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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

BOAS FESTAS | Mensagem Urgente | Madalena Condado

Madalena Condado - Escritora, Colunista

 Caros leitores,

Temos atravessado os dois anos mais difíceis das nossas vidas e sem solução ainda à vista.

Os melhores votos de boas festas que vos posso transmitir é que façam uma lista de tudo o que de positivo gostam de fazer, e a seguir?... a seguir façam mesmo: liguem para aquele amigo para o qual não têm tido tempo, vejam aquela série que andam  a adiar há séculos, leiam aquele livro que compraram e tem estado à vossa espera na estante, bebam um copo de bom vinho (ou chá, chocolate quente ou café, uma bebida de conforto) e desfrutem de momentos vossos e especiais precisamente porque são vossos.



terça-feira, 21 de dezembro de 2021

BOAS FESTAS | A trovoada | Isabel de Almeida

Isabel de Almeida - Crítica Literária, Directora-Adjunta
Isabel de Almeida - Crítica Literária, Directora Adjunta, Jornalista


Caros Leitores,

No exacto momento em que dou início à escrita desta mensagem começou a trovejar pela madrugada.
A trovoada acaba por ser uma excelente metáfora para o que vos quero transmitir, em face do difícil momento que estamos a atravessar já pelo segundo ano consecutivo.

No ano passado, por opção editorial, e quiçá em negação, procurámos a todo o custo evitar alusões à pandemia , ao corona vírus e à COVID-19, hoje e neste exacto momento em que troveja lá fora, estou a quebrar o tabu, que não passava de um exercício de negação.

Quero com isto dizer, que temos de estar cientes da nossa pequenez no universo, pois que muito embora eu possa querer ignorar a trovoada, focar os meus ouvidos noutros sons, porque ela me causa medo, a verdade é que não a controlo, e ela vai até onde a sua força a levar.

O mesmo se dirá quanto à pandemia, eu posso querer negar o óbvio, posso querer fingir que ela não existe, mas de nada me adianta, ela está aí, está instalada já há dois anos, e eu nada posso fazer para evitar isso, tal como não controlo a trovoada, não tenho o poder de controlar a pandemia.

Somos seres pequenos e insignificantes no universo, e perante o cenario dantesco que presenciamos diariamente nada mais nos resta do que a tentativa melhor ou pior conseguida de nos adaptarmos a uma nova realidade, ainda que o medo, a ansiedade, a discórdia, a pressão social e política e a crescente falta de empatia e de respeito para com opinião diversa da nossa, temos de ser sábios e tentar encontrar o salutar equilíbrio na vivência do nosso quotidiano que tanto mudou e que é agora carregado de máscaras. Em boa verdade, as máscaras são o grande símbolo histórico e logo indicam que nada está bem e que não controlamos isto, de facto muito pouco nos podemos dar ao luxo de controlar,  tantas vezes não sabemos sequer controlar o que nos vai na alma!

É quase Natal, estamos quase a mudar de ano, tentamos viver iludidos, mas a realidade espreita e não é nada bonita, fomos arrastados para o meio da trovoada que cai sobre nós e nos tenta derrubar, de repente somos todos personagens numa imensa e cruel distopia à escala global, e só os mais fortes resistirão.

O meu voto para este Natal e para o ano que se avizinha é que não nos falte a resiliência, nem a possibilidade e a vontade de compreender, aceitar e ajudar o próximo, pois que só o que é positivo está nas nossas mãos e, logo, mais controlado.

Desejo a todos as melhores festividades possíveis, se viável junto dos que mais amam, mas com cautelas, mas desejo que não deixem de sentir, de criar, de querer, de realizar sonhos mesmo perante obstáculos que podem parecer intransponíveis. 

Bem hajam, desfutem, disponham e sigam o mote Carpe Diem!

 

terça-feira, 29 de junho de 2021

LAZER | CLUBE NAVAL DE SESIMBRA APOSTA NAS FÉRIAS DESPORTIVAS PARA OS MAIS JOVENS | CNS

 


Redacção com Clube Naval de Sesimbra 

Foto: Direitos Reservados

Entre os dias 28 de Junho e 30 de Julho o Clube Naval de Sesimbra preparou a habitual programação das Férias desportivas para os mais jovens, com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos.

Com inscrições limitadas, estão calendarizadas cinco semanas de desporto náutico com diversão e novas aprendizagens garantidas. As duas primeiras semanas (de 28 de Junho a 2 de Julho e de 5 a 9 de Julho) destinam-se aos jovens dos 12 aos 15 anos e as últimas três semanas ( de 12 a 16 de Julho, de 19 a 23 de Julho e de 26 a 30 de Julho) têm como público alvo os jovens entre os 8 e os 13 anos.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Novidades Literárias | " O que contamos ao Vento" de Laura Imai Messina | Suma de Letras


Dia próximo dia 12 de Janeiro chega às livrarias o primeiro livro  da Suma de letras deste ano, chamado O que contamos ao vento, de Laura Imai Messina. Baseado na existência real do Telefone do Vento, é o belíssimo romance de estreia da autora. 

«Conheci o Telefone do Vento em 2011, quando já levava muitos anos a morar no Japão. Fiquei impressionada com a magia de um lugar que existe realmente, onde as pessoas pegariam no telefone de uma cabine fora de funcionamento para falar com os seus mortos. Um canto do mundo onde ainda se contam coisas ao vento, para que elas cheguem ao que estão agora do outro lado. A perda afecta a todos os seres humanos. Mais tarde ou mais cedo, ficamos para trás. Quem já amou um dia encontra-se nessa posição. Ainda assim, a história continua. O Telefone do Vento é o lugar onde o pensamento se torna palavra, e a palavra pesa menos no coração do que no pensamento. Uma pessoa tem de pôr os sentimentos em ordem para falar com outra. O Telefone do Vento ajuda a dar esse salto.»

 

O que diz a crítica:

«Uma história sobre a obstinada sobrevivência da esperança quando tudo o resto está perdido. Messina mostra-nos que, mesmo ante uma terrível tragédia, como um terramoto ou a perda de um filho, as pequenas coisas - uma chávena de chá, uma mão estendida - podem oferecer um caminho a seguir. O seu minimalismo meditativo transforma-o num notável haiku do coração humano.» The Times

«Contada delicadamente e com muito cuidado, esta parece uma história particularmente ressonante para estes dias.» Stylist

«Com a sua linguagem poética, este belo livro é uma pequena e tranquila história de amor e uma vasta e expansiva meditação sobre o luto e a perda.» Heat

A obra encontra-se já em pré-venda, e em tempos de reflexão parece-nos uma excelente escolha para juntar à biblioteca neste início de ano.

Texto: Redacção com Suma de Letras

Foto da Capa: Suma de Letras D.R.