domingo, 30 de setembro de 2018

REFLEXÕES OCASIONAIS-Especial | O jogo das cadeiras | ISABEL DE ALMEIDA e CARMEN COUTINHO MATOS


Mais uma novidade na rubrica, mensalmente teremos um autor convidado para o desafio de escrever uma reflexão conjunta. Desta feita, a Dra. Carmen Matos aceitou o nosso desafio! Segue-se uma reflexão em parceria!


O JOGO DAS CADEIRAS

Vivemos numa sociedade que se diz moderna mas na verdade oculta em si um lado, profundamente, obscuro, o “lado lunar”, o “dark side” parece começar a fazer parte da maioria da humanidade, a aparência começa a sobrepor-se à essência, nada é certo, tudo é volúvel, mutável, instável e… pouco fiável.

Diante de uma era muito cuidadora e zelosa dos seus direitos são precludidos os seus deveres e assim, sem pudor ou respeito, quer por terceiros ou quer por si próprio, o ser humano enverga e mantém uma máscara, a máscara do “ eu sou”.

Por séculos se viveram tempos falaciosos e difíceis, onde se vivia na base da “lei do mais forte”, do “nacional porreirismo”, do “Olha para o que eu digo mas não olhes para o que eu faço!” Todavia, esperava-se que em pleno Século XXI, já se tivesse perdido algum do espírito da época dos Borgia, dos Tudor e de tantos outros exemplos semelhantes que encontramos na história, mas em termos de jogos de bastidores, estratégias, contra-estratégias, intrigas palacianas dignas das melhores cortes Absolutistas o registo retratado em tantas páginas da História Universal parece-nos vivo e de excelente saúde. O amigo de ontem pode revelar-se o inimigo de hoje, mas quem sabe, até, o melhor aliado estratégico de amanhã! Confuso!? Talvez, mas uma realidade irrefutável dos nossos dias! Basta atentarmos, por exemplo, em estranhas alianças na política nacional que conseguiram surpreender pelo inesperado dos resultados…

Impera, sem dó nem piedade, uma época em que a diplomacia, aparente, generalizada se instala sem contudo ser corroída pelos sentimentos mais comezinhos do ser humano, a ganância e o egocentrismo.

Socializamos com o outro sempre tendo por base o que se pode alcançar ou ganhar com tal “amizade” ou aliança, de tão enraizada que está na nossa mente a ideia de que nada tem de mal que possam advir proveitos daquela particular situação, sem que tal seja passível de beliscar a nossa honra, carácter ou fortaleza de espírito. Ser egoísta, oportunista, intelectualmente desonesto ou mesmo egocêntrico ou até narcísico é encarado como banal, aceitável e, pasme-se, natural!

Nos mais variados contextos: escolares, académicos, profissionais, políticos, económicos os valores tradicionais vêm sendo perdidos, a competitividade sobrepõe-se à consciência e à honestidade, os interesses pessoais e os egos inflamados mostram-se hierarquizados em escala superior aos interesses coletivos!

A mentalidade que impera, hoje ainda, procede a uma análise da realidade circundante em termos de “ganhos versus perdas”, de aproveitamento do mais forte pelo mais fraco, de maldade disfarçada de simpatia, cada vez mais,  nos cruzamos com os chamados “lobos com pele de cordeiro”.

Na era em que o “parecer” é sobejamente mais importante do que o “ser” eis que se vive, quotidianamente, no jogo das cadeiras. Sorrisos, simpatias, diplomacia, gentileza,  são as palavras de ordem, enquanto se escondem  nas sombras os instintos mais básicos e obscuros, onde se exploram fragilidades alheias para, quando o momento for conveniente, se desferir o golpe fatal no inimigo!

Se porventura hoje nos podemos encontrar numa posição de grande destaque no que tange a determinados contextos, ou perante algumas pessoas, sabemos de antemão que amanhã poderemos já ter perdido essa mesma posição em termos de relevo ou apreço, apenas e só porque em algum momento, ainda que fugaz, algo dissemos, fizemos ou não fizemos que nos levou a perder o valor, a ser olhados como inconvenientes, incómodos, o que quer dizer que na verdade perdemos a cadeira, ou até mesmo que esta nos foi retirada. Em suma, é fácil “passar de bestial a besta” em pouco tempo.
Embora sabendo que nada é imutável e que a vida em si significa movimento, é-nos ainda pouco percetível a fluidez com que todas as relações, sejam elas profissionais, de amizade, amorosas, de circunstância, com muita durabilidade ou pouca, se transformam, terminam, começam ou mantêm.

Política é a palavra de ordem! Este conceito que era tão circunscrito, adapta-se hoje em dia por interpretações, abusivamente extensivas, a toda a nossa vida e a todos os nossos círculos de atuação.
Ocorre-nos um exemplo histórico fascinante, mas com o seu quê de aterrador, Sebastião de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, Ministro de D. José, delineou um plano com vista a destruir a família Távora, uma das casas nobres mais poderosas de Portugal, porque o fez? Porque a família Távora era ostensivamente crítica à sua política, à sua forte influência sobre o Monarca e porque em termos de egos, a diferença de classes era, ao que parece, fonte de exaltadas críticas e até humilhações, pois a família Távora considerava Sebastião José inferior socialmente, por ser membro da baixa nobreza, algo que também poderá ainda mais ter alimentado o espírito persecutório de um homem, frio, sagaz, mas também muito racional e pragmático! Às vezes, em certos jogos políticos não há, propriamente, uniformidade no papel de vilões e vítimas, embora seja certo que o mais forte vencerá a dado ponto desta alternância de papeis sociais!

A determinação do cidadão comum em se transformar num ser socialmente aceite pode tentar algumas almas a incorrer no pecado de alpinismo social, isto  é algo que ainda hoje, ou não, nos escapa aos radares intuitivos com que vivemos, não descartando, obviamente, aqueles que por motivos diversos já conseguiram alcançar um estado em que tais comportamentos são detetados à distância.

Proferem-se chavões comuns e afirmações de perpetuidade são proferidas sem qualquer pudor, pois são um meio para atingir um fim e obviamente, hoje, o fim justifica-se a si mesmo.

Neste turbilhão de acontecimentos e em estrita observância à máxima” nada se perde, tudo se transforma”, percebe-se claramente que existimos e sobrevivemos numa era em que, gradualmente, embora cada vez mais aceleradamente, estamos sozinhos e ninguém nos vem salvar.

A distorção de valores é avassaladora e inquietante, o próprio relacionamento social é oco, as alianças são estrategicamente delimitadas no tempo e a abertura ou disponibilidade e solidariedade pode mesmo vir a revelar-se, apenas e só, um ato de instrumentalização momentânea por motivos egoístas e convenientes a interesses ou agendas pessoais, rapidamente é substituível.

Bem sabendo que tais factos não se de agora e se perpetuam no tempo desde que o ser humano é quem é, tal não é justificável face à enorme evolução que temos assistido.

O mundo evoluí, a globalização instala-se, tudo se torna mais rápido, tudo se torna mais acessível, a informação brota em catadupa mas, na verdade, o ser humano, na sua essência mais primitiva, permanece em estado latente de evolução. 


"A Auto-consciência substituiu a consciência de classe, a consciência narcísica substitui a consciência política."

Gilles Lipovetsky, In "A Era do Vazio" (1983)



quarta-feira, 26 de setembro de 2018

LITERATURA | O Caso Sparsholt , de Alan Hollinghurst | DOM QUIXOTE (Tradução de Tânia Ganho)

Nas livrarias a 25 de Setembro



Em outubro de 1940, o jovem David Sparsholt chega a Oxford. Elegante, atlético e carismático, parece não ter noção do efeito que provoca nos outros, particularmente em Evert Dax, filho solitário de um escritor célebre. Enquanto Londres é devastada pelo Blitz, Oxford como que paira numa névoa de alheamento e incerteza, e as noites de blackout parecem encorajar e encobrir encontros que, em tempos normais, seriam impossíveis. Ao longo deste período conturbado, David e Evert forjam uma amizade improvável que vai uni-los ao longo de décadas.

Retrato magistral de um grupo de amigos unidos durante três gerações pela arte, pela literatura e pelo amor, O Caso Sparsholt explora anos cruciais do século XX, cujas consequências se estendem aos dias de hoje. Uma obra-prima pela mão de um dos mais brilhantes escritores de língua inglesa da atualidade.

domingo, 23 de setembro de 2018

CRÍTICA LITERÁRIA | "Sedução Perigosa", o segundo livro da colectânea "As irmãs", de Jess Michaels | QUINTA ESSÊNCIA

Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária | Jornalista
Fotos: Direitos Reservados | Grupo LeYa


Sedução Perigosa, de Jess Michaels, é um romance de fundo histórico, cuja acção decorre em Londres em 1919, e que faz parte integrante da série "Irmãs Albright" agora editada pela Quinta Essência sob o título genérico: As Irmãs

  Jess Michaels traz-nos como protagonista Penelope Norman, uma jovem viúva magoada por um casamento por obrigação  e sem amor e que bastante a traumatizou [como era habitual na época histórica em apreço, devido a motivos económicos ou de ascensão na categorial social]. Contida, algo tímida e sem orientação familiar válida, sendo filha da antipática e interesseira Dorthea Albright [Viúva de Thomas Albright], a jovem ver-se-á, de modo algo inadvertido, elevada à categoria de defensora pública da moralidade entre as classes mais altas, uma vez que rejeita em absoluto a libertinagem assumida pelos nobres casados, que ostentam muitas vezes uma sexualidade pouco regrada, desrespeitando as esposas, e mantendo relações extra- conjugais.

  Na medida em que a sua atitude de defesa da moralidade é vista como ameaçadora da submissão desejada pelas famílias de ilustres nobres com tendências libertinas, num clube masculino de Londres, surge um arriscado plano conspiratório que poderá deitar por terra a honra e dignidade de Penelope Norman, pois o atrevido e sedutor Jeremy Vaughn, Duque de Kilgrath, é seleccionado para seduzir e comprometer a dama, de modo a que esta deixe de constituir um obstáculo à conduta licenciosa dos nobres.

   Jeremy aproxima-se da jovem e fá-la crer que pretende mudar a sua conduta habitual de libertino, mas acaba por a iludir de forma contraditória, mostrando-lhe os caminhos da sensualidade e da libertação sexual, que até ali eram encarada pela jovem como algo apenas perverso, errado e condenável perante as rígidas regras da moral vigente em termos públicos.

   Penelope, vai quebrando as defesas, e começa a descobrir em si mesma desejos, sensações e anseios que, até então, recusara a si mesma, e julgara mesmo ser impossível sentir, mas enfrenta uma dura luta interior ao nível psicológico, pois tem dificuldade em conjugar esta descoberta dos sentidos como algo natural e humano, com o seu entendimento bastante rígido dos princípios morais que defende publicamente.

   Gradualmente, Jeremy leva Penelope a visitar locais onde o prazer reina, e assume o papel de um fogoso amante secreto que visita a jovem durante a noite, levando-a a testar os seus limites, com o intuito de a dominar e chantagear ou controlar, a pedido do seu grupo de amigos libertinos.

 Penelope vive dividida entre o prazer físico e sensual que experimenta na presença do seu amante secreto, e o sofrimento psicológico que a dualidade que sente entre o modo como age, e os princípios que defende lhe causará.

 Jeremy, por sua vez, começa a sentir-se incomodado com o desenlace do plano por si concebido, e receia que Penelope esteja a despertar em si emoções que julgava impossível sentir, mas como irá sanar este conflito entre a amizade e lealdade masculinas, e uma proximidade e intimidade com uma mulher que já parecem ir bem além de um jogo de sedução encomendado com intenções obscuras?

 Num ritmo narrativo bastante acertado para a dimensão do romance, com uma linguagem bastante acessível, que não descura o meio social elevado e a época histórica em que a narrativa decorre, a autora consegue manter um clima de conspiração que apenas se resolve no final da trama, prendendo as leitoras à história.

 O romance contém diversas cenas de cariz explícito ao nível sexual, descritas com a sensibilidade, a ousadia e o detalhe a que autora já nos habituou, afirmando-se, de facto, como um dos nomes de relevo neste género literário bastante específico.

Conspiração, tensão, sensualidade ardente e uma heroína e um herói interessantes, que transportam consigo uma história pessoal, e que lutam por ultrapassar conflitos interiores,  estas são apenas algumas das razões que tornam este romance uma excelente escolha de leitura.


Ficha Técnica da Obra:


Autora: Jess Michaels

Série: As irmãs Albright (agora editada numa colectânea num volume único)


Edição: Março de 2018

Páginas: 752 (obra completa)

Género: Romance erótico de época

Classificação: 4/5 estrelas





sexta-feira, 21 de setembro de 2018

LITERATURA | À Luz do Índico de Amélia Vera Jardim | DOM QUIXOTE - Poesia

Nas livrarias a 25 de Setembro


À Luz do Índico, o primeiro livro de poesia de Amélia Vera Jardim, é uma obra iluminada pelas memórias dos tempos vividos em Moçambique, pelas suas cores e cheiros. E é, também, a revelação de uma nova e original voz poética em língua portuguesa.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

LITERATURA | Caros Fanáticos de Amos Oz | DOM QUIXOTE - Ensaio (Traduzido do Hebraico por Lúcia Liba Mucznik)

Nas livrarias a 18 de Setembro


Este conjunto de três ensaios foi escrito a partir de um sentido de urgência e preocupação, e na crença de que um futuro melhor ainda é possível. O traço comum é a análise do fanatismo combinada com uma apologia à moderação. Independentemente do tipo de fé e do contexto em que o fanatismo – religioso, político ou cultural – se expressa, ele é, para Amos Oz, o verdadeiro inimigo do presente. Juntamente com este tema, Oz aborda a atual situação no Médio Oriente e o conflito israelo-árabe, apresentando com ousadia o seu argumento da existência de dois estados como solução para o que ele chama «a questão de vida ou de morte para o Estado de Israel».

Sábios, provocantes, comoventes e inspiradores, estes ensaios iluminam a discussão sobre a existência israelita, judaica e humana, lançando uma luz clara e surpreendente sobre questões políticas e históricas vitais. Um livro essencial, corajoso e nunca tão urgente como hoje.

domingo, 16 de setembro de 2018

REFLEXÕES OCASIONAIS | Mudança: porque resistimos e porque devemos mudar ?| ISABEL DE ALMEIDA



O curso de vida leva-nos a passar por distintas fases, e a cada uma destas fases correspondem, naturalmente, diferentes perspectivas quanto às metas que queremos alcançar, por exemplo, em áreas tão distintas como a realização pessoal, intelectual, profissional e afectiva/emocional.

o Trajecto pelas diferentes etapas do ciclo de vida humano implica, a cada passo, a necessidade de aceitar ou promover mudanças, em nós próprios ou no nosso modo de vida, em suma, as mudanças, quer queiramos ou não aceitar este facto, são parte do nosso património vivencial!

Assumindo como ponto assente as mudanças, genericamente consideradas, que nos afectam ao nível físico, desde logo, aquelas que são inerentes à assustadora mas inegável realidade de que vamos amadurecendo e envelhecendo, importa aqui apelar a uma reflexão acerca de mudanças psicológicas strictu sensu,  bem como a todas as alterações que as mesmas possam implicar em termos de processos de tomada de decisão, capacidade de auto-conhecimento, insight (aqui considerado no sentido de consciencialização de que algo nas nossas condutas, pensamentos, estilo de vida não segue os padrões considerados normativos, desejáveis ou, em última análise, saudáveis).

Tenhamos presente que muitos detalhes da nossa existência não estão, com efeito, sujeitos ao nosso controlo, não temos o poder de com os mesmos interferir, assim, quando estes nos assaltam resta-nos apenas ter plena consciência de que é de extrema importância gerir a forma como encaramos e como lidamos com as situações problemáticas que escapam à nossa capacidade de influência, intervenção e acção directa sobre as mesmas.

Quantas vezes, por exemplo, em termos profissionais nos vemos forçados a aceitar imposições fruto de diversas variáveis?

Quantas vezes fazemos planos, definimos objectivos e elaboramos projectos pessoais que nem sempre conseguimos concretizar, ou que não correm como desejado?

Quantas vezes entramos numa espiral de insatisfação, normalmente acompanhada de crises de ansiedade e mesmo de focos depressivos porque receamos enfrentar mudanças? 

Há momentos na vida em que seriamente temos de reunir a força, coragem e motivação necessárias para mudar ou para aceitarmos mudanças. A nossa resistência resulta do medo, de uma pouco saudável ligação às chamadas "zonas de conforto". Mas façamos a desconstrução deste aparente beco sem saída: e se aquilo a que damos o nome de "zona de conforto" começar a causar-nos antes desconforto? E se sentirmos que o nosso bem-estar, os nossos pontos de equilíbrio estão postos em crise? E se as "zonas de conforto", o medo como factor de bloqueio à tomada de decisões (é certo numa isentas de risco, mas aqui está algo que faz parte da própria vida no seu todo, viver é arriscado) estiver antes a impedir a nossa realização pessoal, a perturbar a nossa paz de espírito? Poderemos então afirmar que resistimos à mudança porque o que se lhe segue pode ser pior, mas, e se não for?

Não temos o dom de adivinhar o futuro, mas temos para connosco próprios o dever de fazer um balanço sobre nós mesmos e sobre o nosso enquadramento nos contextos onde nos movemos e ,na sequência desse balanço, tentarmos apurar se a resistência a mudar o estado de coisas não é causadora de maiores angústias que se arrastam indefinidamente no tempo.

O que preferimos? Ser infelizes e insatisfeitos para sempre, ou aceitarmos a hipótese de quebrar as nossas próprias barreiras internas e termos a oportunidade de evoluir em todos os sentidos? 

O nosso livre arbítrio deve ser capaz de fazer escolhas! O que preferimos: Sobreviver ou Viver? Só na nossa essência podemos encontrar a resposta a esta questão fulcral! E temos de estar preparados para o facto de não estar ao nosso alcance saber se vamos ser bem sucedidos na sequência da decisão que tomarmos. Mas nunca é tarde para evoluir, nunca é tarde para dar tudo por tudo para mudar para melhor! Nunca é tarde para arriscar, pois é bem mais pesada a insatisfação, a censura auto-imposta à nossa liberdade pessoal, e o sofrimento psicológico que isso nos pode causar e que tenderá a aumentar e a perturbar a nossa funcionalidade no dia a dia.



"Quando a dor de não estar a viver for maior do que o medo da mudança  a pessoa muda."

Sigmund Freud

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

LITERATURA | A Menina na Floresta de Camilla Läckberg | DOM QUIXOTE (Tradução de Ricardo Gonçalves)

Nas livrarias a 18 de Setembro


Quando Nea, uma menina de quatro anos, desaparece, a comunidade fica em choque. Trinta anos antes, Stella, também de quatro anos, que vivia com os pais na mesma quinta, desaparecera e viria a ser encontrada morta na floresta que rodeia Fjällbacka.

Nessa altura a culpa foi atribuída a duas adolescentes, Marie e Helen, hoje mulheres. Poderá ser um acaso o desaparecimento de Nea ter coincidido com o regresso de Marie, agora uma famosa atriz de cinema, a Fjällbacka para interpretar o papel de Ingrid Bergman?

Patrik Hedström começa a investigar e, como sempre, conta com a ajuda de Erica, que pretende escrever um livro inspirado na morte da pequena Stella. Mas à medida que vão desfiando os intrincados fios da meada, tudo se torna mais confuso. Como se tal não bastasse, têm ainda de lidar com a perturbação que a presença de refugiados sírios causa na pequena comunidade.

Uma sucessão de acontecimentos que abala os habitantes da pacata vila, e acabará por levar o nome de Fjällbacka aos quatro cantos do mundo… sem ser pelas melhores razões.