segunda-feira, 3 de setembro de 2018

LITERATURA | ESCOLA DE ESPIÕES de Denis Bukin

Será que tem o que é preciso para ser um espião do KGB?


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Que número está destacado a amarelo na capa?

a) 5
b) 2
c) 4

Se não se apercebeu, não se preocupe. Este livro vai ajudá-lo. Quando a maior parte das pessoas pensa na palavra “espião”, imagina gadgets – canetas laser e isqueiros explosivos –, mas o equipamento mais importante de um espião é o seu cérebro.

Escola de Espiões é um livro de exercícios baseado no treino dos famosos agentes secretos do KGB com o objetivo de melhorar a memória, desenvolver o poder de observação e aguçar a mente.

Com casos inspirados em histórias reais da Guerra Fria, Escola de Espiões desafia todas as mentes e coloca-nos a questão: Será que temos o que é preciso
para sermos espiões do KGB?

domingo, 2 de setembro de 2018

LITERATURA | YAKA (7.ª Edição) de Pepetela | DOM QUIXOTE

Nas livrarias a 4 de Setembro


Através da saga da família Semedo, Yaka constitui um testemunho abrangente dos acontecimentos que moldaram Angola de 1890 até 1975. Desde a colónia penal do século xix, passando pela escravatura, as revoltas africanas e a expropriação de terras, culminando na conquista da independência, Yaka traça o mapa da formação de uma nação. Um romance sobre a história da colonização em Angola, e também sobre a luta pela queda dessa mesma colonização, que dá voz ao que foi encoberto pela censura do Estado Novo e pela historiografia oficial portuguesa.

LITERATURA | A Memória da Árvore de Tina Vallès | DOM QUIXOTE (Tradução do catalão por Artur Guerra e Cristina Rodriguez)

Nas livrarias a 4 de Setembro


«Posso ficar contente?» Jan não sabe porquê, mas intui que não é uma notícia muito boa que agora passem a ser cinco em casa.

Os avós Joan e Caterina deixaram Vilaverd e vieram instalar-se com eles no andar do bairro de Sant Antoni, em Barcelona. Esta mudança alterará o dia a dia em casa, onde as palavras e os silêncios adquirirão novos significados. Mas Jan e Joan têm o seu mundo, cheio de passeios, árvores e letras com mais significado do que parece. Entretanto, os adultos fazem o possível para que tudo continue como sempre. Jan repara nos pormenores à sua volta e vai juntando-os para perceber o que se passa. As conversas entre avô e neto, com perguntas sem resposta e respostas sem pergunta, constroem um mosaico de cenas por onde avança a relação entre os dois, e a história de um salgueiro-chorão será o seu fio condutor.

A Memória da Árvore é um romance terno, construído de forma inteligente, que consegue colocar o leitor na pele de uma criança e que fala da transmissão de memórias, de como estas são fabricadas e conservadas, de onde se guardam e de como se podem perder.



sábado, 1 de setembro de 2018

LITERATURA | O Pórtico da Glória (2.ª Edição) de Mário Cláudio | DOM QUIXOTE

Nas livrarias a 4 de Setembro


Depois de A Quinta das Virtudes e Tocata para Dois Clarins, o presente romance encerra o tríptico para o qual Mário Cláudio elegeu como motivo o «sangue da tribo», tornando personagens alguns parentes singulares, e desse modo cruzando de forma magistral realidade e ficção.

Em O Pórtico da Glória conheceremos então o cavalheiro da indústria Diego Hernández Bueno, bisavô do narrador, castelhano imigrado no Porto e protegido de um rico proprietário têxtil, e assistiremos ao seu encontro com Hermínia de Azevedo Mavigné, a jovem e sonhadora herdeira que virá a tornar-se sua mulher.

Vencedor do Prémio PEN Clube Português de Narrativa em 1997 e do Prémio Eça de Queiroz em 1998, esta obra, cuja acção decorre entre os finais do século xix e o início do século xx, é também exemplar na apresentação da cidade do Porto como pioneira da inovação industrial no nosso país, bem como no retrato de uma certa forma de estar e de viver em acelerado declínio.

LITERATURA | MONTEPERDIDO – A VILA DAS MENINAS DESAPARECIDAS Agustín Martínez

Um thriller psicológico absorvente e de ritmo cinematográfico

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Ana e Lúcia, duas amigas de onze anos de uma pequena aldeia dos Pirenéus, abandonam a escola e vão para suas casas. Mas nunca chegam ao seu destino. Ninguém mais as vê. Cinco anos mais tarde, entre os despojos de um acidente de carro, num desfiladeiro próximo a Monteperdido, aparecem o corpo de um homem e uma adolescente gravemente ferida e desorientada. É Ana, uma das meninas que desapareceu há muito tempo. Enquanto toda a aldeia tenta assimilar o rumo dos acontecimentos, o caso é reaberto. Quem é o homem morto? Quem está por trás do sequestro das meninas? Onde está Lúcia? E, o mais importante, ainda estará viva?

As respostas a estas perguntas escondem actos terríveis que muitos habitantes de Monteperdido lutam desesperadamente para manter em segredo.

Sobre o autor:

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Agustín Martínez nasceu em Lorca, Múrcia, em 1975. Formado em Imagem e Som pela Universidade Complutense de Madrid, iniciou a sua carreira profissional em publicidade, mas a escrita de guiões de ficção para televisão logo se cruzou no seu caminho. Actualmente, alterna este trabalho com a direção de programas e colaborações na rádio. Desde 1999, ano em que escreveu o seu primeiro guião, participou em muitas séries, às vezes como criador, outras como guionista.

O seu primeiro romance, Monteperdido - A Vila das Meninas Desaparecidas, foi uma estreia deslumbrante com excelentes críticas em todos os países onde já foi publicada - os direitos foram vendidos para mais de dez países. O seu segundo romance Mala Hierba também já está a ser traduzido para várias línguas.

REFLEXÕES OCASIONAIS | Aqueles fogos que ardem...sem culpa... ISABEL DE ALMEIDA


Há trinta anos, em concreto no dia 25 de Agosto, o meu mundo ficou mais pobre, recordo o meu horror partilhado com a minha avó materna - Mariana - enquanto víamos incrédulas pela televisão que o meu/ nosso Chiado estava em chamas!

Ao visionar reportagens da época no Canal RTP memória, apercebi-me de que, também há trinta anos atrás, o incêndio do Chiado teve a pairar sobre si suspeitas de origem criminosa...pelo que devo concluir que, neste país, infelizmente, há episódios tristes aos quais se aplica a expressão "como era no início, agora e sempre."

Era um dos meus prazeres percorrer os armazéns do Chiado e Grandella acompanhando a minha mãe na escolha de tecidos para costurar. Eu própria ainda exerci o hobby da costura e ao mesmo voltaria se tivesse tempo, certa de que o mesmo bastante poderia ajudar a controlar a ansiedade do dia a dia agitado em que me movimento.

Meu querido Chiado, serei sempre uma das tuas meninas, ainda te amo, mas tudo mudou naquele fatídico 25 de Agosto há 30 anos, e há uma certa magia que já só habita nas memórias de quem o conheceu antes da tragédia.

No dia 17 de Junho de 2017, um dos dias mais quentes de sempre, apenas à noite me dei conta do gravíssimo incêndio que afectava a região de Pedrogão Grande (já que me encontrava na Feira do Livro de Lisboa a coordenar encontro Literário promovido pela Nova Gazeta) , e que viria a revelar-se um dos mais aterradores pela elevada perda de vidas humanas, e pelo contexto em que se deu tal tragédia, além de terem sido postas a nu muitas das fragilidades do Sistema Nacional de Protecção Civil, cabendo assinalar a indescritível e inaceitável falha de comunicações do tristemente célebre SIRESP. 

Mas como diz o povo, na sua imensa sabedoria "O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita!", e neste ano da Graça do Senhor de 2018, além de termos sido brindados com novos incêndios, nomeadamente na zona de Monchique no Algarve, ainda nos faltava saber que houve quem tivesse coragem para lucrar ilicitamente à custa da tragédia de Pedrogão Grande, pois que recentemente surgiram estranhos "fumos" que indiciam "fogueiras de corrupção", pese embora o princípio da presunção de inocência que norteia o Sistema Penal Português, estou em crer que "onde há fumo há fogo", e desejo firmemente que tudo seja investigado pelas autoridades competentes, tendo por base indícios e provas já recolhidos por uma equipa de jornalismo de investigação!

Se vier a confirmar-se em sede própria a prática de ilícitos criminais, mormente que tenham passado pelo facto de terem sido disponibilizados abusivamente fundos para reconstrução de alegadas primeiras residências na zona afectada pelo incêndio, primeiras residências essas que, afinal, estavam abandonadas há anos, em estado de degradação, ou que eram residências secundárias, que seja feita Justiça e que esta seja absolutamente exemplar na punição, pois que só assim poderá ter um efeito dissuasor para o futuro.

Politicamente é importante que, de uma vez por todas, haja coragem para pôr cobro aos abusos e negócios pouco claros que sempre rodeiam  a questão do combate a incêndios no território nacional, é tempo de prevenir e agir com medidas concretas, duras e não meramente estéticas ou de meros cuidados paliativos! Bem sei que não é algo fácil de resolver a curto prazo, mas quanto mais cedo se começar, mais cedo teremos resultados positivos à vista.

Urge que a Força Aérea Portuguesa possa ter, finalmente, um papel activo de mobilização de recursos materiais e humanos para intervenção na prevenção e combate a incêndios.

Urge satisfazer cabalmente e apoiar condignamente todas as corporações de Bombeiros do País para que continuem a desempenhar o seu valioso e tantas vezes desvalorizado trabalho, quantas vezes arriscando a vida (o equipamento, nomeadamente, utensílios e peças de vestuário apropriado a cenários de incêndio é extremamente dispendioso e contém objectos com elevado desgaste e/ou está sujeito a validade limitada).

Urge implementar uma política racional de Ordenamento do Território que respeite os limites legais do espaço entre a área arborizada e as estradas; é importante limitar e controlar a arborização com recurso ao Eucalipto.

Urge tomar medidas legislativas musculadas que possam dissuadir as várias práticas e redes criminosas ligadas ao sector da madeira - nomeadamente, uma sugestão, sempre que existirem fundadas razões de suspeita de prática criminosa a rodear um incêndio, deveria ser apreendida a madeira queimada e proibida a sua comercialização pelo sector privado, seja ele particular ou empresarial!

Urge rever, naturalmente, toda a organização actual do Sistema Nacional e Protecção Civil, não sou, pessoalmente, favorável à sua extinção, mas defendo sim uma profunda reestruturação e melhoria, pois acredito na qualidade técnica de muitos dos seus profissionais, e no empenho dos mesmos.

Mais uma vez, e para que não restem dúvidas, o presente texto constitui uma reflexão crítica pessoal, sem pretensão de ser académica, mas resulta da minha opinião formada enquanto cidadã, jurista e  jornalista (sendo certo que neste último contexto já fiz cobertura noticiosa in loco de incêndios e tive a oportunidade de frequentar um excelente curso de formação profissional leccionado pelo Dr. Hernâni Carvalho onde esta temática foi abordada em termos de jornalismo especializado, curso este que concluiu com uma visita ao Quartel dos Bombeiros Voluntários da Pontinha, uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida profissional na área dos media).

"(...)por dinheiro, de um não se faz um sim."

Dante Alighieri

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

LITERATURA | Todos os Poemas São de Amor de Manuel Alegre | DOM QUIXOTE - Poesia

Nas livrarias a 4 de Setembro


Antologia com a poesia de amor de Manuel Alegre que inclui nove poemas inéditos. Um livro que terá, também, uma edição em castelhano e que será apresentado, em Novembro, na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México.