quarta-feira, 23 de setembro de 2026
O DIA DOS PRODÍGIOS, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE
Sobre a sua forma, tão particular e inovadora, escreveu Pierre Léglise-Costa – «Lídia Jorge foi beber ao passado comum das mulheres mediterrânicas e desta extremidade do mundo ocidental que é a sua terra. Para traduzir os ritos, os gestos, os gritos e a ternura, ela encontrou o tom e as formas das litanias que, particularmente no Sul de Portugal, são a expressão, comum e muito antiga, tanto da vida como da esperança.»
Tão prodigioso quanto o seu título, O Dia dos Prodígios constitui um tesouro literário inestimável.
terça-feira, 5 de maio de 2026
O CÉU CAIRÁ SOBRE NÓS, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE
Um conjunto de crónicas que, pela sua importância e pertinência, não podiam deixar de ser lidas pelos leitores portugueses.
Em Janeiro de 2024, Lídia Jorge iniciou uma colaboração regular nas páginas de opinião do jornal El País, espaço que partilha com os escritores Juan Gabriel Vásquez, Irene Vallejo e Leonardo Padura. O presente volume é uma recolha de trinta dessas crónicas, incluindo cinco das várias que foram sendo publicadas irregularmente, no mesmo periódico, desde 2020, sendo uma das primeiras aquela que dá o título a este livro.
O Céu Cairá Sobre Nós corresponde ao primeiro verso de uma canção popular afegã, mas ao ser transposto para título de um livro de crónicas o seu sentido alarga-se e globaliza-se. Ele corresponde ao espírito de ameaça do nosso tempo, e simultaneamente à força da resistência que a lucidez da análise dos factos permite.
Lucidez e resistência, talvez sejam as duas palavras que emanam destas crónicas de carácter literário. E nada melhor o poderá confirmar do que o discurso proferido pela autora em Lagos, a 10 de Junho de 2025, aquando das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e que temos o gosto de incluir neste livro. Esse texto provocou uma polémica que de algum modo marca as contingências paradoxais do nosso tempo. Publicamo-lo para que não se esqueça.
Lídia Jorge
domingo, 19 de abril de 2026
AUTORES NACIONAIS | LÍDIA JORGE
Venceu o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020.
Venceu o Prémio Pessoa de 2025.
sábado, 18 de abril de 2026
O CÉU CAIRÁ SOBRE NÓS, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE
Em Janeiro de 2024, Lídia Jorge iniciou uma colaboração regular nas páginas de opinião do jornal El País, espaço que partilha com os escritores Juan Gabriel Vásquez, Irene Vallejo e Leonardo Padura. O presente volume é uma recolha de trinta dessas crónicas, incluindo cinco das várias que foram sendo publicadas irregularmente, no mesmo periódico, desde 2020, sendo uma das primeiras aquela que dá o título a este livro.
O Céu Cairá Sobre Nós corresponde ao primeiro verso de uma canção popular afegã, mas ao ser transposto para título de um livro de crónicas o seu sentido alarga-se e globaliza-se. Ele corresponde ao espírito de ameaça do nosso tempo, e simultaneamente à força da resistência que a lucidez da análise dos factos permite.
Lucidez e resistência, talvez sejam as duas palavras que emanam destas crónicas de carácter literário. E nada melhor o poderá confirmar do que o discurso proferido pela autora em Lagos, a 10 de Junho de 2025, aquando das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e que temos o gosto de incluir neste livro. Esse texto provocou uma polémica que de algum modo marca as contingências paradoxais do nosso tempo. Publicamo-lo para que não se esqueça.
Lídia Jorge
segunda-feira, 6 de maio de 2024
AUTORES NACIONAIS | LÍDIA JORGE
sábado, 27 de abril de 2024
AUTORES NACIONAIS | LÍDIA JORGE
Desde então tem publicado obras nas áreas do romance, conto, ensaio, teatro, crónica e poesia.
Os seus textos têm sido adaptados para teatro, televisão e cinema e têm sido distinguidos com os principais prémios literários nacionais, sendo o mais recente o Prémio Eduardo Lourenço (2023).
De entre os seus livros destacam-se A Costa dos Murmúrios, O Vale da Paixão, O Vento Assobiando nas Gruas, Os Memoráveis e Estuário.
Amplamente traduzida e publicada no estrangeiro, entre os prémios internacionais que recebeu contam-se o Prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara.
Misericórdia (2022), o seu mais recente romance, foi galardoado com o Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLAB, o Prémio PEN Clube Português de Narrativa, o Prémio Urbano Tavares Rodrigues, o Prémio Literário Fernando Namora/Estoril-Sol e o Prémio Médicis Estrangeiro, atribuído pela primeira vez a um autor de língua portuguesa.
segunda-feira, 22 de abril de 2024
DIVULGAÇÃO | OS MEMORÁVEIS, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE
segunda-feira, 26 de junho de 2023
DIVULGAÇÃO | O CAIS DAS MERENDAS, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE
Segundo romance de Lídia Jorge, publicado pela primeira vez em 1982, O Cais das Merendas, vencedor do Prémio Cidade de Lisboa, desenrola-se em torno do tema da identidade no Portugal logo após o 25 de Abril.
Sobre ele
escreveu o seguinte Eduardo Lourenço: “O Cais das Merendas não é apenas um dos mais originais
romances do pós-25 de Abril. É uma viagem única, uma autêntica radiografia de
um mundo – o nosso – colhido ao mesmo tempo na encarnação proliferante do nosso
imaginário como retrato da nova quotidianidade nacional e como tempo esperado de
todos os cais.”
segunda-feira, 14 de novembro de 2022
DIVULGAÇÃO | MISERICÓRDIA, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE
Misericórdia é um dos livros mais audaciosos da literatura portuguesa dos
últimos tempos. Como a autora consegue que ele seja ao mesmo tempo brutal e
esperançoso, irónico e amável, misto de choro e riso, é uma verdadeira proeza.
Não são necessárias muitas palavras
para apresentá-lo – o diário do último ano de vida de uma mulher incorpora no
seu relato o fulgor das existências cruzadas num ambiente concentracionário, e
transforma-se no testemunho admirável da condição humana.
Isso acontece porque o milagre da
literatura está presente.
Nos tempos que correm, depois do
enfrentamento global de provas tão decisivas para a Humanidade, esperávamos por
um livro assim. Lídia Jorge escreveu-o.
terça-feira, 17 de maio de 2022
DIVULGAÇÃO | O JARDIM SEM LIMITES, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE
Instalada
numa antiga hospedaria de Lisboa, uma romancista observa a vida dos restantes
moradores – jovens que vivem em bando, enredados nas malhas do desejo de
independência e sede de protagonismo, sendo a figura central Leonardo, o
homem-estátua que quer quebrar recordes de quietude, aquele a quem todos os
outros admiram e procuram seguir no seu exemplo de superação e resistência.
Romance
de matriz urbana, cuja acção decorre em espaços reconhecíveis de Lisboa, como a
zona da Baixa e alguns bairros centrais da capital, O Jardim sem Limites, publicado pela primeira vez em 1995, fala-nos
sobre jovens do nosso tempo, heróis sem pátria, filhos sem família, mártires
sem Deus.
Na
verdade, a Casa da Arara, essa espécie de antro de experimentação de viver que
o grupo habita, acabará por ser o palco onde a metáfora da dispersão acontece.
Mas
este livro não se limita a colocar em acção os caminhos do desencontro.
domingo, 18 de julho de 2021
DIVULGAÇÃO | MARIDO E OUTROS CONTOS, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE - GRUPO LEYA
Foi com Marido e Outros Contos, em 1997, que Lídia Jorge deu início à sequência dos quatro volumes de contos até agora publicados.
É nestas páginas que nos deparamos com alguns dos contos mais difundidos, traduzidos e adaptados da autora, entre eles, A Instrumentalina, A Prova dos Pássaros ou Testemunha. O mais significativo de todos, Marido, que integra várias antologias de contos contemporâneos, sendo um conto sobre a submissão, duro e cruel, é porventura o mais libertador de todos eles e o que melhor defende o dilema das mulheres ocidentais.
Ao lermos ou relermos os contos de Lídia Jorge presentes neste livro é como sentirmos que eles cumprem aquilo que se pede à Literatura – que se levantem do chão, pelo poder da palavra, os que estão destinados a não ser ninguém. Nesse sentido, como a própria autora tantas vez o tem dito, “toda a Arte é uma revolta contra a História”.
terça-feira, 6 de julho de 2021
DIVULGAÇÃO | UNIVERSIDADE DE GENEBRA ANUNCIA CÁTEDRA LÍDIA JORGE
A escritora Lídia Jorge, cuja obra é publicada pela Dom Quixote, acaba de ver o seu nome associado à criação de uma Cátedra na Universidade de Genebra, na Suíça, que, na sequência de uma parceria estabelecida com o Instituto Camões, presta assim homenagem a “uma das grandes personalidades da literatura contemporânea em língua portuguesa”.
Integrada na Faculdade de Letras da Universidade de Genebra, a Cátedra Lídia Jorge será oficialmente apresentada naquela Universidade com a realização de um colóquio, nos dias 15 e 16 de Setembro, subordinado ao tema “o poder da imagem na obra de Lídia Jorge”, colóquio esse que contará com a participação da autora de Os Memoráveis.
A Cátedra Lídia Jorge tem como objectivo estimular a promoção e divulgação da língua portuguesa e das culturas de expressão portuguesa que o Centre d’Études Lusophones, da Universidade de Genebra, tem vindo a efectuar desde 2008.
Este é mais um justo reconhecimento da importância da obra de Lídia Jorge, expressa em diferentes géneros literários, admirada e premiada internacionalmente, que a Dom Quixote muito se orgulha de publicar.
Acontece tudo isto numa altura, curiosamente, em que a Dom Quixote se prepara para apresentar a 6.ª Edição de Marido e Outros contos, publicado pela primeira vez em 1997, livro que deu início à sequência dos quatro volumes de contos que Lídia Jorge escreveu até ao momento. É nas páginas deste livro que nos deparamos com alguns dos contos mais difundidos, traduzidos e adaptados da autora, entre eles, A Instrumentalina, A Prova dos Pássaros ou Testemunha.
Ao lermos ou relermos os contos de Lídia Jorge é como sentirmos que eles cumprem aquilo que se pede à Literatura - que se levantem do chão, pelo poder da palavra, os que estão destinados a não ser ninguém. Nesse sentido, como a própria autora tantas vezes o tem dito, "toda a Arte é uma revolta contra a História".
Lídia Jorge estreou-se com a publicação de O Dias dos Prodígios, em 1980, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Aos seus livros têm sido atribuídos os principais prémios nacionais, alguns deles pelo conjunto da sua obra, como o Prémio da Latinidade, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores - Millennium BCP ou o Prémio Vergílio Ferreira. No estrangeiro, entre outros, venceu em 2006 a primeira edição do prestigiado prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e, em 2015, o Grande Prémio Luso-Espanhol de Cultura. O seu mais recente romance, Estuário (2018), recebeu o XXIV Grande Prémio de Literatura dst e foi finalista do Prémio Médicis 2019. Em Todos os Sentidos (2020) venceu o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE/Câmara Municipal de Loulé.
domingo, 14 de junho de 2020
DIVULGAÇÃO LITERÁRIA | EM TODOS OS SENTIDOS (CRÓNICAS), de Lídia Jorge - DOM QUIXOTE
Na introdução que abre este livro, Lídia Jorge define a crónica como uma homenagem ao deus que faz escorregar os grãos de areia, mirando-nos de soslaio. E acrescenta: «Como não podemos vencer o Tempo, escrevemos textos que o desafiam a que chamamos crónicas.»
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