terça-feira, 12 de dezembro de 2017

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA | Thriller "O Homem de Giz" chega a Portugal em Janeiro e promete surpreender os leitores | PLANETA


Texto: Redacção Nova Gazeta  com Editorial Planeta Portugal

Fotos: Blog Os Livros Nossos e Editorial Planeta Portugal | Direitos Reservados


No dia 16 de Janeiro de 2018 chegará às livrarias um thriller que promete surpreender os leitores Portugueses e dar muito que falar. 

"O Homem de Giz", da autora Britânica C. J. Tudor chega a Portugal com chancela Planeta e vai agitar o panorama literário nacional.

Se é fã de um bom thriller não vai ficar indiferente.


Estamos perante um fenómeno mundial que começou antes da Feira de Frankfurt 2016.
A obra tem Direitos vendidos para 48 países, entre eles Portugal. 


Toda a gente tem segredos.
Toda a gente é culpada de alguma coisa.
E as crianças nem sempre são inocentes.




NINGUÉM FICARÁ INDIFERENTE

[Sobre o Livro]:

O livro de estreia de C. J. Tudor é um thriller com uma atmosfera densa e viciante que se passa em dois registos, em 1986 e nos nossos dias.
A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie.
As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite.
O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante. O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o
imaginário infantil.

O que dizem outros autores?

«[Há] muito tempo que não tinha uma noite em branco devido a um livro.
O Homem de Giz mudou isso. Muitos parabéns C. J Tudor!»

Fiona Barton, autora best-seller de A Viúva e O Silêncio


«Há muito tempo que não lia uma estreia tão impressionante. O ritmo foi perfeitamente delineado, as personagens desenhadas soberbamente e há uma sensação de desconforto que começa com o prólogo e cresce ao longo do livro. E esse fim é tão diferente que o livro merece ser um êxito.»

James Oswald, autor best-seller do Sunday Times da série Inspector McLean


«Que estreia impressionante! Que ideia tão hábil e engenhosa! Fiquei
absorvida desde a primeira página. Adorei como as histórias de 1986 e as de
hoje se unem e criam este fim inesquecível e inesperado. Apelativo, tenso e
muito muito arrepiante. Este livro irá assombrá-lo!»

Claire Douglas, autora best-seller do Sunday Times de Irmãs

« C. J. Tudor brilha intensamente e apresenta uma história assustadora e
vividamente imaginada. Muito mais do que um mistério de assassínio é uma
exploração inteligente e aterrorizante dos laços e limitações das amizades de
infância e de segredos que se recusam a permanecer enterrados. Apaixoneime
pela voz que nos guia no romance, Eddie, pensativo e solitário. Prepare-se
para se surpreender uma e outra vez, até à última página!»

Michelle Richmond, autora de O Pacto

« Uma narrativa tensa e inteligente.»

Ali Land, autora de Menina Boa, Menina Má

[A Autora]:


C. J. Taylor é natural de Salisbury e cresceu em
Nottingham, onde ainda vive com o companheiro e a filha pequena. O seu amor pela escrita, em especial pelo macabro e pelo sinistro, manifestou-se desde cedo. Enquanto os jovens da
sua idade liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e de James Herbet.
Ao longo dos anos, envolveu-se em tarefas tão diferentes como jornalista estagiária, empregada de mesa e de loja, autora de textosradiofónicos, voz off, apresentadora de televisão, redactora publicitária e agora escritora. Vencedora da competição nacional de escrita de Twenty7,
em 2016, O Homem de Giz é o seu livro de estreia.

Ficou curioso? Fique atento, pois estamos na posse de informações exclusivas que iremos revelando aos nossos leitores, e iremos publicar alguns excertos da obra bem como a sua crítica literária.

[Booktrailler Já disponível no Canal da Nova Gazeta no Youtube]:





ACTUALIDADE | Alunos Baptizam Golfinhos do Estuário do Sado | SETÚBAL


Texto: Isabel de Almeida | Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Foto: Câmara Municipal de Setúbal | Direitos Reservados


   Os alunos do Agrupamento de Escolas Luísa Todi escolheram os nomes de Bolinhas, Sereia e Lua para baptizar três crias de golfinhos que nasceram este ano no Estuário do Sado. A iniciativa decorreu na tarde da passada Segunda-Feira no auditório da Escola Básica Luísa Todi, em Setúbal.

   Coube à Presidente do Município de Setúbal - Maria das Dores Meira - proceder ao anúncio dos nomes seleccionados, na sequência de votação levada a efeito por mais de seis dezenas de crianças dos 3º e 4º anos de Escolaridade tendo por base listagem de nomes facultada pelo ICNF - Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

   A Presidente do Município Sadino lançou às crianças uma importante questão: “Vocês são os padrinhos destes três novos residentes do Sado. A responsabilidade é muito grande! O que é que não podem fazer na água?”, à qual as crianças prontamente responderam de forma entusiasta "poluir !"

   Esta actividade foi organizada pelo ICNF numa parceria firmada com a Câmara Municipal de Setúbal, e contou também com uma apresentação cuja dinamização esteve a cargo de Ana Cristina Falcão, Técnica que integra a equipa de monitorização dos Roazes do Sado da Reserva Natural do Estuário do Sado, a qual referiu “Em 2015, o ICNF decidiu que as crias de golfinhos serão sempre baptizadas nas escolas. Por isso, estamos aqui hoje”

   Destacando a importância da protecção ambiental, a Presidente da autarquia afirmou “Desde muito cedo temos de ensinar as crianças que elas são peça fundamental no futuro, para a mudança de mentalidades e para a preservação do ambiente. É para nós motivo de grande alegria e orgulho que sejam elas a escolher os nomes das novas crias.”

   Neste evento marcaram ainda presença o Vereador responsável pelo Pelouro da Educação, Ricardo Oliveira e a jovem Setubalense Filipa Barroso, Miss Portugal e antiga aluna daquele agrupamento escolar. 

   Para concluir o evento, o Vereador Ricardo Oliveira e Ana Cristina Falcão ( do ICNF) entregaram às crianças diverso material informativo e ludo-pedagógico, tendo havido lugar ainda a um apontamento musical a cargo do Grupo de Bombos da Escola Básica Luísa Todi.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA | " O Rapaz do Caixote de Madeira", de Leon Leyson, Marilyn J. Harran, Elisabeth B. Leyson | EDITORIAL PRESENÇA


Texto: Isabel de Almeida | Crítica Literária - Nova Gazeta


O Rapaz do Caixote de Madeira, de Leon Leyson com Marilyn J. Harran e Elizabeth B. Leyson é um relato autobiográfico bastante emotivo e esclarecedor sobre uma das fases mais negras e aterradoras da nossa história Contemporânea - o Holocausto promovido pela Alemanha Nazi que ceifou as vidas de milhares de Judeus, deixando em cada sobrevivente uma memória bem presente dos horrores vividos, dos limites que a crueldade humana consegue ultrapassar, mas também, e em especial nesta obra, da extrema capacidade de resiliência e de adaptação às novas realidades que os seres humanos conseguem demonstram perante situações extremas de violência, carências diversas e discriminação religiosa e cultural.

O narrador desta história real é também o seu protagonista. Leon era uma criança Judia igual a tantas outras, nasceu numa pequena aldeia rural no Nordeste da Polónia - Narewka - sendo o mais jovem de cinco irmãos ( Hershel, o mais velho, um rapaz forte e rebelde; Tsalig, dócil e sensível, visto por Leon como um herói a imitar; Pesza, humilde e responsável e a única rapariga entre a prole; David, pouco mais velho do que Leon e o seu habitual companheiro de aventuras e traquinices). Viveu um início de infância despreocupado, inserido numa sociedade  de cariz patriarcal, os pais casaram jovens ( a mãe - Chanah - com 16 anos e o pai - Moshe - com 18) e ao pai cabia o papel social de sustentar a família, ao passo que a mãe tinha por papel social cuidar do marido e dos filhos, dedicando a sua vida à família. A aldeia apenas recebeu energia eléctrica em 1935, e não estava dotada de estruturas hoje tão básicas para a sobrevivência como água canalizada e saneamento individualizado por cada casa, mas a existência era serena, havia um forte espírito de entre-ajuda e a comunidade judaica local, constituída por cerca de 1000 pessoas investia na sua formação religiosa e cultural, os jovens frequentavam o ensino público e também o heder (escola judaica), e os mais velhos eram muito respeitados e até mesmo venerados.

Moshe, o pai de Leon, era funcionário de uma fábrica de vidro e foi convidado pelo patrão a trabalhar em Cracóvia, o que foi considerado uma honra na aldeia. Durante uns anos visitava a família de seis em seis meses, e a sua vinda era um acontecimento que deixava toda a família muito animada. O filho rebelde, Hershel, acabou por acompanhar o pai  estabeleceu-se em Cracóvia, e logo que as poupanças permitiram, todo o agregado vai viver para Cracóvia, deixando para traz a aldeia natal.

O fantasma da Guerra começa a pairar, mas é com alguma nostalgia que Leon recorda a sua entrada em Cracóvia (em 1938), uma bela cidade histórica, que era também um importante centro cultural.  Já na cidade começa a sentir a discriminação durante a sua frequência da escola primária, em simultâneo, Hitler começa a por em prática o seu horrendo plano de perseguição aos Judeus, marginalizando-os e diabolizando este povo. Em 1939 a guerra é já inevitável e a cidade começa a preparar-se para este conflito, e a 1 de Setembro desse mesmo ano tem início a ocupação Alemã da Polónia. A partir daqui, o mundo conforme Leon sempre conhecera começa a ficar irreconhecível, há espancamentos de Judeus por soldados Alemães na Rua, e em breve é criado o Gueto de Cracóvia, para onde são deslocadas as famílias judias às quais, ainda assim, é reconhecida uma fraca e instável legitimidade para permanecer na Cidade, mas dentro dos muros do Gueto, como que num mundo à parte, onde começam a notar-se toda uma série de privações e de ataques à dignidade de qualquer ser humano: habitações sobrelotadas, carência de bens alimentares e de aquecimento, o que rapidamente leva à doença nos mais frágeis, mas que, em simultâneo, activa um sistema colectivo de solidariedade e entre-ajuda, pois os Judeus do Gueto contribuem para ajudar quem precisa com os recursos que cada um tem, nem que sejam os conhecimentos das respectivas profissões, e surgem mesmo escolas secretas, numa clara reacção silenciosa à opressão Nazi.

Entretanto, o pai de Leon conhece Óskar Schindler, um empresário Nazi que ficará célebre por salvar a vida de muitos judeus que, através das suas empresas, conseguiu manter sobre a sua protecção, e será este homem a ter mais adiante um papel de relevo na sobrevivência de Leon e de muitos membros da sua família.

As deportações dos Judeus considerados menos úteis são um prenúncio de que algo vai piorar ainda mais, e após o fim do Gueto de Cracóvia Leon e a família seguem para o Campo de Plaszów, esta mudança de cenário simboliza o que de mais cruel e desumano ainda espera muitos Judeus, e este perigo foi percepcionado pelo então jovem Leon que se refere assim à entrada em Plaszów: " (...) transpor aqueles portões era como chegar ao mais profundo círculo do Inferno." p. 93

Sujeito a trabalhos forçados, a violência gratuita a castigos sem sentido, muitas vezes o desespero extremo e o sentido de união familiar levaram Leon a arriscar a sua própria vida apenas para garantir que se mantinha próximo dos pais e dos irmãos, o que bem demonstra o sentido de união e de sociedade patriarcal na qual foi educado desde tenra idade. 

Tem tanto de assustador como de admirável o relato que Leon nos faz de tudo o que viveu no Campo de Trabalho de Plaszów, e fica evidenciada a extrema inteligência e a coragem de um homem como Óskar Schindler, que com a sua astúcia, conseguiu manter muitas vidas judias sendo um empresário Nazi que se movimentava bem dentro do sistema instalado pelo domínio político, militar e ideológico sob os comandos de Adolfo Hitler, um líder político para quem a loucura não conhecia limites.

Foi a mão protectora de Schindler sobre os seus empregados e as suas famílias que marcou a diferença entre a vida e a morte para Leon e alguns dos seus familiares, e ao usar um caixote de madeira para conseguir trabalhar numa máquina na fábrica de Schindler o jovem Leon chamou a atenção do empresário, que evidenciou admiração perante a astúcia da criança: " (...) eu tinha de me empoleirar num caixote de madeira para poder alcançar os controlos da máquina que estava encarregado de operar." Este simples facto que dá o título ao livro faz-nos também pensar na extraordinária capacidade de adaptação dos seres humanos ao sofrimento e à força que, muitas vezes, encontramos vinda nem se sabe bem de onde, mas que nos permite ir em frente e querer sobreviver a todo o custo, mesmo quando as probabilidades de sobrevivência são cada vez mais reduzidas.

Sobre a atitude dos Nazis, Leon reflecte sobre a mesma referindo: " Que a nossa miséria, o nosso confinamento e a nossa dor fossem irrelevantes para as suas vidas era simplesmente incompreensível." 

Estamos perante um livro dirigido ao público jovem, é uma leitura que recomendamos e que sugerimos até possa ser debatida em família. É um livro duro, muitas vezes chocante, e tantas outras enternecedor pela empatia que o corajoso Leon nos suscita sem esforço. Este livro abala-nos por dentro, faz-nos chorar, ter raiva, respirar de alívio, e pensar muito seriamente acerca de até onde podem ir os limites da maldade humana em nome de uma ideologia política, de uma fantasia desvairada e homicida de um psicopata que conseguiu arrastar multidões de seguidores, e faz soar campainhas de alerta num mundo cada vez mais desumanizado e carente de valores, e onde muitos líderes, em nome da religião, da mentalidade ou mesmo da ideologia podem estar, neste exacto momento, a arrastar a humanidade para algo que pode fazer repetir partes da história universal num dos seus piores e mais aterradores momentos.

É uma leitura incontornável, e que com toda a justeza faz parte do actual Plano Nacional de Leitura, estando recomendada para todos os alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico.

Ficha Técnica.


Autores: Leon Leyson, Marilyn J. Harran, Elisabeth B. Leyson


1ª Edição: Janeiro de 2014 | Livro na 6ª Edição

Nº de Páginas: 188

Género: Biografia

Classificação Atribuída: 5/5 Estrelas




ACTUALIDADE | Sessão solene assinalou o 13º aniversário da elevação do Samouco à Categoria de Vila | Samouco

Pedro Ferreira - Presidente da Junta de Freguesia do Samouco

Texto: Isabel de Almeida | Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Fotos: Junta de Freguesia do Samouco | Direitos Reservados


No passado dia 9 de Dezembro o Samouco, Freguesia do Concelho de Alcochete, celebrou o 13º ano da elevação à categoria de Vila, tendo as respectivas celebrações decorrido em sessão solene no Salão Nobre da Junta de Freguesia no Domingo, dia 10 de Dezembro.

No âmbito das celebrações do 13º aniversário da elevação do Samouco à categoria de Vila, foi prestada homenagem ao trabalho desenvolvido pelos Bombeiros Voluntários de Alcochete em prol do bem estar das populações. No uso da Palavra, Pedro Ferreira - Presidente da Junta de Freguesia do Samouco e Fernando Pinto - Presidente da Câmara Municipal de Alcochete evidenciaram a importância da data celebrada, bem como o trabalho desenvolvido para haver sido alcançada tal elevação de categoria desta Freguesia do Concelho de Alcochete.


Fernando Pinto - Presidente da  Câmara Municipal de Alcochete
Usou ainda da palavra o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, que, tendo agradecido a homenagem, frisou que os Bombeiros servem e pertencem, efectivamente, a todas as Freguesias do Concelho de Alcochete, designadamente, o Samouco.

Houve ainda lugar a uma homenagem bastante emotiva que mereceu o aplauso de pé de todos os presentes, tendo sido recordado pelo Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcochete o trabalho meritório de João Catita - Bombeiro Samouqueiro já falecido e pessoa bem conhecida no Samouco e em Alcochete que honrou e serviu esta corporação de Bombeiros durante trinta e três anos.

A cerimónia contou também com o habitual bolo de aniversário e com apontamento musical a cargo de Martim Vicente - finalista do Programa "Idolos" na edição de 2010.


CULTURA | Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro assinala 163º aniversário com concerto | MONTIJO

Os Jovens Solistas agradecem a ovação do Público Presente

Texto: Isabel de Almeida | Colaboradora Nova Gazeta | Jornalista Diário do Distrito

Fotos e Video: Lina Amorim


O Concerto que assinalou o 163º aniversário da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro, no Montijo, decorreu no passado dia 8 de Dezembro, no Salão Nobre da centenária colectividade, brindando o público ali presente com diversas peças dos mais variados géneros musicais, levando o público numa prometida viagem musical.

No decurso do concerto houve lugar à actuação de jovens músicos solistas, cabendo a direcção musical ao Maestro Rui Fonseca e Costa. A magia da música aconteceu no Salão Nobre da 1º de Dezembro nesta tarde de Sexta-Feira, Feriado Nacional. 


Mais um momento do Concerto de aniversário da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro
O alinhamento do Concerto percorreu as obras de Compositores consagrados como:Duarte Pestana, Astor Piazzolla ou Georges Bizet.


A Nova Gazeta agradece a Lina Amorim a cedência de fotos do Concerto e de vídeo que passamos a divulgar através do nosso Canal no Youtube, trata-se do solo do jovem solista Simão Amorim, que acompanhado pela Banda da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro, executou a peça para Clarinete - Concerto para Clarinete, mi bemol, op 36, por si adaptada para a Banda, sob a batuta do Maestro Rui Fonseca e Costa.

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sábado, 9 de dezembro de 2017

OPINIÃO | Não se ama alguém que não ouve a mesma canção | ANA KANDSMAR

Já lá vão quase 14! Quase 14 longos anos de uma vida a solo, a bem dizer a trio, que os dois miúdos contam para a equação, e uma verdadeira tentativa para o trio passar a quarteto. Não deu. Correu mal.

Rui Veloso diz que não se ama alguém que não ouve a mesma canção e embora a coisa não deva ser levada à letra tem o seu Q de verdade. Na tal verdadeira tentativa a que me refiro, a canção que ouvíamos até era a mesma, partilhávamos de uma paixão já velhinha pelos Supertramp, entre outras, mas as cantigas em que entrávamos nos “desacordes” eram bem mais importantes que uma Logical Song ou um Breakfast in América. Paralelamente, nunca seria a música a dividir-nos, que eu não sou “gaija” para desamar alguém que ouve com prazer todas as músicas do Tony Carreira (até porque afinal não são do Tony Carreira), e porque acredito que quando amamos profundamente alguém, podemos até ouvir um tema ou outro da Ana Malhoa sem vomitar, se isso fizer o ser amado feliz. Mas o amor tem que coincidir nos fundamentais, e adivinha-se, esse foi um euromilhões que nunca me calhou, (nem com o pai dos miúdos, que foi “coisa” para estar nos antípodas de tudo o que me corre nas veias). Consigo, obviamente, amar alguém que não saiba reconhecer a genialidade de um Tom Jobim ou de um Chico Buarque, mas não suporto que acima deles se coloque uma Fafá de Belém ou que no seu top de preferências para uma saída à noite esteja um bailarico onde se dança Kizomba. Em suma, ouvir a mesma canção, sim é importante, tanto mais quando a canção não é sempre o mesmo fado da “queca, adeus e um queijo, ou melhor, dois, que um pode estar estragado”.

Não consigo amar alguém que não esteja disposto a conhecer-me para além do que tenho por baixo da roupa interior, e por “não consigo amar”, entenda-se: não consigo relacionar-me de todo. Não consigo amar quem não se aventura no meu labirinto interno, quem se está nas tintas para me dissecar, que é como quem diz: tentar conhecer-me nos mínimos detalhes, (sem consegui-lo verdadeiramente, claro, que não há nada melhor para matar uma relação que a ausência de uma pitada de mistério) e isso, acreditem, vai muito além de saberem de cor onde é que tenho o “botão” que liga ao meu ponto G, seja lá o que isso for.

Também nunca amaria quem não goste de ler, sobretudo livros, que isso de ler a Bola e o Record não conta. Quem nunca tenha lido Pessoa, Teixeira de Pascoaes ou Lobo Antunes, anda longe de marcar pontos. Quem não é capaz de perceber o humor dos Monty Python, de um Ricardo Araújo Pereira, um Raminhos ou um Herman José, sobretudo no tempo em que o Herman provocava processos disciplinares na RTP e o cancelamento abrupto dos seus programas, não tem aquela dose de loucura saudável que faz milagres com a líbido de uma mulher apreciadora do humor inteligente. Não ter um tracinho de causticidade, um nadinha de sarcasmo corrosivo é um crime de lesa-amor. Na verdade, homens como o House (sem a parte do coxo incluído) fascinam-me. Talvez até fosse capaz de amar quem não lê MEC, mas seguramente que nunca amaria quem o lê se mesmo assim não for capaz de rever-se em pelo menos meia dúzia das suas crónicas. Não tenho, (nunca tive), para mim, o modelo do que deve ser o homem ideal, mas sei que ele me encontra num caminho mais directo ao coração se tiver uns salpicos de particularidades minhas. Particularidades que não têm que passar necessariamente pelo meu fascínio pelo Game Of Thrones, ou o The Man in the High Castle (embora que, se passar, dá sempre bom tema de conversa). Mas não é obrigatório gostar das mesmas séries e filmes.

Perdoa-se que não goste de Outlander - afinal, uma série de gajas para gajas, mas aceita-se que veja Desperate Housewifes (isso ainda dá), como quem pudesse estar a ver outra coisa qualquer, olha calhou ficar ali nas quarentonas boazonas, podia ter sido no Apanha Se Puderes. Se gostar de policiais eu aceito, desde que, de quando em vez, se aninhe comigo no sofá a ver comédias românticas. Não importa: interessa é que, por uma hora ou duas, não haja guerras de zapping. Nenhum amor sobrevive a frequentes zappings-kamikaze.

Também adoro o Harry Potter: os livros, a trama, os filmes, a iconografia, no entanto, gajo que decora os nomes dos professores de Hogwarts parece-me um bocado nerd. E não se ama um totó, suportamo-lo com carinho. Por exemplo, pode gostar da música dos anos oitenta, mas não deve saber cantar de cor o Wake Me Up Before You Go-Go e muito menos dançá-la como o George Michael no videoclip. Deve reconhecer que os AC/DC são uma grande malha, e não hesitar quando se fala de U2 ou The Police, Queen ou Pink Floyd. E ai da criatura que me quiser afastar a roupa do pêlo se não souber apreciar um Jazz! Jazz puro ou Dixie, Blues, ou Soul… Ai da criatura! E a Clássica…como se ama alguém que não ama Bach?

Homem que se queira meter à deliciosa aventura de me conquistar está absolutamente proibido de apreciar pimbalhadas ou de as trautear distraidamente. Há outras coisas interditas para além dos pimbas. Não amo alguém que ame futebol. Mas tem de atentar minimamente em europeus e mundiais onde entre Portugal, para não parecer um alienado - e, pior do que isso, um não patriota. Por isso, mesmo não percebendo nada de futebol, deve fazer como eu, que também não percebo, mas pulo e bato palmas sempre que a Seleção faz brilharete num relvado qualquer. Nessas alturas, (e nas tardes de verão à beira-mar), abrem-se excepções para minis e tremoços.

Devo dizer que o nunca ter lido Tolkien nos seus anos de formação é de certo modo um revés, mas mesmo assim permite que se prossiga com o amor - e nada de insistir que o faça agora, porque tudo tem o seu tempo e aos quarentas não temos que levar a sério as fornalhas de Mordor, embora não esteja excluída a parte do anel.

Também não se ama alguém que não goste de comer, embora se possa amar quem goste de comidas diferentes. É, aliás especialmente bom quando os gostos neste domínio não coincidem na totalidade, mas se completam: no franguinho, convém que um goste da coxa e o outro do peito e no bacalhau, que um prefira a posta alta e o outro a baixinha. É perfeito. Ainda no domínio da culinária, não poderei gostar de um homem que não saiba fazer um grelhado com método, paciência e concentração, sem esturricar (especialmente porque eu não sei). Um robalo escalado no ponto certo é uma enorme prova de amor. Também não se ama quem percebe muito de muitas coisas: pode não matar o amor, mas irrita-o. Pior ainda quando não se percebe, mas se faz de entendido. Muito pior que quando não se percebe nada de nada, acreditem. Temos que saber coisas que o outro não sabe para sentir que também o surpreendemos. Senão, o amor mirra, envergonhado.


Não menos importante é dizer que desprezo aqueles homens que acham que os carros são prolongamentos das suas pilinhas. Suspeito sempre desses putativos e respetivas pilinhas pequeninas e ressabiadas que se convencem que andar de BMW é só por si um valor acrescentado. E, a propósito: não se ama um homem de pilinha pequena, pequenininha, minúscula, pois não nos traz qualquer utilidade. Sei que não importa o tamanho e continuará útil para o seu portador, mas para nós não. É, portanto, um cliché que não nos serve, esse do tamanho que não conta. Conta, conta! E por fim, podemos até amar, mas devemos desconfiar dos homens que dizem desabridamente: "a Juliana Paes não faz o meu género". Se mentem em relação a isto, nunca saberemos até onde estarão dispostos a mentir. O outro, o da verdadeira tentativa, não mentiu. Resultado: apaixonei-me a valer.












Ana Kandsmar

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

ANIMAIS | HOTEL PARA CÃES EM PLENO PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA (AZEITÃO)


 

Serviços para animais de estimação
Férias Caninas
Dog Walking
Pet Sitting

FÉRIAS CANINAS

A nossa hospedagem para cães oferece um serviço especial para o seu animal de estimação, em ambiente familiar e com todo o conforto que ele merece.

ALOJAMENTO

A Pelos & Animais situa-se em pleno Parque Natural da Arrábida (Azeitão), onde a natureza convida a explorar todos os sentidos ao longo de mais de um hectare de terreno.
Aqui promovemos a libertação de energia através de actividades como apanhar bolas, discos, e muitas brincadeiras enquanto sociabilizam.
No nosso espaço, o seu cão pode entrar em casa e conviver com a família, tudo para que a sua estadia seja feita no ambiente mais natural possível!
Recebemos até um máximo de 10 cães, não porque falte espaço, mas porque queremos oferecer-lhe toda a atenção que ele merece!

Preços: 10€/noite por cão/cadela esterilizados
              15€/noite cães machos não esterilizados

A estadia incluí ração Happy Dog exceto se precisar de uma ração específica de tratamento

Requisitos obrigatórios: microchip, boletim de vacinas em dia, incluíndo vacina para a tosse do canil (KC ou Pneumodog), desparasitação interna e externa. Só aceitamos cadelas que estejam esterilizadas.

Horários: 9:00 - 19:00

Para mais informações contacte-nos: pelosanimais@gmail.com / 936304386

Também vamos a casa - Pet Sitting
Se não pretende deixar o seu animal de estinação num hotel, e prefere que ele fique em casa no seu ambiente, não se preocupe - Nós vamos a casa tratar dele.
Contacte-nos:
Email: pelosanimais@gmail.com
Telefones: 93 630 43 86 / 93 563 82 42