terça-feira, 30 de junho de 2026
AUTORES INTERNACIONAIS | SUSAN ABERNETHY
O seu trabalho foi publicado em vários websites e revistas de temática histórica, incluindo participações especiais em podcasts dedicados à História. O seu blogue, The Freelance History Writer, publica de forma contínua mais de quinhentos artigos históricos desde 2012, com especial foco na história europeia, Tudor, medieval, renascentista, da Idade Moderna e na história das mulheres. Atualmente, encontra-se a trabalhar no seu próximo livro de não-ficção.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
CATARINA DE BRAGANÇA, de SUSAN ABERNETHY | PLANETA
Apelidada como a rainha esquecida, Catarina de Bragança foi muito mais do que apenas a mulher de Carlos II, muito mais do que a rainha que introduziu o chá, a geleia e o uso dos talheres na corte inglesa.
Este livro revela uma Catarina de Bragança mais complexa, determinada e influente do que a História muitas vezes reconheceu e retratou. Entre Portugal e Inglaterra, entre a devoção e a diplomacia, Catarina soube defender os interesses da sua pátria, promover a cultura barroca católica e conquistar um lugar singular no coração da Europa do século XVII.
Mais do que a história da rainha portuguesa de Inglaterra, esta é a história de uma mulher forte e determinada que transformou o seu destino num legado duradouro.
domingo, 28 de junho de 2026
REVIEW – EMILY WILDE'S ENCYCLOPAEDIA OF FAERIES
Emily Wilde's Encyclopaedia of Faeries,
by Heather Fawcett, is a charming fantasy novel that blends academic rigor with
the enchantment of folklore. The story follows Emily Wilde, a brilliant
Cambridge professor and the world's leading expert on faeries, who travels to
the remote village of Hrafnsvik to complete the first-ever encyclopaedia
dedicated to these mysterious beings.
One of the novel's greatest strengths is its
protagonist. Emily breaks away from the stereotype of the traditional fantasy
heroine: she is exceptionally intelligent, methodical, and deeply passionate
about knowledge, yet she struggles with social interactions. Her reserved
personality makes her both relatable and compelling, allowing readers to follow
her growth not only as a scholar but also as a person.
Another highlight is the dynamic between Emily and
Wendell Bambleby, her charismatic academic rival. While Emily embodies logic
and discipline, Wendell is charming, witty, and delightfully unpredictable.
Their interactions provide humor, tension, and a slow-building connection that
enriches the story without overshadowing the main plot.
The world-building is one of the novel's strongest
features. Drawing inspiration from European folklore, Heather Fawcett presents
faeries that are far removed from the gentle, magical creatures often found in
children's stories. They are beautiful yet dangerous, mysterious, and bound by
their own ancient rules, creating an atmosphere that is both captivating and
unsettling. The journal-style narrative also adds originality, making readers
feel as though they are participating in Emily's field research and discoveries.
Although the pacing can be slow at times, particularly
because of the detailed descriptions of Emily's research and the local
traditions, the story remains engaging thanks to the mysteries surrounding the
Hidden Ones and the growing intrigue about Wendell's true identity.
Overall, Emily Wilde's Encyclopaedia of Faeries
is a highly recommended read for fans of fantasy, folklore, and slow-burn
romance. With memorable characters, rich world-building, and elegant prose,
Heather Fawcett delivers an intelligent and enchanting adventure that reminds
readers that the greatest mysteries are not always found in magical creatures,
but also in learning to understand others—and oneself.
Madalena Condado
RESENHA – ENCICLOPÉDIA DE FADAS DE EMILY WILDE | LEYA
Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde,
de Heather Fawcett, é uma fantasia encantadora que combina o rigor académico
com o fascínio do folclore. A história acompanha Emily Wilde, uma brilhante
professora de Cambridge e a maior especialista mundial em fadas, que viaja até
à remota aldeia de Hrafnsvik para concluir a primeira enciclopédia dedicada a
estas criaturas misteriosas.
O grande destaque do livro é a protagonista. Emily
foge ao estereótipo da heroína tradicional: é extremamente inteligente,
metódica e apaixonada pelo conhecimento, mas revela grandes dificuldades nas
relações sociais. A sua personalidade reservada torna-a uma personagem
cativante e genuína, permitindo ao leitor acompanhar a sua evolução tanto no
campo da investigação como no plano emocional.
Outro ponto forte é a dinâmica entre Emily e Wendell
Bambleby, o seu carismático rival académico. Enquanto Emily representa a lógica
e a disciplina, Wendell é espontâneo, encantador e imprevisível. As interações
entre ambos proporcionam momentos de humor, tensão e uma crescente cumplicidade
que enriquece a narrativa sem ofuscar o enredo principal.
A construção do mundo é um dos maiores méritos da
obra. Inspirando-se no folclore europeu, Heather Fawcett apresenta fadas que
estão longe da imagem delicada e benevolente dos contos infantis. São seres
belos, mas perigosos, misteriosos e regidos por regras próprias, o que cria uma
atmosfera envolvente e, por vezes, inquietante. O formato em diário de
investigação também contribui para a originalidade da narrativa, fazendo o
leitor sentir-se parte da descoberta.
Apesar do ritmo mais lento em alguns momentos,
sobretudo devido às descrições detalhadas da pesquisa e das tradições locais, a
história mantém o interesse graças ao mistério que envolve as fadas e à
curiosidade crescente sobre a verdadeira identidade de Wendell.
No conjunto, Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde
é uma leitura recomendada para os amantes de fantasia, folclore e romances
subtis. Com personagens memoráveis, um universo rico e uma escrita elegante, o
livro oferece uma aventura inteligente e encantadora, mostrando que o maior
mistério nem sempre está nas criaturas mágicas, mas também na capacidade de
compreender os outros e a si próprio.
O grande destaque do livro é a protagonista. Emily
foge ao estereótipo da heroína tradicional: é extremamente inteligente,
metódica e apaixonada pelo conhecimento, mas revela grandes dificuldades nas
relações sociais. A sua personalidade reservada torna-a uma personagem
cativante e genuína, permitindo ao leitor acompanhar a sua evolução tanto no
campo da investigação como no plano emocional.
Outro ponto forte é a dinâmica entre Emily e Wendell
Bambleby, o seu carismático rival académico. Enquanto Emily representa a lógica
e a disciplina, Wendell é espontâneo, encantador e imprevisível. As interações
entre ambos proporcionam momentos de humor, tensão e uma crescente cumplicidade
que enriquece a narrativa sem ofuscar o enredo principal.
A construção do mundo é um dos maiores méritos da
obra. Inspirando-se no folclore europeu, Heather Fawcett apresenta fadas que
estão longe da imagem delicada e benevolente dos contos infantis. São seres
belos, mas perigosos, misteriosos e regidos por regras próprias, o que cria uma
atmosfera envolvente e, por vezes, inquietante. O formato em diário de
investigação também contribui para a originalidade da narrativa, fazendo o
leitor sentir-se parte da descoberta.
Apesar do ritmo mais lento em alguns momentos,
sobretudo devido às descrições detalhadas da pesquisa e das tradições locais, a
história mantém o interesse graças ao mistério que envolve as fadas e à
curiosidade crescente sobre a verdadeira identidade de Wendell.
No conjunto, Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde
é uma leitura recomendada para os amantes de fantasia, folclore e romances
subtis. Com personagens memoráveis, um universo rico e uma escrita elegante, o
livro oferece uma aventura inteligente e encantadora, mostrando que o maior
mistério nem sempre está nas criaturas mágicas, mas também na capacidade de
compreender os outros e a si próprio.
Madalena Condado
sábado, 27 de junho de 2026
VÍTIMA, de JORN LIER HORST & THOMAS ENGER | DOM QUIXOTE
A polícia mostra-se relutante em aceitar a ajuda de Blix. Apesar de ele ter sido absolvido do crime que cometeu, a sua carreira nas forças de segurança chegou ao fim. Mas o assassino de Eie continua a conduzi-lo para as suas novas vítimas, enquanto deixa claro que conhece detalhes da vida privada do antigo investigador que este nunca partilhou com ninguém.
Entretanto, Emma Ramm é contactada por uma adolescente cujo padrasto foi detido por suspeita de ter assassinado uma amiga de infância. Mas não existe corpo. Nem outros suspeitos…
Blix e Ramm só podem contar um com o outro, e, quando as impressões digitais de Blix são encontradas num desenho de uma criança no local de um crime, o presente torna-se desconfortavelmente próximo do passado. Um passado no qual uma vítima encontrou a sua própria forma, chocante, de terapia.
E alguém está a observar…
sexta-feira, 26 de junho de 2026
A HORA DO LOBO, de JO NESBO | DOM QUIXOTE
Quando este ataca de novo, o inconformista detetive Bob Oz é chamado para resolver o caso, pois tudo indica que aquela vítima não será a última.
À medida que o número de corpos aumenta, Oz suspeita de que algo ainda mais sinistro pode estar em jogo. E, quanto mais se aproxima da verdade, mais perturbado fica. Porque este assassino em série lhe faz lembrar alguém perigoso: ele próprio.
A Hora do Lobo é um thriller intenso, repleto de reviravoltas inesperadas, segredos obscuros e com uma tensão pessoal e política crescente que prenderá o leitor até à última página.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
ROSSHALDE, de HERMANN HESSE | DOM QUIXOTE
Johann Veraguth é um pintor mundialmente famoso que vive numa propriedade luxuosa, chamada Rosshalde, juntamente com a sua esposa, Adele, e o seu filho mais novo, Pierre.Apesar do sucesso profissional e da riqueza de que dispõe, a sua vida pessoal, marcada pela frieza emocional, por uma profunda fissura conjugal e por uma má relação com o filho mais velho, Albert, não corre de feição há muito tempo. Por essa razão, Veraguth passa a maior parte do tempo refugiado no seu atelier e nas pinturas que produz, isolado da família, chegando a tornar-se um estranho na sua própria casa.
A visita de um velho amigo, Otto Burkhardt – que questiona o estilo de vida de Johann e o convida a viajar –, acentua ainda mais a crise pessoal em que o artista se encontra.
Dividido entre o seu apego ao filho Pierre, o único elemento que mantém a família unida, e o desejo de partir para alcançar a verdadeira liberdade criativa e pessoal, Veraguth tem de tomar decisões, mesmo quando tudo se começa a desmoronar.




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