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sexta-feira, 1 de maio de 2026

DOUTOR FAUSTO, de THOMAS MANN DOM QUIXOTE

 

O último dos grandes romances de Thomas Mann, autor do muito celebrado A Montanha Mágica.

Releitura moderna da lenda de Fausto, este é o romance mais enigmático e genial de Thomas Mann: uma poderosa alegoria da ascensão do nazismo na Alemanha e uma meditação sobre a loucura, a ambição e as perigosas atracções do niilismo.

Doutor Fausto apresenta-nos a biografia fictícia de um compositor que, à semelhança de Nietzsche, desafiou a loucura para assumir todo o sofrimento de uma época, e em cuja trajectória se pressente o eco trágico do triunfo e do apocalipse da Alemanha hitleriana. Em troca de vinte e quatro anos de génio musical sem paralelo, o compositor Adrian Leverkühn entrega ao Diabo a sua alma e a capacidade de amar. Torna-se, então, o pináculo da cultura alemã, uma figura brilhante, isolada e ambiciosa, cuja música radicalmente nova abala as estruturas da cena artística da época.

Tendo como pano de fundo a ascensão do Terceiro Reich e a renúncia da Alemanha à sua própria humanidade, a história de Leverkühn é uma profunda reflexão sobre a identidade alemã - tanto nacional como individual - e as terríveis responsabilidades do artista verdadeiramente grandioso.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A MONTANHA MÁGICA, de THOMAS MANN | DOM QUIXOTE

História mágica ou filosófica, romance histórico ou de formação, narrativa sobre o tempo ou viagem interior de um jovem alemão honrado e ávido de experiências, este romance envolve e enreda o leitor em teias mágicas que não mais o libertarão, entre a sátira e a seriedade, o humor e a ironia, a luz e o niilismo, numa sinfonia contrapontística em que liberalismo e conservadorismo, decadência e sublimação, doença e saúde, espírito e natureza, morte e vida, honra e volúpia se sucedem num torvelinho que só a Primeira Guerra Mundial conseguirá dissipar.
Quando as fundações da Terra e da montanha mágica começam a tremer, quando o mundo hermético feito de tédio, torpor e exasperação começa a abalar, por ação do trovão e do enxofre, das baionetas e dos canhões, é que o arganaz adormecido esfrega os olhos e começa a endireitar-se, saindo da sua tenaz hibernação, expulso do seu reino e dos seus sonhos, salvo e liberto, depois de quebrado tão longo e mágico encanto.
 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

MÁRIO E O MÁGICO, de THOMAS MANN | DOM QUIXOTE

Um pai conta-nos o conturbado início de férias da sua família numa estância balnear italiana, em finais dos anos 1920. Desde que chegaram que repara serem tratados de forma desagradável devido à sua condição de estrangeiros, observando o ambiente oprimente e de crescente nacionalismo que os rodeia. Antes de terminarem a sua estada, um mágico chega à pequena localidade, anunciando o seu espetáculo. Este parece ser uma boa oportunidade de divertimento para as crianças, que se mostram entusiasmadas com a ideia. Mas o suposto entretenimento de leve não tem nada. Porém, este não é um mágico vulgar mas uma espécie de hipnotizador – ele tem a capacidade de manipular e humilhar as pessoas apenas com a força da sua vontade, sendo o poder e controlo que exerce sobre o seu pequeno público comparável ao dos ditadores sobre as massas.
 

domingo, 7 de novembro de 2021

DIVULGAÇÃO | JOSÉ E OS SEUS IRMÃOS, de THOMAS MANN | DOM QUIXOTE

 
















Thomas Mann considerou esta monumental narrativa da história bíblica de José a sua magnum opus. Concebeu-a em quatro partes – As Histórias de Jaacob, O Jovem José, José no Egito e José, o Provedor – como uma narrativa unificada, um «romance mitológico» da queda de José na escravidão e da sua ascensão a senhor do Egito. Baseado num profundo estudo da História, e utilizando detalhes pródigos e convincentes, Mann evoca o mundo mítico dos patriarcas e dos faraós, as antigas civilizações do Egito, da Mesopotâmia e da Palestina – com as suas divindades e rituais religiosos –, e a força universal do amor humano em toda a sua beleza, desespero, absurdo e dor. O resultado é uma brilhante amálgama de ironia, humor, emoção, perceção psicológica e grandeza épica.

Pela primeira vez traduzido diretamente do alemão, e respeitando as opções de Thomas Mann – como se pode constatar na grafia do nome Jaacob –, esta tradução notável da professora Gilda Lopes Encarnação revela a exuberante polifonia de antigas e modernas vozes do romance de Mann, uma música rica que é, ao mesmo tempo, elegante, rude e sublime.