sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

LITERATURA | O Enigma da Mentira | PAULO COSTA GONÇALVES



SINOPSE

Baseando-se num dos textos mais fascinantes no estudo das incursões nórdicas no ocidente peninsular e cujo documento original não chegou aos nossos dias, existindo apenas uma cópia datada do século XVII, o autor cria mais um enredo complexo, misterioso e interessante.  Estamos perante uma nova história que, além de voltar a fazer o cruzamento com a História passada, leva inicialmente e pela primeira vez na sua vida de investigador, o “seu” inspetor Alex a sentir algo parecido com o verdadeiro medo que, no entanto, é superado pela perspicácia e inteligência a que nos habituou nas histórias anteriores. 

O livro lê-se com aquele interesse que “obriga” a virar cada página à procura da solução das sucessivas situações de mistério e dúvida, encontradas na página anterior. Novamente, com uma leitura fácil, mas, ao mesmo tempo, com a complexidade inerente às ligações ancestrais da História e dos mistérios que passaram pelo que é, agora, território português. O clímax da narrativa é imprevisível e garante emoções fortes mesmo até à última página.

CULTURA | Companhia de Ballet Russo encantou Setúbal | SETÚBAL


Texto: Isabel de Almeida |
Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Foto: Câmara Municipal de Setúbal | Direitos Reservados


 A Companhia Russian Classical Ballet apresentou  na noite de  Quinta-feira, dia 21 de Dezembro, o bailado "O Quebra-Nozes". O Espectáculo, com lotação esgotada, teve lugar no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, o bailado “O Quebra-Nozes”.

Após a representação de “O Lago dos Cisnes”, a 1 de Janeiro, o elenco de estrelas do ballet russo voltou a fazer magia na sala de espectáculos sadina com um clássico de Tchaikovsky, seguindo o libreto de Marius Petipa e Vasily Vainonen, tendo por base a obra de E.T.A. Hoffmann.

Marius Petipa e Lev Ivanov  assinam a coreografia e os figurinos estão a cargo de Evgeniya Bespalova.

A Russian Classical Ballet, cuja fundação data de 2005, surgiu com o propósito de preservar e divulgar a tradição do bailado clássico russo. Trata-se de uma companhia composta  por bailarinos oriundos dos mais prestigiados teatros de dança.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

CINEMA | "The Post" junta Meryl Streep, Tom Hanks e Steven Spielberg no mesmo projecto | NOS AUDIOVISUAIS



   Steven Spielberg dirige uma das duplas de actores mais conceituadas e premiadas do cinema americano, Meryl Streep e Tom Hanks, no drama emocionante sobre a improvável  parceria  entre Katharine  Graham  (Streep)  do  Washington  Post,  a primeira mulher na liderança de um dos principais jornais norte-americanos e Ben Bradlee (Hanks), o editor do jornal, na corrida com o New York Times para expor um dos mais encobrimentos de segredos governamentais que durou três décadas e  passou  por  quatro  presidentes  americanos.  

   Num  filme  empolgante,  os  dois protagonistas têm de ultrapassar as suas diferenças enquanto arriscam as carreiras e a própria liberdade para desenterrar verdades há muito escondidas do público. Este filme assinala a primeira vez que Meryl Streep, Tom Hanks e Steven Spielberg trabalham  juntos  num  projecto. 

 Além  de  realizar  The  Post,  Spielberg  é  um  dos produtores juntamente com Amy Pascal (Homem Aranha, Regresso a casa) e Kristie Macosko Krieger (Apanha-me se Puderes). O argumento foi escrito por Liz Hannah (Guidance) e Josh Singer (O Caso Spotlight) e conta com um verdadeiro elenco de luxo, entre os quais Alison Brie (Community), Carrie Coon (Em Parte Incerta), David Cross (O Despertar da Mente), Bruce Greenwood (Star Trek), Tracy Letts (A Queda de  Wall  Street),  Bob  Odenkirk  (Breaking  Bad),  Sarah  Paulson  (American  Horror Story),  Jesse  Plemons  (Black  Mass –Jogo  Sujo),  Matthew  Rhys  (The  Americans), Michael   Stuhlbarg   (Um   Homem   Sério),   Bradley   Whitford   (Os   Homens   do Presidente) e Zach Woods (Caça Fantasmas 2016).


NOS CINEMAS A 25 DE JANEIRO DE 2018


Veja o trailler oficial do filme:


Fonte: fotos, texto e Trailler NOS AUDIOVISUAIS



LITERATURA | A Guardiã, O Livro de Jade do Céu | ANA KANDSMAR


Sinopse:

E se tudo o que conheces sobre as origens da Terra estiver errado? E se te pudesses lembrar de todas as vidas que já viveste? E se descobrisses que a reencarnação não é apenas uma fantasia? Entre a vila medieval de Óbidos, a terra vermelha de Petra e as brumas da ilha mítica de Avalon, Luana, uma arqueóloga céptica e pouco dada a crenças religiosas ou espirituais, confronta-se com o destino: Descobrir o seu potencial divino e salvar a humanidade. Enquanto se envolve numa disputa entre as forças da Luz e das Trevas pelo domínio da Terra, Luana divide-se entre o amor de dois arcanjos. Um triângulo amoroso que a arrebata, transforma e leva numa exaustiva viagem pelo mundo, em busca das míticas páginas de um livro sagrado. Nele, estão contidos os segredos das origens da humanidade e o seu propósito.

Uma obra de ficção repleta de aventura, romance e suspense que une a história, a religião e a ciência.

Um livro que nos leva a conhecer o trabalho de Zecharia Sitchin, linguista cuneiforme que desvendou os segredos das placas de argila da Suméria. Um livro que faz a ponte entre a Física Quântica, a Teoria das Cordas e dos Multiversos e a fé em Deus. Um livro que conta uma história de almas que se encontram vida após vida e que vencem finalmente a barreira do esquecimento. Um livro que nos mostra que o Amor é uma energia que nunca acaba com a morte do corpo. Quem somos nós, afinal? Simplesmente humanos que obedecem à teoria da evolução de Darwin ou criaturas que, vindas de outros lugares longínquos dos multiversos, colonizaram a Terra?

O ponto de partida, esse, é num tempo tão remoto, que nada do que hoje conhecemos existia ainda e o planeta se aventurava pela primeira vez na imensidão do cosmos.

“A ideia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus.” Carl Sagan.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

SOLIDARIEDADE | Pais Natal motards distribuiram prendas a crianças carenciadas de Setúbal | SETÚBAL


XVII desfile de Pais Natal Motard em Setúbal

Texto: Isabel de Almeida
Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Fotos: Câmara Municipal de Setúbal | Direitos Reservados


O  Desfile de Pais Natal Motard decorreu este Sábado em Setúbal, pelo 17º ano consecutivo, num evento solidário que distribuiu cerca de seis centenas de presentes a crianças carenciadas do concelho de Setúbal. 

Esta é uma iniciativa do Moto Clube de Setúbal, que reuniu perto de quatro centenas de pais Natal motards, cuja missão foi distribuir presentes pelas crianças menos favorecidas.

O evento começou na sede do Moto Clube de Setúbal, em plena frente ribeirinha da Cidade, onde decorreu o já tradicional desfile pelas ruas sadinas, que contou com cerca de duas centenas de motos com motards pais e mães Natal trajados a rigor. 

Paulo Mascarenhas, Presidente do Moto Clube de Setúbal, mostrou-se satisfeito com a iniciativa e assinalou tratar-se de " Uma causa gratificante". Paulo Mascarenhas sublinhou ainda a forte adesão à iniciativa, que contou com "mais gente a participar" no desfile e que juntou “membros do Moto Clube de Setúbal e de outros clubes e pessoas que simplesmente gostam de andar de moto”. Para o próximo ano fica a promessa de um evento mais amplo “Queremos fazer o maior desfile de pais Natal motard do país em Setúbal e, para isso, estamos concertados com outros clubes, sobretudo do distrito.”

Foto de Família Motard - Natal 2017
Foram entregues presentes a muitas crianças, e houve ainda lugar à distribuição de mantas pelos utentes de um lar de Terceira Idade.

Esta acção solidária contou com a presença do Vereador Pedro Pina, foi tirada  a habitual foto de família motard no Largo José Afonso e  decorreu um jantar-convívio do Moto Clube de Setúbal, instituição  que conta já com duas décadas de existência.   

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA | "As Mulheres No Castelo", de Jessica Shattuck | PLANETA


Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Nova Gazeta




"As Mulheres No Castelo", é o título em tradução literal de um belíssimo romance histórico  cuja acção percorre cronologicamente o "antes", o "durante" e o "depois" da II Guerra Mundial, através da narrativa fascinante, vívida e forte que nos transmite emoções complexas e suscita a nossa reflexão apurada sobre aquilo a que podemos chamar de Psicologia da Guerra.

  Como protagonistas encontramos três viúvas de guerra Alemãs, cujos maridos foram enforcados por ordem directa de Hitler, na medida em que integraram a nem sempre muito falada ou reconhecida Resistência Alemã ao regime Nazi, tendo todos tido um contributo, mais ou menos directo, na tentativa de homicídio de Adolf Hitler perpetrada em 20 de Julho de 1944 (facto histórico conhecido como Operação Valquíria).

A aristocrata Marianne Von Lingenfels é uma mulher forte, corajosa e determinada, mas também dotada de uma visão algo antiquada da vida, visão esta que a levará a cometer erros com graves consequências no seu universo relacional. Marianne assume a incumbência de proteger as mulheres de todos os resistentes do grupo do marido - Albrecht - e do seu melhor amigo, o sedutor Connie Flederman, caso estes bravos resistentes não consigam sobreviver à justiça deturpada e cruel do III Reich.

Num curioso acaso, a guerra, bem como a morte dos maridos destas três mulheres em nome de uma causa comum, irão juntar sob o tecto protector do ancestral e envelhecido castelo Burg Lingenfels três pessoas de díspares meios sociais, com percursos de vida naturalmente distintos, até ao momento em que a II Guerra Mundial se torna o denominador comum entre  Marianne, Benita e Ania e a força motriz das dinâmicas que entre elas vão surgir.

Marianne irá acolher, proteger e desenvolver uma forte amizade com Benita Flederman, a viúva do  seu amigo de infância Connie Flederman, sentindo-se também mãe do filho do casal   - Martin - a quem salva de um orfanato Nazi, devolvendo-o à mãe. Benita é uma mulher frágil, oriunda de um meio rural, apaixonou-se por Connie, mas carrega em si a raiva inconsciente, misturada com a culpa, ai sentir que nunca entrou verdadeiramente no mundo do marido, o qual assumiu uma postura super-protectora relativamente à esposa, cuidando que esta passaria incólume ao horror da barbárie Nazi. Benita é uma mulher de paixões, é ambiciosa, gosta de coisas belas, é uma mãe apaixonada pelo filho, sensível, procura sempre encontrar a atitude certa, tomar as decisões mais adequadas, mas nem sempre a sua fragilidade emocional permitirá que seja bem sucedida ao encarnar o papel social que sempre  sonhou alcançar através do casamento com um homem de classe social elevada.

Ania é, talvez, a  mais complexa das três protagonistas. Verdadeira força da natureza e um nítido exemplo de resiliência, revela alguma contenção ao nível das emoções, sendo muito defensiva psicologicamente, mas é, afinal, alguém que carrega em si o peso de segredos surpreendentes e tem de aprender a lidar com a culpa, tantas vezes associada à luta pela própria sobrevivência e dos seus filhos - Anselm e Wolfgang, dois jovens reservados mas que muito devem à sua "mãe coragem". Também Ania provém de um meio social modesto, comparativamente com Marianne.

É muito interessante analisar, em termos de economia da narrativa, a interessante dinâmica que se estabelece entre Marianne Lingenfelds e Ania, pois é nesta sua amiga que Marianne irá encontrar a coragem, a determinação e o forte sentido prático que se revelam os complementos ideais para a personalidade vincada e o espírito de resiliência e liderança da aristocrata.

Com uma linguagem emotiva, um excelente ritmo narrativo que nos leva a querer avançar rapidamente na leitura, uma narrativa muitíssimo bem construída que tem por base uma excelente investigação histórica e que foi inspirada em histórias reais de familiares da autora, estamos perante um dos melhores livros de ficção histórica internacional que chegaram recentemente a Portugal. 

Apesar da forte componente ficcional e dramática, e de uma visão assumidamente feminina da guerra, este livro leva-nos a uma reflexão interessante e pertinente acerca da forma como um conflito armado leva a alterações profundas no código de valores instituído em qualquer sociedade, num ambiente em que, tantas vezes, cumprir regras que vão contra os princípios morais e éticos usualmente reconhecidos, faz a diferença entre sobreviver ou perecer.

Deveras interessante é podermos olhar para esta guerra a partir de dentro, da sua origem, ou seja, a partir da sociedade Alemã, e percebermos que nem sempre o conformismo aos horrores do regime Nazi foi o principio orientador das condutas de muitos homens e mulheres no decurso da II Guerra Mundial. Fascinante, poderoso e inesquecível, um livro que tem tudo para agradar aos adeptos da ficção histórica contemporânea.

Ficha Técnica.


Autora: Jessica Shattuck

Edição: Outubro de 2017

Editora: Planeta

Nº de Páginas: 360

Género: Romance Histórico | II Guerra Mundial

Classificação Atribuída: 5/5 Estrelas





CULTURA | Orquestra Metropolitana de Lisboa apresentou "Messias", de Händel em Concerto Sinfónico |SETÚBAL


Texto: Isabel de Almeida
Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Fotos: Câmara Municipal de Setúbal | Direitos Reservados

 A Orquestra Metropolitana de Lisboa apresentou, no passado Sábado, um Concerto Sinfónico no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, celebrando o Natal  com a interpretação da obra “Messias” de Händel, sob a direcção musical do Maestro Argentino García Alarcón.

 O concerto contou, também, com a actuação do Coro Sinfónico Lisboa  - Cantat - , grupo vocal que comemora o seu 40.º aniversário encontrando-se a direcção a cargo do Maestro Português Jorge Alves.

Maestro, Músicos e Cantores recebem os aplausos do público

Durante as duas horas de actuação, subiram ao Palco do Fórum Municipal Luísa Todi, como solistas femininas, a Soprano Joana Seara e a Mezzo-soprano Carolina Figueiredo.

 Os solos masculinos foram assumidos pelo Tenor  Marco Alves e pelo Barítono André Henriques.





Tratou-se de mais uma noite especial em que a música clássica visitou a Cidade do Rio Sado, num programa de excelência.