quinta-feira, 9 de julho de 2026
AUTORES INTERNACIONAIS | PHILIP ROTH
Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jérsia, a 19 de março de 1933. Segundo filho de americanos de segunda geração, Beth e Herman Roth, Roth cresceu na comunidade predominantemente judia de Weequahic, bairro a que regressaria muitas vezes na sua escrita. Depois de concluir o ensino secundário na Weequahic High School em 1950, frequentou a Universidade Bucknell, na Pensilvânia, e a Universidade de Chicago, onde recebeu uma bolsa de estudos para concluir o seu mestrado em Literatura Inglesa.Em 1959, Roth publicou Goodbye, Columbus – coletânea que reúne uma novela e cinco contos – obra pela qual recebeu o National Book Award. Dez anos depois, o seu quarto romance, O Complexo de Portnoy, proporcionou a Roth o êxito crítico e comercial, consolidando firmemente a sua reputação como um dos melhores jovens escritores da América. Roth é autor de trinta e um livros, incluindo aqueles que acompanharam os destinos de Nathan Zuckerman e de um narrador imaginário chamado Philip Roth, através dos quais explorou, dando-lhes voz, as complexidades da experiência americana nos séculos XX e XXI.
O duradouro contributo de Roth para a literatura foi amplamente reconhecido ao longo da sua vida, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro. Entre outros galardões, recebeu o Prémio Pulitzer, o International Man Booker Prize, foi por duas vezes o vencedor do National Book Critics Circle Award e do National Book Award, e foi distinguido com a Medalha Nacional das Artes e com a Medalha Nacional de Humanidades pelos Presidentes Clinton e Obama, respetivamente.
Philip Roth morreu a 22 de maio de 2018, com oitenta e cinco anos, tendo cessado seis anos antes a sua carreira de escritor.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
O SEIO, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
O que se segue é uma exploração delirantemente divertida, mas também comovente, de todas as implicações da metamorfose de Kepesh. Ousada, herética - tão tetricamente hilariante quanto existencialmente desconcertante - ela recria o absurdo, a banalidade e a maravilhosa vacuidade da experiência humana vivida.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
O SEIO, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
O que se segue é uma exploração delirantemente divertida, mas também comovente, de todas as implicações da metamorfose de Kepesh.
Ousada, herética – tão tetricamente hilariante quanto existencialmente desconcertante – ela recria o absurdo, a banalidade e a maravilhosa vacuidade da experiência humana vivida.
sábado, 23 de novembro de 2024
A ORGIA DE PRAGA, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
O romance que encerra a «trilogia e epílogo» Zuckerman Acorrentado, quatro narrativas distintas sobre o escritor Nathan Zuckerman: O Escritor Fantasma, Zuckerman Libertado, A Lição de Anatomia e A Orgia de Praga.Em busca do manuscrito inédito de um escritor iídiche martirizado, o romancista americano Nathan Zuckerman viaja para a cidade de Praga, sob ocupação soviética, em meados da década de 1970. Aí, num país sufocado pelo totalitarismo soviético, descobre uma situação literária marcada por uma opressão institucionalizada que é francamente diferente da sua. Descobre também, entre os escritores subjugados com os quais depressa se vê envolvido numa série de aventuras bizarras e patéticas, um tipo de heroísmo fascinantemente perverso.
A Orgia de Praga, romance composto pelas entradas dos cadernos em que Zuckerman regista a sua estadia no meio destes artistas ostracizados, constitui um final surpreendente do magnum opus que Roth concebeu laboriosamente acerca das consequências imprevistas da arte.
sábado, 14 de setembro de 2024
AUTORES INTERNACIONAIS | PHILIP ROTH
Após ter concluído o ensino secundário, ingressou na Universidade de Rutgers mas, ao fim de um ano, transferiu-se para outra instituição, a Universidade de Bucknell. Interrompeu os seus estudos em 1955, ao alistar-se no exército mas, lesionando-se durante a recruta, acabou por ser desmobilizado. Decidiu pois retomar os seus estudos, trabalhando simultaneamente como professor para poder prover ao seu sustento, tendo-se licenciado em 1957, em Estudos Ingleses.
Inscreveu-se depois num seminário com o intuito de apresentar uma tese de doutoramento, e perdeu o entusiasmo, desistindo deste seu projecto em 1959. Preferindo dar início a um esforço literário, passou a colaborar com o periódico New Republic na qualidade de crítico de cinema, ao mesmo tempo que se debruçava na escrita do seu primeiro livro, que veio a ser publicado nesse mesmo ano, com o título Goodbye, Columbus (1959). A obra constituiu uma autêntica revelação, comprovada pela atribuição do prémio literário National Book Award. Mereceu também uma adaptação para o cinema pela mão do realizador Larry Peece.
Seguiram-se Letting Go (1962) e When She Was Good (1967), até que, em 1969, Philip Roth tornou a consolidar a sua posição como romancista através da publicação de Portnoy's Complaint (1969, O Complexo de Portnoy), obra que contava a história de um monomaníaco obcecado por sexo. O autor passou então a optar por fazer reaparecer muitas das suas personagens em diversas narrativas. Depois de The Breast (1972), romance que aludia à Metamorfose de Franz Kafka, David Kepesh, o protagonista que se via transformado num enorme seio, torna a figurar em The Professor Of Desire (1977) e em The Dying Animal (2001). Um outro exemplo de ressurgência é Nathan Zuckermann, presente em obras como My Life As A Man (1975), Zuckermann Unbound (1981), I Married A Communist (1998, Casei Com Um Comunista ) e The Human Stain (2000).
Tendo dado início a uma carreira docente em meados da década de 60, e que incluiu a sua passagem por instituições como as universidades de Princeton e Nova Iorque, Philip Roth encontrou muita da sua inspiração em incidentes e ambientes da vida académica.
Em 1991 publicou um volume dedicado à história da sua própria família, Patrimony , trabalho que foi galardoado com o National Critics Circle Award no ano seguinte, uma entre as muitas honrarias concedidas ao autor.
Em 1997, Philip Roth ganhou Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia de Artes e Letras, a medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Critics Award.
Em 2005, A Conspiração contra a América recebeu o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos pelo «excecional romance histórico sobre um tema americano, relativo a 2003-2004», e foi considerado Melhor Livro do Ano por inúmeras publicações, entre elas: New York Times Book Review, San Francisco Chronicle, Boston Globe, Chicago Sun-Times, Los Angeles Times Book Review, Washington Post Book World, Time e Newsweek. No Reino Unido, Recebeu ainda o W.H. Smith Award para Melhor Livro do Ano.
Em 2011 recebe o Man Booker International Prize, prémio que procura destacar a influência de um escritor no campo da literatura. Trata-se de um reconhecimento do trabalho pessoal, e não de uma obra sua em particular. No ano seguinte, recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias, a maior distinção de Espanha.
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
A ORGIA DE PRAGA, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
Em busca do manuscrito inédito de um escritor iídiche martirizado, o romancista americano Nathan Zuckerman viaja para a cidade de Praga, sob ocupação soviética, em meados da década de 1970. Aí, num país sufocado pelo totalitarismo soviético, descobre uma situação literária marcada por uma opressão institucionalizada que é francamente diferente da sua. Descobre também, entre os escritores subjugados com os quais depressa se vê envolvido numa série de aventuras bizarras e patéticas, um tipo de heroísmo fascinantemente perverso.
A Orgia de Praga, romance composto pelas entradas dos cadernos em que Zuckerman regista a sua estadia no meio destes artistas ostracizados, constitui um final surpreendente do magnum opus que Roth concebeu laboriosamente acerca das consequências imprevistas da arte.
terça-feira, 19 de setembro de 2023
DIVULGAÇÃO | ZUCKERMAN LIBERTADO, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
Com o sucesso estrondoso do seu romance Carnovsky, Nathan Zuckerman vê-se catapultado para a ribalta literária. Quando se aventura pelas ruas de Manhattan, vê-se cercado por todos os lados, alvo de admoestadores, conselheiros, aspirantes a críticos literários e – o pior de tudo – admiradores, que veem nele o sátiro ficcional de si próprio, Gilbert Carnovsky.
Celebridade
incompetente, pouco à vontade com a sua fama recente e sem saber bem como
poderá estar à altura da notoriedade da sua criação ficcional, Zuckerman
debate-se desajeitadamente com um caso de grande visibilidade pública, a
desintegração da sua vida familiar, e esquiva-se às atenções do mais
persistente dos seus admiradores, enquanto a turbulenta década de sessenta se
fecha gradualmente à sua volta. Em segundo plano da notoriedade embaraçosa
estão os assassínios recentes de Robert Kennedy e Martin Luther King, Jr., e o
intranquilo Zuckerman sente-se observado...
sexta-feira, 14 de abril de 2023
DIVULGAÇÃO | INDIGNAÇÃO, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
Tendo
como pano de fundo a Guerra da Coreia, Indignação conta a história da educação do
jovem Marcus Messner, um jovem que enfrenta as circunstâncias assustadoras e as
obstruções anómalas que a vida acarreta.
É uma
história de inexperiência, loucura, resistência intelectual, descoberta sexual,
coragem e erro contada com toda a energia criativa e todo o engenho de que
Philp Roth é possuidor. Simultaneamente, é um poderoso aditamento às
investigações levadas a cabo pelo autor sobre o impacto da História da América
na vida do indivíduo vulnerável.
Publicado
pela primeira vez em 2009, esta é uma nova edição, agora de capa mole, de um romance
entretanto adaptado ao cinema, em 2016, tal como aconteceu com outros livros do
autor.
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
DIVULGAÇÃO | PHILIP ROTH, A BIOGRAFIA, de BLAKE BAILEY | DOM QUIXOTE
Nas livrarias a 23 de Novembro
Durante dez anos, com garantias de independência e acesso total, Blake Bailey passou a pente fino o vasto arquivo pessoal de Philip Roth. Entrevistou amigos, amantes e colegas do escritor, e manteve com ele longas e exaustivas conversas de uma franqueza desconcertante. O resultado é um retrato inesquecível de um mestre americano e do panorama literário do pós-guerra.
Bailey revela-nos como Roth, nascido em Newark no seio de uma modesta família judaica, chegou ao topo da fama literária, como um catastrófico primeiro casamento quase lhe arruinou prematuramente a carreira e como se empenhou na divulgação das obras de escritores dissidentes dos países para lá da Cortina de Ferro. Ao mesmo tempo, mergulha nas amizades e rivalidades de Roth com Saul Bellow, John Updike e William Styron, entre outros, e revela as verdades da sua profusa vida amorosa, que culminou na relação de vinte e um anos com a atriz Claire Bloom.

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