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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

AUTORA INTERNACIONAL | Anne Applebaum, historiadora | Bertrand Editora

 



Texto: Redacção com Bertrand Editora

Foto: D.R. Créditos: Vailsymposium.org


Historiadora, Anne Applebaum é especializada na História do comunismo e da Europa pós-comunista. É professora na London School of Economics, onde coordena um projeto de investigação sobre a desinformação e a propaganda. Através do seu trabalho alertou para as tendências antidemocráticas na Europa. É autora de vários livros, como O Crepúsculo da Democracia, Red Famine e Iron Curtain. 

Foi colunista do Washington Post, editora da revista Spectator e correspondente em Varsóvia do The Economist. Desde 2020, integra a equipa de redação da revista Atlantic. Escreve regularmente para o New York Review of Books, a Foreign Affairs e muitas outras publicações. Foi distinguida com o Prémio Pulitzer de Não Ficção em 2004 por Gulag – Uma História, obra que chega agora às livrarias em Fevereiro com chancela da Bertrand Editora e que será do agrado de todos os adeptos de história contemporânea.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

HISTÓRIA | Gulag - Uma História, da Historiadora Anne Applebaum | Bertrand Editora


Aclamado como um dos mais importantes documentos sobre a realidade dos campos de concentração soviéticos, Gulag – Uma História, de Anne Applebaum, historiadora reconhecida, especializada na história do comunismo e da Europa pós-comunismo, foi distinguido com o Prémio Pulitzer 2004.


Escrito com simplicidade e contenção, este é um trabalho admirável e corajoso, com tradução de António Costa Santos, que a Bertrand faz chegar às livrarias a 3 de fevereiro.

«Este livro não foi escrito “para que nunca mais volte a acontecer”, como diz o cliché. Este livro foi escrito porque provavelmente vai voltar a acontecer. As filosofias totalitárias sempre exerceram, e continuam a exercer, uma profunda atração sobre muitos milhões de pessoas», escreve Anne Applebaum, em jeito de aviso. E acrescenta: «As pessoas não eram presas pelo que tinham feito, mas por serem quem eram.»

Estima-se que, até ao seu desmantelamento, terão passado cerca de dezoito milhões de pessoas por aquele que pode ser descrito como sistema de trabalho escravo soviético. Ao todo, foram contabilizados 476 complexos de campos, num total de milhares de campos individuais que, durante os anos 50, eram responsáveis por um terço de todo o ouro do país, a maioria do carvão e da madeira e uma boa parte de quase tudo o resto.


Sinopse:

Anne Applebaum faz uma reconstrução histórica da origem e evolução dos campos de concentração soviéticos, colocando esta terrível realidade no centro da História do século XX. Com detalhe e precisão, a partir de memórias de prisioneiros e documentação histórica, é-nos relatado o quotidiano nos campos: as automutilações para evitar o trabalho forçado, os casamentos entre prisioneiros, a vida de mulheres e crianças, rebeliões e tentativas de fuga.

Bem documentado e rigoroso, este trabalho demonstra que o Gulag nasceu não apenas da necessidade de isolar aqueles que o Partido Comunista considerava inimigos, mas também para obter uma vasta mão de obra escrava que trabalhava a troco de comida em projetos gigantescos como o do canal do mar Branco ou as minas de Kolyma.

Depois de descrever o horror organizado pelo regime soviético, Applebaum narra como Gorbachov, cuja família foi vítima desta política repressiva, pôs fim a este regime prisional, libertando os cidadãos de um dos sistemas mais perversos e cruéis que o mundo já conheceu.

Crítica internacional:

«Um livro importante e comovente. Uma história assustadoramente inesquecível.» Antony Beevor


Texto e Foto: redacção com Bertrand Editora