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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

NÃO SEI NADA SOBRE O AMOR, de JÚLIA PINHEIRO | PLANETA

Maria da Glória não sonhava que aquele encontro secreto, junto ao ribeiro, com o rapaz mais apreciado da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anunciado e quem sabe até com casamento marcado. Saiu à pressa, com a roupa amachucada, as tripas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga. O seu destino e o das mulheres da sua família ficou, ali, traçado para todo o sempre.

Não Sei Nada Sobre o Amor traz-nos uma história apaixonante sobre quatro mulheres que nada sabem sobre o amor. Ao longo destas páginas não suspiramos com paixões arrebatadoras, não nos emocionamos com casamentos felizes nem com vidas perfeitas. Somos levados, através do olhar de Maria da Glória, a avó, Maria da Purificação, a filha divorciada, Ana Clara, a neta mãe solteira, e Benedita, a bisneta, numa saga familiar empolgante, que percorre 70 anos da história do país. Mulheres marcadas pelo desejo, pela culpa, pelos silêncios e pela fome da liberdade.

Júlia Pinheiro constrói, com ironia e uma rara capacidade de olhar para a intimidade feminina, um romance poderoso sobre as feridas que passam de geração em geração, sem serem ditas.

 

domingo, 16 de agosto de 2026

JUAN CARLOS I RECONCILIAÇÃO - MEMÓRIAS | PLANETA

O rei que quer recuperar a própria história

Há figuras históricas que pertencem ao passado. E há outras que continuam a disputar, muitos anos depois, o modo como serão recordadas. Juan Carlos I pertence claramente à segunda categoria.

Durante quase quatro décadas, o seu nome esteve associado à transformação política de Espanha: à morte de Francisco Franco, à restauração da monarquia, à Transição democrática e à consolidação de um regime que encontrou no rei uma figura de equilíbrio num dos períodos mais delicados da história contemporânea espanhola. Mais tarde, porém, a imagem construída ao longo desses anos começou a degradar-se sob o peso de escândalos, suspeitas financeiras, controvérsias familiares e do crescente afastamento da vida pública. Em 2020, Juan Carlos deixou Espanha e instalou-se em Abu Dhabi.

É a partir desse momento de ruptura que surge Reconciliación.

Mais do que uma autobiografia convencional, o livro pode ser lido como uma tentativa de recuperar o controlo sobre uma narrativa que o antigo rei sente ter deixado de lhe pertencer. A intenção é evidente desde o princípio: Juan Carlos escreve para contrariar aquilo que considera ser uma versão incompleta — ou injusta — da sua história.

E é precisamente aí que reside o principal interesse da obra.

Quem tem autoridade para contar a História? O protagonista que a viveu ou aqueles que, décadas depois, a investigam e interpretam?

No caso de Juan Carlos I, a pergunta ganha particular importância. Não estamos perante um antigo chefe de Estado que ocupou o poder durante alguns anos, mas perante o homem que foi rei de Espanha durante 39 anos e que desempenhou um papel decisivo na passagem do franquismo para a democracia.

As suas memórias percorrem a infância, os anos de formação, a relação com Franco, a chegada ao trono, a Transição, a tentativa de golpe de Estado de 23 de fevereiro de 1981, a relação com a rainha Sofía, os filhos, os episódios familiares e os últimos anos marcados pelo afastamento de Espanha.

É uma narrativa simultaneamente política e pessoal. Mas também é uma narrativa cuidadosamente construída.

É uma obra escrita sem filtros nem tabus aparentes, na qual o rei emérito procura revelar-se sobretudo na sua dimensão humana e não apenas institucional. Fala dos seus sentimentos, das suas relações, das suas escolhas e dos seus erros, procurando mostrar o homem que existia por detrás da coroa.

Essa é uma das principais contradições de Reconciliación: o homem decide finalmente falar quando já não exerce o poder, mas continua a falar como alguém que conhece profundamente o valor político da palavra.

O antigo rei procura apresentar-se antes de mais como homem. Como o filho, o marido, o pai, o amigo, o homem apaixonado, mas também o homem que envelheceu e que olha para trás procurando compreender as escolhas que fez.

A morte do irmão Alfonso, ainda durante a sua juventude, surge como uma das feridas mais profundas da sua vida. Já a relação com Franco constitui uma das questões politicamente mais complexas das memórias. Juan Carlos foi educado dentro do sistema franquista. Foi designado por Franco como seu sucessor a título de rei. E, depois da morte do ditador, tornou-se uma das figuras centrais da transição para um sistema democrático.

É nesta aparente contradição que se encontra uma das partes mais relevantes do livro. Juan Carlos procura explicar como recebeu um poder criado pelo franquismo e como utilizou esse mesmo poder para contribuir para a transformação política de Espanha. A Transição surge, por isso, menos como um processo inevitável do que como uma operação política delicada, marcada por negociações, receios e riscos. Nesta parte, o rei deixa de contar apenas a sua vida e passa a defender uma determinada interpretação do seu reinado.

O título é, por si só, uma declaração de intenções. Mas reconciliação com quem? Com Espanha? Com a família? Com o filho? Com a monarquia? Com a própria História? Ou consigo próprio? Provavelmente, com todos eles.

Juan Carlos escreve a partir de Abu Dhabi, longe do país que governou e afastado da família que durante décadas representou publicamente. A distância geográfica adquire, inevitavelmente, uma dimensão política e simbólica. O homem que durante anos esteve no centro da vida pública espanhola encontra-se agora fora dela. É desse lugar que procura regressar à narrativa nacional. Não necessariamente para recuperar o poder, que já não possui, mas para recuperar a memória do papel que desempenhou.

O leitor sabe, desde o início, que não está perante uma testemunha imparcial. Está perante o protagonista. Essa circunstância não diminui o interesse das memórias. Pelo contrário. Obriga a lê-las com atenção redobrada.

Juan Carlos procura revelar-se na sua dimensão humana e não apenas institucional. Fala de sentimentos, relações, escolhas e erros. A coroa deixa, em vários momentos, de ocupar o centro da narrativa para dar lugar ao homem que existia por detrás dela. Essa dimensão torna-se especialmente evidente quando aborda a família e, sobretudo, a relação com o filho, Filipe VI. O antigo rei não esconde a mágoa perante a forma como o seu afastamento foi conduzido pela família próxima e, em particular, pelo atual monarca. A frieza dessa decisão é sentida pelo homem, embora reconheça que o distanciamento público se tornou necessário para proteger a instituição e preservar o reinado do filho.

É uma das contradições mais fortes do livro: compreender racionalmente uma decisão política não significa necessariamente aceitar emocionalmente as consequências dessa decisão.

Quando a narrativa chega, porém, aos episódios que contribuíram para a queda da sua reputação, o tom torna-se mais cauteloso. As relações extraconjugais são abordadas de forma relativamente breve. As controvérsias financeiras e alguns dos acontecimentos que determinaram a sua saída de Espanha não recebem, pelo menos na perceção de muitos leitores, o mesmo grau de exposição que a dimensão política do reinado.

Uma autobiografia não tem de ser uma confissão integral. Mas um livro intitulado Reconciliación cria uma expectativa particular: a de confronto com o passado, incluindo com aquilo que é menos confortável.

Reconhecer responsabilidades é uma parte essencial de qualquer tentativa de reconciliação. E é precisamente nesse ponto que a obra pode deixar algumas perguntas em aberto. A principal dificuldade de Juan Carlos I parece ser separar o rei do homem. O rei pretende ser avaliado pelo papel histórico que desempenhou. O homem procura ser compreendido pelas circunstâncias, pelas relações e pelas decisões que marcaram a sua vida. Mas as duas dimensões não podem ser completamente separadas.

Reconciliación é, um livro marcado pela melancolia. Juan Carlos escreve quando já não possui o poder que durante décadas definiu a sua existência. Escreve quando o filho ocupa o trono, quando a sua permanência em Espanha se tornou politicamente incómoda e quando a imagem da monarquia já não é aquela que prevaleceu durante os primeiros anos da democracia. Escreve, sobretudo, num momento em que o silêncio deixou de funcionar como mecanismo de proteção.

Mas memória não é sinónimo de verdade absoluta.

Toda a autobiografia é uma construção. Seleciona acontecimentos, organiza lembranças, estabelece causalidades e define aquilo que deve ser contado — e aquilo que pode permanecer fora da narrativa. Juan Carlos I conta a História a partir do fim. É, por isso, mais interessante como documento de memória política e pessoal do que como tentativa definitiva de encerrar a discussão sobre Juan Carlos I.

O antigo rei procura reconciliar-se com Espanha, com a família, com a instituição que representou durante quase quatro décadas e, provavelmente, consigo próprio. Não oferece uma reconciliação concluída. Oferece o testemunho de um homem envelhecido que percebe que já não pode controlar a forma como a História o julgará, mas ainda pode tentar influenciar a forma como será lembrado.

É essa a verdadeira questão que permanece depois da última página.

Reconciliación é uma leitura que recomendo aos leitores interessados em biografias e memórias de figuras historicamente relevantes. Mais do que uma autobiografia pessoal, constitui um documento importante para compreender a história da monarquia espanhola e a perspetiva de um dos seus protagonistas sobre quase quatro décadas de vida política e institucional.

A decisão sobre o lugar que essa história merece ocupar cabe agora ao leitor — e, em última instância, à própria História.


Texto: Isabel de Almeida | Jornalista | Crítica Literária

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CHAMA DE FERRO, de REBECCA YARROS | PLANETA


«O primeiro ano é quando alguns de nós perdem a vida. O segundo ano é quando os que sobrevivem perdem a humanidade.»

Xaden Riorson

Todos esperavam que Violet Sorrengail morresse durante o seu primeiro ano na Escola de Guerra de Basgiath - Violet inclusive. Mas a Debulha foi apenas a primeira prova impossível, destinada a eliminar os fracos, os indignos e os infortunados.

Agora, começa o verdadeiro treino. E Violet já só pensa em como conseguirá superá-lo. Não é só por ser extenuante e brutal, concebido para levar ao limite a capacidade de resistência à dor dos cavaleiros, mas também por causa do novo vice-comandante, que tomou como sua missão pessoal mostrar a Violet o quão impotente e débil ela é - a menos que traia o homem que ama.

Apesar do seu corpo fraco e frágil, Violet possui uma mente engenhosa e uma vontade de ferro. E a liderança está a esquecer-se da lição mais importante que Basgiath ensinou a Violet: os cavaleiros de dragões fazem as suas próprias regras.

Contudo, este ano, a determinação em sobreviver poderá não ser suficiente. Violet descobre o segredo escondido há séculos entre os muros da Escola. E nada, nem sequer o fogo dos dragões, pode ser suficiente para os salvar.

Depois do sucesso de Quarta Asa, o fenómeno internacional de que todos falam está de volta.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

TEMPESTADE DE ÓNIX, de REBECCA YARROS | PLANETA


Depois de quase dezoito meses na Escola de Guerra de Basgiath, Violet Sorrengail sabe que não há mais tempo para lições. Não há mais tempo para incertezas.

A derradeira batalha começou e, com os inimigos poderosos a aproximarem-se dos muros de Basgiath e dentro das suas fileiras, é impossível saber em quem confiar.

Agora, Violet tem de viajar para além das fracas guarnições de Aretia e procurar aliados em terras desconhecidas que lutem por Navarre. A viagem testará cada pedaço da sua inteligência, sorte e força, mas Violet faz o que for preciso para salvar o que mais ama - os seus dragões, a sua família, o seu lar e ele. Mesmo que isso signifique guardar um segredo tão grande, capaz de destruir tudo.

Eles precisam de um exército. Precisam de poder. Precisam de magia. E precisam da única coisa que só Violet pode encontrar: a verdade. Mas uma tempestade está a chegar... e nem todos conseguirão sobreviver à sua fúria.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

QUARTA ASA, de REBECCA YARROS | PLANETA


Entra no mundo brutal, mágico e envolvente de uma escola de elite para cavaleiros de dragões.

Violet Sorrengail, de vinte anos, deveria ter entrado no Quadrante dos Copistas e viver uma vida tranquila entre livros e história.

Contudo, a general comandante, que também é a sua mãe, ordenou-lhe que se juntasse às centenas de candidatos que se esforçam por se tornarem elite de Navarre: os cavaleiros de dragões. Mas quando és mais pequena do que todos os outros e o teu corpo é frágil, a morte está apenas a um batimento cardíaco de distância… porque os dragões não se ligam a humanos «frágeis». Eles reduzem-nos a cinzas.

Num cenário com mais cadetes do que dragões, muitos matariam Violet para aumentar as suas hipóteses de sucesso. Outros matariam apenas por ela ser filha de quem é - tal como Xaden Riorson, o líder mais poderoso e implacável do Quadrante dos Cavaleiros.

Para sobreviver, Violet vai precisar de usar toda a sua inteligência. No entanto, a cada dia que passa, a guerra lá fora torna-se mais mortífera, as proteções do reino estão a falhar e o número de mortos continua a aumentar. E Violet começa a suspeitar que a liderança está a esconder um segredo terrível.

Amigos, inimigos, amantes. Todos na Escola de Guerra Basgiath têm um objetivo - porque, quando se entra, só há duas maneiras de sair: concluir as provas ou morrer.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

O MATCH PERFEITO | PLANETA

O amor não devia ser previsível, nem cair na monotonia. No entanto, a vida em piloto automático às vezes torna isso difícil. O Match Perfeito é o que precisas para quebrares com a rotina do dia a dia e viveres uma vida a dois recheada de gargalhadas. Acabaram-se as noites passadas no sofá a ver «só mais um episódio» da série do momento. Está na hora de jogar em casal.

As regras são simples: quem resolver primeiro cada desafio ganha… e fica dispensado de limpar a casa de banho ou de tratar da roupa. Têm 80 oportunidades para mostrar a vossa ligação através de enigmas, jogos de memória, desafios mais atrevidos, labirintos e jogos que vos vão pôr à prova, quando e onde quiserem.

Era bonito dizer que aqui não há vencedores nem vencidos, apenas duas pessoas apaixonadas a aprender a gostar ainda mais uma da outra. Mas a verdade é que o amor também se joga… e este livro será o tabuleiro perfeito para o vosso duelo, frente a frente, quer estejam juntos há pouco tempo ou há uma vida inteira.
 

sábado, 11 de julho de 2026

PAI, ACEITAS O DESAFIO? | PLANETA


Mãe, Aceitas o Desafio? e Pai, Aceitas o Desafio? são livros que nos lembram que a maternidade e a paternidade não são só rotinas e cuidados, são também feitas de gargalhadas, desafios e momentos divertidos em família.

Nestes livros, vais encontrar 80 desafios, entre os quais enigmas, jogos de memória, labirintos e confissões, para mães e filhos e pais e filhos jogarem juntos, em qualquer lugar, num verdadeiro duelo familiar.

As regras são simples: quem ganhar o jogo escolhe o próximo filme, fica dispensado de levar o lixo à rua ou tem direito ao último croquete. Era bonito dizer que aqui não há vencedores nem vencidos, só uma família a passar bons momentos juntos, mas a verdade é que jogar também é desafiar, rir até doer a barriga, entrar em picardias e celebrar cada vitória.

Este livro será o vosso tabuleiro de jogo: uma competição cheia de cumplicidade, tanto para famílias com filhos pequenos ou já adolescentes, quer sejam especialistas em jogos quer estejam só agora a descobrir o quão divertido é jogar em equipa.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

MÃE, ACEITAS O DESAFIO? | PLANETA


Mãe, Aceitas o Desafio? e Pai, Aceitas o Desafio? são livros que nos lembram que a maternidade e a paternidade não são só rotinas e cuidados, são também feitas de gargalhadas, desafios e momentos divertidos em família.

Nestes livros, vais encontrar 80 desafios, entre os quais enigmas, jogos de memória, labirintos e confissões, para mães e filhos e pais e filhos jogarem juntos, em qualquer lugar, num verdadeiro duelo familiar.

As regras são simples: quem ganhar o jogo escolhe o próximo filme, fica dispensado de levar o lixo à rua ou tem direito ao último croquete. Era bonito dizer que aqui não há vencedores nem vencidos, só uma família a passar bons momentos juntos, mas a verdade é que jogar também é desafiar, rir até doer a barriga, entrar em picardias e celebrar cada vitória.

Este livro será o vosso tabuleiro de jogo: uma competição cheia de cumplicidade, tanto para famílias com filhos pequenos ou já adolescentes, quer sejam especialistas em jogos quer estejam só agora a descobrir o quão divertido é jogar em equipa.

terça-feira, 7 de julho de 2026

REVIEW – MASTERS OF STRATEGY, by OLIVIER WIEVIORKA and GENERAL BENOÎT DURIEUX | CRÍTICA


Masters of Strategy by Olivier Wieviorka and General Benoît Durieux is a fascinating exploration of the evolution of strategic thought throughout history, bringing together the ideas of some of the world's most influential military and political strategists. Far more than a book about warfare, it is a thoughtful examination of leadership, decision-making, power, and adaptability, demonstrating how the principles of strategy remain relevant across many aspects of modern life.

The authors present the ideas of renowned thinkers such as Sun Tzu, Thucydides, Niccolò Machiavelli, Carl von Clausewitz, and many others in a clear and accessible way. Rather than simply summarizing their works, they place each strategist within their historical context and examine how their ideas continue to shape politics, diplomacy, international conflict, and even the business world.

One of the book's greatest strengths is its balance between academic rigor and readability. Despite the depth of the topics discussed, the writing remains approachable, making it an engaging read for both specialists and general readers interested in history, international relations, leadership, or strategic thinking.

The organization of the book by individual thinkers makes it easy to follow the development of strategic theory over the centuries, illustrating how concepts of warfare and power have evolved alongside technological advances and changing political landscapes. At the same time, the authors draw meaningful connections between different schools of thought, highlighting both their differences and their enduring relevance.

More than a study of military campaigns, Masters of Strategy encourages readers to reflect on the importance of preparation, anticipation, flexibility, and understanding one's opponent. It convincingly argues that strategy extends far beyond the battlefield, serving as an essential framework for addressing complex challenges in virtually any field.

Overall, Masters of Strategy is an essential read for anyone interested in military history, geopolitics, leadership, or the art of strategic thinking. Combining historical insight with timeless lessons on decision-making and leadership, Olivier Wieviorka and General Benoît Durieux have produced an intellectually stimulating and highly rewarding work.

 Madalena Condado

RESENHA – MESTRES DA ESTRATÉGIA, de OLIVIER WIEVIORKA e GENERAL BENOÎT DURIEUX | CRÍTICA

 

Mestres da Estratégia, de Olivier Wieviorka e do General Benoît Durieux, é uma obra fascinante que percorre a evolução do pensamento estratégico ao longo da História, reunindo as ideias de alguns dos mais influentes estrategas militares e políticos. Muito mais do que um livro sobre guerra, trata-se de uma reflexão sobre liderança, tomada de decisão, poder e adaptação, mostrando como os princípios da estratégia continuam relevantes em diferentes áreas da vida contemporânea.

Os autores apresentam, de forma clara e acessível, o pensamento de figuras incontornáveis como Sun Tzu, Tucídides, Maquiavel, Carl von Clausewitz e outros grandes teóricos da estratégia. Em vez de se limitarem a resumir as suas obras, contextualizam as suas ideias no momento histórico em que surgiram e analisam a forma como continuam a influenciar a política, a diplomacia, os conflitos internacionais e até o mundo empresarial.

Um dos maiores méritos do livro é o equilíbrio entre rigor académico e linguagem acessível. Apesar da profundidade dos temas abordados, a leitura nunca se torna excessivamente técnica, permitindo que tanto especialistas como leitores interessados em História, Relações Internacionais ou liderança possam acompanhar facilmente a exposição dos conceitos.

A organização por pensadores facilita a consulta e permite compreender como o conceito de estratégia foi evoluindo ao longo dos séculos, acompanhando as transformações da guerra, da tecnologia e das estruturas de poder. Ao mesmo tempo, os autores estabelecem pontes entre diferentes correntes de pensamento, evidenciando semelhanças, divergências e a permanente atualidade de muitas dessas ideias.

Mais do que um estudo sobre campanhas militares, Mestres da Estratégia convida o leitor a refletir sobre a importância da preparação, da antecipação, da flexibilidade e da capacidade de compreender o adversário. O livro demonstra que a estratégia não se resume ao campo de batalha, mas constitui uma ferramenta essencial para enfrentar desafios complexos em qualquer contexto.

No conjunto, Mestres da Estratégia é uma leitura indispensável para quem se interessa por História militar, geopolítica, liderança e pensamento estratégico. Com uma abordagem rigorosa, bem estruturada e intelectualmente estimulante, Olivier Wieviorka e o General Benoît Durieux oferecem uma obra que alia conhecimento histórico a reflexões intemporais sobre a arte de decidir e agir.

Madalena Condado


quarta-feira, 1 de julho de 2026

A ONDA PERFEITA, de KATHERINE REILLY | PLANETA


Há doze anos, Leo Silva era campeão mundial de surf, até que festas descontroladas e escândalos nos tabloides destruíram a sua carreira. Depois de se retirar de forma súbita e misteriosa, Leo refugiou-se numa pequena vila costeira em Portugal, onde tem vivido longe dos holofotes. Mas, quando é convidado a competir na lendária prova australiana Rip Curl Pro Bells Beach, a notícia do seu regresso agita o mundo do surf.

Entra em cena Iris Gray, uma ambiciosa jornalista desportiva. A sua editora quer transformar Leo e o seu regresso no tema de capa da próxima edição da revista. Só há um problema: Leo é filho de Michelle Martin, uma conhecida estrela de televisão e dona da revista. A carreira de Iris está em jogo, não há margem para erros.

Quando Iris viaja até Portugal, espera descobrir a verdade por trás do passado polémico de Leo. Não contava com a sua teimosia, nem com a química impossível de ignorar que surge entre os dois. Mas ele é o seu entrevistado e o filho da dona da revista... Leo está totalmente fora dos limites.

Com um rival decidido a sabotar o seu regresso e com a competição cada vez mais próxima, será que Leo consegue manter o foco no seu objetivo? E será que Iris consegue separar o trabalho dos seus sentimentos? Ou será que o amor os vai arrastar para o fundo?

segunda-feira, 29 de junho de 2026

CATARINA DE BRAGANÇA, de SUSAN ABERNETHY | PLANETA

Educada na corte portuguesa num ambiente profundamente religioso e recatado, a infanta Catarina de Bragança tornou-se, aos 23 anos, rainha de Inglaterra, num casamento tão grandioso quanto conturbado, marcado pelas infidelidades do marido Carlos II, por ser incapaz de gerar o tão desejado herdeiro e pela luta constante para se afirmar numa corte hostil.

Apelidada como a rainha esquecida, Catarina de Bragança foi muito mais do que apenas a mulher de Carlos II, muito mais do que a rainha que introduziu o chá, a geleia e o uso dos talheres na corte inglesa.

Este livro revela uma Catarina de Bragança mais complexa, determinada e influente do que a História muitas vezes reconheceu e retratou. Entre Portugal e Inglaterra, entre a devoção e a diplomacia, Catarina soube defender os interesses da sua pátria, promover a cultura barroca católica e conquistar um lugar singular no coração da Europa do século XVII.

Mais do que a história da rainha portuguesa de Inglaterra, esta é a história de uma mulher forte e determinada que transformou o seu destino num legado duradouro.
 

domingo, 7 de junho de 2026

15 HISTÓRIAS PARA ADORMECER SEM MEDOS NEM BIRRAS, de FILIPA SOMMERFELDT FERNANDES | PLANETA

 

O momento de adormecer os nossos filhos é um momento mágico. Neste livro, encontra 15 histórias para que a hora de dormir seja vivida com ternura, humor e muita imaginação, mesmo quando surgem desafios.

Ao longo destas páginas, descobrimos a Mãe Girafa, com dores no pescoço por dormir no chão do quarto da filha, estrelas com luz mágica, o Renato, que não consegue desligar o tablet, a Duda cheia de energia e com pouca vontade de ir para a cama, bonecos mágicos, castelos de chocolate, e o Afonso e o Vasco, que descobrem que as maiores aventuras começam quando fecham os olhos.

Nesta edição revista e aumentada, a terapeuta de sono infantil Filipa Sommerfeldt Fernandes traz-lhe histórias felizes e tranquilas, cheias de magia, acompanhadas de dicas simples e práticas para ajudar os pais a lidar com os desafios e dificuldades do sono infantil, transformando a hora de deitar num momento de calma, confiança e ligação.

Sem medos nem birras.

terça-feira, 2 de junho de 2026

GANHE O MUNDO SEM PERDER A ALMA, de TIAGO BRUNET | PLANETA


Tiago Brunet fala sobre espiritualidade como ninguém, e o dinheiro é uma realidade com a qual lidamos diariamente.

Por isso, é essencial ler Ganhe o Mundo Sem Perder a Alma. Qual é, afinal, a função do dinheiro? Terá ele o poder de destruir a nossa alma? Porque tantas pessoas odeiam os ricos? Como se conquista verdadeiramente a riqueza e se ganha o mundo?

Será possível prosperar sem comprometer princípios? Porque é que alguns conseguem enriquecer enquanto outros apenas sobrevivem? Brunet tem instruído milhões de pessoas, em todo o mundo, sobre princípios bíblicos, emoções e desenvolvimento pessoal.

Agora, revela tudo o que precisa de saber sobre prosperidade financeira, apoiado na Sabedoria Milenar, para proteger o que é mais importante: a sua alma.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

21 LIÇÕES DE FILOSOFIA, de DAVID ERLICH | PLANETA

Demasiadas notificações, pouco silêncio. Demasiado scroll, pouca vida. Este livro não vem ensinar-te a ser brilhante, produtivo ou imbatível. Vem propor-te algo mais audaz: pensar como viver uma vida quase boa.

Em 21 lições claras e próximas do nosso dia a dia, o filósofo e professor David Erlich convida-nos a regressar à pergunta central da filosofia: como viver? De Sócrates a Montaigne, de Platão a Descartes, de Aristóteles a Nietzsche, de Epicuro a Wittgenstein, este livro mostra que a filosofia pode ser muito proveitosa para nos dar conselhos acerca de temas que preocupam qualquer pessoa, como o luto, o amor, a amizade, o cansaço, a solidão, o ócio, a rotina e o sentido da vida.

21 Lições de Filosofia - Para viver uma vida quase boa não promete uma vida perfeita nem soluções milagrosas, mas, sim, uma reflexão acessível e bem-humorada sobre quem somos e como podemos viver com mais lucidez e mais humanidade.
 

domingo, 3 de maio de 2026

A SOMBRA DO VENTO, de CARLOS RUIZ ZAFÓN | PLANETA


Num amanhecer de 1945, um rapaz é levado pelo pai a um misterioso lugar escondido no coração da cidade velha: Cemitério dos Livros Esquecidos. Ali, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e que o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura da cidade.

Uma trágica história de amor, cujo eco se projeta através do tempo, um inesquecível relato sobre as sombras do passado e o encanto dos livros.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

A QUÍMICA DAS EMOÇÕES, de NUNO MAULIDE | PLANETA


Acredita que é um ser racional? Que as suas decisões são fruto de uma lógica apurada e de uma vontade soberana? A verdade é muito mais fascinante e o prestigiado cientista e divulgador científico Nuno Maulide explica-lhe porquê. Neste exato momento, o seu cérebro é o palco de uma sinfonia invisível. Cada explosão de euforia, o peso de uma perda, a fúria de um desentendimento ou a paralisia da procrastinação não são apenas sentimentos; são o resultado de coreografias moleculares precisas. Somos, em grande medida, governados por uma química que não vemos, mas que dita quem somos e o que sentimos. Nesta viagem pelas nossas emoções, descobrimos como moléculas como as endorfinas, a serotonina, a dopamina, a oxitocina ou o cortisol assumem o papel de maestros da nossa existência.

O autor best-seller Nuno Maulide desvenda como este equilíbrio químico influencia fenómenos tão distintos como a mentira, o exercício físico, o jejum e, claro, o amor. Está finalmente na hora de compreender as moléculas que moldam, influenciam e determinam a sua vida.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

LUSITÂNIA, de ANDRÉ SIMÕES | PLANETA

André Simões, professor e investigador em Estudos Clássicos, convida-nos a fazer uma viagem extraordinária até à Olisipo do início do século II d. C. ao longo destas páginas vamos conhecer Marco Cássio Arriano, a sua mulher Árria Avita e os seus filhos, uma família a viver na Lisboa romana.

Vamos acompanhar Marco Cássio no seu dia de trabalho, entrar na sua casa e jantar com a sua família no triclínio, acompanhar Quinto, Cássia e Gaio à escola e ver com que brincavam, além de visitarmos as termas e os tempos e assistirmos aos rituais religiosos, numa reconstituição rigorosa, viva e envolvente do quotidiano romano.

Com base em fontes literárias, arqueológicas e epigráficas, esta obra mostra que o Império Romano não foi apenas feito de imperadores e grandes monumentos, mas sobretudo de pessoas comuns, com preocupações muito próximas das nossas. Como nasciam, o que vestiam, como era a sua higiene, o que comiam, como se entretinham, como educavam os seus filhos e como festejavam os aniversários: um livro divertido e fascinante para todos os que querem descobrir como se vivia na Lisboa romana.

segunda-feira, 30 de março de 2026

JOVEM E SAUDÁVEL EM 21 DIAS, de ALEXANDRA VASCONCELOS | PLANETA

«Tenho dores.»
«Ando constantemente cansado/a.»
«O meu sistema digestivo desregula facilmente.»
«Não tenho energia nem entusiasmo para o dia a dia.»

Estas são algumas das queixas que Alexandra Vasconcelos ouve regularmente. Infelizmente, há cada vez mais pessoas a viver com mal-estar, com dores, muitas a desenvolver doenças crónicas e autoimunes. Mas não tem de ser assim.

Este livro traz-lhe um plano prático de 21 dias, para fazer em casa, mas com acompanhamento diário da autora. Este programa BioReset, implementado e testado há anos pela autora nos seus pacientes, começa por traçar o perfil biológico e emocional, para perceber o seu terreno biológico. Seguem-se 7 dias de limpeza, 7 dias de reparação dos processos metabólicos deficientes e 7 dias de regeneração. Terminados os 21 dias, entramos na fase de manutenção.

Com receitas fáceis e rápidas, vídeos da autora, conselhos e dicas para o dia a dia - como eliminar os elementos tóxicos que o rodeiam, melhorar a sua qualidade de sono, aprender a acalmar a mente e introduzir pequenas outras alterações no estilo de vida -, este livro vai ajudá-lo a acabar com a inflamação e a ter um corpo equilibrado e jovem.