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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

BOM DIA CAMARADAS, de ONDJAKI | CAMINHO


Numa edição especial de comemoração de 25 anos desde a sua publicação em Angola, revisitamos este romance, acompanhado por dois posfácios: do próprio autor e da professora e investigadora Rita Chaves.

Um dos romances mais emblemáticos de Ondjaki, onde o olhar da infância revela, com humor e ternura, a vida quotidiana na Angola pós-independência.

domingo, 8 de fevereiro de 2026


 Primeira edição na Caminho l Nas livrarias a 3 fevereiro

Nesta edição de «Versos Quase Matemáticos uns menos e outros mais», que a Caminho agora publica, o texto poético de João Pedro Mésseder, com a originalidade e a criatividade que o caracterizam, alia-se às ilustrações de Ricardo Abreu dando nova vida a este livro em que as palavras e os algarismos, os números e as contas andam de mãos dadas.


Sobre o livro:


– Há candeeiros de iluminação pública no jardim da Matemática?


– Sim, mas quase só se acendem de dia e nem todos os que passam estão atentos a essa luz e usufruem dela. Sem palavras é difícil viver. Sem algarismos e números também é. As tabuadas, por exemplo, não se assemelham a versos escritos para cantar?


Sobre os autores:


João Pedro Mésseder (Porto, 1957) é autor de numerosos livros para crianças e também poeta. Foi distinguido por diversas vezes: Nomeação para a Lista de Honra do IBBY em 2000, 2006 e 2025; Menção do Júri do Prémio Compostela para álbuns infantis em 2010; Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2014; Prémio Autores da SPA para o melhor livro de literatura para a infância de 2016. Publicou o livro Porto, Maneira de Olhar – crónicas e memórias, tendo sido distinguido com uma Medalha de Mérito da Cidade do Porto em 2023. Tem livros traduzidos para Castelhano, Galego e outros idiomas. Versos Quase Matemáticos, uns menos e outros mais foi selecionado para as listas do Plano Nacional de Leitura, tal como outros livros do autor.


Ricardo Abreu (Porto, 1979) é ilustrador e tem trabalhado, sobretudo em parceria com diversos autores, em cartazes, produtos, livros, edições independentes, mostras e exposições. Com as ilustrações para Versos quase Matemáticos, uns menos e outros mais, foi um dos artistas selecionados para o Prémio Nacional BIG, da 4.ª Bienal de Ilustração de Guimarães (2023).


Ficha do Livro:


Título: Versos quase Matemáticos, uns menos e outros mais l ISBN: 9789722133876 l PVP C/ IVA: 14,90 €

sexta-feira, 5 de julho de 2024

CENAS PORTUGUESAS, de ANTÓNIO CARLOS CORTEZ | CAMINHO


 Cenas Portuguesas é, como o título indica, um conjunto de cenas, isto é, de contos que são cenas vivas, pitorescas, satíricas e outras talvez melancólicas sobre uma certa forma de ser português.


Dez contos onde se passeiam figuras dum país à esquina do planeta: uma Dona Preciosa, emblema duma rua de Lisboa; um tal Sr. Rato, ex-agente da PIDE e taxista nos anos 80; Uma Linda de Guadalupe, moça que nos anos 60 veio cantar para Lisboa e aí se perde; um certo grupo de adolescentes que se descobre vivendo o jogo da vida numa partida de futebol... Cenas Portuguesas, como quem diz, cenas de Lisboa, ou de Braga, de alguém recordando a Calçada do Tojal, rua do mundo, espelho humano. Um escritor que redige um livro para sobreviver a um casamento-naufrágio, ou, noutro conto, um Portugal em 2050 mergulhado numa ditadura, sendo um sapateiro o último detentor de uma biblioteca nesse futuro distópico.

António Carlos Cortez oferece-nos nestes dez contos, numa prosa fluida e viva, ora sarcástica, ora nostálgica, um livro com personagens que todos nós um dia conhecemos. É um Portugal de ontem que é de hoje, com seus provérbios e absurdos, o país político e das almas censuradas por essa vírgula maníaca, a de Alexandre O’Neill, ou um livro que, na melhor herança de Sena e de Cardoso Pires, ou percorrendo o brutalismo dum Ruben Fonseca, revela António Carlos Cortez como um dos prosadores onde a língua portuguesa (poeticamente) volta a falar connosco.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

CENAS PORTUGUESAS, de ANTÓNIO CARLOS CORTEZ | CAMINHO

Cenas Portuguesas é, como o título indica, um conjunto de cenas, isto é, de contos que são cenas vivas, pitorescas, satíricas e outras talvez melancólicas sobre uma certa forma de ser português.
Dez contos onde se passeiam figuras dum país à esquina do planeta: uma Dona Preciosa, emblema duma rua de Lisboa; um tal Sr. Rato, ex-agente da PIDE e taxista nos anos 80; Uma Linda de Guadalupe, moça que nos anos 60 veio cantar para Lisboa e aí se perde; um certo grupo de adolescentes que se descobre vivendo o jogo da vida numa partida de futebol...
Cenas Portuguesas, como quem diz, cenas de Lisboa, ou de Braga, de alguém recordando a Calçada do Tojal, rua do mundo, espelho humano. Um escritor que redige um livro para sobreviver a um casamento-naufrágio, ou, noutro conto, um Portugal em 2050 mergulhado numa ditadura, sendo um sapateiro o último detentor de uma biblioteca nesse futuro distópico.
 

sábado, 7 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | UM DIA LUSÍADA, de ANTÓNIO CARLOS CORTEZ | CAMINHO

 

Um Dia Lusíada é a estreia no romance de António Carlos Cortez. Jogo de espelhos, com flashbacks e avanços, interrupções para ironizar sobre o próprio livro que se escreve, esta narrativa é uma “alimária dos pântanos”, um animal antigo, com peles várias: cartas, páginas de um diário de aulas, memórias descritivas de lugares infectos; páginas onde há ensaio, explicações para o livro que lemos.

Do português das ruas ao português que lembra Mendes Pinto, do mais oral e popular, ao erudito, este romance é feito de provocações, porque se escreve como quem dispara.

O regresso de Elias depois da operação Nó Górdio e a sua forma de falar, de ver o mundo. Erotismo, alucinações, a banalidade dos liceus, a memória dos combates, a radiografia do país, ou dos vários países que Portugal tem dentro de si, ou que cada um traz consigo.

Um Dia Lusíada é homenagem à própria literatura, mas sem a mitificar.

Uma estreia no romance que o autor de Diamante e de Jaguar executa através de uma linguagem ímpar e num estilo com vários estilos dentro.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

HISTÓRIA | Autobiografia de Joshua Ruah chega esta semana às livrarias | Caminho - Grupo LeYa

 




 Um Judeu de Lisboa é  a autobiografia de Joshua Ruah que consiste numa viagem às memórias judaicas de uma Lisboa em evolução.

Nesta autobiografia, Um Judeu de Lisboa, o conhecido médico Joshua Ruah decide tornar públicas as suas memórias judaicas de uma vivência em Lisboa, que atravessa várias gerações e que inclui lembranças inapagáveis da sua infância e juventude, do seu percurso como médico e como presidente da Comunidade Israelita de Lisboa durante 23 anos, que lhe proporcionou encontros memoráveis com figuras históricas como Mário Soares, o Papa João Paulo II ou Yasser Arafat, o mítico dirigente da OLP.

«Por exemplo, eu provavelmente sou berbere. Não se tem a certeza porque o meu apelido em hebraico pode ler-se de duas maneiras diferentes, ou aquela que eu uso, e que quer dizer «espírito ao vento», ou um nome que existia no Médio Oriente, que se escreve com as mesmas letras e se pronuncia «Revah». Sempre que lá vou dizem que sou berbere, porque na opinião dos marroquinos não tenho cara nem de judeu nem de mouro. A mim tanto me faz, porque, na realidade, sou um judeu-português. Com a diáspora, os judeus adquiriram uma característica muito especial, que é a biculturalidade. Eu não sou um homem de práticas, mas se quiser posso seguir as tradições judaicas e ao mesmo tempo ser sócio do Benfica e gostar de sardinhas assadas.»


Joshua Ruah


«Um dos grandes méritos desta autobiografia, Joshua Ruah. Um Judeu de Lisboa, reside na ausência de literatura. É uma descida às raízes, sem quaisquer limitações convencionais, para nos transmitir o que se acumulara nos espaços invisíveis do universo mais íntimo. Faz um balanço à vida. Apresenta-nos a realidade quotidiana, nos seus múltiplos aspetos, através de uma comunicação frontal, numa linguagem direta, persuasiva e imediata com os leitores.»


António Valdemar, autor do prefácio.


Sobre o autor


Em 1940, no auge da Segunda Guerra Mundial nasceu Joshua Ruah, em Lisboa. Profundamente marcado pela sua vivência no coração da capital privou com numerosos intelectuais e políticos frequentadores dos lugares emblemáticos da cidade e que eram amigos da família.


Filho do médico Moisés Ruah, cirurgião de renome no domínio da Urologia e neto do famoso fotógrafo Joshua Benoliel, decidiu em 1959 entrar na Faculdade de Medicina e teve uma carreira de sucesso durante mais de cinquenta anos a exercer cirurgia e na direcção e chefia de serviços hospitalares.


Dedicou-se a instituições culturais e cívicas juntamente com uma absorvente actividade médica, cirúrgica e hospitalar e integrou a direcção da Comunidade Israelita de Lisboa.


Nessa qualidade, passou a ser ouvido e respeitado pelos órgãos de soberania, por três Chefes de Estado, por diversos governos e pelos grupos parlamentares da Assembleia da República ao pronunciar-se acerca de temas polémicos tais como a interrupção voluntária da gravidez, a eutanásia e os estudos preparatórios da lei da liberdade de culto religioso. Procedeu à recuperação da comunidade judaica de Belmonte, que se encontrava na clandestinidade há séculos, sendo historicamente reconhecida como a única da Península Ibérica e herdeira legítima dos judeus sefarditas. Presidiu à Comunidade Israelita de Lisboa durante 23 anos com vários memoráveis encontros entre os quais com o Papa João Paulo II e por duas vezes, com Yasser Arafat, o mítico dirigente da OLP.


Ficha do Livro


Título: Um Judeu de Lisboa

Nº págs: 248


PVP C/ IVA: 23,90€


Redacção com Grupo LeYa