sexta-feira, 16 de outubro de 2026

AUTORES INTERNACIONAIS | SUSAN ABERNETHY


A paixão de Susan Abernethy por História começou há cinquenta anos e levou-a a frequentar uma licenciatura em História na University of North Carolina, em Charlotte. Atualmente, é membro da Rocky Mountain Medieval and Renaissance Association, da Society for Renaissance Studies e da Historical Association.

O seu trabalho foi publicado em vários websites e revistas de temática histórica, incluindo participações especiais em podcasts dedicados à História. O seu blogue, The Freelance History Writer, publica de forma contínua mais de quinhentos artigos históricos desde 2012, com especial foco na história europeia, Tudor, medieval, renascentista, da Idade Moderna e na história das mulheres. Atualmente, encontra-se a trabalhar no seu próximo livro de não-ficção.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

CATARINA DE BRAGANÇA, de SUSAN ABERNETHY | PLANETA

Educada na corte portuguesa num ambiente profundamente religioso e recatado, a infanta Catarina de Bragança tornou-se, aos 23 anos, rainha de Inglaterra, num casamento tão grandioso quanto conturbado, marcado pelas infidelidades do marido Carlos II, por ser incapaz de gerar o tão desejado herdeiro e pela luta constante para se afirmar numa corte hostil.

Apelidada como a rainha esquecida, Catarina de Bragança foi muito mais do que apenas a mulher de Carlos II, muito mais do que a rainha que introduziu o chá, a geleia e o uso dos talheres na corte inglesa.

Este livro revela uma Catarina de Bragança mais complexa, determinada e influente do que a História muitas vezes reconheceu e retratou. Entre Portugal e Inglaterra, entre a devoção e a diplomacia, Catarina soube defender os interesses da sua pátria, promover a cultura barroca católica e conquistar um lugar singular no coração da Europa do século XVII.

Mais do que a história da rainha portuguesa de Inglaterra, esta é a história de uma mulher forte e determinada que transformou o seu destino num legado duradouro.
 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

PORTUGAL E OS EUA, de LEONÍDIO PAULO FERREIRA | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS


 

No Atlântico, a unir Portugal aos Estados Unidos da América, estão os Açores, não só pelo valor geopolítico da Base das Lajes, mas também como local de origem da maioria dos luso-americanos. Existem muitos outros pontos de contacto entre as duas nações, e é deles que este livro dá conta. Este ensaio contextualiza historicamente esta relação transatlântica e reflete sobre a atualidade desafiante para os dois aliados.

Sabia que? Um vinho português foi usado para o brinde da Declaração de Independência dos Estados Unidos, a 4 de julho de 1776.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

AUTORES NACIONAIS | LÍDIA JORGE

Lídia Jorge estreou-se com a publicação de O Dia dos Prodígios (1980), um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução.
Desde então tem publicado obras nas áreas do romance, conto, ensaio, teatro, crónica e poesia.
Os seus textos têm sido adaptados para teatro, televisão e cinema e têm sido distinguidos com os principais prémios literários nacionais.
De entre os seus livros destacam-se A Costa dos Murmúrios, O Vale da Paixão, O Vento Assobiando nas Gruas, Os Memoráveis, Estuário e Misericórdia, romance multipremiado que foi distinguido com o Prémio Médicis Estrangeiro, atribuído pela primeira vez a um autor de língua portuguesa.
Amplamente traduzida e publicada no estrangeiro, entre os prémios internacionais que recebeu contam-se o Prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass, o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara e, mais recentemente, o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia.
Em 2025, recebeu o Prémio Pessoa, sendo a primeira escritora a ser distinguida com este galardão, e, em 2026, o Prémio Camões.
 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O DOENTE INVISÍVEL, de JOÃO PEDROSO DE LIMA | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS


 

Imagine ficar esquecido, durante horas, numa maca de um serviço de urgência. Esta é a realidade de muitos portugueses que se sentem, literalmente, invisíveis nos hospitais. A medicina moderna vive um paradoxo: nunca foi tão capaz de diagnosticar e tratar doenças, mas nunca esteve tão distante do sofrimento humano. Este livro narra histórias vividas e ouvidas e propõe uma reflexão partilhada sobre a importância da humanização dos cuidados de saúde.

Sabia que? Este não é apenas um livro sobre medicina: é também um alerta sobre a dignidade humana e um guia prático para exigir e promover melhores cuidados de saúde em Portugal.

domingo, 11 de outubro de 2026

AUTORES NACIONAIS | PAULO MORREIRAS

Paulo Moreiras nasceu em Agosto de 1969, na cidade de Lourenço Marques, Moçambique.
Em Outubro de 1974 veio para Portugal.
Quis ser desenhador, cientista, inventor, marinheiro, antropólogo.
Não foi nada disso.
Perdeu-se muitas vezes e achou-se outras tantas.
Erra mais do que acerta, mas não deixa de ser feliz por isso.
Estreou-se no romance com A Demanda de D. Fuas Bragatela (2002), seguindo-se Os Dias de Saturno (2009), O Ouro dos Corcundas (2011) e A Vida Airada de Dom Perdigote (2023), vencedor do Prémio PEN Narrativa 2025.
Em 2021, reuniu os seus melhores contos em O Caminho do Burro.
Também escreve sobre gastronomia e culinária, com destaque para Elogio da Ginja (2006), Pão & Vinho – Mil e Uma Histórias de Comer e Beber (2014) e Do Palito à Perdiz – sobre a mesa muito se diz (2026).
 

sábado, 10 de outubro de 2026

ESCREVER À MÃO, de ALEXANDRE CASTRO CALDAS | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS

O ato de escrever à mão surgiu em épocas e civilizações distintas, como resultado do desenvolvimento cognitivo humano. Hoje, esta competência está à beira de extinguir-se — ou de se tornar uma excentricidade ou objeto de museu. Este ensaio fixa a memória da escrita manual, valorizando a caligrafia como registo identitário, capaz de transmitir emoções, e procura compreender, com recurso às ciências da cognição, por que motivo escrever à mão continua a ser um símbolo da humanidade.

Sabia que? A escrita surgiu em diferentes regiões do mundo, sem que haja notícia de circulação de populações entre esses territórios. O seu aparecimento parece resultar do desenvolvimento cognitivo humano e da capacidade de usar instrumentos para deixar marcas e comunicar.