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terça-feira, 19 de julho de 2022

DIVULGAÇÃO | O CORAÇÃO DOS HOMENS, de HUGO GONÇALVES | PENGUIN RANDOM HOUSE

 

Esta é a história de um grupo de amigos que cresce numa Cidade-Estado exclusivamente masculina, no rescaldo de uma época em que foram expulsas todas as mulheres e apagada a memória da sua existência. No país d’O coração dos homens, o pugilismo foi elevado a desporto nacional, glorificando a força física e apontando o dedo às emoções, meros sinais de fraqueza de espírito.

Expurgados até do nome próprio, os protagonistas deste romance deixam o leitor à mercê do combate das palavras: Ele, Mau e Grande são homens à solta, lutadores impiedosos e temerários, ligados por esse fio tão mal compreendido que é a lealdade masculina. Passam os dias em busca do perigo, a testar limites, envolvidos em rixas de rua e lutas interiores.

Até que chega o dia em que têm de crescer, enfrentar a outra face do mundo — as mulheres —, e se confrontam com a brutalidade da sua própria natureza: estão subjugados pelos impulsos da carne, presos numa imensa solidão e no corpo como único instrumento de prazer. São vítimas e carrascos de um regime tirânico.

O coração dos homens é um livro descarnado e poderoso, que põe a nu os perigos do delírio ideológico e a vulnerabilidade da natureza humana.

segunda-feira, 18 de julho de 2022

AUTORES NACIONAIS | HUGO GONÇALVES

 













Foto: Manuel Manso


Hugo Gonçalves (1976) é autor de vários romances, entre eles Filho da Mãe,  finalista  dos  prémios  PEN  Clube  e  Fernando  Namora,  e Deus  Pátria  Família. Coautor  e  guionista  das  séries  televisivas País  Irmão e Até  que  a  vida  nos  separe,  foi correspondente de diversas publicações portuguesas em Nova Iorque, Madrid e Rio de Janeiro, cidade onde trabalhou como editor literário.

Jornalista  premiado,  colaborou  com: Expresso, Visão,  Jornal  de  Notícias, Diário  Económico, Sábado. No Diário de Notícias, assinou as crónicas Postais dos Trópicos e Máquina de escrever. É um dos criadores do podcast Sem barbas na língua.

 

quinta-feira, 16 de junho de 2022

DIVULGAÇÃO | NOME DE MÃE, de 10 ESCRITORES PORTUGUESES | PENGUIN RANDOM HOUSE

 

Nome de mãe reúne, num único volume, alguns dos escritores mais expressivos da ficção em língua portuguesa: um livro que acolhe e expande a multiplicidade de papéis que a figura materna desempenha desde sempre, seja no espaço público de quem a rodeia, seja na vida íntima e no imaginário dos seus filhos.

 

Aqui encontramos uma mãe que dá à luz entre estranhos e não reconhece o seu bebé; uma mãe apanhada nas malhas de um conflito armado; uma mãe abnegada que um dia se liberta sexualmente de forma inesperada; uma mãe que vive a doença com o filho à cabeceira; uma mãe a quem a demência destrava a língua e enevoa a memória; uma mãe moribunda que desencadeia uma reflexão retrospetiva acerca da vida; uma mãe-avó-Velha que, num ambiente onírico, tenta fazer sentido da existência; uma mãe que apenas é encontrada pelo filho depois de morta e que passa a acompanhá-lo como um fantasma; uma mama-san que educa as raparigas do seu bordel para o mundo lá fora; uma mãe que vive no pânico de que o seu filho morra, cumprindo, por isso, rituais asfixiantes.

 

Oscilando entre o comovente, o memorialístico, o filosófico e o humorístico, estes contos dão um nome diferente a cada uma das mães que retratam, e revelam assim a impressão digital dos seus autores. Uma antologia que é porta de entrada para universos distintos, onde a casa de partida é um lugar mental e afetivo reconhecido por todos os leitores.


Contos inéditos de Afonso Reis Cabral, Hugo Gonçalves, Jacinto Lucas Pires, João Tordo, Kalaf Epalanga, Mário de Carvalho, Miguel Araújo, Ondjaki, Ricardo Adolfo e Valério Romão.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

DIVULGAÇÃO | E se a nossa História tivesse sido outra? de Hugo Gonçalves - Deus, Pátria, Família | Companhia das Letras - Grupo Penguin Random House Portugal

 


Lisboa, 1940

Uma mulher é encontrada morta no santuário do Cabo Espichel, envolta num manto branco, com um rosário entre os dedos. Os peregrinos confundem-na com uma aparição de Nossa Senhora. Os detetives encarregados do caso não vão em delírios, mas também não imaginam que aquele é apenas o primeiro homicídio.

Vivem-se tempos estranhos: os tanques alemães avançam Europa fora e a bandeira nazi é içada na torre Eiffel. A Lisboa chegam milhares de estrangeiros e refugiados judeus, que escolhem a capital portuguesa como abrigo temporário ou porta de saída para uma vida sem medo.

As vítimas vão-se sucedendo: todos os meses, aparece mais uma mulher morta, numa sucessão de crimes de matizes religiosos. A Polícia de Investigação Criminal entrega o caso a Luís Paixão Leal, ex-pugilista de memória prodigiosa, com um olho de vidro e um passado misterioso em Nova Iorque. O detetive, que vê na justiça uma missão de vida, empenha-se em descobrir o culpado.

Até que, numa manhã de domingo, tudo muda: um golpe violento afasta Salazar do poder e sacode o xadrez político do país. Portugal abandona a neutralidade na guerra e alinha-se com as forças do Eixo. Nas ruas da capital, começa o cerco aos refugiados judeus e ecoam as tenebrosas memórias das perseguições da Inquisição.

Com a reviravolta política, Paixão Leal vê-se no centro de uma conspiração ao mais alto nível. O detetive, que vive com uma judia alemã e os seus dois filhos, sente a ameaça a bater-lhe à porta. Num mundo à beira do colapso, pagará um preço caso insista em desvendar a verdade.

Dos loucos anos 1920 nos Estados Unidos à convulsa década de 1940 em Portugal, chega-nos uma versão alternativa do nosso passado, com ecos no presente, porque basta uma única reviravolta para mudar o rumo de um país e assombrar milhares de vidas. Entrelaçando um mistério policial com uma saga familiar, Deus Pátria Família é um romance magnético do autor finalista dos Prémios PEN Clube e Fernando Namora.