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sábado, 8 de março de 2025

AUTORES INTERNACIONAIS | RODRIGO BLANCO CÁLDERON

Nasceu em Caracas, na Venezuela, em 1981.
Em 2007 fez parte do grupo Bogotá/39, que incluía os melhores escritores latino-americanos com menos de 39 anos.
Em 2013 foi escritor-convidado da Universidade de Iowa no programa de ficção internacional.
Recebeu vários prémios nacionais e internacionais pelos seus livros de contos e pelas suas histórias.
Com o seu primeiro romance, La Noche, venceu o Prémio Paris Rive Gauche, o Prémio da Crítica da Venezuela e o Prémio bienal Mario Vargas Llosa.
Vive atualmente em Málaga.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

SIMPATIA, de RODRIGO BLANCO CALDERÓN | DOM QUIXOTE

Uma das provas de que um país chegou ao cúmulo da miséria e do caos é a quantidade de cães que deambulam, famintos, pelas suas cidades, abandonados pelos que partiram antes de tudo bater no fundo.

Ulises mora em Caracas no apartamento da mulher e dá aulas num workshop de cinema, mas tem cada vez menos alunos. Paulina - que nunca quis filhos e tampouco lhe permitiu ter um cão - decidiu ir-se embora do país… e não o levar. Mas, quando tudo começava a desmoronar-se na vida de Ulises, Nadine, uma paixão antiga, regressa à Venezuela; e, por outro lado, o sogro - o General Martín Ayala, que em tempos foi próximo de Hugo Chávez - deixa-lhe em testamento o enorme casarão da família, sabendo que só Ulises será capaz de pôr de pé nesse edifício uma fundação que acolha, trate, alimente e, se necessário, dê até sepultura a todos os cães abandonados de Caracas. A Paulina e ao irmão gémeo, curiosamente, não deixa nada…

Entre as intrigas terríveis de Paulina e os lençóis da enigmática e volátil Nadine, Ulises será o cão vadio que recebe os restos da simpatia dos demais. Com um refinado sentido de humor e uma mestria narrativa difícil de encontrar, Rodrigo Blanco Calderón oferece-nos um romance magistral, tragicómico e grotesco sobre cães, amor, cinema, herança e identidade - e reflete de forma bastante irreverente sobre o chavismo e as míticas figuras do Libertador Simon Bolívar e… do seu cão.

Críticas de imprensa
«Blanco Calderón fala de “cães e homens”, da sua luta pela sobrevivência, do seu sofrimento… e da sua esperança.»
ABC Cultura