sábado, 15 de agosto de 2026
JESUS CRISTO BEBIA CERVEJA, de AFONSO CRUZ | ALFAGUARA
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
O PAÍS DOS OUTROS, de LEILA SLIMANI | ALFAGUARA
Em 1944, Mathilde, uma jovem alsaciana, apaixona-se por Amine, um oficial marroquino que combate no exército francês durante a Segunda Guerra Mundial. Terminada a guerra, o casal muda-se para Marrocos e instala-se perto de Meknés. Amine dedica-se a recuperar a quinta herdada do pai, tentando arrancar frutos de uma terra pedregosa e estéril.
Enquanto isso, Mathilde começa a sentir o jugo dos costumes conservadores do novo país, tão sufocante quanto o seu clima. Nem a maternidade apaga a solidão que sente no campo, longe de tudo, num lugar que não é o seu e a verá sempre como estrangeira.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
FELIZ ANO VELHO, de MARCELO RUBENS PAIVA | ALFAGUARA
Longe de ser o simples testemunho de uma experiência dolorosa, Feliz ano velho é o retrato geracional de uma juventude que, no final dos anos 1970, experimentava a abertura do governo militar e o sonho da redemocratização. Durante o período de recuperação, Marcelo conta detalhes da sua infância e da sua juventude, dos seus casos amorosos e da sua carreira musical; fala também da repressão da ditadura militar e da perseguição aos cidadãos que se opusessem ao regime, incluindo a invasão da sua casa por seis militares que levaram o seu pai, o deputado federal Rubens Beyrodt Paiva, que Marcelo não voltaria a ver e cuja história desenvolve em Ainda estou aqui.
O estilo de Marcelo, revelado num humor despretensioso e ao mesmo tempo mordaz, afasta a narrativa de qualquer pendor para o melodrama ou a autopiedade – pelo contrário, este é um texto de enorme força que, passados mais de quarenta anos, continua atual, vibrante e uma leitura indispensável.
quarta-feira, 26 de julho de 2023
DIVULGAÇÃO | AS PRIMAS, de AURORA VENTURINI | ALFAGUARA
A obra-prima de uma escritora catapultada para a fama literária mundial aos 85 anos. A história de uma família em que as mulheres procuram fugir à norma, com ecos de Lucia Berlin, Shirley Jackson e Carson McCullers.
Na cidade argentina de La Plata, nos anos de 1940, conhecemos Yuna e Petra, duas primas que pertencem à mesma família disfuncional, precária e destinada à desgraça. Pela voz de Yuna, vemos um universo tortuoso de mulheres abandonadas à sua sorte, a braços com a pobreza, a deficiência, o delírio fantasmagórico e a pressão social.
Para se evadir do cerco das histórias de ameaças, violações e homicídios, Yuna recorre à sua imaginação artística: a cada episódio de violência, pinta uma nova tela. Vendo na arte uma fuga ao estropiamento familiar, Yuna lança sobre o seu mundo um olhar selvático — ora cândido e perspicaz, ora violento e ensimesmado — e protagoniza uma história que desafia todas as convenções literárias.
Aurora Venturini poderia ser uma das peculiares personagens dos seus romances, já que o seu percurso ficou marcado pelo fait-divers de ter vencido um concurso literário para novos talentos quando já tinha escrito dezenas de livros e se aproximava do fim da vida.
Entre o romance de formação, a delirante autobiografia, o divertimento literário e a radiografia de uma época, As Primas é uma obra que celebra, ao mesmo tempo, as dimensões universal e privada da literatura, revelando a desconcertante originalidade de uma autora que ousa colocar perguntas quase sempre cuidadosamente mantidas em silêncio.
terça-feira, 12 de julho de 2022
DIVULGAÇÃO | O CASO ALASKA SANDERS, de JOËL DICKER | ALFAGUARA
«Sei o que fizeste.» Esta mensagem é a chave da apaixonante investigação que volta a reunir Marcus Goldman e Perry Gahalowood, onze anos depois de terem colocado atrás das grades os presumíveis culpados de um homicídio.
Abril de 1999, Mount Pleasant, uma pacata povoação de New Hampshire: o corpo de Alaska Sanders, que chegara à localidade havia pouco tempo, é encontrado na margem de um lago. A investigação é rapidamente encerrada e arquivada. Mas um novo episódio trágico vem ensombrar as conclusões em torno da morte da jovem mulher.
No começo de 2010, o caso vem novamente à tona. Gahalowood, sargento da polícia de New Hampshire, recebe uma carta anónima que o deixa perturbado. Estava convencido de que tinha à época resolvido o crime – terá afinal seguido uma pista falsa? O amigo escritor de Gahalowood, Marcus Goldman, que acabara de alcançar um sucesso tremendo com o seu livro A verdade sobre o caso Harry Quebert, acabará por ser determinante na descoberta da verdade sobre este homicídio. À medida que ambos descobrem quem era realmente Alaska Sanders, regressam todos os fantasmas do passado.
domingo, 10 de julho de 2022
DIVULGAÇÃO | OH, WILLIAM!, de ELIZABETH STROUT | ALFAGUARA
No regresso da personagem Lucy Barton — protagonista dos romances O meu nome é Lucy Barton e Tudo é possível —, encontramos, desta vez, uma mulher madura, que conquistou fama e sucesso enquanto escritora. Um acontecimento inesperado traz de volta à vida de Lucy o seu primeiro marido, William, alguém que foi sempre um mistério para ela. Misteriosa é também a forte ligação que os une ainda. Lucy acaba de ficar viúva, William atravessa uma crise no seu terceiro casamento, enquanto procura descobrir um segredo do passado da mãe. É a Lucy que William pede apoio e companhia. Juntos iniciam um périplo geográfico e emocional que os levará para longe de Nova Iorque.
Ao evocar o passado de ambos — os tempos da faculdade, o nascimento das filhas, a dissolução do casamento e as vidas refeitas com novos companheiros —, Strout compõe o retrato de uma convivência de décadas, conturbada e cúmplice. À medida que a narrativa avança, entrevemos as forças silenciosas que mantêm Lucy e William unidos. Percebemos também que, para se habitar em pleno uma nova vida, é preciso sarar feridas e celebrar o que se conquistou.
Oh, William! — saga familiar cujo esqueleto vai sendo desmontado em camadas — assenta num ponto nevrálgico: a voz indómita de Lucy Barton, veículo para uma reflexão profunda e delicada sobre a existência, qualidade presente em todos os livros da magistral Elizabeth Strout. Um romance luminoso sobre o amor, a perda e os segredos de família que regressam sem aviso e nos deixam aturdidos.
terça-feira, 24 de maio de 2022
DIVULGAÇÃO | OS BEIJOS, de MANUEL VILAS | ALFAGUARA
Março de 2020. Um professor reformado abandona Madrid, cumprindo ordens médicas, e instala-se sozinho numa casa na floresta, nas proximidades de uma pequena povoação. Aí conhece uma mulher hipnotizante, quinze anos mais nova. Ele chama-se Salvador, ela chama-se Montserrat: entre os dois germina uma inesperada relação de confiança, alimentada por uma cadeia de revelações surpreendentes.
Os encontros sucedem-se e são como um bálsamo redentor para duas vidas marcadas pela solidão. Apaixonam-se perdidamente e vão construindo uma relação madura, mesmo se assombrada pela realidade de corpos que já perderam a juventude, pelas memórias de um passado que teima em reaparecer e pela estranheza de se encontrarem numa era que apanhou a Humanidade de surpresa. A narrativa de um homem e de uma mulher que procuram no amor o sentido mais profundo da vida.
sábado, 26 de março de 2022
sexta-feira, 25 de março de 2022
sexta-feira, 18 de março de 2022
LANÇAMENTO | Novo livro de Leila Slimani será lançado a 31 de Março com a presença da Autora | Alfaguara
Lançamento do novo livro de Leïla Slimani, "O perfume das flores à noite", no Lux Frágil, dia 31 de março às 21h30. Um livro magnífico sobre a escrita, a identidade e a memória, de uma das mais importantes vozes da literatura francesa, vencedora do Prémio Goncourt, e autora dos aclamados romances Canção doce e O país dos outros.
A sessão contará com a presença da autora, apresentação a cargo da editora da Alfaguara, Clara Capitão, e interpretação e leitura de excertos do livro por parte de Cate Tomé e Cirila Bossuet e Jenny Larrue.
Redacção com Alfaguara Grupo Penguin Random House
quarta-feira, 16 de março de 2022
Autor Internacional | John Fante | Alfaguara
sexta-feira, 12 de novembro de 2021
DIVULGAÇÃO | O TIGRE, de JOËL DICKER | ALFAGUARA
Estamos em 1903, na longínqua Sibéria. Uma aldeia é atacada por um tigre colossal, e o governador oferece uma recompensa a quem seja capaz de debelar a fera. Iván Levovitch, jovem e inexperiente, aceita um desafio que se revela aterrorizante, já que, a partir de certo ponto, deixamos de saber quem é o caçador e quem é a presa.
"O tigre" é o primeiro livro de Joël Dicker, escrito aos dezanove anos e enviado para um concurso literário. O júri viria a confessar que não chegou a considerar o manuscrito, por duvidar de que alguém tão jovem pudesse ser o autor daquele texto. Dicker revela aqui uma capacidade impressionante de agarrar o leitor, criando uma narrativa poderosa, encarnada por personagens difíceis de esquecer. Devedor dos clássicos russos e ingleses, "O tigre" aborda já os grandes temas que marcam a escrita do autor: os dilemas existenciais, a violência, a possibilidade de redenção. Oito anos depois desta estreia, Joël Dicker venceu o Grande Prémio da Academia Francesa e o Prémio Goncourt des Lycéens com "A verdade sobre o caso Harry Quebert", que se transformou num colosso literário e o catapultou para o pódio dos escritores mais lidos da actualidade.
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
DIVULGAÇÃO | SHUGGIE BAIN, de DOUGLAS STUART | ALFAGUARA
1981, Glasgow. A outrora próspera cidade mineira sufoca sob o jugo férreo das políticas de Margaret Thatcher, lançando milhares de famílias para a miséria. A epidemia do álcool e das drogas aproveita para capturar os mais vulneráveis.
Agnes Bain esperava mais da vida. Sonha com uma casa só sua e folheia catálogos de compras a crédito, na vã tentativa de alegrar a existência precária a que fica condenada quando o marido, um taxista mulherengo, a abandona, sem emprego e com três filhos. Com cabelos negros sedosos e ondulados, maquilhagem esmerada e dentes falsos perfeitos, parece a Elizabeth Taylor de Glasgow, mas, por baixo da aparência orgulhosa, as malhas do vício enredam Agnes, que mês após mês gasta o abono de família em latas de cerveja e maços de tabaco. Os filhos fazem o melhor que podem para cuidar de si e da mãe, mas, um a um, vêem-se obrigados a abandonar a casa materna, para tentar pelo menos salvar-se.
Fica Shuggie, o mais novo, que adora a mãe e não perde a esperança de a salvar. Mas, aos oito anos, o rapaz tem a sua própria luta pessoal para travar: delicado, sensível, comporta-se como um príncipe e destoa da dureza da escola e das ruas devassadas pela pobreza. Anseia apenas ser normal e encaixar, mas é o último a perceber que carrega um segredo e nunca poderá ser igual aos outros.
Com ecos de autores como Frank McCourt, D. H. Lawrence e James Joyce, Shuggie Bain é um magnífico romance de estreia de um autor que tem uma história importante para contar, inspirada na sua própria. Uma história dilacerante de dependência, carência e afecto, um retrato épico de uma cidade, um quadro íntimo de uma família destroçada e, sobretudo, uma extraordinária história de amor.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
DIVULGAÇÃO | A SEGUNDA VIDA DE OLIVE KITTERIDGE, de ELIZABETH STROUT | ALFAGUARA - GRUPO PENGUIN RANDOM HOUSE
Que é feito de Olive Kitteridge? Quando soubemos dela pela última vez, acabara de perder o companheiro de toda a vida e tentava encontrar um sentido para os seus dias.
O tempo passa, mas Olive não muda e decidiu que ainda não é tempo de desistir da vida. Rude,
inconveniente e teimosa, na mesma medida em que é honesta e generosa, Olive Kitteridge continua a
observar a pequena cidade de Crosby com a sua peculiar combinação de empatia e reserva, mesmo
quando ajuda uma mulher a dar à luz num momento absurdamente inoportuno ou consola uma rapariga
que tenta aceitar a morte do pai. Olive sabe que os outros podem ser um espelho de nós. E ganha
finalmente coragem para olhar para dentro com a franqueza desarmante que dedica aos demais.
Porque já é tarde para corrigir os erros do passado e a vida não pode esperar, decide agarrar a oportunidade de recomeçar ao lado de Jack Kennison, professor universitário, reformado e viúvo como ela. Ambos suportam a solidão das noites demasiado longas e sentem a falta dos filhos que não souberam manter perto de si. Juntos, tentam agarrar o futuro que sabem ser demasiado breve.
Neste novo livro, a inesquecível Olive continua a surpreender-nos com as suas tiradas, a comover-nos
com a sua humanidade e a inspirar-nos a aceitar o mistério e o tumulto da vida, vincando o seu lugar
como uma personagem literária mais real que a própria vida.


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