Partindo das paisagens rurais portuguesas da transição entre os séculos XIX e XX, descrevem-se neste ensaio as alterações ao longo do século XX, acompanhando a passagem das economias orgânicas fechadas para as economias abertas que caracterizam a agricultura comercial. Tendo como conceito central que em economias fechadas a alimentação não é uma escolha mas uma consequência do que é possível produzir, acompanham-se aqui as alterações da dieta e das produções como forças motrizes da evolução da paisagem. Avalia-se, em cada momento do livro, a gestão das restantes forças motrizes da construção de paisagens humanizadas - a água, a fertilidade e o trabalho. Complementarmente, refere-se a forma como as alterações de paisagem se pode refletir nas dinâmicas das populações selvagens, usando como exemplo a evolução da população de lobos.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2024
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