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sábado, 15 de janeiro de 2022

ACTUALIDADE LITERÁRIA | Raul Minh´alma foi o autor mais vendido em Portugal pelo 2º ano Consecutivo | Grupo Presença - Manuscrito


 Texto: Redacção com Grupo Editorial Presença

Foto: D.R.


O Grupo Editorial Presença e a chancela Manuscrito  anunciaram que, pelo segundo ano consecutivo  o autor português mais vendido em Portugal em 2021 foi Raul Minh'alma. 


Os dados são da GfK, e confirmam a preferência dos leitores pelo escritor, que reage à notícia com satisfação: «Faz-me sentir orgulhoso e honrado pelo carinho do público português. Faz-me também olhar para trás e para este percurso de escrita de mais de dez anos e sentir que valeu a pena e que os passos foram dados na direção certa.»

Aos 29 anos, Raul Minh'alma tem surpreendido o mundo com a maturidade emocional que revela nos seus textos e romances, e com as mensagens construtivas que faz questão de partilhar. «Eu acredito que o que trouxe de novo foram livros que combinam histórias de amor com desenvolvimento pessoal na dose certa e num estilo fresco. As pessoas sabem que não são apenas histórias de amor, sabem que elas passam mensagens importantes e que quando pegam num livro meu vão emocionar-se, entreter-se, mas também aprender alguma coisa que lhes será útil. E é isso que talvez faça a diferença na minha escrita.» 


Pelas mensagens que transmitem, os livros de Raul Minh'alma levam, muitas vezes, os leitores a refletir sobre as suas vidas e relacionamentos. Por essa razão, muitas vezes essa reflexão leva a mudanças para melhor. Assumindo que o seu público é maioritariamente feminino, o autor explica que «são pessoas que gostam de uma boa história de amor e que têm curiosidade por temas de desenvolvimento pessoal. Pessoas que querem evoluir enquanto seres humanos. Por conta disso, recebo muitas opiniões sobre o quão importante foram os meus livros em determinada fase na vida dos meus leitores porque, de alguma forma os ajudaram. Muitas, muitas pessoas me confidenciam que os meus livros as ajudaram de alguma forma e esse é o maior elogio e o maior prémio que posso receber.»

Esta é mais uma entre muitas conquistas do escritor que, em 2020, foi o autor (português ou estrangeiro) mais vendido em Portugal. A par disso, o seu livro «Foi sem querer que te quis» foi o mais vendido em Portugal durante o ano de 2019. No que toca ao caminho que tem vindo a percorrer, Raul Minh'alma revela que «foi uma carreira pensada e desenvolvida com cuidado, paciência e trabalho. Procurei sempre aprender com os outros o que fazer e, especialmente, o que não fazer. Encontrar o meu lugar e ser o melhor nesse lugar. Posso ser o mais vendido, mas nunca me sento à sombra do meu sucesso. Agradeço profundamente tudo o que tenho e tudo o que conquistei, mas continuo a encarar cada ano como se começasse do zero e tivesse de conquistar tudo de novo. Como se depois de cada livro ninguém mais soubesse quem sou e tivesse de conquistar todos os leitores de novo. Não dou nada como garantido (até porque nada é). Por isso, o meu futuro será sempre um recomeçar constante. 

Os livros de Raul Minh'alma são editados pela chancela Manuscrito (Grupo Editorial Presença) desde 2016: Larga quem não te agarra (2016), Todos os dias são para sempre (2017), Dá-me um dia para mudar a tua vida (2018), Foi sem querer que te quis (2018), Ganhei uma vida quando te perdi (2019), Durante a queda aprendi a voar (2020) e Se me amas não te demores (2021).


quinta-feira, 14 de março de 2019

LITERATURA | Excerto de entrevista do autor Nuno Nepomuceno

Nuno Nepomuceno, autor de A Última Ceia, deu uma entrevista ao blogue Crónicas de uma Leitora. Deixamos um excerto da entrevista concedida à nossa colaboradora Vera Carregueira.
________________________

Não estamos perante um livro que possamos inserir num só género literário. Temos romance e um thriller num só, muita ação, suspense e amor. Acha que será mais fácil chegar a mais pessoas?
Sim, concordo com essa análise. Acho que o sucesso que o livro está a ter resulta sobretudo disso. De uma forma muito simples, mais do que um thriller, A Última Ceia é uma história de amor, um «conto» sobre a relação entre um homem e uma mulher. E esses sentimentos serão sempre universais.

Imagem relacionada
O que nos pode desvendar sobre as personagens principais? O que podemos esperar deles?
É uma pergunta interessante, pois este foi exatamente um dos desafios que a redação do livro me colocou. O casal de protagonistas é muito diferente. A mulher, Sofia, evolui imenso e acho que é a personagem com que o leitor se irá identificar mais. Tem todas as caraterísticas de uma heroína tradicional, incluindo a capacidade de sobrevivência. Já Giancarlo, o homem que a seduz, não. É uma personagem estática, sobre a qual sabemos logo no início do livro ser um vilão, um ladrão de arte, o que me obrigou a trabalhar o enredo para manter a narrativa interessante. Se pensarmos bem, já sabemos mais ou menos como é que o livro acaba quando ele começa.

Afonso Catalão volta a ter um papel fundamental no desenrolar da ação. Como tem sido desenvolver este personagem que nos acompanha desde A Célula Adormecida?


Tem sido muito gratificante. O professor Catalão é bastante diferente do meu primeiro protagonista, a personagem principal de O Espião Português e restantes volumes da série. Afonso, ao ser um homem mais velho, tem outra dimensão emocional, além de um passado obscuro, negro, fruto de alguém que, apesar de ser honesto, teve de sobreviver àquilo que a vida lhe deu. É uma personagem que faz o que considera ser correto e necessário para o bem maior, mesmo que para tal tenha de quebrar algumas regras. Os últimos capítulos de A Última Ceia revelam isso mesmo. Há mensagens subliminares nas linhas de diálogo do professor Catalão que nos deixam a pensar sobre a interpretação que devemos fazer dos factos narrados anteriormente.


Para lerem a entrevista na integra cliquem AQUI.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

LITERATURA Palácio Belmonte recebe lançamento de edição inédita da poesia de Howard Altmann

O Palácio Belmonte, situado no coração da zona histórica de Lisboa, junto ao Castelo, vai receber no próximo Domingo, 27 de Janeiro, pelas 17h00, a poesia serena e admirável de Howard Altmann. O poeta, que vive em Nova Iorque vem a Portugal para o lançamento da edição bilingue de Enquanto Uma Fina Neve Cai. A apresentação fica a cargo da poeta portuguesa, Eugénia de Vasconcellos, tradutora da obra.

Quem se deslocar no próximo Domingo ao Palácio Belmonte, em Lisboa irá cruzar-se com o desassossego e interrogação de Howard Altmann em Enquanto Uma Fina Neve Cai. Um livro que impressionou John Ashbery, um dos maiores poetas americanos do século XX, vencedor do prémio Pulizer, para o qual os poemas de Altmann eram, pela sua singeleza «tão necessários quanto um copo de água».

Esta obra traz-nos uma voz humana em busca da serenidade numa harmonia que concilie a casa, a neve, a luz e a escuridão, a paisagem, o som. Poemas que têm sido veiculados e destacados no Poem of the Week do jornal The Guardian, na Academy of American Poets, e nas publicações: Poetry, Poetry Review e Yale Review.

Em Enquanto Uma Fina Neve Cai, a paixão do autor por Portugal e pelo Brasil é visível em poemas como «Saudade», «Salvador da Baía» ou o inédito «Lisboa». Pelo que esta visita a Portugal será um momento especial na carreira do poeta natural de Montreal.

Nesta inédita edição bilingue de As a Light Snow Keeps Falling a Guerra e Paz apresenta a poesia do autor canadiano traduzida para português, pela poeta portuguesa Eugénia de Vasconcelos, lado-a-lado com os textos originais em inglês.


A obra chega às livrarias e à loja online da Guerra e Paz, Editores no dia 5 de Fevereiro.


A entrada no evento é gratuita e no final os leitores serão brindados com um cocktail. O convite, também ele bilingue, segue em anexo para todos os interessados.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

CRÍTICA LITERÁRIA | "Os Távoras", de Maria João Fialho Gouveia | BERTRAND EDITORA


Texto e Foto: Isabel de Almeida
Crítica Literária | Jornalista


"Os Távoras", de Maria João Fialho Gouveia, assumem a natureza de romance histórico por excelência, que nos transporta até à Lisboa do Século XVIII, em pleno reinado de D. José. Conseguimos espreitar, com vista privilegiada, o quotidiano, os dramas, as alegrias, o orgulho, as tradições, os escândalos e as tragédias que afectaram esta família pertencente à Alta Nobreza de Portugal.

   As protagonistas femininas deste romance são: D. Mariana Bernarda de Távora, filha dos terceiros Marqueses de Távora (D. Francisco Assis de Távora e D. Leonor de Távora), Condessa de Atouguia por ter contraído matrimónio com D. Jerónimo de Ataíde (11º Conde de Atouguia) e D. Teresa Tomásia de Távora - a quarta Marquesa de Távora, também conhecida por "Marquesa Nova", como forma de a diferenciar da sogra. Teresa Tomásia é uma personagem polémica, Távora por nascimento e por casamento (casou-se com o sobrinho, filho do seu irmão Francisco Assis de Távora) tendo atraiçoado o marido - D. Luís Bernardo de Távora - ao tornar-se amante do Rei D. José.

   Todavia, na minha leitura pessoal da obra, e tendo em conta a economia e dinâmica da narrativa, assume papel de relevo, também a meu ver como protagonista neste universo feminino, a terceira Marquesa de Távora - D. Leonor - respectivamente mãe e sogra de Mariana Bernarda e Teresa Tomásia e, à data dos factos históricos, políticos, sociais e familiares narrados no romance, matriarca da distinta família.

   Teresa Tomásia e Mariana Bernarda (unidas por parentesco enquanto tia, sobrinha e também cunhadas) são bastante próximas e solidárias entre si, o que é deveras interessante considerando-se o ostensivo contraste de personalidade, postura, conduta social e moral, bem como os papeis que ambas representam na família.

   Mariana Bernarda, Condessa de Atouguia, é uma esposa, mãe e filha dedicada, vivendo com um exagero quase ou mesmo patológico a sua fé Católica, ao interiorizar em si a temática da culpa, da punição e necessidade de penitência associados à religião que professa. De conduta exemplar, adorando o marido, os filhos e a restante família, trava consigo mesma um constante conflito, na media em que se recrimina pelos privilégios inerentes à sua elevada posição social, e ainda por gostar de jogos de salão e de se embelezar com vestuário requintado, o que considera verdadeiras falhas de carácter merecedoras de castigo divino e de penitência e sacrifícios que possam compensar as mesmas condutas.

   Em Teresa Tomásia, a amante do Rei, encontramos, de algum modo a anti-heroína da trama. Em alguns momentos chegamos a adorar odiá-la, noutros acabamos por nos compadecer, ou admirar a sua determinação, pelo que gera no leitor sentimentos ambíguos. Teresa é uma mulher bela, sensual e plenamente consciente do poder de sedução que exerce sobre o sexo oposto. Desde cedo se deixou levar pela força do desejo, sendo assumidamente uma mulher extremamente carnal e material, postura que continua a assumir na idade adulta. A admiração e o intenso desejo que provoca nos homens, em especial, no Rei D. José fá-la sentir-se bem, não é o amor que a move, é antes a vaidade, o poder e a sua gratificação pessoal ao nível da vivência da vida íntima. A intimidade e o sexo, em relação aos quais assume uma postura desabrida e ousada, conferem-lhe um poder que acaba por constituir também a sua identidade pessoal bem como a afirmação de uma rebeldia nada ortodoxa, em especial para os usos e costumes da época.

   D. Leonor, a matriarca da família - Terceira Marquesa de Távora - é uma mulher forte, autoritária e orgulhosa da sua ancestral herança família, revelando-se uma acérrima defensora dos interesses familiares, muito prezando a sua condição de membros da Nobreza antiga e entendendo que a coroa deverá respeitar e contar com a opinião dos Távoras na condução dos destinos do reino, sendo crítica da influência nefasta de figuras menores socialmente de que é exemplo o inimigo principal da família - Sebastião José de Carvalho e Mello.

   O contexto social e político de Portugal sob a égide de D. José, mostra-se ilustrada de forma sublime pela autora a vaidade, a futilidade  e grandiosidade da corte de D. José I - um rei influenciável pelo seu núcleo mais próximo de Ministros e Secretários de Estado, mas que não deixa descurar a sua posição de Rei Absoluto em cada detalhe, adoptando e copiando convictamente o modelo absolutista Francês. Por outro lado, encontramos também uma caracterização nítida da argúcia, sentido estratégico, pragmatismo, sagacidade bem como a cegueira de uma ambição desmedida no campo político e social de Sebastião José de Carvalho e Mello - oriundo da baixa nobreza e mais tarde Conde de Oeiras e Marquês de Pombal - que facilmente o levarão a atitudes tão díspares como a reconstrução de Lisboa após o violento terramoto de 1 de Novembro de 1855 ou à maquinação de uma perversa e cruel conspiração para retirar do seu caminho adversários de peso como os Távoras e a Companhia de Jesus, estando toda esta  factualidade muitíssimo bem articulada na dinâmica da narrativa.

   A linguagem cuidada e adaptada à época, a inserção de citações reais de personagens como a Condessa de Atouguia (fruto da laboriosa pesquisa que envolveu a preparação do livro) todos os formalismos inerentes à época são detalhes adicionais que ainda mais enriquecem a obra.

   Em suma, ficção histórica nacional de inegável e elevadíssima qualidade, a mostrar uma escrita robusta, segura e pautada por maturidade.

   História, política, contexto social, personagens densas, emotividade, momentos de tensão e um equilíbrio perfeito entre todas as partes que compõem o todo desta narrativa. Recomendado pelo interesse do tema e pela excelência do trabalho desenvolvido por Maria João Fialho Gouveia.


" Mais do que a beleza (...) é o poder que faz nascer no peito dos homens rancores e desejos de vingança. Eu sou uma Távora e os Távoras são quase maiores do que o rei!" pp. 90

Ficha Técnica do Livro:


Título: Os Távoras

Autora: Maria João Fialho Gouveia

Edição: Maio de 2018

Editora: Bertrand Editora

Nº de Páginas: 320

Género: Romance Histórico Nacional

Classificação Atribuída: 5/5 Estrelas





quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA | "Reino de Feras", de Gin Phillips é um intrigante thriller que chega às livrarias dia 2 de Janeiro | SUMA DE LETRAS


Texto e Foto: Redacção Nova Gazeta  com Suma de Letras - Grupo Penguin Random House Portugal


A 2 de Janeiro chega às livrarias nacionais um novo thriller - Reino de Feras, de Gin Phillips - com chancela da Suma de Letras.

Devemos confessar que a obra já se encontra em leitura aqui na redacção e podemos avançar que estamos perante um thriller pleno de tensão psicológica constante, que nos leva a ponderar na intensidade da relação maternal, e em dilemas morais que podem ser experienciados perante situações limite de sobrevivência.


Descrito como "Um romance electrizante sobre o vínculo primordial e inabalável entre uma mãe e seu filho."

 Vencedor do prémio Transfuge para o melhor romance estrangeiro.



Sobre o livro:



«Um thriller brilhante, inteligente e irresistível.»

The New York Times



«Não consegui parar de ler, adrenalina pura.» 

The Guardian



«Phillips constrói as personagens de forma extraordinária e a sua prosa é habilidosa e evocativa. Aflitivo e profundo, este thriller cheio de adrenalina quebrará os leitores como uma bala atravessa o osso .»

 Kirkus Reviews



«Uma exploração controversa da maternidade, no seu mais básico.» 

Publishers Weekly



Sinopse da obra:



Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos é curioso, inteligente e bem comportado. Lincoln faz o que sua mãe diz e sabe quais são as  regras.



"As regras são diferentes hoje. As regras são que nos escondamos e que não deixemos que o homem com a arma nos encontre."



Quando um dia comum no jardim zoológico se transforma num pesadelo, Joan encontra-se presa com o seu querido filho. Deve reunir todas as suas forças, encontrar coragem oculta e proteger Lincoln a todo custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo  e o errado; entre a humanidade e o instinto animal.

É uma linha que nenhum de nós normalmente sonharia cruzar.

Mas, às vezes, as regras são diferentes. Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano para proteger os outros.  Até onde vai uma mãe para proteger o seu filho?



Sobre a autora:



Gin Phillips, autora premiada com o Barnes and Noble Discover pelo seu primeiro romance, tem a obra publicada em mais de 29 países. Reino de Feras, a sua primeira incursão no mundo do thriller, está a ser aclamado pelo público e pela crítica.

Ficha Técnica do Livro:



Título: Reino de Feras (nas livrarias a 2 de Janeiro)

Autora:  Gin Phillips

Editora: Suma de Letras

ISBN: 978 989 6655 259

Nº de Páginas: 270  Páginas

PVP c/ IVA: 17,45€



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA | Thriller "O Homem de Giz" chega a Portugal em Janeiro e promete surpreender os leitores | PLANETA


Texto: Redacção Nova Gazeta  com Editorial Planeta Portugal

Fotos: Blog Os Livros Nossos e Editorial Planeta Portugal | Direitos Reservados


No dia 16 de Janeiro de 2018 chegará às livrarias um thriller que promete surpreender os leitores Portugueses e dar muito que falar. 

"O Homem de Giz", da autora Britânica C. J. Tudor chega a Portugal com chancela Planeta e vai agitar o panorama literário nacional.

Se é fã de um bom thriller não vai ficar indiferente.


Estamos perante um fenómeno mundial que começou antes da Feira de Frankfurt 2016.
A obra tem Direitos vendidos para 48 países, entre eles Portugal. 


Toda a gente tem segredos.
Toda a gente é culpada de alguma coisa.
E as crianças nem sempre são inocentes.




NINGUÉM FICARÁ INDIFERENTE

[Sobre o Livro]:

O livro de estreia de C. J. Tudor é um thriller com uma atmosfera densa e viciante que se passa em dois registos, em 1986 e nos nossos dias.
A história começa em 1986 e, após um hiato de trinta anos, o passado surge para transformar a vida de Eddie.
As influências de Stephen King e o toque de Irvin Welsh, conferem ao livro não só um tipo de narrativa diferente como um suspense ao limite.
O que contribui para que a história tenha um desfecho muito real e chocante. O Homem de Giz conta-nos a história de um grupo de crianças, não poupando nos pormenores sociais onde estão inseridas e em como as influências de famílias disfuncionais contribuem para exacerbar o
imaginário infantil.

O que dizem outros autores?

«[Há] muito tempo que não tinha uma noite em branco devido a um livro.
O Homem de Giz mudou isso. Muitos parabéns C. J Tudor!»

Fiona Barton, autora best-seller de A Viúva e O Silêncio


«Há muito tempo que não lia uma estreia tão impressionante. O ritmo foi perfeitamente delineado, as personagens desenhadas soberbamente e há uma sensação de desconforto que começa com o prólogo e cresce ao longo do livro. E esse fim é tão diferente que o livro merece ser um êxito.»

James Oswald, autor best-seller do Sunday Times da série Inspector McLean


«Que estreia impressionante! Que ideia tão hábil e engenhosa! Fiquei
absorvida desde a primeira página. Adorei como as histórias de 1986 e as de
hoje se unem e criam este fim inesquecível e inesperado. Apelativo, tenso e
muito muito arrepiante. Este livro irá assombrá-lo!»

Claire Douglas, autora best-seller do Sunday Times de Irmãs

« C. J. Tudor brilha intensamente e apresenta uma história assustadora e
vividamente imaginada. Muito mais do que um mistério de assassínio é uma
exploração inteligente e aterrorizante dos laços e limitações das amizades de
infância e de segredos que se recusam a permanecer enterrados. Apaixoneime
pela voz que nos guia no romance, Eddie, pensativo e solitário. Prepare-se
para se surpreender uma e outra vez, até à última página!»

Michelle Richmond, autora de O Pacto

« Uma narrativa tensa e inteligente.»

Ali Land, autora de Menina Boa, Menina Má

[A Autora]:


C. J. Taylor é natural de Salisbury e cresceu em
Nottingham, onde ainda vive com o companheiro e a filha pequena. O seu amor pela escrita, em especial pelo macabro e pelo sinistro, manifestou-se desde cedo. Enquanto os jovens da
sua idade liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e de James Herbet.
Ao longo dos anos, envolveu-se em tarefas tão diferentes como jornalista estagiária, empregada de mesa e de loja, autora de textosradiofónicos, voz off, apresentadora de televisão, redactora publicitária e agora escritora. Vencedora da competição nacional de escrita de Twenty7,
em 2016, O Homem de Giz é o seu livro de estreia.

Ficou curioso? Fique atento, pois estamos na posse de informações exclusivas que iremos revelando aos nossos leitores, e iremos publicar alguns excertos da obra bem como a sua crítica literária.

[Booktrailler Já disponível no Canal da Nova Gazeta no Youtube]:





quarta-feira, 12 de abril de 2017

LITERATURA | Alexandra Lucas Coelho é a mais recente autora da Companhia das Letras


Texto: Isabel de Almeida

Foto: José Carlos Carvalho | Direitos Reservados

A Jornalista e Escritora Alexandra Lucas Coelho passará a integrar o Catálogo de Autores da Companhia das Letras, Chancela do Penguin Random House Grupo Editorial. Prevê-se para o início de Junho uma nova edição revista da obra "E a Noite Roda", vencedora do Grande Prémio de Romance e Novela APE em 2012.

No Outono a Editora promete um lançamento que descreve como : "Uma novidade, a vários níveis, no percurso desta autora."

Desde o início da sua carreira enquanto autora publicada Alexandra Lucas Coelho lançou já oito títulos, entre eles três romances, no espaço de dez anos.

"E a Noite Roda" é a sua obra de estreia na escrita de ficção que surgui na sequência de diversos volumes de Viagem-crónica-reportagem. A Autora era já uma das mais reconhecidas e premiadas jornalistas Portuguesas. Teremos de aguardar pela chegada do Outono que trará novidades na carreira da autora.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ENTREVISTA |Nuno Nepomuceno fala sobre "A Célula Adormecida", o seu mais recente livro


Texto e Fotos: Madalena Condado com Nova Gazeta & Diário do Distrito | Direitos Reservados


A 30 de Novembro de 2016, na FNAC Colombo, em Lisboa, o escritor de thrillers Nuno Nepomuceno apresentou o seu mais recente livro “A Célula Adormecida”. Neste seu último trabalho tratam-se assuntos tão atuais como religião e terrorismo.

Para quem já leu as anteriores obras do Nuno sabe que o talento está todo lá, não deixará, contudo, de ser surpreendido pelos locais, as situações, mas principalmente pela transformação que se nota na sua escrita mais fluída, consistente e viciante. Na obra “A Célula Adormecida” consegue sentir-se um grandioso enriquecimento de conteúdos na sua abordagem a temas tão polémicos que nos entram em casa diariamente através da televisão. 

Neste dia tão importante para o Nuno estavam sentados à sua mesa as pessoas que, de alguma forma , contribuíram para este seu novo sucesso:Fernando Gabriel Silva (o seu Editor na TopBooks), o Sheikh Munir (Imã da Mesquita Central de Lisboa) e Luís Pinto (blog Ler Y Criticar).

Lembro-me de uma das frases ditas pelo seu editor que me marcou particularmente e que passo a citar: “Todos os editores tentam encontrar o seu escritor e eu tive o privilégio de o encontrar no Nuno”. Mas se é verdade que escrever requer muita paixão, e principalmente talento, tudo qualidades que o Nuno tem na medida certa, também é certo que por detrás de um grande escritor tem que existir um editor que acredite nesse trabalho e ajude na promoção do mesmo.

“A Célula Adormecida” é um thriller psicológico onde o suspense impera, trata de um tema atual e controverso sempre contextualizado com factos. Acredito que foi necessária muita pesquisa para se documentar, passo importante para conseguir manter o leitor preso à sua leitura do início ao fim. Consegue uma vez mais, como lhe é típico, dizer muito com poucas palavras, mas, mais importante ainda,  leva-nos a questionar, a cada folhear de página, sobre tudo o que não compreendemos e temos medo na religião e no terrorismo. 

O Sheikh Munir começou por nos cumprimentar a todos com uma bênção Salaam Aleikum (a paz esteja convosco), explicou o fascínio que o interesse do Nuno lhe tinha despertado, principalmente quando percebeu que a estória do livro seria passada durante os 30 dias do Ramadão. Aproveitou para esclarecer o significado desses dias: os 10 primeiros sendo os dias de misericórdia, os 10 posteriores de perdão sendo que os últimos 10, os dias em que pedimos salvação. Confessou ainda que tinham sido a persistência, curiosidade e conhecimentos do Nuno sobre os assuntos abordados o impulso  de que necessitara e o levara a acreditar que os temas falados neste livro, através da sua visão, tinham tudo para correr bem.

O Nuno confessou que o seu género de escrita favorito é a espionagem, mas que com este seu último livro quis dar um passo em frente chegar a mais pessoas não somente para as entreter, mas também para transmitir uma mensagem. Em “A Célula Adormecida” tenta desmistificar o Islão, a comunidade muçulmana em particular, ao mesmo tempo que aborda temas como a xenofobia, racismo, expressão social, consegue colocar-nos a pensar na forma como cada um de nós tende a julgar as outras pessoas.


Mas, para que fiquem a conhecer o autor ainda um pouco melhor, coloquei-lhe três questões, e, desde já, aconselho a que sigam o Nuno através das suas páginas (site e redes sociais) e, quem sabe, se aparecerem numa próxima apresentação para trocarem dois dedos de conversa. É garantido que vão gostar.

Entrevista Breve:

Como se descreveria?

Chamo-me Nuno, tenho 38 anos, escrevo profissionalmente há 4, gosto de cinema, fazer BTT, passear com o meu cão, ler e escrever.

Dá muito valor à investigação e às suas fontes antes de começar um livro ou foi somente para a escrita da "Célula Adormecida"?

A investigação é uma parte muito importante do meu processo criativo e que me acompanha desde o meu primeiro livro. Não consigo iniciar um manuscrito completamente do zero. Preciso sempre de estudar e saber mais, de me preparar corretamente para o que vou enfrentar a seguir, e só depois disso é que surgem as ideias, que me sinto seguro em relação ao rumo escolhido. Escrevo thrillers, mas não me considero extremamente comercial. Julgo que ofereço conteúdo. Os meus livros não são uma sucessão de twists com vista a manter o leitor agarrado, mas sim histórias ricas em intriga de forma a apaixoná-lo. E tal só se consegue se estivermos convenientemente preparados. Por exemplo, em "A Célula Adormecida", o tempo que despendi em pesquisa ultrapassou o da redação do livro.

Não tem medo que o tema que aborda no seu último livro se possa vir a tornar uma realidade no nosso país? Que de alguma forma esteja a dar algumas "ideias" de como o fazer e onde?

Há sempre esse risco, mas não creio que o livro incite à violência. Esse teria sido o caminho mais fácil — aproveitar as controvérsias que rodeiam o Islão e explorar a parte mais negativa do extremismo. O que procurei fazer com A Célula Adormecida foi introduzir uma abordagem inovadora não só ao nível do tema do livro, como da religião muçulmana em si. Quem o ler irá encontrar uma obra bem diferente do que o título sugere. A mensagem final que transmite é de paz, esperança.




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

ENTREVISTA | Autor Amílcar Monteiro em entrevista com Madalena Condado [Literatura]


Texto e Fotos: Madalena Condado com Nova Gazeta & Diário do Distrito | Direitos Reservados

No passado dia 11 de novembro, estive à conversa com o escritor Amílcar Monteiro na FNAC do Colombo. Tinha curiosidade em conhecer este novo autor do panorama nacional humorístico, felizmente acedeu encontrar-se comigo e só posso dizer que foi uma tarde muito bem passada. Quis saber o que o motiva para escrever, mas principalmente queria que me falasse em primeira mão de projetos futuros.

Contou-me que é filho único, que aos seis anos tirou o seu primeiro curso de escrita, leitor fervoroso de tudo desde as embalagens do leite até aos grandes clássicos literários, licenciado em Psicologia, terminada a universidade começou a frequentar cursos que o levariam à sua atual forma de escrita, inicialmente com o curso de escrita humorística de Ricardo Araújo Pereira e posteriormente das Produções Fictícias. 

Faz stand up comedy, é praticante de artes marciais possivelmente para se poder defender de uma piada menos conseguida. Contudo para ele o mais importante continua a ser a sua forma de se relacionar com o mundo, onde o humor tem que estar sempre presente. E apesar de exercer diariamente a sua profissão de neuropsicólogo clínico, consegue desde 2007 escrever regularmente no seu blog bem como em diversos sites.

Considera “Não se brinca com coisas sérias” o seu livro “zero”, a sua forma de aprendizagem após sete anos de escrita e revisão, onde junta os seus melhores contos humorísticos.

Porém o Aclamado Autor Amílcar Monteiro consegue fazê-lo com uma classe somente digna das grandes mentes deste século como o futuro próximo o confirmará. 
Foi-me ainda dito que contou com a ajuda de uma amiga na criação da capa, e a verdade é que não poderia ser outra.



Coloquei-lhe três questões.

Comecei por perguntar-lhe como se descreveria. 
Confessou-me que se considera um tipo normal que gosta de escrever, especialmente humor, e que sempre que o faz tenta que seja algo refrescante, que surpreenda o leitor.

Como classificaria a sua escrita. 
Disse-me que está demasiado envolvido na sua escrita para a conseguir descrever. Necessitaria de distância para fazê-lo. Que se limita a escrever da forma que lhe parece mais clara para conseguir passar as suas ideias aos leitores “ideia que, normalmente é um disparate”.
E para finalizar onde pensava estar daqui a um ano. 

Por essa altura gostaria de estar a publicar o seu segundo livro ou até mesmo com esse segundo livro já publicado.

Acredito que esse seu último desejo se concretize possivelmente antes desse ano passar e confesso que o gostava de ver em breve com um programa seu. E isso não é de todo impossível afinal bem sabemos que diariamente surgem novas promessas nas mais diversas áreas e Amílcar Monteiro tem tudo para ser uma dessas pessoas que nos contagia com o seu humor acutilante e nos faz rir. 

Aconselho que leiam o seu livro e que sintam em primeira mão como ele vos conseguirá surpreender.
Só me resta agradecer-te Amílcar pela fantástica conversa e desejar-te muita sorte na realização de todos os teus projetos. Da minha parte fica um até breve ansiosa pela sequela do “Não se brinca com coisas sérias”.

E porque tal como tu acredito que a nossa sorte somos nós que a fazemos gostava de acabar com um dos teus pensamentos incluídos no livro apesar de ter a certeza que no teu caso será sempre com casa cheia.  “Nos casinos da Rússia a mesa da roleta está sempre vazia” 



quarta-feira, 15 de junho de 2016

[Cultura - Autores] Manuel Alegre Doutor Honoris Causa Pela Universidade de Pádua

Texto: Isabel de Almeida
Crítica Literária e Jornalista

Foto: Luíz Carvalho - Gentilmente Cedida pelo Grupo Editorial LeYa.

   Manuel Alegre vai receber o Grau de Doutor "Honoris Causa" pela Universidade de Pádua, sendo esta distinção atribuída ao autor na área de Línguas e Literaturas Modernas Europeias e Americanas.

   A decisão foi objecto de aprovação, no passado dia 7 de Junho, pelo Senado daquela Universidade Italiana, a mais antiga do mundo.

   Além de Manuel Alegre, irão receber igual grau académico o realizador Steven Spielberg (será Doutor em Ciências Históricas, quanto promotor da Fundação "História Visual dos Sobreviventes da Shoah"), e Malala Yousafzai, a Prémio Nobel da Paz 2014 (será Doutora em Formação Cultural e Sociedade Global)

  A atribuição desta relevante distinção ao autor da obra Praça da Canção foi devidamente assinalada na imprensa Italiana, designadamente nos jornais Corriere della Sera e Il Matino, e decorre do trabalho realizado à volta  da obra de Manuel Alegre na Universidade de Pádua. Em Abril de 2010 aquela Instituição de Ensino Superior, em parceria com o Instituto Camões, deu início à Cátedra Manuel Alegre na Facoltà di Lettere e Filosofi, momento em que ao autor foi atribuído ainda o título de Cidadão Honorário de Pádua.

   A Universidade de Pádua é considerada, juntamente com a de Bolonha, a mais antiga do mundo, tendo por lema "Universa Universis Patavina Libertas" ("Inteira, para todos, a liberdade da Universidade de Pádua"), e ali estudaram alguns importantes pensadores, entre os quais, os Portugueses Fernando de Bulhões (Santo António) e o Renascentista Damião de Góis.

  Trata-se de um reconhecimento da vida e obra de Manuel Alegre ao nível internacional que ocorre pouco tempo depois de, em Portugal, o autor ter visto o seu trabalho reconhecido com três prémios literários de excelência: Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores; Prémio Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores e Grande Prémio de Literatura dst.



[Reportagem Especial] James McSill em Lisboa para o Congresso Luso-Brasileiro de Autores

Texto: Reliane de Carvalho
Autora dos Livros "Menina dos Olhos da Alma"

Fotos: D. R.

No dia 04 de junho de 2016, aconteceu em Lisboa o VI Congresso Luso-Brasileiro de autores – James Mcsill, no auditório do El Corte Ingles.
James McSill é um especialista em Storytelling que ajuda a autores escrever histórias mais apropriadas para publicação comercial, mas trabalha também com atores, diretores e outros profissionais de cinema, TV e teatro. E não é só isso, trabalha com Storytelling empresarial, ajudando empresas a melhor alinharem suas histórias. James é um dos mais renomados consultores literários do mundo. Um "Guru da Palavra", que percorre o mundo com sua forma especial e talentosa de "Ser", a trabalhar em 5 países, em 15 cidades, e acompanhar autores, através da facilidade que hoje o mundo informatizado proporciona, em todos os cantos do globo terrestre. Seu Studio McSill é localizado em Yorkshire, na Inglaterra.

James McSill nasceu no interior do Rio Grande do Sul, no Sul do Brasil. Quando criança mudou para a Escócia onde cresceu. Durante a sua vida laboral trabalhou em Glasgow nos primeiros sistemas informáticos de análise de texto e ensino de línguas, num grande projeto que o projetou para o mundo. Aos 42 anos quando houve uma brusca rutura com este processo de trabalho, o Universo o forçou a procurar novos horizontes, e após aceitar os desafios de uma amiga na orientação de seu livro, deu seus primeiros passos rumo ao grande projeto que certamente marcou e marca a sua vida, o de se tornar um grande e respeitado consultor literário no mundo. E hoje é conhecido como o “Guru da palavra” pelo seu vasto trabalho na América Latina, América do Norte e Europa, estendendo-se, agora, à Ásia. Com um trabalho e um talento singular. 

E quem teve a oportunidade de ouvi-lo e participar de suas formações é testemunha de todo o conhecimento que possui, da sua força expressiva, da sua capacidade de utilização de metáforas para exemplificar a importância de uma ação. É testemunha das variantes que marcam o seu grande trabalho, realizado por quem tem um grande domínio da língua falada e escrita, de sua utilização, e de todas suas variações linguísticas. James McSill tem força expressiva e uma capacidade inata de desenvolver e motivar pessoas. É um fenômeno no domínio da palavra.


O evento contou com a presença de escritores, artistas, autores, editores e várias pessoas que trabalham no segmento da arte literária direta ou indiretamente. Fez parte da mesa oradora, o próprio James McSill, seu representante em Portugal Ricardo Laranjeiras, licenciado em Comunicação Empresarial com pós-graduação em Finanças Empresariais aplicadas à Comunicação. Professional Coach e Master em PNL. Consultor em Panorama Social. Certificado em Storytelling. Terapeuta em Psicologia Transpessoal pela Escola Espanhola de Desenvolvimento Transpessoal. Especialista em Marketing e Comunicação é Formador, Consultor e Coach na Comunicação Mais Eficaz. A Helena Campos Licenciada em Assessoria de Administração, e percurso profissional em Decoração e gestão de empresas. Deu formação na área de vendas e atendimento ao publico. Após Certificação em Storytelling com James McSill, e numa ousadia inesperada comunicou a sua vontade de escrever. No lugar certo, com a pessoa certa, o que até ali não passava de uma miragem, ganhou dimensão e forma. Iniciou então a aventura da escrita com o intuito de publicação. Atualmente divide o seu tempo entre a escrita e a gestão de património turístico. Carla Carvalho Dias, licenciada em Engenharia Mecânica no ramo de Termodinâmica & Fluidos, pela Universidade de Coimbra e assim e como missão de vida: "Contribuir para a melhoria da cultura de serviço em Portugal e porque não no Mundo", tendo nesse sentido fundado a Top Service Academy®. Neide Gomes Barros, mestra em Gestão Empresarial pela Universidade Autônoma de Lisboa (UAL). Sócia-diretora da CAB Consultores Associados do Brasil desde 1996.  Autora do Livro: "Desafios na arte da construção": e o livro infantil "Clara e Fada a dos Livros". Josi Gomes, economista e sócia da empresa Consultores Associados do Brasil (CAB), onde vem dedicando boa parte de seu tempo, em temas relacionados a sustentabilidade. Em sua experiência de pouco mais de 20 anos, colaborou com a implementação de projetos de consultoria em várias empresas de diversos segmentos no Brasil. Cacá Fontana, advogada internacional, com formação na Universidade de São Paulo e em Harvard, a qual lançou a revista Pense Mais em Janeiro de 2015. Maureen Miranda, artista multifacetada, pois além de atriz e diretora, também é artista plástica, ilustradora e figurinista. Nascida em Pato Branco, se divide entre Curitiba e Rio de Janeiro, aonde atualmente grava uma novela da TV Globo sob direção de Wolf Maya. Helena Andrade, escritora, gestora pública com especialização em educação permanente, consultora de administração pública, professora/apoiadora no curso de gestão de serviços de saúde na Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, palestrante e professora de Yoga. Fernando Gabriel Silva, com 20 anos de experiência no sector editorial, começou como distribuidor e importador de livros do Brasil, tendo a representação de grandes editoras brasileiras em Portugal, o qual desde 2006 entrou na edição e publicação de livros. Já publicou mais de 300 novos títulos e hoje representa os principais autores palestrantes/formadores em Portugal. O qual move-se pelo sonho de publicar livros, não para um país, mas para o mundo. Angelo Rodrigues ccoordenador do projeto de Comunicação, divulgação e promoção CriaPromove (www.criapromove.com). Licenciado e pós-graduado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Jornalista (Imprensa / Rádio / TV / Cinema) - (Apresentou programas na Rádio Renascença, Voz de Almada e Voz do Entroncamento), professor de ciências sociais e humanas, revisor, editor, coordenador/diretor literário de várias editoras (diretor literário das EDIÇÕES COLIBRI), promotor de eventos, apresentador, escritor (com vários livros publicados). E o Bruno Valente editor de livros e empresário. CEO do grupo Editorial Valente, no Brasil. Master Coach, Master Practitioner & Trainer em PNL, com foco em produção editorial. Empreendedor Digital. Idealizador do programa Livro de Sucesso.

O grande evento de James McSill em Portugal, o Congresso Luso- Brasileiro, teve todas as vagas previamente preenchidas com bastante antecedência e deixou provavelmente muitos interessados sem terem oportunidade de participar. Foi um verdadeiro sucesso, que preencheu com entusiasmo a maioria dos participantes, o que ficou retratado na fisionomia de cada um ali presente no término do evento. E também muito evidente na oratória dos participantes que se pronunciaram após o final do discurso dos oradores que compunham a mesa, num especial momento aberto ao público para perguntas e colocações.

O grande sucesso do evento que foi o primeiro ano que aconteceu em Portugal, tendo sido os outros 5 anos realizados no Brasil, na cidade de São Paulo, é fácil de se explicar: _ O mentor do trabalho, o James McSill, é considerado um dos fenômenos da atualidade na arte de conduzir autores a construir uma "história viável para publicação". Em seu discurso falou com maestria sobre a arte de contar história, fomentando a importância dos principais quesitos para a construção de uma história de provável sucesso. E posso ressaltar como participante do evento, que além de todo o talento que possui, uma das prováveis justificativas de todo o seu sucesso é sua forma de “Ser”, porque James McSill é uma pessoa simples, que embora possua um grandioso talento, carrega e evidencia a todo e qualquer momento, o maior talento que um “Ser humano” pode ter,  a humildade e a simplicidade, que o faz um "Ser Infinitamente Grande".

E  a passagem literária do grande consultor James McSill em Lisboa não se limitará apenas ao Congresso que especifiquei acima, haverá a Certificação Internacional de Storytelling, com três dias de formação, que se dirige a um vasto grupo, formadores e professores, coaches e terapeutas, escritores e atores, diretores gerais, diretores de RH, consultores de empresa, jornalistas e publicitários, oradores e palestrantes, gestores de redes sociais, e todos aqueles que tenham uma mensagem ou história para transmitir. Segundo os organizadores do evento, durante os três dias de formação, serão trabalhadas o desenvolvimento de habilidades colaborativas para o desenvolvimento da função profissional dos participantes, independente do seu segmento no Mercado de Trabalho. Porque contar histórias é para todos nós, afirmam os organizadores, “STORYTELLING, entretanto, como desenvolveremos nestes três dias de formação, deve ser definido como o ato consciente de passar emoções, temas ou posições morais da mente do mensageiro à mente do interlocutor e levar o interlocutor a agir. Isto é: estruturar uma narrativa com um propósito, dentro dela, ser capaz de embutir ordens e informações que levem o interlocutor a se engajar, compelindo-o a tomar uma posição, realizar uma tarefa, aceitar ou rejeitar uma proposta, emocionar-se com um texto escrito ou falado. Se isto for feito com maestria você será mais capaz de levar adiante a sua agenda pessoal, a de sua empresa, a de seu grupo de teatro, a de seu cliente. Será capaz, sobretudo, de levar adiante ações transformadoras, enquanto o seu interlocutor apenas relaxa e aprecia as histórias que você tem para lhe contar.”

A Certificação Internacional de Storytelling, em Lisboa, acontecerá nos dias 17,18,19 de Junho de 2016. Não tenho dúvidas, de que este próximo evento de James McSill será um novo grande sucesso, sou prova viva de todo o talento que possui, pelo que já conheço do seu trabalho. E se fosse tentar arranjar uma nova denominação no “Universo da palavra” para classificá-lo, além da classificação tão sabiamente utilizada que já lhe deram de “Guru da Palavra”, chamá-lo-ia de “Alma da palavra”, capaz de despertar outras almas para a sábia utilização de toda a arte de expressão que cada um de nós carrega no interior do nosso “Eu”.

Nota de redacção: O texto da presente reportagem encontra-se escrito na grafia de Português do Brasil, tal como foi escrito pela autora Reliane de Carvalho, a quem lançámos o desafio de ser nossa repórter neste evento. A Reliane o nosso muito obrigada pelo excelente trabalho.



terça-feira, 19 de abril de 2016

[Cultura - Crítica Literária] "Vamos Comprar um Poeta", de Afonso Cruz [Editorial Caminho]

Crítica Literária 

Texto: Isabel Alexandra Almeida/Nova Gazeta/Os Livros Nossos

Foto: Direitos Reservados - Editorial Caminho [Grupo LeYa]

Vamos Comprar um Poeta é um surpreendente grande pequeno livro da autoria de Afonso Cruz. Porque os livros, tal como as pessoas, não se medem pela extensão, mas pela qualidade, pela essência, pela personalidade própria, pela originalidade e pela capacidade de nos tirar da zona de conforto e de nos abanar a alma, e é precisamente isto que este pequeno grande livro faz connosco.

A premissa inicial é, desde logo, interessante, numa sociedade em tempo indeterminado, algures no futuro, a narradora participante descreve-nos uma sociedade materialista onde tudo é visto de modo quantificado ou quantificável, até mesmo as emoções, e os nomes sujeitos são meras combinações de números onde o peso das dízimas diz algo sobre a preponderância social de cada indivíduo.

Numa elegante prosa plena de ironias e toques de humor, entramos na intimidade de uma família [ a da nossa narradora] constituída pela própria, pelos pais e pelo irmão, e iremos conhecê-los quando se predispõem  a comprar um Poeta, visto que não suja e é relativamente fácil de manter em casa para entretenimento da família, sem consequências de maior na rotina de cada um [assim pensam os membros desta família].

E o Poeta chega a instala-se, ou melhor dizendo, é instalado num espaço exíguo num vão de escada e irá revolucionar a vivência economicista, quantificada e limitada deste núcleo familiar.

A sociedade imaginária narrada neste livro tem algo de assustadoramente familiar...embora esteja caricaturada e levada ao extremo, perdeu valores culturais, menospreza o conhecimento, a criatividade o peso e a relevância da imaginação, sendo impensável e mal visto socialmente desenvolver uma actividade intelectual que se afaste do campo dos números, da economia, da lógica fria do lucro e dos ilusórios prosperidade e crescimento.

Com inúmeras referências culturais, que são depois esmiuçadas em notas no final da obra, este livro tem o condão de nos fazer rir de nós próprios e do mundo que estamos a construir, sendo um belíssimo exercício contemporâneo do lema ridendo castigat mores de Gil Vicente.

A ler, a reler, a coleccionar, a recomendar e a reflectir de quando em vez! Parabéns Afonso Cruz.


Ficha Técnica da Obra:


Título: Vamos Comprar um Poeta


Autor: Afonso Cruz


Editora: Caminho [Grupo Leya]


Edição: Março de 2016


Páginas: 104


Género: Juvenil/ficção contemporânea

Nota de redacção: O exemplar da obra foi gentilmente cedido pelo editor para artigo de crítica literária.



sexta-feira, 8 de abril de 2016

[Cultura - Evento Literário & Opinião] Embaixador Carlos Fernandes lança livro que contesta o acordo Ortográfico de 1990


A obra do Embaixador Carlos Fernandes [Foto Guerra & Paz Editores]

Ontem, na Bertrand do Picoas Plaza, em Lisboa, foi apresentado o livro do embaixador Carlos Fernandes, "O Acordo Ortográfico de 1990 não está em vigor" da editora Guerra e Paz, sobre a inconstitucionalidade deste acordo que nunca foi sancionado por decreto-lei ao contrário do que se passou com a Convenção de 1945 e o aditamento de 1973.

Estavam pouco mais de 30 pessoas na sala, como se pode verificar pelas fotos publicadas, houve intervenções do próprio autor, de Nuno Pacheco e de Ivo Barroso e algum diálogo.

É deveras lamentável que um assunto destes que interfere violentamente com a nossa Cultura, a nossa Civilização, a nossa raiz latina, mereça tão pouca atenção da parte de um público que, nas redes sociais, se afirma como sendo totalmente contra mas depois não aparece nos locais e manifestações públicas.

Se queremos alterar este ( des)acordo ilegal, temos de manifestar a nossa presença, fazendo- nos ouvir junto de quem o pode alterar.

Em conversas de café, em reuniões só para amigos e em manifestações só com meia dúzia de pessoas, não o conseguimos.


Por mim falo. Não pude estar presente por motivos familiares mas o meu Marido representou- nos aos dois, indo e comprando o livro.

O livro tem muito interesse porque recorre a toda a legislação e a todas as " Prepotências do Governo de José Sócrates e do Presidente Cavaco Silva", como o autor refere no próprio título do livro.
A ler com atenção.


Texto: Maria Delfina Vasconcelos 

Fotos: Editora Guerra e Paz [Direitos Reservados]

A Nova Gazeta agradece à Dra. Maria Delfina Vasconcelos e ao Dr. José Luís Vasconcellos a gentileza de toda a colaboração prestada com a escrita deste artigo.