segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA | "O Boss", de Vi Keeland | TOPSELLER


Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Nova Gazeta


O Boss, de Vi Keeland, é um romance contemporâneo do género erótico, mas no qual a temática do erotismo se vai desenvolvendo de forma muito gradual e insinuante, à medida que a narrativa vai evoluindo. A história desenrola-se num ritmo narrativo bastante cadenciado e equilibrado, sem excessos nem avanços demasiado rápidos, e esta subtileza confere elegância ao livro.

Quando começamos a ler esta obra, o que logo nos conquista é o humor que Vi Keeland soube logo introduzir no capítulo inicial e que vai surgindo um pouco por todo o livro, acabando por alternar com a forte carga dramática que a história também integra.

A acção decorre em Nova Iorque, e a trama está organizada em capítulos breves (o que facilita, dinamiza e torna mais ágil o processo de leitura). Em cada capítulo vamos acompanhando o ponto de vista de cada um dos dois protagonistas: Reese Annesley e Chase Parker, e dados importantes do passado de Chase chegam até ao conhecimento do leitor com recurso a analepses que nos levam a um momento temporal onde recuamos sete anos.

Relativamente às personagens, ambas estão construídas com forte densidade psicológica, e mostram-se inseridas em dinâmicas que correspondem a diversos espaços sociais onde se movimentam: o espaço mais privado ou pessoal, o espaço empresarial ( Parker Industries, uma firma da qual Chase Parker é CEO, e na qual Reese virá a trabalhar), o espaço familiar e das amizades mais próximas ( Sam é a melhor amiga de Chase, e Jules a melhor amiga de Reese).

Reese Annesley é uma jovem executiva com formação e experiência na área do marketing, apaixonada pela sua profissão, tem alguma dificuldade em gerir relacionamentos amorosos, não tendo ainda conseguido criar uma relação amorosa duradoura, estável e que lhe permita a realização pessoal a este nível. É independente, trabalhadora, empenhada e, ao nível psicológico apresenta um comportamento que denota alguns traços de natureza obsessiva-compulsiva em relação à sua segurança pessoal, aspecto este que surge enquanto reacção à vivência de uma situação traumática na infância. É emocionalmente insegura, culpabilizando-se inconscientemente pelo seu comportamento obsessivo-compulsivo e pelo evento que o gerou e deixa que isto afecte a sua vida amorosa, pois nunca sentiu que os seus namorados entendessem esta sua preocupação com a segurança, ou que lhe dessem o devido valor, ou seja, nunca se sentiu compreendida plenamente por um parceiro naquilo que assume ser uma imperfeição que transporta consigo.

Por sua vez, Chase Parker é o exemplo de um macho alfa poderoso, sedutor e algo arrogante. É CEO da Parker Industries, uma firma dedicada à cosmética e beleza femininas que desenvolve cientificamente os seus próprios produtos, estudante brilhante, criativo e empreendedor, subiu a pulso nos negócios, por mérito próprio, e mantém um forte vínculo afectivo com a família mais próxima (designadamente, tem uma relação muito cúmplice com a irmã Anna, e com Samantha, a sua melhor amiga desde os tempos da faculdade, uma mulher forte, determinada e perspicaz, que, tal como Anna, assume uma postura cuidadora e protectora em relação a Chase. Bonito, sedutor, espirituoso, envolvente, bem humorado, rico e bem sucedido, à partida estaríamos perante a perfeição personificada, todavia, toda esta imagem de perfeição e força acabam por revelar-se uma máscara que esconde a sua fragilidade emocional. Chase lida com o fantasma de uma perda não superada, quer seguir em frente mas balança perante essa hipótese, deixando-se enredar numa forte pressão psicológica negativa , lutando por elaborar um luto do passado, e por vencer a culpa que, em determinados momentos, o bloqueia e o arrasta para isolamento social, abuso de alcool e desesperança na possibilidade de um futuro.

Chase e Reese vão, obviamente, cair nos braços um do outro, e até que tal aconteça, vamos assistindo a um delicioso e erótico jogo e sedução no escritório da empresa onde ambos trabalham. Porém, nem tudo é perfeito, e ambos são ainda assombrados por ecos traumáticos dos respectivos passados, o que pode deitar a perder um futuro que seria bastante promissor.

É interessante notar que o livro tem tanto de comédia romântica, quanto de drama, e tem dois protagonistas  que não são perfeitos, o que nos faz, desde logo, empatizar com Reese e com Chase. A culpa (em diferentes contextos traumáticos) e a aceitação de imperfeições em si mesmos e nos outros vão ser conceitos chave na evolução dos personagens.

Em suma, estamos perante um romance erótico que nos traz muitos bónus: romantismo, sedução, humor, drama, tensão, culpa, superação e aceitação, e é precisamente esta mistura de ingredientes tão rica que torna este livro muito especial e apaixonante. Vi Keeland é uma aposta ganha em termos editoriais e constitui uma boa escolha para levar de férias. Adorámos e queremos mais livros desta autora!

Ficha Técnica:

Título: O Boss

Autora: Vi Keeland

Editora: Topseller | Grupo 20|20

Edição: Julho de 2017

Nº de Páginas: 320

Género: Romance contemporâneo | erótico

Classificação: 5/5 estrelas



TELEVISÃO | Canal História estreia documentário que lança novas pistas sobre o rasto de Amelia Earhart


Texto: Isabel de Almeida | Jornalista Diario do Distrito

Colaboradora: Nova Gazeta

Fotos: Atrevia | Direitos Reservados


No próximo dia 16 de Dezembro, pelas 22 horas e 45 minutos, o Canal História estreia o documentário O Último Voo de Amelia Earheart, que promete desvendar novas pistas sobre um dos grandes mistérios da história contemporânea: o que aconteceu à aviadora Amelia Earheart e ao seu piloto Fred Noonan, ambos misteriosamente desaparecidos sem deixar rasto a 2 de Julho de 1937 ?

O surgimento de novas pistas de investigação histórica parece indicar uma revelação deveras surpreendente, tratando-se de uma teoria ainda a provar em definitivo, mas que, a confirmar-se, seria chocante: Amelia Earhart e Fred Noonan poderão ter capturados vivos pelos Japoneses, este facto seria do conhecimento do governo Norte-Americano, que tendo conhecimento desta informação terá optado por manter a mesma em segredo.

Shawn Henry, O antigo agente do FBI Shawn Henry investigou as provas que apontam no sentido da hipótese de Amelia Earhart ter logrado sobreviver ao seu último voo. Les Kinney, Agente Federal reformado, verificou os National Archives à procura de registos respeitantes ao caso Earhart e descobriu uma fotografia do Office of Naval Intelligence (ONI) que os investigadores creêm mostrar Earhart e Noonan vivos num porto das Ilhas Marshall após terem desaparecido. A foto também revela um navio Japonês a rebocar um avião que poderá ser o Electra de Amelia Earhart.

Neste documentário também teremos a oportunidade de ficar a conhecer a última testemunha viva que assegura ter reconhecido  Earhart após o desaparecimento da mesma.

Fonte: Cision4Journalists


domingo, 3 de dezembro de 2017

OPINIÃO | Renascer | MAFALDA PASCOAL

Na semana que passou, fui brindada com uma surpresa maravilhosa!

Eu sou uma pessoa emocionalmente muito ligada às pessoas com quem convivi/convivo, desde sempre. Guardo com carinho, todas as fotos das pessoas que, por algum motivo, me ofereceram essas mesmas fotos, inclusive as da escola primária. E, quer acreditem quer não, lembro-me do nome de cada uma das colegas/amigas que estão numa foto que tiramos todas juntas com a professora Francisca.

Cada uma dessas colegas/amigas trazem-me tão boas recordações.

Algumas são familiares. Outras, ainda continuamos amigas, e outras ainda, encontrei-as no Facebook e, claro, outras ainda perdi-lhes o rasto...

Na semana passada, apareceu-me no Facebook mais um pedido de amizade...nada demais...
Nada demais digo eu...mas é que este pedido surpreendeu-me sobremaneira visto que  acerca de 2,3 anos atrás, disseram à minha mãe que essa amiga tinha falecido de cancro...nessa altura lamentei bastante, porque tínhamos crescido juntas, porque foi a única colega/amiga a quem eu dei um estalo por incentivo de outras maiores do que eu, claro que levei logo outro em resposta, já que ela tinha mais dois anos do que eu...e, com essa notícia, passou pela minha cabeça toda a vida difícil dela, quatro irmãos, os pais com dificuldades, depois a morte prematura do pai...bem mais tarde a morte da irmã, a morte do filho...vida de sofrimento, a desta minha amiga...

Agora surge-me este pedido de amizade...fiquei desconfiada...

No dia a seguir fui verificar novamente tudo, ver a página dela, ver os comentários e as datas dos mesmos, ver fotos dela, ver os amigos...e depois decidi enviar-lhe uma mensagem no messenger.

- “R.… que é feito de ti J beijinhos” e a resposta foi um ok. Voltei a perguntar
- “Ainda moras no ... ...  ...? tenho saudades de ti” ao que ela me respondeu
- “Não, moro na M.… com a minha filha” e eu respondi
- “Ah, por isso nunca mais te vi..., mas estás bem?” ao que ela me respondeu
- “Sim agora estou muito bem... ... ...”  e eu voltei a responder, tinha que me certificar de que era ela...
- “Então, se não estavas bem fizeste bem em mudar de caminho” ao que me respondeu
- “Um dia combinamos para tomar um café” era o que eu queria...
Combinámos um café para o dia seguinte...finalmente ia ver a minha amiga... aquela que, com tristeza eu recordava...ainda pensava que era mentira...

No dia seguinte à hora marcada lá fui ter com a minha amiga, ela teve que ir a uma instituição publica e combinámos encontrámo-nos lá. Dirigi-me ao estabelecimento, entrei, procurei em todos os rostos o dela...não a vi, deve estar a ser atendida lá dentro, pensei eu e, fiquei há espera um pouco...

Daí a pouco sai a minha amiga de lá de dentro...encarou comigo ao mesmo tempo que eu encarei com ela...saudades minha amiga...cumprimentámo-nos e eu que não sou nada de grandes alardes, só me apetecia gritar aos quatro ventos...só...gritar...claro que este encontro teve muito mais significado para mim do que para a minha amiga, ela não sabia que para mim ela tinha renascido das cinzas...

E fomos beber o nosso café, estivemos mais ou menos duas horas na conversa, estaríamos mais se ela não tivesse que estar noutro lado daí a nada...

Deixei a companhia dela de coração cheio, sem palavras para exprimir tamanha emoção de sentir e saber que a minha amiga está aqui no nosso mundo físico e que vou poder beber muitos mais cafés em companhia dela...

Bem hajas querida amiga!

Que a tua vida seja longa, saudável, leve e te sorria sempre, assim como me fizeste sorrir com o teu renascimento...

PS: é claro que eu lhe disse que me tinham dito que ela tinha falecido, “xi até me estou a arrepiar toda” disse ela

















Mafalda Pascoal

CULTURA | Concerto comemorativo do 163º aniversário da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro | MONTIJO



Texto: Isabel de Almeida

Foto: Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro | Direitos Reservados


A Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro, do Montijo,  celebra este ano o seu 163º Aniversário, sendo a importante data celebrada com um concerto comemorativo.

O Concerto de Aniversário terá lugar no Salão da colectividade centenária, no Montijo, na próxima Sexta-feira, dia 8 de Dezembro, pelas 17 horas e 30 minutos.

Com a direcção musical da Banda da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro a cargo do Maestro Rui Fonseca e Costa, o alinhamento do Concerto de Aniversário convida o público a viajar por diversos ambientes, distintos estilos musicais, com a evocação de obras de compositores como Duarte Pestana, Astor Piazzolla ou Georges Bizet. Haverá ainda lugar à intervenção de dois cantores convidados: Sandra Sanches e Marco Simões.

Aqui fica, pois, a sugestão e o convite daquela colectividade para uma tarde agradável em família, celebrando a música e o seu poder de entretenimento e salutar convívio. A prestigiada instituição continua a proporcionar acesso gratuito à formação musical.

sábado, 2 de dezembro de 2017

OPINIÃO | Os Deuses Somos Nós | ANA KANDSMAR

Primeiro a Esquerda apartou-se da religião e ensinou que a mesma é uma abstracção inútil, depois apoiou todo o tipo de liberdades individuais e criou uma amálgama de retrocessos levando a humanidade a um estado quase primitivo. O sexo está em tudo e faz parte de tudo, tornou-se de tal forma banal e desinteressante que homens e mulheres são hoje descartáveis. LGBT, Ideologia de género, aborto, eutanásia, e mais umas quantas distorções do que é ou devia ser a evolução da humanidade, não só são bem aceites pelas comunidades como são ensinadas nas escolas. A Arte deixou de ser Arte. A Arte perdeu para os lobbys e pseudo-artistas que têm a mesma noção de estética e respeito pela verdadeira arte que têm pelo próprio corpo. Nesta febre de aceitar tudo, de legitimar tudo, de apoiar e democratizar tudo, a Esquerda tornou o mundo feio e irrespirável. O grande estandarte da Esquerda "Não há nenhum Deus a ver", roubou-nos a vergonha, a noção de limites e atirou-nos para um abismo do qual será agora dificílimo sair. Por fim, o multiculturalismo na sua pior versão, aquele em que nos ensinaram a acreditar, aquele que rouba aos povos as suas raízes, o sentimento de pertença, a âncora de que necessitamos para não nos perdermos em mar alto, o porto seguro da pátria, da cultura, da língua, dá o golpe de misericórdia na nossa já tão fragilizada coesão. Esqueceu-se a Esquerda de que somos e nunca deixaremos de ser tribais. Está nos nossos genes essa necessidade de grupo, de diferença perante os demais. Não para sermos melhores, que a história bem nos ensinou que não é esse o caminho, mas para sermos únicos, para sermos nós. O que nos trouxe esse multiculturalismo que rebenta fronteiras e nos faz estranhos na nossa própria casa não é, como podemos ver, ainda que nenhum Deus o veja, um intercâmbio salutar de culturas, de costumes ou de aprendizagens. É antes uma pilhagem violenta da essência dos povos, uma lavagem cerebral que começa nas nossas crianças e por fim, o massacre de tudo quanto somos e almejámos um dia ser. Enchermo-nos de tudo deixou-nos tão vazios e divididos que, qualquer ideologia ou religião cabe no espaço imenso que temos entre nós. E a isso só pode ser dado um nome. Declínio. Segundo a Bíblia, Jesus terá dito:


"Vós sois deuses", por isso, quanto mais não seja por isso, Deus está a ver. Os Deuses somos nós.











Ana Kandsmar

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CULTURA | SFPLS celebra 98º aniversário com Concerto comemorativo | SAMOUCO


Texto: Isabel de Almeida -
Jornalista Diário do Distrito
Colaboradora: Nova Gazeta

Fotos: SFPLS | Direitos Reservados


A Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense está hoje de parabéns ao comemorar o seu 98º aniversário, encontrando-se programadas diversas actividades para assinalar tão importante data, no mesmo dia em que o país comemora a Restauração da Independência Nacional ocorrida a 1 de Dezembro de 1640.

O dia começou bem cedo, pelas 8 horas, com a tradicional arruada pelo Samouco, sendo este também um antigo ritual de iniciação de apresentação pública dos mais jovens músicos recentemente chegados à Banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, que continua a dar o seu contributo para a formação musical das novas gerações locais através da sua Escola de Música.

Um dos pontos altos das celebrações é o já tradicional Concerto de Aniversário, a decorrer pelas 16 horas e 30 minutos, a cargo da Banda desta Colectividade, no Salão nobre da respectiva sede.

A Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense é uma das forças vivas da Vila do Samouco, mantendo vivo o espírito de associativismo local, tendo estatuto de utilidade pública, e promovendo diversas actividades de teor cultural e de entretenimento, tendo como público alvo diversas faixas etárias da população.

Além da Banda de Música, actualmente Banda residente na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, conta com o Grupo Coral fundado em 2006, cuja direcção musical se encontra actualmente a cargo da Maestrina Ana Gato, proporciona aos seus sócios e visitantes bailes populares, aulas de Hip Hop, aulas de Zumba, Escola de Música, e outros eventos de cariz socio-cultural diverso.

OPINIÃO | Gratidão | MARGARIDA VERÍSSIMO

De acordo com um dicionário, gratidão significa o sentimento de lembrança e agradecimento por um bem recebido em relação ao autor, gratidão é sinónima de reconhecimento. Gratidão é daquelas palavras sonantes, que enchem a boca… enche também a alma de quem a recebe e engrandece quem a sente e a demonstra.

Perdidos, ocupados e distraídos nos nossos pensamentos e com os afazeres diários, quantas vezes não reconhecemos o que nos é oferecido, o que nos é dado, pequenas coisas insignificantes do quotidiano, míseras dádivas não pedidas, perdidas em gestos, em ações sem retribuição. Seria tão simples como um olhar, um sorriso, uma palavra, um carinho, uma atenção. Nada que requeresse um muito obrigada ou eternamente grata.

A gratidão é um passo a caminho da felicidade, da realização pessoal e interpessoal. Sentirmo-nos gratos implica reconhecermos e apreciarmos as dádivas, grandes e insignificantes, que a vida nos oferece. Seja em forma de um sol radioso no dia do nosso aniversário, seja na torrada preparada com carinho numa manhã fria de inverno, na boleia que nos poupou bastante tempo num dia atarefado, ou num trabalho que alguém nos ajudou a fazer ou fez por nós, as dádivas aparecem a cada momento, a cada virar de direção, a cada passo dado. A capacidade que temos de as reconhecer e de ficarmos gratos reflete-se no nosso bem-estar, no prazer de viver.

Porém, não estamos sozinhos neste mundo, só seremos verdadeiramente felizes se a nossa gratidão for partilhada, demonstrada. Sem reconhecimento e demonstração de agradecimento não há o verdadeiro sentido de gratidão, torna-se um sentimento infrutífero. A ingratidão morrerá estéril.

Por todos os olhares, gestos, sorrisos, palavras que deixei estéreis dentro de mim, peço desculpa! Agradeço a vida e tudo o que a vida me tem dado: os pais, os irmãos, a família, os amores da minha vida, os amigos, o desconhecido que me sorri… Agradeço o sol e a terra molhada, o mar e a areia, as flores que tornam os dias coloridos e as plantas que temperam a vida de sabor, os animais e as conchas do mar. Agradeço a saúde e a capacidade de ultrapassar a doença, agradeço a ciência e toda a tecnologia, a arte que me faz sonhar e o desporto que me faz superar. Agradeço todos os conhecimentos que me transmitiram, todos os desafios que me propuseram e experiências que me proporcionaram e agradeço todo o amor dado e recebido que me eleva a uma dimensão superior. Agradeço aquela palavra, aquela ajuda, aquele gesto quando mais precisava e agradeço todos os gestos, todas as palavras, todos os sorrisos e todos os carinhos gratuitos que me adoçam os dias e tornam a minha existência maravilhosa!



















Margarida Veríssimo