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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

CAMINHAR, de HENRY DAVID THOREAU | LUA DE PAPEL

Logo no primeiro parágrafo, Henry David Thoreau defende a sua tese: devemos “considerar o homem como um habitante ou uma parte integrante da Natureza, e não como um membro da sociedade”.
O ensaio foi publicado em 1862, pouco depois da morte do autor. Mas tinha raízes antigas, reflexões que o acompanhavam desde os vinte anos, quando (já então), nas entradas dos seus diários, questionava o modo de vida dos seus contemporâneos.
O novo homem que então se multiplicava no sufoco das cidades afastava-se da sua humanidade; porque a introspeção e o autoconhecimento não moravam no espartilho da urbe, só podiam ser procurados entre as árvores, os rios, os campos.

Caminhar é muito mais do que um texto seminal para os movimentos ecologistas. É sobretudo uma digressão filosófica do autor pelos temas que lhe são mais caros, aqui sintetizados em cenário bucólico, ao ritmo de um caminhante à procura de si mesmo.
 

terça-feira, 30 de setembro de 2025

AUTORES INTERNACIONAIS | HENRY DAVID THOREAU

Henry David Thoreau (1817-1862) é considerado um dos mais importantes escritores norte-americanos.
Ensaísta, poeta, naturalista, investigador, historiador, filósofo e transcendentalista, é autor de inúmeros ensaios, entre os quais Desobediência Civil. O seu pensamento inspirou grandes nomes que mudaram a sociedade, como Gandhi, Tolstói ou Martin Luther King, Jr., a quem devemos um mundo mais justo e mais livre do que aquele em que viveu o autor.
Considerado também um dos pioneiros do movimento ecologista, sempre defendeu o contacto com a Natureza, que advoga neste clássico intemporal A Arte de Andar a Pé.
 

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

DESOBEDIÊNCIA CIVIL, de HENRY DAVID THOREAU | LUA DE PAPEL

Confrontado por um cobrador do Estado, que o intimou a pagar seis anos de um imposto que considerava imerecido, Henry David Thoreau recusou-se a obedecer e passou a noite na cadeia. Saiu em liberdade no dia seguinte, furioso com uma tia que lhe terá pagado a multa. Para ele, era tão criminoso o Governo que impõe leis injustas, como o homem que se submete passivamente.

Quase dois anos depois, em 1948, o pensador norte-americano fez uma palestra onde referiu aquele episódio, mas também o direito e o dever à Desobediência Civil. O texto deu origem a este livro, uma obra breve, que teve um alcance e uma influência extraordinários e duradouros - sendo uma das principais referências de Martim Luther King ou Mahatma Ghandi.

Escrito numa altura em que os Estados Unidos viviam num regime esclavagista e em que - tal como hoje - ambicionavam a expansão territorial (com a invasão do México), o livro mantém-se amplamente atual: se o Estado, democrático ou não, extravasa as suas competências, e oprime os cidadãos em vez de os servir, não terão eles o dever de se revoltarem?

Em nova tradução, com um perfil do autor e notas de João Carlos Silva que enquadram a obra para os leitores contemporâneos, Desobediência Civil é um clássico absoluto que deve figurar nas estantes de todos.