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quinta-feira, 23 de julho de 2026

A BARATA GIGI NA RUA DO BENFORMOSO, de TIAGO SALAZAR & FÁTIMA MATEUS | OFICINA DO LIVRO

Um livro que diverte, ensina e, acima de tudo, aproxima, ao mostrar que a convivência com a diferença é não só possível, mas essencial para compreendermos melhor o mundo à nossa volta.

Na Rua do Benformoso há pessoas de todas as nacionalidades. Que o diga a Gigi, uma fala-barata que se mudou para lá há pouco tempo e que se farta de aprender coisas sobre o mundo todo.
 

quinta-feira, 10 de julho de 2025

AUTORES NACIONAIS | TIAGO SALAZAR

Tiago Salazar nasceu em Lisboa, em 1972. Formou-se em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres. É doutorando no Instituto de Geografia, com uma tese sobre A Volta ao Mundo, de Ferreira de Castro. Trabalha como jornalista desde 1991, atualmente como freelancer, tendo vencido o prémio Jovem Repórter do Centro Nacional de Cultura em 1995. É formador de Escrita e Literatura de Viagens. É guia turístico e desenvolve o projeto «Tours Around The Word». Assina a crónica «Cá Se Fazem», no jornal Página Um. Idealizou, escreveu e apresentou o programa Endereço Desconhecido, da RTP2. Foi Bolseiro da Fundação Luso-Americana na cidade de Washington, em 2010. Venceu o prémio Literatura na XVII Gala dos Prémios da revista Mais Alentejo, em 2018, com A Escada de Istambul. Venceu o prémio Manuel António Pina, nas edições de 2022 e 2023. É autor de: Viagens Sentimentais (2007), A Casa do Mundo (2008), As Rotas do Sonho (2010), Endereço Desconhecido (2011), Crónica da Selva (2014), Hei-de Amar-te Mais (2013), O Baú Contador de Histórias (2014), Quo Vadis, Salazar? Escritos do Exílio (2015), A Escada de Istambul (2016, que representou Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry), O Moturista Acidental (2017), A Orelha Negra (2019), A Fala-Barata (2020), Cartas do Confinamento (2020), O Magriço (2020) e O Pirata das Flores (2023). Está traduzido em Hebraico (A Escada de Istambul, Ed. Kinneret) e castelhano (O Moturista Acidental, Ed. Sabaria).
 

sábado, 5 de julho de 2025

O JUDEU DE SANTA ENGRÁCIA, de TIAGO SALAZAR | OFICINA DO LIVRO

 

Corre o ano da graça de 1630 - estando Portugal sob a dominação espanhola - quando é apresentada queixa da profanação nocturna da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, envolvendo, entre outras coisas, o escandaloso roubo de hóstias. Do alegado crime herético é imediatamente acusado, embora sem quaisquer provas, Simão Pires Sólis - um cristão-novo de trinta e cinco anos conhecido pelo seu êxito com as mulheres, visto a rondar o templo na noite anterior, montado num cavalo de patas entrapadas para evitar o ruído.

Condenado à morte na fogueira, Simão ter-se-á proclamado inocente de um roubo que, afinal, talvez nem tenha sido cometido; e, no instante da execução da sentença, lança uma maldição sobre a igreja inacabada, dizendo a sua inocência tão certa quanto as obras de Santa Engrácia nunca chegarem a conhecer o fim (praga que, como sabemos, teve um efeito deveras duradouro).

O homem de leis Antero Figueira, testemunha daquele martírio injusto, decide, logo após a execução, investigar por sua conta e risco os motivos obscuros das andanças do judeu a horas tardias e as razões que o levaram à condenação, expondo num relato escrito as contradições do caso e as consequentes impunidades da Justiça.

Da leitura deste caderno, escrito com linguagem da época por um autor sempre versátil como Tiago Salazar, muitas das surpresas prometem deixar-nos realmente boquiabertos.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

AUTORES NACIONAIS | TIAGO SALAZAR


Tiago Salazar nasceu em Lisboa, em 1972. Formou-se em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres. É doutorando no Instituto de Geografia, com uma tese sobre A Volta ao Mundo, de Ferreira de Castro. Trabalha como jornalista desde 1991, atualmente como freelancer, tendo vencido o prémio Jovem Repórter do Centro Nacional de Cultura em 1995. É formador de Escrita e Literatura de Viagens. É guia turístico e desenvolve o projeto «Tours Around The Word». Assina a crónica «Cá Se Fazem», no jornal Página Um. Idealizou, escreveu e apresentou o programa Endereço Desconhecido, da RTP2. Foi Bolseiro da Fundação Luso-Americana na cidade de Washington, em 2010. Venceu o prémio Literatura na XVII Gala dos Prémios da revista Mais Alentejo, em 2018, com A Escada de Istambul. Venceu o prémio Manuel António Pina, nas edições de 2022 e 2023. É autor de: Viagens Sentimentais (2007), A Casa do Mundo (2008), As Rotas do Sonho (2010), Endereço Desconhecido (2011), Crónica da Selva (2014), Hei-de Amar-te Mais (2013), O Baú Contador de Histórias (2014), Quo Vadis, Salazar? Escritos do Exílio (2015), A Escada de Istambul (2016, que representou Portugal no Festival do Primeiro Romance de Chambéry), O Moturista Acidental (2017), A Orelha Negra (2019), A Fala-Barata (2020), Cartas do Confinamento (2020), O Magriço (2020) e O Pirata das Flores (2023). Está traduzido em Hebraico (A Escada de Istambul, Ed. Kinneret) e castelhano (O Moturista Acidental, Ed. Sabaria).

segunda-feira, 9 de junho de 2025

O JUDEU DE SANTA ENGRÁCIA, de TIAGO SALAZAR | DOM QUIXOTE


Corre o ano da graça de 1630 - estando Portugal sob a dominação espanhola - quando é apresentada queixa da profanação nocturna da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, envolvendo, entre outras coisas, o escandaloso roubo de hóstias. Do alegado crime herético é imediatamente acusado, embora sem quaisquer provas, Simão Pires Sólis - um cristão-novo de trinta e cinco anos conhecido pelo seu êxito com as mulheres, visto a rondar o templo na noite anterior, montado num cavalo de patas entrapadas para evitar o ruído.

Condenado à morte na fogueira, Simão ter-se-á proclamado inocente de um roubo que, afinal, talvez nem tenha sido cometido; e, no instante da execução da sentença, lança uma maldição sobre a igreja inacabada, dizendo a sua inocência tão certa quanto as obras de Santa Engrácia nunca chegarem a conhecer o fim (praga que, como sabemos, teve um efeito deveras duradouro).

O homem de leis Antero Figueira, testemunha daquele martírio injusto, decide, logo após a execução, investigar por sua conta e risco os motivos obscuros das andanças do judeu a horas tardias e as razões que o levaram à condenação, expondo num relato escrito as contradições do caso e as consequentes impunidades da Justiça.

Da leitura deste caderno, escrito com linguagem da época por um autor sempre versátil como Tiago Salazar, muitas das surpresas prometem deixar-nos realmente boquiabertos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

DIVULGAÇÃO | O PIRATA DAS FLORES, de TIAGO SALAZAR | OFICINA DO LIVRO

 
















António de Freitas, um jovem aluno do seminário de Angra nascido na ilha das Flores poucos anos antes do dealbar do século xix, decide abdicar da vida monástica e embarcar, em 1810, numa viagem rumo aos longínquos mares da China, onde sonha fazer-se rico. Para companheiro de fortuna e infortúnios, desencaminha um rapaz que com ele estudara na Terceira, também sem vocação beata mas com apreço pela leitura e talento para a escrita, que é na verdade quem há-de contar a sua história.

Depois de inúmeras peripécias e confrontos, numa sucessão de episódios de autêntica pirataria nos vários navios em que são engajados, o par instala-se então em Macau, acabando António de Freitas por dedicar-se ao tráfico de ópio – na época, um negócio regularizado –, enquanto o seu amigo se entrega doidamente ao vício. Nas Flores, restará um dia um vistoso túmulo de tíbias cruzadas e caveira e um mosteiro cuja elevação está rodeada de mistério e que, volvidos quase duzentos anos, continua a marcar a paisagem da Fajãzinha. E no Oriente, rodeado de prazeres, o narrador destas aventuras vai-se deixando enlevar.