo, aprendi a aceitar a espera, a usufruir dela, porque o tempo entre o querer e o acontecer é um tempo de aprendizagem, de crescimento, de amadurecimento, um tempo de ser e de viver.


















Margarida Veríssimo

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

LITERATURA | Yggdrasil, Profecia do Sangue | MBARRETO CONDADO



SINOPSE

E se a vida como a conheces pudesse ser muito mais?

Desde o início do tempo dos clãs, que os MacCumhaill se mantinham unidos. Família de poderosas mulheres e orgulhosos guerreiros. Tinha-lhes sido exigido um único sacrifício em troca da sua imortalidade, manter o equilíbrio entre os três mundos. E esse equilíbrio tinha sido quebrado. As portas estavam abertas facilitando a passagem de todos os seres sobrenaturais.
Seria Maria, uma jovem estudante portuguesa acabada de chegar a Dublin a ajuda poderosa pela qual aguardavam há tanto tempo? Conseguiria ela aceitar tudo o que lhe era pedido? Acreditar neles e lutar ao seu lado? Dividida entre o seu dever e o amor que sente pelo herdeiro do clã irá descobrir que deve seguir o seu coração, mas esse também já não é seu. Tinha-o entregue àquele homem ainda antes de lho dizer.

Este era o início de uma nova Era…da Profecia do Sangue.

ANIMAIS | HOTEL PARA CÃES EM PLENO PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA (AZEITÃO)




Serviços para animais de estimação
Férias Caninas
Dog Walking
Pet Sitting

FÉRIAS CANINAS

A nossa hospedagem para cães oferece um serviço especial para o seu animal de estimação, em ambiente familiar e com todo o conforto que ele merece.

ALOJAMENTO

A Pelos & Animais situa-se em pleno Parque Natural da Arrábida (Azeitão), onde a natureza convida a explorar todos os sentidos ao longo de mais de um hectare de terreno.
Aqui promovemos a libertação de energia através de actividades como apanhar bolas, discos, e muitas brincadeiras enquanto sociabilizam.
No nosso espaço, o seu cão pode entrar em casa e conviver com a família, tudo para que a sua estadia seja feita no ambiente mais natural possível!
Recebemos até um máximo de 10 cães, não porque falte espaço, mas porque queremos oferecer-lhe toda a atenção que ele merece!

Preços: 10€/noite por cão/cadela esterilizados
              15€/noite cães machos não esterilizados

A estadia incluí ração Happy Dog exceto se precisar de uma ração específica de tratamento

Requisitos obrigatórios: microchip, boletim de vacinas em dia, incluíndo vacina para a tosse do canil (KC ou Pneumodog), desparasitação interna e externa. Só aceitamos cadelas que estejam esterilizadas.

Horários: 9:00 - 19:00

Para mais informações contacte-nos: pelosanimais@gmail.com / 936304386

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DEVER DE MEMÓRIA | Homenagear os soldados portugueses mortos para a libertação da França e da LIBERDADE dos Povos.