quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

TELEVISÃO | Supernanny chega dia 14 de Janeiro à SIC para ajudar os pais Portugueses | SIC




Texto: Isabel de Almeida | Jornalista

Foto: SIC | Direitos Reservados


A Psicóloga Clínica Teresa Paula Marques, presença assídua nas manhãs da SIC, aceitou um novo desafio televisivo e terá a seu cargo a condução do novo programa da SIC - Supernanny - chega aos nossos ecrans no próximo dia 14 de Janeiro, e promete ajudar os pais a controlar a rebeldia dos filhos.

Com vasta experiência clínica e académica no âmbito da Psicologia Clínica e Educacional, contando com diversos livros publicados e habituada a "traduzir" a linguagem técnica da Psicologia para o grande público, assegurando  a colaboração com diversos formatos media, desde a imprensa escrita à televisão, Teresa Paula Marques está à altura deste formato, que corresponde à versão nacional de um original Inglês.

“Supernanny” é um formato  no qual a emoção e a surpresa estão garantidas. Nada ficará por dizer, assumindo-se como principal objectivo do programa a orientação de pais, educadores e filhos tendo em vista uma meta comum: a harmonia da vida familiar.

ESTREIA DIA 14 de JANEIRO NA SIC, um programa a seguir e com uma forte componente prática que o tornará bastante apelativo ao público interessado nesta temática.

Siga a página oficial da Supernanny no Facebook: Supernanny - Portugal

sábado, 30 de dezembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA | "Reino de Feras", de Gin Phillips | SUMA DE LETRAS



Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista

Foto Capa: Suma de Letras | Penguin Random House | D.R.


   Reino de Feras, de Gin Phillips, é uma das apostas editoriais da Suma de Letras (Chancela do Grupo Editorial Penguin Random House) para 2018, constituindo uma nova incursão no género Thriller, uma tendência que parece estar de volta no âmbito das novidades  literárias no mercado editorial Português. 

Primeiro ponto forte da obra, apesar de acção decorrer em poucas horas, é a tensão é permanente, e sendo as personagens colocadas num cenário de elevado risco de vida e de luta pela sobrevivência após ficarem retidos inadvertidamente num jardim zoológico, espaço onde habitualmente se deslocam para alguns momentos  de lazer, o leitor fica facilmente envolvido nesta tensão, o que leva a que a leitura tenha mesmo de ser rápida, pois ficamos ansiosos para saber o desenlace final da trama e sofremos com o perigo constante que correm os nossos protagonistas. O ritmo narrativo chega a ser alucinante, o que estimula a leitura contínua, sendo o livro ideal para ler num único dia (ou noite).

   As personagens centrais desta trama, são Joan e o seu precoce e inteligente filho Lincoln, uma criança bastante perspicaz, criativa e intuitiva. 

   Joan é uma mãe cuidadosa e que mantém uma relação deveras próxima e simbiótica  com o filho, investindo bastante na relação entre ambos, e retirando enorme gratificação emocional de cada segundo que passa na companhia do filho, aderindo às suas brincadeiras e estimulando o seu imaginário e os seus conhecimentos e referências mesmo ao nível cultural, sendo evidente ao leitor que é muito em função desta relação que Lincoln é uma criança bastante precoce e dotada de um vocabulário bastante mais elaborado e alargado do que o de muitas crianças da sua idade.

   Em termos psicológicos, é muito interessante analisar esta ligação visceral entre mãe e filho, chegando a ser perceptível que estes, muitas vezes, quase se fundem, funcionando como a extensão ou complemento um do outro, ao ponto de ser insuportável para a mãe a sensação de que a sua pele deixe de estar em contacto com a pele do filho, o que poderá simbolicamente interpretado como uma relação de simbiose psicológica entre ambos, numa interpretação à luz da psicologia dinâmica (de base Freudiana) que aqui não resistimos a evocar.

   As personagens centrais são bastante densas, e fica perfeitamente caracterizado o seu espaço psicológico (forte ligação entre mãe e filho) e social (família de classe média alta). Interessante também são as recordações de Joan acerca da sua própria infância, e das figuras de referência que a povoaram, que nem sempre corresponderam ao que ela idealizava, notam-se indícios de uma relação com uma mãe pouco próxima, pouco marcante, pouco interventiva, o que poderá ser uma das explicações para a postura de Joan como mãe que quer ser perfeita e estar sempre presente. O pai de Joan surge sempre mencionado aludindo à sua qualidade de caçador, denotando-se que não haveria muitos interesses em comum para partilhar de forma construtiva com a filha ( e aqui podemos também especular acerca de ser esta uma razão adicional para Joan procurar suprir todas as necessidades de "nutrição" intelectual do filho).

   Perante uma situação limite, onde se encontra colocada em crise a própria sobrevivência, o livro suscita também, da parte do leitor, uma aturada reflexão acerca de quais os limites morais e éticos de conduta quando está em causa a diferença entre sobreviver ou morrer. Até onde pode ou deve ir uma mãe leoa-humana para proteger a sua cria? São legítimas todas as suas acções para proteger o filho? O que faria o leitor numa situação limite?

   O Vilão é, por si só, quase uma personagem tipo, alguém que sendo ainda jovem, e não tendo tido um processo de desenvolvimento estruturado, não tendo tido modelos parentais competentes, revela falhas na formação da sua identidade, e tem tanto de cruel quanto de ingénuo e influenciável, apostando na violência como forma de afirmação pessoal e acreditando, ingenuamente e contra toda a lógica racional, que achou o caminho certo para ser reconhecido pelos outros, pois apresenta uma vivência de negligência dos pais, parecem-nos reunidos indícios de ter sido vítima de bullying escolar, e não consegue ser valorizado em nenhum contexto dito normativo, dai ser perfeitamente verosímil a sua opção pela violência como alternativa a uma eterna insignificância, numa lógica retorcida que poderá até manifestar algum nível de défice cognitivo.

   Aliás, o título da obra acaba por conter em si uma metáfora, se o enquadrarmos à luz da narrativa, na medida em que as "feras" a que o título se refere não são tout court os animais do Jardim Zoológico, existem feras humanas, e quantas vezes estas são as mais temíveis e predatórias?

   Uma história forte, personagens bem construídas, uma escrita cuidada e com evidente qualidade literária, um clima de tensão permanente, muito perigo e suspense, a receita certa para começar o ano literário, se estiver preparado para emoções fortes!


Ficha Técnica do Livro:


Título: Reino de Feras (nas livrarias a 2 de Janeiro)

Autora:  Gin Phillips

Editora: Suma de Letras

ISBN: 978 989 6655 259

Nº de Páginas: 270  Páginas

PVP c/ IVA: 17,45€

Nota de redacção: a Nova Gazeta agradece à Suma de Letras a disponibilização de exemplar para leitura antecipada da obra.




CRÓNICA | Reflexões Ocasionais - Ano Novo, Vida Nova? | ISABEL DE ALMEIDA

   A chegada de um novo ano é propícia a balanços do ano que finda e a grandes expectativas relativamente ao ano que agora começa. Trata-se de um lugar-comum, mas é algo que está tão programado na nossa cultura que damos por nós, ainda que inconscientemente, a deixar-nos arrastar para tal ilusão anual de um futuro melhor. 

   Com alguma ingenuidade pensamos sempre, com mais ou menos variantes, coisas deste género: desta é que vai ser! Vou cumprir as metas que tracei! Vou conseguir realizar velhos sonhos! Vou alcançar a desejada estabilidade profissional! Vou arriscar e ganhar! Vou cortar relações com todos aqueles que só se lembram de mim quando precisam e porque precisam! Vou fazer um detox mental! Vou, finalmente, escrever o livro que ando há anos a adiar! Vou ter perfeitamente em dia as listas de leituras, séries televisivas e filmes! Vou disciplinar-me e não trazer trabalho para casa, libertando mais tempo para estar com a família e amigos! Vou reaproximar-me de familiares e amigos que tenho negligenciado em atenção! Vou retomar contacto com aqueles amigos da faculdade que, há anos, não vejo!

   Certamente, numa lista tão extensa, vamos acreditar que algumas das metas podem e vão ser alcançadas, mas nunca porque as planeámos ou porque tenhamos em mãos o mágico comando à distância que permite, com uma simples pressão no botão certo, controlar a nossa vida, a nossa disponibilidade, a conjuntura familiar, relacional e profissional de cada um de nós,

   Nunca vamos conseguir libertar-nos da pressão e do ritmo vertiginoso de vida que a sociedade, e nós que nela estamos inseridos, imprimimos às nossas pobres existências.

   Diariamente, um cruel e perverso determinismo sobrepõe-se e asfixia o nosso livre arbítrio, leva-nos a aceitar, em regime de voluntariado à força, as regras do socialmente correcto (coisas tão banais como aceitar a mudança da hora, cumprimentar quem connosco se cruza na rua, sorrir em público e calar a angústia que possa oprimir-nos porque "chorar é feio", evitar contestar algumas instituições, mesmo quando falham redondamente, porque podemos sofrer retaliações, atender o telemóvel ou abrir a porta quando a campainha começa a retinir no exacto momento em que nos sentámos no sofá com o nosso livro do momento na mão).

   Fica-me a assombrar a eterna dúvida: valerá a pena mudar de ano? Ou mudar pode piorar mais o contexto actual?

   Devíamos ter o direito de optar por deixar ou não que os anos passem. Eu continuo a achar que o ano novo é a parte ilusória e visível de uma conspiração obscura onde tudo o que pagamos aumenta e, consequentemente, o pouco que ganhamos diminui. 

   A ilusão está em, inevitavelmente, reunirmos em nós as forças da esperança de que tudo melhore e mude. Ou muito me engano, ou tudo tende a mudar, sim, para pior, pelo menos à partida (assim de repente, vão subir os combustíveis, o preço dos transportes, a conta da luz, a conta da água, vivemos num país onde a expressão "Estado de Direito Democrático" é letra morta, pelo menos no que diz respeito à prática de diversas profissões liberais, e já agora também gostaria de perceber o que se entende hoje por "profissão liberal") o problema é que só saberemos quando estivermos a olhar para trás no habitual balanço do que passou.

   Em suma, controlamos tão pouco ou nada as teias que tecem o nosso destino, que livre, livre,  e por enquanto também isento de tributação fiscal, só o nosso pensamento, e a nossa capacidade de evasão através de actividades que nos permitam manter o equilíbrio psicológico num pais tão sui generis como o nosso (e sui generis nem sempre pelos melhores motivos).

   Sonhar, desejar, projectar podem ser soluções, quanto à concretização, só o tempo o dirá!

   Ousem sonhar e, já agora, Feliz Ano Novo!




quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA | "Reino de Feras", de Gin Phillips é um intrigante thriller que chega às livrarias dia 2 de Janeiro | SUMA DE LETRAS


Texto e Foto: Redacção Nova Gazeta  com Suma de Letras - Grupo Penguin Random House Portugal


A 2 de Janeiro chega às livrarias nacionais um novo thriller - Reino de Feras, de Gin Phillips - com chancela da Suma de Letras.

Devemos confessar que a obra já se encontra em leitura aqui na redacção e podemos avançar que estamos perante um thriller pleno de tensão psicológica constante, que nos leva a ponderar na intensidade da relação maternal, e em dilemas morais que podem ser experienciados perante situações limite de sobrevivência.


Descrito como "Um romance electrizante sobre o vínculo primordial e inabalável entre uma mãe e seu filho."

 Vencedor do prémio Transfuge para o melhor romance estrangeiro.



Sobre o livro:



«Um thriller brilhante, inteligente e irresistível.»

The New York Times



«Não consegui parar de ler, adrenalina pura.» 

The Guardian



«Phillips constrói as personagens de forma extraordinária e a sua prosa é habilidosa e evocativa. Aflitivo e profundo, este thriller cheio de adrenalina quebrará os leitores como uma bala atravessa o osso .»

 Kirkus Reviews



«Uma exploração controversa da maternidade, no seu mais básico.» 

Publishers Weekly



Sinopse da obra:



Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos é curioso, inteligente e bem comportado. Lincoln faz o que sua mãe diz e sabe quais são as  regras.



"As regras são diferentes hoje. As regras são que nos escondamos e que não deixemos que o homem com a arma nos encontre."



Quando um dia comum no jardim zoológico se transforma num pesadelo, Joan encontra-se presa com o seu querido filho. Deve reunir todas as suas forças, encontrar coragem oculta e proteger Lincoln a todo custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo  e o errado; entre a humanidade e o instinto animal.

É uma linha que nenhum de nós normalmente sonharia cruzar.

Mas, às vezes, as regras são diferentes. Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano para proteger os outros.  Até onde vai uma mãe para proteger o seu filho?



Sobre a autora:



Gin Phillips, autora premiada com o Barnes and Noble Discover pelo seu primeiro romance, tem a obra publicada em mais de 29 países. Reino de Feras, a sua primeira incursão no mundo do thriller, está a ser aclamado pelo público e pela crítica.

Ficha Técnica do Livro:



Título: Reino de Feras (nas livrarias a 2 de Janeiro)

Autora:  Gin Phillips

Editora: Suma de Letras

ISBN: 978 989 6655 259

Nº de Páginas: 270  Páginas

PVP c/ IVA: 17,45€



PERSONALIDADE | Setúbal assinala o 265º aniversário do nascimento de Luísa Todi a 9 de Janeiro | Setúbal



Texto: Isabel de Almeida | Colaboradora Nova Gazeta
Jornalista Diário do Distrito

Foto: Direitos Reservados


No próximo dia 9 de Janeiro assinala-se o 265º aniversário do nascimento da Mezzo-soprano Setubalense Luísa Todi.

As cerimónias que celebram esta data terão início pelas 9 horas e 30 minutos, no monumento em honra da cantora lírica localizado na Avenida à qual foi dado o seu nome, em justa homenagem. 

Várias entidades do Concelho unem-se para assinalar esta data, nomeadamente, a Câmara Municipal de Setúbal, a LASA (Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão e a UNISETI - Universidade Sénior de Setúbal irão depor flores na glorieta em honra da célebre artista.

De solteira Luísa Rosa de Aguiar, nasceu na cidade do Rio Sado a 9 de Janeiro de 1753, na actual Rua da Brasileira, no Bairro do Troino. Tendo-se estreado como actriz em Lisboa, cidade onde residiu com os pais. 

Conheceu o violinista Napolitano Francesco Saverio Todi, com o qual viria a casar-se com apenas 16 anos de idade, e com cujo apoio construiu uma brilhante carreira internacional como Cantora Lírica, encantando com a sua voz vários países Europeus e tendo mesmo sido convidada pela Imperatriz Catarina II da Rússia a actuar na sua corte. Os êxitos da sua carreira percorreram diversas salas de espectáculo pela Europa fora, tendo actuado em grandes capitais como Londres, Paris, Berlim, Turim, Varsóvia, Viena, Veneza e São Petersburgo.

 A célebre cantora, famosa pela qualidade das suas interpretações vocais em línguas como Francês, Inglês, Italiano e Alemão, sempre com grande correcção nas suas expressões.

Luísa Todi faleceu em Lisboa, a 1 de outubro de 1833, aos 80 anos, cega, devido a uma doença que tinha desde nova.

sábado, 23 de dezembro de 2017

LITERATURA | Yggdrasil, Profecia do Sangue | MBARRETO CONDADO





SINOPSE

E se a vida como a conheces pudesse ser muito mais?

Desde o início do tempo dos clãs, que os MacCumhaill se mantinham unidos. Família de poderosas mulheres e orgulhosos guerreiros. Tinha-lhes sido exigido um único sacrifício em troca da sua imortalidade, manter o equilíbrio entre os três mundos. E esse equilíbrio tinha sido quebrado. As portas estavam abertas facilitando a passagem de todos os seres sobrenaturais.
Seria Maria, uma jovem estudante portuguesa acabada de chegar a Dublin a ajuda poderosa pela qual aguardavam há tanto tempo? Conseguiria ela aceitar tudo o que lhe era pedido? Acreditar neles e lutar ao seu lado? Dividida entre o seu dever e o amor que sente pelo herdeiro do clã irá descobrir que deve seguir o seu coração, mas esse também já não é seu. Tinha-o entregue àquele homem ainda antes de lho dizer.

Este era o início de uma nova Era…da Profecia do Sangue.

OPINIÃO | “Luvas”, “Avental” e a gamba? Quanto é o quilo? | ANA KANDSMAR

António Costa, José Sócrates, Vieira da Silva, Capoulas Santos, Carlos Zorrinho, Isaltino Morais e muitos, muitos outros, tudo gente ligada à maçonaria. A política portuguesa é um caldinho de influências e de trocas de favorzinhos, seja coisa de centenas ou de milhões. E isso vem do povo, que os políticos não caem do céu aos trambolhões, saem daqui do âmago das nossas gentes e se têm maus genes é porque esta coisa de passar “luvas” pela “porta do cavalo” é uma coisa muito tuga. (Ok, também muito humana). Somos a malta do desenrasca aí, dá uma mãozinha acolá, coloca o meu filho além, toma dinheiro aqui. Um país nepotista onde amigalhaços nomeiam e promovem família e outros amigalhaços, e se cultiva a mediocridade. Sucede que para isto o avental não é fundamental, que esta tendência para o tráfico de influências ocorre em todas as cores politicas fora e dentro das lojas, com ou sem avental. Não há negociata imoral feita por um grupo de tipos que fizeram meia dúzia de juramentos através de uns rituais tontos, que não possa ser feita por um grupo de gente com interesses comuns, num jogo de golfe ou numa jantarada regada a copos. Ainda não sei se o facto de usarem aqueles aventais e de cultivarem o "secretismo" os torna mais perigosos, mas são seguramente mais patéticos.

Já não me choca o facto de saber que os gajos no poder e os que já lá estiverem são da maçonaria. Têm que ser "amigos" de alguém, senão, não estavam no poder, certo? Têm de ter prometido favores, feito favores, obtido favores, para chegarem onde chegaram. Mas talvez não seja assim tão má ideia levar os maçons mais a sério do que a qualquer outro grupelho de influência e obrigá-los a actos públicos de contrição e de confissão. Talvez a democracia portuguesa não ganhe com isso mais transparência, ou pelo menos não tanta quanto seria desejável, porque, como bem sabemos, os grupos de influência estão por todo o lado e reúnem-se nas casas uns dos outros, nos privados dos restaurantes, nos gabinetes das grandes multinacionais, enquanto o resto do povo se faz à vidinha (ou não), come e dorme, acasala e regozija-se com as vitórias do seu clube de futebol. Nas lojas dos ditos maçons só falta um néon à porta: “Loja do Oriente: compra-se e vende-se favores, fazemos entregas no mundo inteiro.” A malta da política em geral tem amigos no mundo inteiro. Conhecem-se todos nas cimeiras, nos congressos, planeiam esquemas e negociatas nos corredores ou às portas fechadas. O PR nunca viaja sem uma "comitiva" de empresários e essa gente toda não vai de certeza para ver a paisagem.

Devíamos "clarificar" o papel da maçonaria na "sociedade portuguesa" e identificar todos os políticos que a ela pertencem. Só assim, poderíamos marcá-los com o ferro do tráfico de influências, e mais importante que isso, clarificar as decisões dos nossos governantes, passados e presentes. Não que nos sirva de muito descobrir quantas vezes e com quem se juntam no melhor restaurante de Lisboa e quantos quilos de gambas comem, (com ou sem a fulana da Raríssimas). Mas pelo menos, quanto à mariscada, ficaríamos (sem sombra de dúvidas, até para o mais devoto militante) a saber quem paga. Com juros mais correção monetária. Pagamos nós.


Mas não pensemos nisto por dois dias. É Natal. Boas Festas!











Ana Kandsmar