quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

LITERATURA | A Guardiã, O Livro de Jade do Céu | ANA KANDSMAR


Sinopse:

E se tudo o que conheces sobre as origens da Terra estiver errado? E se te pudesses lembrar de todas as vidas que já viveste? E se descobrisses que a reencarnação não é apenas uma fantasia? Entre a vila medieval de Óbidos, a terra vermelha de Petra e as brumas da ilha mítica de Avalon, Luana, uma arqueóloga céptica e pouco dada a crenças religiosas ou espirituais, confronta-se com o destino: Descobrir o seu potencial divino e salvar a humanidade. Enquanto se envolve numa disputa entre as forças da Luz e das Trevas pelo domínio da Terra, Luana divide-se entre o amor de dois arcanjos. Um triângulo amoroso que a arrebata, transforma e leva numa exaustiva viagem pelo mundo, em busca das míticas páginas de um livro sagrado. Nele, estão contidos os segredos das origens da humanidade e o seu propósito.

Uma obra de ficção repleta de aventura, romance e suspense que une a história, a religião e a ciência.

Um livro que nos leva a conhecer o trabalho de Zecharia Sitchin, linguista cuneiforme que desvendou os segredos das placas de argila da Suméria. Um livro que faz a ponte entre a Física Quântica, a Teoria das Cordas e dos Multiversos e a fé em Deus. Um livro que conta uma história de almas que se encontram vida após vida e que vencem finalmente a barreira do esquecimento. Um livro que nos mostra que o Amor é uma energia que nunca acaba com a morte do corpo. Quem somos nós, afinal? Simplesmente humanos que obedecem à teoria da evolução de Darwin ou criaturas que, vindas de outros lugares longínquos dos multiversos, colonizaram a Terra?

O ponto de partida, esse, é num tempo tão remoto, que nada do que hoje conhecemos existia ainda e o planeta se aventurava pela primeira vez na imensidão do cosmos.

“A ideia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus.” Carl Sagan.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

SOLIDARIEDADE | Pais Natal motards distribuiram prendas a crianças carenciadas de Setúbal | SETÚBAL


XVII desfile de Pais Natal Motard em Setúbal

Texto: Isabel de Almeida
Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Fotos: Câmara Municipal de Setúbal | Direitos Reservados


O  Desfile de Pais Natal Motard decorreu este Sábado em Setúbal, pelo 17º ano consecutivo, num evento solidário que distribuiu cerca de seis centenas de presentes a crianças carenciadas do concelho de Setúbal. 

Esta é uma iniciativa do Moto Clube de Setúbal, que reuniu perto de quatro centenas de pais Natal motards, cuja missão foi distribuir presentes pelas crianças menos favorecidas.

O evento começou na sede do Moto Clube de Setúbal, em plena frente ribeirinha da Cidade, onde decorreu o já tradicional desfile pelas ruas sadinas, que contou com cerca de duas centenas de motos com motards pais e mães Natal trajados a rigor. 

Paulo Mascarenhas, Presidente do Moto Clube de Setúbal, mostrou-se satisfeito com a iniciativa e assinalou tratar-se de " Uma causa gratificante". Paulo Mascarenhas sublinhou ainda a forte adesão à iniciativa, que contou com "mais gente a participar" no desfile e que juntou “membros do Moto Clube de Setúbal e de outros clubes e pessoas que simplesmente gostam de andar de moto”. Para o próximo ano fica a promessa de um evento mais amplo “Queremos fazer o maior desfile de pais Natal motard do país em Setúbal e, para isso, estamos concertados com outros clubes, sobretudo do distrito.”

Foto de Família Motard - Natal 2017
Foram entregues presentes a muitas crianças, e houve ainda lugar à distribuição de mantas pelos utentes de um lar de Terceira Idade.

Esta acção solidária contou com a presença do Vereador Pedro Pina, foi tirada  a habitual foto de família motard no Largo José Afonso e  decorreu um jantar-convívio do Moto Clube de Setúbal, instituição  que conta já com duas décadas de existência.   

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA | "As Mulheres No Castelo", de Jessica Shattuck | PLANETA


Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Nova Gazeta




"As Mulheres No Castelo", é o título em tradução literal de um belíssimo romance histórico  cuja acção percorre cronologicamente o "antes", o "durante" e o "depois" da II Guerra Mundial, através da narrativa fascinante, vívida e forte que nos transmite emoções complexas e suscita a nossa reflexão apurada sobre aquilo a que podemos chamar de Psicologia da Guerra.

  Como protagonistas encontramos três viúvas de guerra Alemãs, cujos maridos foram enforcados por ordem directa de Hitler, na medida em que integraram a nem sempre muito falada ou reconhecida Resistência Alemã ao regime Nazi, tendo todos tido um contributo, mais ou menos directo, na tentativa de homicídio de Adolf Hitler perpetrada em 20 de Julho de 1944 (facto histórico conhecido como Operação Valquíria).

A aristocrata Marianne Von Lingenfels é uma mulher forte, corajosa e determinada, mas também dotada de uma visão algo antiquada da vida, visão esta que a levará a cometer erros com graves consequências no seu universo relacional. Marianne assume a incumbência de proteger as mulheres de todos os resistentes do grupo do marido - Albrecht - e do seu melhor amigo, o sedutor Connie Flederman, caso estes bravos resistentes não consigam sobreviver à justiça deturpada e cruel do III Reich.

Num curioso acaso, a guerra, bem como a morte dos maridos destas três mulheres em nome de uma causa comum, irão juntar sob o tecto protector do ancestral e envelhecido castelo Burg Lingenfels três pessoas de díspares meios sociais, com percursos de vida naturalmente distintos, até ao momento em que a II Guerra Mundial se torna o denominador comum entre  Marianne, Benita e Ania e a força motriz das dinâmicas que entre elas vão surgir.

Marianne irá acolher, proteger e desenvolver uma forte amizade com Benita Flederman, a viúva do  seu amigo de infância Connie Flederman, sentindo-se também mãe do filho do casal   - Martin - a quem salva de um orfanato Nazi, devolvendo-o à mãe. Benita é uma mulher frágil, oriunda de um meio rural, apaixonou-se por Connie, mas carrega em si a raiva inconsciente, misturada com a culpa, ai sentir que nunca entrou verdadeiramente no mundo do marido, o qual assumiu uma postura super-protectora relativamente à esposa, cuidando que esta passaria incólume ao horror da barbárie Nazi. Benita é uma mulher de paixões, é ambiciosa, gosta de coisas belas, é uma mãe apaixonada pelo filho, sensível, procura sempre encontrar a atitude certa, tomar as decisões mais adequadas, mas nem sempre a sua fragilidade emocional permitirá que seja bem sucedida ao encarnar o papel social que sempre  sonhou alcançar através do casamento com um homem de classe social elevada.

Ania é, talvez, a  mais complexa das três protagonistas. Verdadeira força da natureza e um nítido exemplo de resiliência, revela alguma contenção ao nível das emoções, sendo muito defensiva psicologicamente, mas é, afinal, alguém que carrega em si o peso de segredos surpreendentes e tem de aprender a lidar com a culpa, tantas vezes associada à luta pela própria sobrevivência e dos seus filhos - Anselm e Wolfgang, dois jovens reservados mas que muito devem à sua "mãe coragem". Também Ania provém de um meio social modesto, comparativamente com Marianne.

É muito interessante analisar, em termos de economia da narrativa, a interessante dinâmica que se estabelece entre Marianne Lingenfelds e Ania, pois é nesta sua amiga que Marianne irá encontrar a coragem, a determinação e o forte sentido prático que se revelam os complementos ideais para a personalidade vincada e o espírito de resiliência e liderança da aristocrata.

Com uma linguagem emotiva, um excelente ritmo narrativo que nos leva a querer avançar rapidamente na leitura, uma narrativa muitíssimo bem construída que tem por base uma excelente investigação histórica e que foi inspirada em histórias reais de familiares da autora, estamos perante um dos melhores livros de ficção histórica internacional que chegaram recentemente a Portugal. 

Apesar da forte componente ficcional e dramática, e de uma visão assumidamente feminina da guerra, este livro leva-nos a uma reflexão interessante e pertinente acerca da forma como um conflito armado leva a alterações profundas no código de valores instituído em qualquer sociedade, num ambiente em que, tantas vezes, cumprir regras que vão contra os princípios morais e éticos usualmente reconhecidos, faz a diferença entre sobreviver ou perecer.

Deveras interessante é podermos olhar para esta guerra a partir de dentro, da sua origem, ou seja, a partir da sociedade Alemã, e percebermos que nem sempre o conformismo aos horrores do regime Nazi foi o principio orientador das condutas de muitos homens e mulheres no decurso da II Guerra Mundial. Fascinante, poderoso e inesquecível, um livro que tem tudo para agradar aos adeptos da ficção histórica contemporânea.

Ficha Técnica.


Autora: Jessica Shattuck

Edição: Outubro de 2017

Editora: Planeta

Nº de Páginas: 360

Género: Romance Histórico | II Guerra Mundial

Classificação Atribuída: 5/5 Estrelas





CULTURA | Orquestra Metropolitana de Lisboa apresentou "Messias", de Händel em Concerto Sinfónico |SETÚBAL


Texto: Isabel de Almeida
Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Fotos: Câmara Municipal de Setúbal | Direitos Reservados

 A Orquestra Metropolitana de Lisboa apresentou, no passado Sábado, um Concerto Sinfónico no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, celebrando o Natal  com a interpretação da obra “Messias” de Händel, sob a direcção musical do Maestro Argentino García Alarcón.

 O concerto contou, também, com a actuação do Coro Sinfónico Lisboa  - Cantat - , grupo vocal que comemora o seu 40.º aniversário encontrando-se a direcção a cargo do Maestro Português Jorge Alves.

Maestro, Músicos e Cantores recebem os aplausos do público

Durante as duas horas de actuação, subiram ao Palco do Fórum Municipal Luísa Todi, como solistas femininas, a Soprano Joana Seara e a Mezzo-soprano Carolina Figueiredo.

 Os solos masculinos foram assumidos pelo Tenor  Marco Alves e pelo Barítono André Henriques.





Tratou-se de mais uma noite especial em que a música clássica visitou a Cidade do Rio Sado, num programa de excelência.


domingo, 17 de dezembro de 2017

LITERATURA | A Cidade das Brumas | ANITA DOS SANTOS



SINOPSE

É chegado o momento de ser cumprida a profecia que foi feita setenta anos antes do nascimento dos dois jovens por um druida vidente, que predizia que ambos seriam os guardiões e guias da Gente Pequenina. Mas foram feitas mais previsões das quais os dois jovens não têm ainda conhecimento.
Deles irá depender a continuidade da Cidade do Norte, da Cidade das Brumas, como sede da guilda dos druidas.
Tudo lhes é revelado nas cartas enviadas pelas Escolhidas, as suas progenitoras.
E enquanto o caminho para a Cidade das Brumas se revela pleno de surpresas, quer para os feéricos, quer para os humanos que os acompanham, o perigo faz-se sempre presente entre eles.
Na Cidade do Norte, a intriga, a traição vai minando por entre os elementos do Circulo dos Sete, o órgão máximo da Cidade dos druidas. E como tinha sido também previsto, a Cidade está em risco.
André e Vicente têm de chegar à Cidade das Brumas a tempo de prestar auxílio ao Circulo dos Sete.

Haverá mais surpresas e peripécias a aguardar os dois amigos?

sábado, 16 de dezembro de 2017

LITERATURA | O Bosque dos Murmúrios | ANITA DOS SANTOS


SINOPSE

“E assim os dias foram-se escoando para o André, até aquela bendita noite em que já se lhe tinham acabado as últimas nozes que tinha encontrado, dos víveres que tinha trazido, já nada restava, e até as pederneiras para fazer a fogueira desapareceram sem ele saber como nem porquê… e agora ali estava ele, noite serrada, enrolado no cobertor com as costas encostadas ao tronco de uma árvore, a barriga aos roncos e a tiritar de frio.
Uma lástima!
E nem um miserável vislumbre do que quer que se assemelhasse a um feérico… Era mesmo falta de sorte…” 

André e Vicente são dois jovens amigos que se propõem ir em auxílio da povoação onde estão a morar.
Não estão lá há muito tempo, mas já são queridos por todos.
Por todos?
Quando o verde começa a desaparecer são os primeiros a procurar encontrar o Senhor dos Bosques, personagem das histórias que os antigos contavam à lareira, e que habita no Bosque dos Murmúrios.
Só ele detém o poder de derrotar o Senhor das Trevas e recuperar o verde.




OPINIÃO | O Espirito de Natal de uma Super-Hiper-Mega-Mãe-Parvalhona | ANA KANDSMAR

Adoro o Natal. Isto das luzes, os brilhos, o quentinho da casa a contrastar com as temperaturas siberianas da rua é consolador. E por isso, mal chegamos a novembro e já andam os miúdos a perguntar quando é que começamos com as decorações que são a melhor forma de celebração do espírito da família, e que as ruas da cidade já piscam por todos os lados… blábláblá…Começamos mal entra dezembro.

Imbuídos daquele espírito maravilhoso de sermos um nichozinho familiar fortificado pelo amor, pela alegria e por outras utopias que tais, toca de enviar o entusiasmo inicial à garagem e mandá-lo trazer as caixas todas para cima. A princípio, a malta ajuda e participa: pega daqui, escorrega dali, empurra dacolá, se preciso for até ao infinito e mais além. Ao entrarmos em casa, já estamos mais mortos que vivos que os lances de escadas são três e não há elevador.

Colo a cuspo (e muito latim) as vontades que começam a dispersar-se ao primeiro trim-trim do telemóvel que chama a Mariana para um café com a amiga que já não vê há uma eternidade! (desde ontem), e o chat no Facebook que desafia o Rafa para uma conversa muitooooo importante sobre o estado da nação (que ele pode ter dali a 1 hora ou 1 mês, que o estado da nação continua o mesmo).

Ora bem, abrir as ramagens de uma árvore de natal de metro e setenta com a consistência de um abeto adulto dos apeninos, é tarefa, no mínimo, chata como a potassa: raminho a raminho, abre e puxa, abre e puxa, até ficar tudo redondinho e com o formato devido, que é parecer o mais natural possível. Por esta altura, quase sempre valores mais altos se levantam, normalmente, uns providenciais trabalhos para a faculdade, ou compromissos inadiáveis no circuito Pool- Berska- Stradivárius, que isto de centros comerciais é preciso monitorizar os modelitos que entram e saem, não vá aquele casaco castanho lindo de morrer, o ÚNICO da loja e de um Portugal inteiro, desaparecer nas mãos da primeira pita dondoca vampiresca que consegue sacar aos pais o equivalente ao meu salário para o comprar, e lá me desaparecem eles para os respectivos afazeres importantíssimos, de última hora. Quando acham que aqui a moira já abriu e puxou todos os fucking raminhos da puta da arvorezinha, aparecem alegremente na sala, de volta ao convívio natalício-familiar.

Então e agora, mãe? Agora é pôr as luzes, mas primeiro temos de as desenrolar.

E lá está: desenrolar as luzes (mal enroladas e à pressa no fim do Natal anterior) é uma graaaande chatice. As lâmpadas prendem-se umas nas outras, metade delas estão partidas e eu nunca me lembro de as ligar antes de as enrolar na árvore; depois, quando constato que estão fundidas, fico fodida porque tenho que as desenrolar, e a minha língua também se desenrola em meia dúzia de asneiras, pouco condizentes com a quadra e com o momento, que se quer de alegria e paz. Ultrapassado o pseudo-drama da iluminação, chega a altura dos enfeites. A Mariana apruma-se então na decoração da árvore enquanto o Rafa mantém os olhos pregados ao computador, não vá uma de nós apanhá-lo a olhar de esguelha e convidá-lo para trabalhar.

Por esta altura, já a minha adorável filha esgotou o léxico de injúrias e ameaças ao irmão, porque nunca ajudas e tenho que ser sempre eu a ajudar, já ele devolveu os “elogios” com redobrada “simpatia”, já eu começo a ter palpitações e falta de ar, levada pela impaciência e pela raiva até que os expulso dali para fora e com indisfarçável alívio, acabo por fazer em agradável solidão o que era suposto fazermos os três. Há data a que escrevo isto, já a árvore dançarinou pelos cantos da sala uma três vezes, obedecendo às superiores indicações (quais policias sinaleiros) dos putos maravilha. Há data a que escrevo isto doem-me as costas, ou andar quase de cócoras a puxá-la 10cm de cada vez para não se escangalhar toda, não fosse um verdadeiro teste à minha resistência física.

Nos dias seguintes, como para tudo o que dá trabalho nesta casa, prevalece unanimemente a versão oficial: foram eles que alancaram com as caixas escadas acima, foram eles que montaram a árvore, foram eles que a enfeitaram e foram eles tudo o resto. Eu, basicamente, ter-me-ei limitado a supervisionar a operação. Ou nem isso: se formos a ver bem, nem lá estive!


Tenho dias em que a sensação de ser uma super-hiper-mega-mãe-parvalhona agrava-se. Tenho dito.











Ana Kandsmar