segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Novidades Literárias | " O Sacrifício da Rainha", de Laurie R. King - Sherlock Holmes está de volta| Edições Saída de Emergência


Em Janeiro chega às livrarias uma obra premiada que será do agrado de todos os adeptos da literatura de mistério, trata-se de "O Sacrifício da Rainha" com chancela da Saída de Emergência podemos acompanhar Sherlock Holmes numa investigação.


Sinopse da obra:

1915. Sherlock Holmes está reformado e completamente dedicado ao estudo das abelhas quando uma adolescente tropeça literalmente nele em Sussex. Desajeitada mas muito determinada, a jovem Mary Russell impressiona o detetive com a sua inteligência, ousadia e vivacidade. Sob a tutela e proteção de Holmes, a jovem desenvolve os seus dotes para a investigação e prova estar à altura de ser parceira do detetive mais famoso do mundo.


Quando ambos são chamados a Gales para ajudar a Scotland Yard a encontrar a filha de um senador americano, esta parceria é colocada à prova. Este é um caso com ligações internacionais, e as pistas apontam para o passado de Holmes, onde um vilão se move nas trevas com jogadas precisas como num jogo de xadrez.

Pleno de dedução brilhante, dissimulação e perigo, este primeiro livro da parceria Mary Russell-Sherlock Holmes é o início de uma série aclamada internacionalmente.


Nomeado como um dos 100 melhores livros de mistério do século pela Independent Mystery Booksellers Association.

Texto: Redacção e Saída de Emergência

Foto capa: D.R.


Novidades Literárias | " O que contamos ao Vento" de Laura Imai Messina | Suma de Letras


Dia próximo dia 12 de Janeiro chega às livrarias o primeiro livro  da Suma de letras deste ano, chamado O que contamos ao vento, de Laura Imai Messina. Baseado na existência real do Telefone do Vento, é o belíssimo romance de estreia da autora. 

«Conheci o Telefone do Vento em 2011, quando já levava muitos anos a morar no Japão. Fiquei impressionada com a magia de um lugar que existe realmente, onde as pessoas pegariam no telefone de uma cabine fora de funcionamento para falar com os seus mortos. Um canto do mundo onde ainda se contam coisas ao vento, para que elas cheguem ao que estão agora do outro lado. A perda afecta a todos os seres humanos. Mais tarde ou mais cedo, ficamos para trás. Quem já amou um dia encontra-se nessa posição. Ainda assim, a história continua. O Telefone do Vento é o lugar onde o pensamento se torna palavra, e a palavra pesa menos no coração do que no pensamento. Uma pessoa tem de pôr os sentimentos em ordem para falar com outra. O Telefone do Vento ajuda a dar esse salto.»

 

O que diz a crítica:

«Uma história sobre a obstinada sobrevivência da esperança quando tudo o resto está perdido. Messina mostra-nos que, mesmo ante uma terrível tragédia, como um terramoto ou a perda de um filho, as pequenas coisas - uma chávena de chá, uma mão estendida - podem oferecer um caminho a seguir. O seu minimalismo meditativo transforma-o num notável haiku do coração humano.» The Times

«Contada delicadamente e com muito cuidado, esta parece uma história particularmente ressonante para estes dias.» Stylist

«Com a sua linguagem poética, este belo livro é uma pequena e tranquila história de amor e uma vasta e expansiva meditação sobre o luto e a perda.» Heat

A obra encontra-se já em pré-venda, e em tempos de reflexão parece-nos uma excelente escolha para juntar à biblioteca neste início de ano.

Texto: Redacção com Suma de Letras

Foto da Capa: Suma de Letras D.R.

sábado, 2 de janeiro de 2021

PALAVRAS AO VENTO, de Anita Dos Santos

 


Memórias de infância, quem as não tem...

Umas doces, e queridas de relembrar. Outras nem tanto.

Como todos, tenho muitas, de umas e de outras. Gosto mais das primeiras (risos)!

Sempre tive uma imaginação muito viva, era sempre das primeiras a inventar brincadeiras num grupo de amigos da rua, em que desafiávamos mutuamente, para ver qual inventava a melhor brincadeira.

Meninos e meninas (poucas!), brincávamos na rua sem qualquer receio, com o consentimento da mãe, (o pai, estava no trabalho durante o dia, e só chegava ao cair da noite), que ditava as regras a serem cumpridas escrupulosamente, com a reprimenda de que, assim não sendo, iriamos recambiados para casa...

Eu, poucas vezes tinha autorização para ir par a rua brincar, Tinha, no entanto, uma excelente escapatória. Uma janela baixa, que dava para a rua e que eu amarinhava para fugir e ir ter com os meus amigos.

Brincava por ali perto, com uma orelha dentro de casa, não fosse a minha mãe aparecer, e eu ter de me enfiar dentro de casa... Nem que tivesse de ser de cabeça...

Joelhos e cotovelos esfolados, eram a ordem do dia. Mas tudo isso fazia parte da brincadeira e ninguém se ralava com tais trivialidades.

Passávamos horas intermináveis em grandes aventuras, perseguições, ou então em brincadeiras que eram habituais naquela altura: aos potes, às fitas, mamã dá licença, linda falua, ao eixo, e tantos outros de boa memória.

Já mais crescidos, e a andar na escola, havia uma actividade que nos era muito chegada ao coração, e ao estômago.

Por perto, existia uma fábrica de vários tipos de bolachas. Entre estes, aquele que nos interessava, eram as bolachas de baunilha..., pois claro...

Combinávamos entre todos, que no determinado dia em que sabíamos que na fábrica faziam venda na porta, juntávamos os nossos tostões, cada um dava o que tinha, um tinha dois tostões, outro tinha um, outro tinha três..., juntávamos tudo naquele dia e, rumávamos para a porta da fábrica munidos da nossa fortuna. Lá chegados, pedíamos a quem nos viesse atender, todo o nosso pecúlio, reunido a grande custo, em aparas, era isso que nós íamos caçar naquele dia!

Trazíamos de lá uma sacada de aparas de bolacha de baunilha, que continha muitas bolachas inteiras também, já eramos clientes habituais acarinhados.

Depois, era uma tarde bem passada, numa sombra, a enfiar as mãos no saco à vez, e a encher a barriga de bolachas.

Poucas coisas me souberam tão bem, e ainda hoje me parece que sinto aquele gosto na boca, e aquele cheiro sem igual.

Lembranças de infância, quem as não tem?


CHAMADA PARA O MORTO NAS LIVRARIAS EM MARÇO DE 2021

 A Dom Quixote tem o prazer de anunciar a publicação de Chamada para o Morto, o primeiro livro de John le Carré, que chega às livrarias em Março de 2021. Publicado pela primeira vez em 1961, esta edição tem a particularidade de incluir uma nova introdução do autor, escrita já em 2020, pouco antes do desaparecimento de le Carré, propositadamente para assinalar a passagem dos 60 anos deste livro. Traduzido, uma vez mais, por José Teixeira de Aguilar, é através das páginas de Chamada para o Morto que John le Carré apresenta e dá a conhecer ao leitor esse inquietante e inesquecível personagem, George Smiley, sem dúvida alguma um dos mais carismáticos da história da literatura inglesa e que viria, depois, a ser protagonista de várias outras famosas narrativas do escritor britânico.

Tal como acontece com grande parte da obra de John le Carré, também Chamada para o Morto foi adaptado ao cinema, com o título The Deadly Affair (1996), realizado por Sidney Lumet e com as interpretações, entre outras, de James MasonMaximilian SchellSimone Signoret e Harriet Andersson.

Em Chamada para o Morto, o funcionário público Samuel Fennan é vítima de um aparente suicídio. Quando Smiley percebe que Maston, o chefe do Circus, está a tentar culpabilizá-lo por essa morte, desencadeia uma investigação por sua conta, procurando a viúva de Fennan a fim de averiguar o que o teria levado a semelhante acto desesperado. Nesse mesmo dia em que Smiley é afastado da investigação, recebe uma carta urgente do falecido. Será que os alemães de Leste — e os seus agentes — sabem mais sobre a morte daquele homem do que o Circus anteriormente imaginava?

John le Carré, que faleceu no passado dia 13 de Dezembro, nasceu em 1931. Completados os estudos nas universidades de Berna e Oxford, foi professor em Eton antes de trabalhar nos serviços de informações britânicos durante a Guerra Fria. Em 1960 foi transferido para o MI6, o serviço de informações estrangeiras, tendo operado sob a capa de “segundo secretário” na embaixada britânica em Bona.
Foi durante esse período que descobriu a paixão pela escrita, publicando Chamada para o Morto em 1961 e Um Assassínio de Qualidade em 1962, antes de escrever aquele que é considerado um dos grandes romances do século XX, O Espião que Saiu do Frio. Com este romance a sua carreira estava lançada, e em 1964 abandonou o serviço para se dedicar inteiramente à escrita.
Em 1979A Toupeira foi adaptado pela BBC TV como série de sete episódios, com Alec Guinness como protagonista. A BBC adaptou posteriormente A Gente de Smiley para televisão, em 1982, também com Alec Guinness no papel de George Smiley.

Vários romances de le Carré foram adaptados ao cinema, entre os quais, A Casa da RússiaO Alfaiate do Panamá, O Fiel Jardineiro, Um Homem Muito Procurado e A Toupeira.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Os desejos da escritora Anita Dos Santos para 2021


Então vamos lá fazer um “balanço” - mais ou menos - do que ficou por fazer (suspiro…), do que pretendo fazer (risos!), e daquilo que desejaria que acontecesse.

Vamos a isso?

 

MK - O que ficou por fazer em 2020?

AS - É que nem sei por onde começar tantas foram as coisas que queria ter feito, e não fiz.

Queria ter terminado de tirar a carta de condução, e consegui só o código mesmo nos últimos dias do ano. Foi um pegar e largar o tempo todo devido à conjuntura em que vivemos, devido a problemas de saúde familiares que me impediram de o fazer.

Queria ter escrito mais, primeiro que tudo, e não consegui, pelos mesmos motivos que já referi. Isto foi uma das coisas que tive sempre presente nos meus pensamentos, “não tens escrito nada…”

Vamos ficar por estes dois “inacabados”.

 

MK - Projectos para o novo ano.

AS - Os projectos vão ser um reflexo do que ficou por cumprir, como é claro.

Vou em primeiro lugar “conquistar” a carta de condução (risos!), e em seguida dedicar-me de novo à minha escrita, aos meus livros incompletos, aos meus contos por escrever.

 

MK - Três desejos para 2021.

AS – Não sou mulher de formular desejos, ou grandes desejos. Por norma, peço para terceiros, e se tenho mesmo de pedir para mim, sou a última.

Assim, vou dizer que gostaria que o Mundo voltasse à normalidade, se é que isso é possível mais alguma vez. Quero acreditar que sim.

Vou pedir saúde para quem tenho em casa, para os meus familiares e amigos. Este é um daqueles itens sem o qual não podemos passar.

Por último, vou pedir boa sorte.

Pode parecer estranho, mas não é. Sem boa sorte consegue-se muito pouco na vida.

Assim, boa sorte para todos nós, e para mim também.

Os desejos da poetisa Regina Correia para 2021.


MK - O que ficou por fazer em 2020?

RC - Em 2020 ficaram pendentes certos e infelizes problemas (quase) insolúveis, perante a lei dos homens. Também mais participação activa em actividades culturais ficou por realizar, sem falar nos abraços por dar!  

 



MK - Projectos para o novo ano.

RC - No próximo ano, espero poder publicar mais um livro de poesia, fazer, pelo menos, uma viagem e cuidar melhor da minha saúde, de si, já muito frágil.

 

MK - Três desejos para 2021.

RC - Desejo-me, como ao mundo, mais Luz interior, melhor saúde física, psicológica e ambiental, e PAZ social.

Os desejos da escritora Vanessa Lourenço para 2021.


MK - O que ficou por fazer em 2020?

VL - Nada. O que queremos, nem sempre é o que precisamos. E confio que 2020 pode não me ter dado a concretização de tudo o que desejava, mas deu-me com certeza tudo o que eu precisava.

 

MK - Projectos para o novo ano.

VL - A publicação da edição inglesa do terceiro livro da minha trilogia. O resto... bom, posso adiantar que existem novidades no horizonte. Aguardemos para ver!

 



MK - Três desejos para 2021.

VL - Saúde, entusiasmo e resiliência para todos os que nos acompanham e suas famílias!