domingo, 25 de junho de 2017

CINEMA | All Eyez On Me

FILME SOBRE A VIDA DO MÍTICO RAPPER TUPAC SHAKU

ANTESTREIA DE ALL EYEZ ON ME REUNE CARTAZ DE LUXO NOS CINEMAS NOS COLOMBO

"Os Cinemas NOS Colombo contaram, na passada terça feira, com uma concentração de músicos, que celebraram o lançamento do filme sobre a vida de Tupac.

Movidos pela curiosidade e rendendo uma espécie de homenagem ao génio, vários dos principais nomes do rap e do hip hop nacionais fizeram questão de ver, em primeira mão, o filme ALL EYEZ ON ME, uma obra que aborda a vida artística e pessoal do músico-ativista Tupac Shakur.

De Sensi a NBC, de Tekilla, a Sir Scratch, ou Loreta, passando por Karlon, DJ Ride, Stereossauro, Holly, Razat, Prizko, NastyFactor, Slow J, DJ Big e ainda Rui Unas, que se associou à estreia e que também esteve ontem na sessão especial, foram muitos os nomes que integraram este cartaz original."


   Rui Unas                                                                
 

Alex D'Alva Teixeira
  
                                                     
                                                                                







Allen Halloween
                                          
                                      

                                             
                                               
Carlos Alvarenga    


                            


                   


      Janeth Tavares  (Hip Hop Sou Eu)    

                                                                                            
      





                                                                                                                                                                                                                                           
  SensiSir Scratch 


   Smile Stereossauros

      Tekilla  Tekilla e Loreta  


       Uncle C                      Unas e Slow J              
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Vergilio Varela, Melo e Uncle C

Fotos e Texto: NOS Lusomundo Audiovisuais


























                                      













sábado, 24 de junho de 2017

LITERATURA | Miguel Judas | SAÍDA DE EMERGÊNCIA




OPINIÃO | O Azar de Pedrogão | ANA KANDSMAR

Azar? Talvez. Incúria? De certeza!

Ninguém que eu conheço está disposto a pagar salários a um funcionário/colaborador/ trabalhador, caso este não desempenhe as suas funções com rigor e competência. Todavia, no que toca a governantes pagos por todos nós, desfazemo-nos em cortesias, salamaleques, vénias práqui e prácoli, façam eles a merda que fizerem. Desde presidentes de juntas, de câmaras, da república, ministros e deputados, tudo gentinha paga do nosso bolso, gentinha que ocupa cargos para nos servirem, servem-se descaradamente das posições que lhes confiamos, e a nossa voz em uníssono, "Sim, Sr. Doutor, sim Sr. Presidente, sim Sr. Ministro."

Respeitinho! Estudaram, são importantes, usam fatinho e gravata, falam bem, sorriem, distribuem beijinhos e abraços, arvoram-se de cultos e sapientes, a última bolachinha do pacote e o povo elege-os. Mas elege para quê? Para salvarem bancos enquanto a saúde, a educação e os meios operacionais de socorro sofrem cortes? Os bombeiros que vão de comboio, os bombeiros que arrisquem a vida com mangueirinhas, os bombeiros que se lixem?

Onde está a planificação florestal? Não sabemos já os malefícios de tanto pinheiro e eucalipto?

Onde está a mão pesada sobre os infractores, os incendiários, os proprietários (incluindo o próprio Estado) que não limpam as matas? Onde está a inclusão da Força Aérea no combate aos incêndios? 

Todos os anos falamos disto. Todos os anos se repete isto. E todos os anos é mais do mesmo. Os doutores que nós elegemos, os doutores que se tornam presidentes de freguesias, de municípios, de países, os que ministram, os que legislam, não são mais importantes que nós. São pagos por nós! 

Somos nós que lhes pagamos as gravatas com que se pavoneiam nas ruas, os almoços, as jantaradas, as viagens e os pópós. É do nosso bolso que sai o charuto do Sr. Costa e as peúgas que ele calça. Não me lixem! Neste preciso momento há 64 mortos confirmados em Pedrógão Grande! 64! E os números ainda podem subir porque dos 200 feridos vários estão em estado crítico! O momento é de dor mas também de pedir responsabilidades! Pedir, não! Exigir! Não ganhou a Seleção Nacional, não ganhámos a Eurovisão, mas perdemos a nossa gente! E perder, principalmente quando são vidas que perdemos, é um motivo ainda maior para sair à rua do que quando se ganha qualquer coisa.

Sem cortesias, sem vénias, sem salamaleques! Não há governante que mereça o nosso respeito quando pela sua mão morrem filhos de Portugal!











Autora
Ana Kandsmar

sexta-feira, 23 de junho de 2017

LITERATURA | Bela Gil | CASA DAS LETRAS


Nas Livrarias a 27 de Junho


Através de Bela Cozinha, a autora brasileira Bela Gil, filha do cantor Gilberto Gil, dá a conhecer uma visão mais ampla da alimentação saudável e mostra às pessoas que a escolha da nossa comida tem impacto no mundo de diversas maneiras. Bela Gil considera que a comida e o acto de cozinhar são ferramentas políticas, económicas, sociais e ambientais de saúde. Por isso, defende que devemos escolher bem o que comemos e oferecemos à nossa família.

Um livro onde são apresentados pratos muito saborosos e confeccionados com ingredientes saudáveis que irão beneficiar a nossa saúde e o planeta. 

Na sua maioria, as receitas deste livro são baseadas em frutos, legumes e verduras, sempre frescos, naturais e livres de pesticidas. São pratos versáteis e práticos, para serem servidos tanto no dia a dia como em ocasiões especiais.

Bela Gil estará em Lisboa, em finais de Junho, para promover este seu livro que, só no Brasil, vendeu mais de 100 mil exemplares.

OPINIÃO | PO.RO.S | MARGARIDA VERÍSSIMO

A animação da conversa abafava os sons do frenesim da cidade naquele fim de tarde de junho.

A frescura do jardim interior, com os lagos ajardinados e repuxos, amenizava o calor sufocante que ainda se fazia sentir apesar de se aproximar a hora da ceia. As cortinas vermelhas abertas, permitindo que aquela divisão se enchesse dos aromas do início de verão e da frescura do jardim interior, permaneciam imóveis tal a total ausência de brisa. No escritório os homens discutiam assuntos relacionados com as suas propriedades rurais e, enquanto esperavam que os servos servissem a ceia, saboreavam o tão afamado vinho do senhor da casa. Um néctar digno dos deuses, de facto. O pão embebido em azeite aromatizado com ervas apaziguava os estômagos lânguidos.

Lá fora, no peristilo, as crianças brincavam com as suas pedrinhas coloridas e iniciavam-se em jogos de estratégia, observadas pelas orgulhosas mães, que alternavam elogios às suas crias com comentários dissimulados de cobiça relativamente às joias que tão orgulhosamente exibia a matrona recém-chegada à cidade…

Esta poderia ter sido uma qualquer cena da vida quotidiana de Conímbriga no ano 77.d.c, mas é apenas uma das cenas que recriei na minha imaginação quando, este domingo, visitei com os meus filhos o museu PO.RO.S.

A missão de nos reportar para estes espaços, para estas vivências, para este tempo, está agora mais eficaz com a abertura do novo museu em Condeixa-a-Nova, o PO.RO.S – Portugal Romano em Sicó. Este espaço museológico funciona em articulação com as ruínas e o museu de Conímbriga, um dos maiores sítios arqueológicos do país, em Condeixa-a-Velha.

O museu PO.RO.S ocupa a antiga casa da Quinta de S. Tomé em Condeixa-a-Nova e, para além do espaço museológico, contempla ainda uma sala para exposições temporárias, um auditório, uma sala de oficinas criativas, uma cafetaria com a agradável vista para o parque verde e ribeira de Bruscos e ainda um amplo pátio que permite eventos e espetáculos ao ar livre.

O museu é interativo, é dinâmico, é moderno e ajuda-nos a apreender tudo o que na escola aprendemos sobre a civilização romana e a romanização. A viagem à época dos romanos começa no túnel do tempo em que, através de acontecimentos e sons, vamos regredindo nos séculos. Depois temos filmes, maquetas, vídeos interativos, objetos, réplicas que nos permitem sentir as texturas das suas esculturas, dos mosaicos, da escrita na pedra….do peso das armas. Recordamos a arte, a cultura, o engenho e a construção das cidades, a política e a religião, a agricultura e o comércio, as legiões e a astúcia militar. Somos confrontados com a grandiosidade do império, com a sua influência na região e passamos ao pormenor de espreitar (literalmente) a sua vida privada.

A visita ao museu é enriquecida com a visita aos vários sítios arqueológicos da região. Como sugestão, uma passagem pela cafetaria do museu para experimentar a iguaria caraterística de Condeixa – a escarpiada – um bolo feito à base de massa de pão, açúcar amarelo com canela e azeite, deixa-nos com água na boca e vontade de degustar outras especialidades gastronómicas…








Autora
Margarida Veríssimo