quinta-feira, 15 de outubro de 2026
CATARINA DE BRAGANÇA, de SUSAN ABERNETHY | PLANETA
Apelidada como a rainha esquecida, Catarina de Bragança foi muito mais do que apenas a mulher de Carlos II, muito mais do que a rainha que introduziu o chá, a geleia e o uso dos talheres na corte inglesa.
Este livro revela uma Catarina de Bragança mais complexa, determinada e influente do que a História muitas vezes reconheceu e retratou. Entre Portugal e Inglaterra, entre a devoção e a diplomacia, Catarina soube defender os interesses da sua pátria, promover a cultura barroca católica e conquistar um lugar singular no coração da Europa do século XVII.
Mais do que a história da rainha portuguesa de Inglaterra, esta é a história de uma mulher forte e determinada que transformou o seu destino num legado duradouro.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
PORTUGAL E OS EUA, de LEONÍDIO PAULO FERREIRA | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS
No Atlântico, a unir Portugal aos Estados Unidos da América, estão os Açores, não só pelo valor geopolítico da Base das Lajes, mas também como local de origem da maioria dos luso-americanos. Existem muitos outros pontos de contacto entre as duas nações, e é deles que este livro dá conta. Este ensaio contextualiza historicamente esta relação transatlântica e reflete sobre a atualidade desafiante para os dois aliados. |
Sabia que? Um vinho português foi usado para o brinde da Declaração de Independência dos Estados Unidos, a 4 de julho de 1776. |
terça-feira, 13 de outubro de 2026
AUTORES NACIONAIS | LÍDIA JORGE
Desde então tem publicado obras nas áreas do romance, conto, ensaio, teatro, crónica e poesia.
Os seus textos têm sido adaptados para teatro, televisão e cinema e têm sido distinguidos com os principais prémios literários nacionais.
De entre os seus livros destacam-se A Costa dos Murmúrios, O Vale da Paixão, O Vento Assobiando nas Gruas, Os Memoráveis, Estuário e Misericórdia, romance multipremiado que foi distinguido com o Prémio Médicis Estrangeiro, atribuído pela primeira vez a um autor de língua portuguesa.
Amplamente traduzida e publicada no estrangeiro, entre os prémios internacionais que recebeu contam-se o Prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass, o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara e, mais recentemente, o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia.
Em 2025, recebeu o Prémio Pessoa, sendo a primeira escritora a ser distinguida com este galardão, e, em 2026, o Prémio Camões.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
O DOENTE INVISÍVEL, de JOÃO PEDROSO DE LIMA | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS
Imagine ficar esquecido, durante horas, numa maca de um serviço de urgência. Esta é a realidade de muitos portugueses que se sentem, literalmente, invisíveis nos hospitais. A medicina moderna vive um paradoxo: nunca foi tão capaz de diagnosticar e tratar doenças, mas nunca esteve tão distante do sofrimento humano. Este livro narra histórias vividas e ouvidas e propõe uma reflexão partilhada sobre a importância da humanização dos cuidados de saúde. |
Sabia que? Este não é apenas um livro sobre medicina: é também um alerta sobre a dignidade humana e um guia prático para exigir e promover melhores cuidados de saúde em Portugal. |
domingo, 11 de outubro de 2026
AUTORES NACIONAIS | PAULO MORREIRAS
Em Outubro de 1974 veio para Portugal.
Quis ser desenhador, cientista, inventor, marinheiro, antropólogo.
Não foi nada disso.
Perdeu-se muitas vezes e achou-se outras tantas.
Erra mais do que acerta, mas não deixa de ser feliz por isso.
Estreou-se no romance com A Demanda de D. Fuas Bragatela (2002), seguindo-se Os Dias de Saturno (2009), O Ouro dos Corcundas (2011) e A Vida Airada de Dom Perdigote (2023), vencedor do Prémio PEN Narrativa 2025.
Em 2021, reuniu os seus melhores contos em O Caminho do Burro.
Também escreve sobre gastronomia e culinária, com destaque para Elogio da Ginja (2006), Pão & Vinho – Mil e Uma Histórias de Comer e Beber (2014) e Do Palito à Perdiz – sobre a mesa muito se diz (2026).
sábado, 10 de outubro de 2026
ESCREVER À MÃO, de ALEXANDRE CASTRO CALDAS | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS
O ato de escrever à mão surgiu em épocas e civilizações distintas, como resultado do desenvolvimento cognitivo humano. Hoje, esta competência está à beira de extinguir-se — ou de se tornar uma excentricidade ou objeto de museu. Este ensaio fixa a memória da escrita manual, valorizando a caligrafia como registo identitário, capaz de transmitir emoções, e procura compreender, com recurso às ciências da cognição, por que motivo escrever à mão continua a ser um símbolo da humanidade. |
Sabia que? A escrita surgiu em diferentes regiões do mundo, sem que haja notícia de circulação de populações entre esses territórios. O seu aparecimento parece resultar do desenvolvimento cognitivo humano e da capacidade de usar instrumentos para deixar marcas e comunicar. |
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
AUTORES INTERNACIONAIS | MATHIAS ENARD
É professor de árabe na Universidade de Barcelona, cidade onde vive.
É autor dos romances La Perfection du tir (2003; Prémio dos Cinco Continentes da Francofonia 2004), Remonter l’Orénoque (2005), Zona (2008; prémios Décembre 2008 e Livre Inter 2009, entre outros), Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes (2010; Prémio Goncourt des Lycéens 2010 e Prémio do Livro em Poitou-Charentes 2011), Rue des voleurs (2012; finalista do Prémio Goncourt e vencedor do Prémio Lista Goncourt / A Escolha do Oriente 2012, entre outros), Bússola (2015; Prémio Goncourt 2015 e Prémio Lista Goncourt / A Escolha da Suíça 2015), Le Banquet annuel de la confrérie des fossoyeurs (2020), Desertar (2023) e Melancolia dos Confins - Norte (2024). Publicou também os livros de ensaio Bréviaire des artificiers (2007) e L’Alcool et la nostalgie (2011).

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