sexta-feira, 18 de maio de 2018

LITERATURA | Praça do Rossio, n.º 59 de Jeannine Johnson Maia | CASA DAS LETRAS - Tradução de Ana Lourenço

Nas livrarias a 22 de Maio


Lisboa, abril de 1941. Em apenas nove dias, as vidas de uma mulher e de um homem mudarão para sempre. Vinda de Marselha, Claire, uma franco-americana de 17 anos, desembarca do comboio na estação do Rossio. À chegada, o seu caminho cruza-se – de maneira pouco agradável – com o de um jovem empregado do café Chave d’Ouro. Desenhador (e carteirista) nos tempos livres, António testemunha em primeira mão e tira partido dos conluios entre os espiões que se passeiam livremente pela capital portuguesa.

Enquanto aguarda pela família, na esperança de poderem partir juntos para os EUA, Claire vai à procura de duas crianças separadas dos pais à força e abandonadas à sua sorte, que transportam, sem saber, um segredo perigoso. António, chocado com o assassinato de um amigo, refugiado alemão raptado pela PVDE, tenta descobrir o responsável pelo crime.

As investigações de ambos – e as suas vidas – vão cruzar-se, sem apelo nem agravo, à medida que descobrem que os desaparecimentos estão relacionados com um objeto que os nazis procuram em Lisboa. 

quinta-feira, 17 de maio de 2018

CINEMA | Como Falar com Raparigas em Festas

A 24 MAIO NOS CINEMAS



Em Londres (Croydon para se ser mais específico…) de 1977, Enn (Alex Sharp) e dois dos seus jovens amigos estão à procura de uma noite inesquecível, não tendo interesse nos festejos do Jubileu de Prata da Rainha, que decorrem na quietude dos subúrbios.

Quando não são admitidos na festa de  Boadicea (Nicole Kidman), a matriarca punk local, decidem entrar sem convite numa festa da qual tinham ouvido falar. Quando chegam, contudo, nada é o que esperavam: a casa parece estar cheia de estudantes adolescentes, exóticos, estrangeiros e incrivelmente atraentes.

Enn rapidamente se apaixona pela enigmática Zan (Elle Fanning) que, como ele, não se enquadra no seu ambiente. À medida que Enn introduz Zan no novo mundo do punk, festas e música, descobre que Zan também tem um universo diferente para partilhar. Ao longo de 24 horas, os dois embarcam numa aventura que é verdadeiramente de outro mundo.

Da visionária imaginação do escritor Neil Gaiman e do realizador John Cameron Mitchell, esta é uma história sobre o nascimento do punk, a exuberância do primeiro amor e o maior mistério do universo: COMO FALAR COM RAPARIGAS EM FESTAS.

LITERATURA | Nada é por Acaso de Maria Roma | OFICINA DO LIVRO

Nas livrarias desde 15 de Maio


Não é só um romance sobre o amor, a paixão, o desamor ou os encontros fortuitos, intensos e arrebatadores. Procura, também, retratar uma realidade extremamente actual, em que as circunstâncias e os sentimentos das personagens estão longe de se situar no domínio da razão. Pelo contrário: reina a imprevisibilidade bem como a força de uma natureza de beleza ímpar e de locais como Verona, Paris ou Nova Iorque, que marcam profundamente os intervenientes e contribuem para enriquecer a diversidade de cada um deles.

Tal como o belo lago de Sirmione, que muda bruscamente de uma calma plácida e de um calor intenso para uma tempestade arrasadora, também as personagens ganham força e solidez: numas prevalece a amizade, o amor intenso e a compaixão e noutras, o ciúme, a raiva, a inveja e até a vontade de prejudicar os outros com acinte premeditado são tão naturais como respirar.

Mas Nada é por Acaso é sobretudo uma história envolvente sobre a felicidade – perdida ou conquistada – em que o passado e o presente se entrelaçam num objectivo que todos, de formas diversas, anseiam alcançar.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

CINEMA | LBJ

24 MAIO NOS CINEMAS


Sinopse

LBJ

Depois  de  Lyndon  B.  Johnson  (Woody  Harrelson),  o  poderoso  líder  da  maioria  no  Senado,  perder  as primárias  democratas  de  1960  para  o  Senador  John  F.  Kennedy  (Jeffrey  Donovan),  acaba  por  aceitar  o lugar de vice-presidente na campanha do seu jovem rival.No  entanto,  e  apesar  da  sua  experiência  legislativa  e  aguçados  instintos  políticos,  Johnson  vê-se ignorado e esquecido assim que ganham as eleições presidenciais. Tudo isso muda a 22 de novembro de 1963,  quando  o  Presidente  Kennedy  é  assassinadoe  Johnson,  com  o  apoio  da  sua  mulher  Lady  Bird (Jennifer Jason Leigh), é repentinamente catapultado para o cargo de Presidente.Enquanto  a  nação  faz  o  luto,  Johnson  tem  de  se  confrontar  com  o  procurador  geral  Bobby  Kennedy (Michael  Stahl-David),  um  adversário  de  longa  data,  e  com  o  senador  da  Geórgia  Richard  Russell (Richard Jenkins), seu antigo mentor, para conseguir honrar o legado de JFK e assim instituir a histórica Lei dos Direitos Civis de 1964.

Realizador: Rob Reiner

Elenco:
C. Thomas Howell, Jennifer Jason Leigh, Woody Harrelson


LITERATURA | O Rapaz Selvagem de Paolo Cognetti | DOM QUIXOTE - Tradução de Mário Severo

Nas livrarias desde 15 de Maio


Um verão em que se sente perdido e sem forças, o protagonista deste «caderno de montanha» decide abandonar a cidade onde nasceu, e instala-se a dois mil metros de altitude, num local próximo daquele em que passava as férias com os pais quando era criança. Procura um lugar que lhe permita ser feliz e, como acumula recordações de muitas semanas de liberdade que corriam sem regras e sem quem as ditasse, sonha com recuperar as experiências da infância.

Mas agora está sozinho. E nessa solidão, na qual porém surgem presenças imprevistas, como os animais que povoam a montanha e também dois vizinhos com quem trava relações, deverá ajustar contas consigo mesmo. O rapaz ocupa o seu tempo a ler e, nos livros de Rigorni Stern, Primo Levi, Thoreau e Antonia Pozzi, encontra com quem conversar. Mas a literatura não se converte num refúgio contra a natureza hostil nem num antídoto contra os excessos da civilização, apenas num impulso para desenvolver um ponto de vista pessoal, nada ingénuo nem complacente.

terça-feira, 15 de maio de 2018

OPINIÃO | Advocacia - Amanhã pode ser tarde demais! | JUSTIÇA

   Considerando a premência da questão, por um lado, da apregoada sustentabilidade da CPAS e, por outro, da não menos importante “sustentabilidade existencial” de grande parte da nossa Classe, que com um estoico esforço contribui para a mesma, informamos que se encontram pendentes, tanto quanto é do nosso conhecimento pessoal, três acções judiciais de natureza administrativa, nas quais se discutem questões jurídicas que se prendem com flagrantes e gritantes nulidades e inconstitucionalidades abertamente plasmadas no RCPAS e que se pretende sejam apreciadas, “desta vez, pelos órgãos de soberania materialmente competentes que são os Tribunais Administrativos” e, inclusivamente, que cheguem a ser apreciadas no Tribunal Constitucional, como instância máxima para dirimir em definitivo toda esta temática.

   Tendo em conta o actual “estado da arte”, e perante a posição assumida publicamente pela Ordem dos Advogados de estar solidária com a CPAS, numa visão que reputamos, salvo o devido respeito, de desfasada do tempo e da realidade actual da Advocacia Portuguesa, não conseguimos entender nem aceitar que quem legal e estatutariamente tem o ónus e o dever de representar a nossa Classe não só não o faça como adopte medidas, posturas e atitudes em claro e aberto confronto com aqueles que não só os elegeram como deveriam por si sentir-se representados e ver-se defendidos quer internamente quer junto das mais altas instâncias.

   Ora, constatando-se actualmente o mais completo descrédito ao qual é votada a Ordem dos Advogados, como se pode verificar pela ausência de qualquer consulta sobre temáticas tão preponderantes para a Advocacia Portuguesa como a prevista nova Reforma do Mapa Judiciário, o que poderá indiciar também a falta de representatividade e a notória falta de legitimidade de toda a Direcção da Ordem dos Advogados, aqui deixamos nota de que todas as medidas de protesto, debate e promoção de mudança, nomeadamente as que passem pela via judicial, incumbem tão só e apenas a cada um de nós Advogados, em sã consciência e casuisticamente, pensar na nossa própria sustentabilidade enquanto profissionais liberais (mormente quem trabalha em prática isolada e sem rendimentos certos) e, em conformidade, decidir, promover ou aderir a medidas que julguemos adequadas para alcançar soluções justas, equitativas e que verdadeiramente permitam sanar esta questão, antes que seja tarde demais e que se assista a uma “fuga em massa” de profissionais do foro.
Necessariamente, esta “fuga em massa” irá fragilizar ainda mais um sistema previdencial já de si débil e que tem por sustentáculo a solidariedade intergeracional, pois levará a um estreitamento da base da pirâmide geracional e à sua evidente asfixia.

   Cabe-nos, pois, a nós, sozinhos institucionalmente, decidir o que fazer, sendo certo que se nada for feito de forma concertada, todo este processo culminará na pior das soluções, a qual passa pelo cenário dramático, mas deveras realista, da fuga em massa e da total insustentabilidade da CPAS e, em simultâneo, ainda mais gravoso, problemas acrescidos do foro social, com a queda de projectos pessoais de vida de diversos Colegas, tantos e tantos deles com famílias a cargo, que diligenciam diariamente o respectivo sustento. 

   Por fim, importa levar em linha de conta, na decisão isenta e consciente de cada Colega, que a nós Advogados não é reconhecida a possibilidade de assistência condigna na doença, de escalão de refúgio perante adversidade por doença ou crise financeira, de baixa médica por doença, bem como frágeis apoios na maternidade/parentalidade.

   Os dados estão lançados! 

   Aproveitando a consciencialização mais generalizada para estas questões, que têm vindo a lume no corrente ano, especialmente as ocorrências desta última semana no seio do Conselho Geral da OA, todo este contexto tem permitido “tomar o pulso” às instituições que nos representam e que se escudam numa atitude de negação e autismo perante realidades incontornáveis, o que iremos decidir? 
Como nos iremos concertar e agir em grupo, dentro da legalidade, obviamente, para defender os nossos legítimos direitos e interesses?

   Pelo que uma só certeza temos: é impensável esperar pelas próximas eleições para decidir quem irá assumir o nosso destino, pelo que se apela a todos os Colegas para uma mobilização geral no sentido de por cobro a esta nefasta situação o mais rapidamente possível!

Amanhã pode ser tarde demais!

LITERATURA | Vozes e Percursos - A Memória dos Outros (1) de Marcello Duarte Mathias | DOM QUIXOTE

Nas livrarias desde 8 de Maio


Editado em 2001, A Memória dos Outros, depressa esgotou, tendo sido, entretanto, distinguido com o prémio Jacinto Prado Coelho da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários bem como com o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus (ex-aequo).

É agora reeditado com o título Vozes e Percursos – A memória dos outros I. De Raymond Aron a Kissinger, de Matisse a Rothko, de Almada Negreiros a Miguel Torga e Vitorino Nemésio, de Woody Allen à Geração Perdida, sem esquecer a paixão pela diarística e o jogo de xadrez, reúnem-se aqui algumas dezenas de textos que, sob aparência diversa, exprimem uma visão rica de análises, comentários e interrogações que é também, como o título o indica, evocação e convívio. Conjunto que constitui afinal um património de encontros e afinidades, porquanto a memória dos outros é por igual parte da nossa.

Em 2017, Marcello Duarte Mathias publicou novo livro de ensaios e crónicas com o título Caminhos e Destinos – A Memória dos Outros II onde, a par da limpidez da escrita, se evidencia na variedade dos temas abordados a mesma pertinência do olhar.