quarta-feira, 21 de outubro de 2020

FALTA DE EDUCAÇÃO, FRIENDLY FIRE, E FOLGUEDO, de Paulo Landeck

 


O que tem elevados custos para o país (e para o mundo), não são a implementação de aulas à distância, ou a mais urgente necessidade de reformularmos a escola que não pode continuar assente num paradigma há muito esgotado!
O que tem elevados custos para o país, e coloca seguramente nossas vidas em risco, é:
A gestão danosa dos fundos públicos em nome de polida imagem nacional, defendendo interesses alheios ao que se apregoa, de forma intencional (incompetência é outra coisa); as constantes injecções de capital nos bolsos dos amigos do BES, da TAP (impressionante como Frasquilho continua como lapa), das “Tecnoformas” (haverão muitas mais), do “mal menor” do BPN (segundo atestou actual Presidente desta República), das futeboladas e outras palhaçadas em que um ou outro Pennywise exercem poder sobre todos os outros; dos “Bragaparques” e “Expos”… e poderíamos ficar anos a fio, nisto.
Há todo um séquito de usurpadores das melhores linhagens, com um ou outro pato-bravo em vôo rasante, uma mentalidade que deveria estar há muito ultrapassada, como em parte, o português que propositadamente se me assiste.
– A Liberdade constrói-se nas premissas que nos são apresentadas.
O custo da corrupção para o Estado, até só foi estimado em cerca de 18,2 mil milhões de euros por ano, segundo dados de 2018 (vejam por exemplo orçamentos anuais para a Saúde, ou para a Educação.
Imaginem quantos orçamentos para a inconveniente Cultura (no país de Cristinas, bola, e Preço Certo), ou para o Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ministério que só pode ser do trabalho mesmo, dado que o emprego é só para privilegiados. Mesmo assim, temos um IEFP, por exemplo, verdadeiramente surreal, além das muitas vaquinhas na formação de tudo e mais alguma coisa, completamente desfasadas da realidade, e que pretendem apenas alimentar…os formadores.
O mais ridículo?! - Muitas são entidades que fazem mesmo falta, se trabalharem para a comunidade, contextualizadas, por via da competência, o que é incompatível com quintinhas de amigos e familiares).
Mas imaginem agora, se pensarmos nos danos colaterais que irão seguramente surgir associados a toda essa teia de cumplicidades (ou cadeia alimentar) quando o dinheiro em falta for a necessária diferença (já o é…falta aceitação generalizada), com a maior das cumplicidades (alheia ao eleitor) nos dizem na cara, não haver dinheiro, e sermos os responsáveis por toda a desgraça que aniquila qualquer ideia de desenvolvimento (o que não deixa de ser meia-verdade!).
Temos um ensino público assimétrico, completamente vergonhoso nalguns casos do país (e mais não é, graças sobretudo à entrega dos professores, à insistência reivindicativa, à resiliência face ao vilanesco jogo de desgaste, com intenções claras (actos podem nascer antes de qualquer sílaba).
É demasiado grave abrir mão da democratização conquistada no ensino, se é que tudo não passou apenas de dotar escravos de melhores ferramentas (olhando à selvajaria no emprego) encapotado dessa mesma "dermocratização" (foi só um lift!).
Está em causa a liberdade de pensar para agir.
O aluno deve saber ler o mundo para participar na sua transformação, e esse mundo não se encerra nas 4 paredes da sala, por certo (muito menos nos ecrãs dos dumbphones, em casa)!
Qualquer ser vivo desenvolve muito mais suas capacidades durante o processo de crescimento, de modo criativo, descontraído, de forma lúdica, mas atento às questões/desafios que surjam do inesperado meio em redor, explorando o mundo pelo erro, pela obra inesgotável do que somos.
Não devemos permitir que impeçam nossas crianças de serem crianças, muito menos que roubem a descoberta da vida (a mesma da qual seu futuro depende). Além disso, entre adaptarmos o ensino em espaço físico adequado às necessidades das pessoas e do meio ambiente, e investir no ensino à distância, convém também que se faça um estudo energético, além de outros cálculos que possam estar em causa.
Talvez não seja difícil descobrir um sistema misto, em que muitas das disciplinas possam ter parte do acompanhamento à distância, sem deixar descurar sentido prático in situ, sempre que faça sentido, ou até pelas necessárias saídas em estudo, etc.
O papel do professor pode ser o de orientar, seduzir os alunos para o saber, para agirem na positiva transformação do mundo, compreendendo a herança natural e cultural,e relações de interdependência.
É preciso dotar as escolas para integrado contexto. Não me parece tão complicado, sobretudo num país como Portugal. Se deram importantes passos, noutras regiões bem mais frias, qual a razão para não optimizarmos os espaços de que dispomos (sobretudo em pandemia)? Qual a razão para não explorarmos o espaço público, ou criar sinergias com diferentes entidades a nível local, regional, ou noutro âmbito que possa surgir?
Podem faltar infraestruturas como pavilhões e afins por falha do tão famigerado investimento, mas adequar áreas abertas em tempo de crise, é assim tão complicado, em tempo de guerra?!
O que está em carência, é sobretudo a vontade política para adequar esses mesmos espaços ao séc. XXI – reformas exigem coragem que a conversa para o amanhã não alimenta (sempre as desculpas, estudos e planos.
Devemos ser caso ímpar em toda a Europa, no que respeita à aldrabice em tantos planos e estudos.
As universidades devem descontaminar, por obrigação ética/moral. Como?! Sancionando os corruptos, acusar e comprovar não basta, retirar títulos como quem excomunga, pois todos pagamos).
Mas, voltando à escola...
A quem não interessa que as crianças de amanhã sejam seres com maior ligação ao mundo que os rodeia? – Há escolas próximas de imenso verde, e/ou mar, com vasto património cultural associado, que podem e devem ser lidas, como perfeito quadro integrado na paisagem (mais uma vez, muitos professores, classe à qual tiro o chapéu, sabem disso, fazem por isso, quando não são castrados pelo poder hierárquico ou na falta de outros meios/faculdades.
Prefiro não falar dos desmotivados, cansados, muito menos dos que deveriam abraçar outras profissões…foco-me na maioria dos heróis com os quais me cruzo) …
O espaço em que nos encontramos, tem características distintas…são milhões de anos na transformação da paisagem, milhares de anos de adaptação humana, e produção cultural (as razões que me levam a gostar de Orlando Ribeiro, são as mesmas que me puxam a vasculhar Leite de Vasconcelos, ou tantas outras pessoas que foram e serão úteis).
Não vamos querer viver num mundo desprovido de experiências, além das virtuais. O resultado é capaz de não ser lá muito bom, a não ser para os que procuram refúgio nos seus pequenos paraísos, longe de tudo e de todos, em prístinos destinos.
Qualquer adaptação do ensino, ainda que influenciada por diversas escolas de pensamento, deve ter isso em consideração, para que o caminho seja sustentável, verdadeiramente multidisciplinar, que espelhe os desafios do mundo diverso, que nem só de economia vive o Homem, ou vou já ali relembrar velha História, pela mão de Alberto da Cunha Sampaio, uma vez que desta Ciência Económica (e de génios), ficam demasiados galhardetes, quando continuamos muito mal...
Adiante!
As ameaças que enfrentamos em termos de alterações climáticas, já são demasiado graves. Temos uma má gestão hídrica, afectada pelas referidas alterações que pouco ou nada fazemos por contrariar, dependente de políticas externas mas também internas, sujeita a exploração agrícola intensiva, ao absurdo imobiliário (como nos campos de golf e outros desfasados resorts, propiciadores de mau uso de escasso recurso em benefício do lucro alguns), e ainda conseguimos cravar mais ferro no féretro ao construir mais barragens que alimentam os senhores do betão e da construção civil, mas também, o já de si grave problema da erosão costeira com agravante que se conhece (e lá se lavam mais umas toneladas de areia em camiões, de umas praias para outras).
Vamos lá aos Serviços de Ecossistemas, quem usa o quê, de que forma, em proveito de quem, com que consequências?
A poluição é impactante nas nossas vidas, ao nível da saúde pública (como ignorar?!), da qualidade de vida…não pode continuar refém de inépcia, muito menos da crescente máfia verde que se alimenta sem qualquer controlo, por via de empresas privadas prestadoras de serviços de "sonsultoria" ambiental, ONGS e de outras entidades (mesmo em instituições públicas) à custa de milhões alheios (tudo bons rapazes!).
É avaliar as pontes entre conhecimento académico e desafios concretos no terreno, até para não descredibilizar o próprio conhecimento científico. Lá está Huxley novamente (ou Mary Wollstonecraft Shelley)...nunca subestimem qualquer área do conhecimento, todas fazem falta, pois geram soluções.
De pouco ou nada servem prístinos destinos, nem reservas, quando a maioria não cuida porque não conhece, ou não acredita.
Será que estamos a criar reservas para outros índios?! – Desta feita, sem doenças, nem miséria, só qualidade de vida, ao estilo Mónaco.
E se pensarmos na falta que faz o dinheiro desviado, pois é disso que se trata, é fácil compreender as promovidas divisões entre extremas esquerdas e direitas, enquanto a (In)segurança Social ameaçar colapsar, sem empregos nem saúde pública à vista. A mesma Saúde Pública, que daria seguramente melhor uso a esses dinheiros, para colmatar falhas das quais todos ou quase todos, dependemos (de uma forma ou de outra, até pela violência que se possa vir a gerar, mas que infelizmente só bate à porta dos que a vivem);
Sempre em último, o que deveria vir em primeiro: a Cultura, sem a qual, não teremos verdadeira inovação, nem ambicionado Desenvolvimento Sustentável (com aposta no turismo de massas, nos cruzeiros, e outras coisas que tais…não passa de miragem…). A Cultura, que nos esbofeteia há séculos, pela capacidade crítica, criativa, social...deitada na valeta, mas que ainda assim arrebata prémios, em nome do mesmo Portugal de 70, do século de Quental (se a tirania cai de fortificada cadeira, o filósofo fica-se pelo banco de jardim!).
Quantas lágrimas de Portugal, não valerão sol, qual ouro sem brilho?!
Estou cansado, sem paper que me assista, dirijo-me ao apoio científico, o tal em falta, mas que deve (devidamente salvaguardado) trazer retorno a quem investe, sem esquemas nem boleias, sobretudo, quando esse alguém, é o próprio Estado.
No mundo ao contrário, os desgraçados procuram voz na ilusão da extrema-direita, como quem vai à seita à procura de amparo, e muitos dos “Ches Guevaras” filhos de supostas esquerdas, são dos que melhor vivem (como a outra direita “moderada” que tanto criticam, daí ferocidade de extremo a extremo); não se cansam de mostrar brincos, barbas, tatuagens de moda, e toda a cultura que dizem absorver entre gritos de revolta. Seguem a coca nas vielas do trending, atentos ao design, enquanto fumam a bolota cagada do cu de qualquer indigente dum longínquo bairro social. Pouco ou nada sabem o que é sentir Catarina Eufémia (como há dias notei, nas sábias palavras de amigo meu). Muitos nem o pensam, mas contribuem para os males que tanto apregoam, o que nem é difícil de descobrir, e dispensa tese de doutoramento!
Quanto ao centro, não tenho palavras, sendo tudo menos moderado e justo, dá-me asco, abstenho-me de prosseguir análise por aí, até que honesta depuração seja feita.
Não tenho no entanto dúvidas, que o futuro deveria passar por uma Ágora que pudesse confluir todos os rios, em são debate, por mais que nos custe ouvir.
Para discordar, devo querer e saber ouvir.
Não posso ignorar milhares de seguidores de um partido ou de outro, por mais que me custe.
É preciso procurar entendimentos, depois de auscultadas as razões. Não excluo ninguém ao diálogo. Sei que a razão dum extremo, pode ser a oposta razão de outro, quando não para dividir uma vez mais para que outros possam reinar.
Quem caminha sozinho, sente-se perdido. Quem caminha sempre com a mesma camisola, apenas vê, e verá, o que lhe interessa.
Este é o mesmo mundo em que ficamos bloqueados na faixa de rodagem por alguém que resolve atender chamada e deixar todos os outros em suspenso, não cuidando de nada nem de ninguém, nem tampouco de si…quando todo o pequeno gesto conta, num navio prestes a fundar em capitaneada “má sorte”.
Na impossibilidade de resgatar ética ao Estado, e se é da natureza humana, ter a criminalidade de mãos dadas com quem nos governa, então temos de convencer os mafiosos que há necessária mudança a ser feita, a bem de todos...antes que seja tarde.
Com a Natureza não se brinca, do Afeganistão ao Sudão, até os terroristas já entraram em conversações, seja pelas cheias, ou pela pior das secas!
De que estamos à espera, que maiores males nos batam à porta, mesmo quando já corremos atrás do prejuízo sem contar toda a verdade à audiência?
A oportunidade, foi-nos oferecida. Voltaire sabia quanto pode um terramoto.
Dedico este texto, ao meu Pai Agostinho da Silva, sempre comprometido com a vida; meu irmão Morin (aleluia, irmão!); a cândido Voltaire; e ao beatificado seja, Paulo Freire.
Perdoem-me todos os outros que não posso mencionar, por se encontrarem em layoff neste paupérrimo texto que vos deixo (grato pelo livro, Aleixo!). Além disso, procuro escapar ao pagamento dos louros em questão. Fico pior na fotografia, mas sai mais barato.


sábado, 17 de outubro de 2020

007: SEM TEMPO PARA MORRER

 Daniel Craig assume, pela 5ª e última vez, o papel de James Bond no 25º filme da saga 007, que chega aos cinemas nacionais a 

19 de novembro






sexta-feira, 16 de outubro de 2020

EM DEBAIXO DO MONTE, de Anita Dos Santos

 


Ficou enjoado de novo, que nem um cabaço… Desta vez ainda foi pior!

Quando foi capaz por fim de abrir os olhos, estava deitado numa cama, sem saber como ali tinha ido parar.

Experimentou colocar os pés no chão, o quarto não ondulava assim tanto…. Era capaz de se pôr em pé! Aquilo ali ao fundo era uma porta? Onde iria dar? Era tudo uma questão de lá chegar.

Deu um tombo para a direita, bateu numa mesinha, porque havia de estar plantada uma mesa no meio do caminho? Depois deu três passos em frente e mais outro tombo para a esquerda, estaria a porta assim tão longe?

Por fim lá chegou à porta com um suspiro e uma colecção de nódoas negras, mas as pernas estavam mais firmes a cada passo que dava.

Abriu a porta, e encontrou-se num corredor, sem saber para que lado se dirigir. Olhou em volta e pareceu-lhe estranho que o corredor estivesse bem para a sua altura.

Mas onde é que estava, e onde estavam os outros, onde estava toda a gente?

Resolveu seguir o corredor pela esquerda e ver onde ia dar. Ao longo do corredor foi encontrando mais portas, mas todas elas se encontravam fechadas. Por fim começou a ouvir vozes, a apertou o passo.

O corredor fazia uma curva, e após esta, Vicente deu com um balcão com escadarias de ambos os lados. As vozes vinham da sala em baixo. Chegou-se ao balcão e espreitou para ver o que o aguardava.

As vozes calaram-se e todos que se encontravam na sala estavam com os olhos postos no balcão e no Vicente. E era muita gente.

Era uma sala grande, redonda, com uma mesa comprida ao centro rodeada por cadeiras e bancos, todos eles ocupados. Numa das paredes da sala estava uma enorme lareira onde estalava um lume acolhedor.

Não conseguia reconhecer ninguém à primeira vista, até dar com os olhos no André, que se encontrava sentado junto a uma cabeceira da mesa. No banco ao lado dele, encontrava-se um jovem ruivo com um cabelo que lembrava uma labareda de chamas, e cujas bochechas e nariz pareciam ter sido polvilhados com canela, tal a quantidade de sardas que os enfeitavam. O que chamava a atenção para ele, no entanto, não eram nem a cor dos seus cabelos nem as suas elegantes e pontiagudas orelhas, mas sim a sua expressão travessa, de quem “se já não fez, está para fazer”. 

Na cabeceira da mesa e a liderar aquela assembleia, encontrava-se um homem enorme que deixou o Vicente estarrecido e de boca aberta. Foi descendo as escadas, devagar sem tirar os olhos dele, e sem acreditar no que via.

- Ehehe! Ficaste sem fala? Olha que não costuma acontecer a quem vem “pra” Debaixo do Monte! – O tom era claramente de mofa.

- Mas o que vem a ser isto? Eu encolhi?

 

In “Crónicas de André e Vicente – O Bosque dos Murmúrios”


O Sabotador de Auschwitz, de Colin Rushton / OFICINA DO LIVRO - Tradução de Isabel Pedrome

 Nas livrarias a 27 de Outubro



Em 1942, o militar inglês Arthur Dodd foi capturado pelo exército nazi e levado para um lugar distante e ermo. De início pareceu-lhe uma enorme quinta onde ele e os companheiros seriam pelo menos bem alimentados enquanto aguardavam pelo fim da guerra – mas estava engando. O nome desse lugar era Auschwitz.

O jovem soldado foi colocado na zona do campo de concentração onde várias empresas alemãs, muitas ainda hoje existentes, produziam equipamento indispensável ao esforço de guerra do Terceiro Reich. Faziam-no com recurso ao trabalho escravo dos prisioneiros, que eram seleccionados à chegada pela famigerada equipa do Dr. Mengele e depois alvo de uma violência brutal e constante.

Foi neste clima de hostilidade extrema que judeus e britânicos arriscaram a vida a ajudar-se mutuamente, a transmitir informações para o exterior, a planear fugas e, acima de tudo, como nos conta Arthur, a sabotar a produção do campo.



quinta-feira, 15 de outubro de 2020

CRIANÇAS PERDIDAS, de Catherine Bailey / ASA - Tradução de Ana Saldanha

 Nas livrarias a 31 de Outubro




Em setembro de 1944, a Gestapo invade um palazzo rural italiano, prende uma mulher e leva os filhos dela, de dois e três anos.


A mulher é Fey Pirzio-Biroli, filha de Ulrich von Hassell – diplomata alemão e importante elemento da Resistência alemã, executado dias depois da tentativa falhada de assassinato do Führer. Agora, Hitler está a levar a cabo a mais cruel das vinganças, atacando, separando e destruindo as famílias de todos aqueles que conspiraram contra ele.
Levada de campo de concentração em campo de concentração, Fey vai conhecer a verdadeira dimensão e os horrores do Holocausto. Sem notícias das crianças, resta-lhe a esperança de um dia escapar às garras da máquina nazi e reunir a sua família. Mas o destino dos seus filhos é uma incógnita. Mesmo que estejam vivos, poderão ser encontrados e identificados na vastidão de uma

Europa destruída?

Usando a voz da própria Fey – através de cartas, entradas de diário e recordações – Catherine Bailey conta-nos uma história esmagadora de sacrifício e, acima de tudo, resistência…