sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

O MAIOR SEGREDO, de Rhonda Byrne / HARPER COLLINS

 
















«Sinto-me muito empolgada e honrada por poder partilhar as descobertas do meu novo livro com leitores de todo o mundo. A cada passo que der neste livro, cada leitor irá sentir-se mais feliz e a sua vida exigirá menos esforço, o medo e a incerteza deixarão de o paralisar, a ansiedade e o stress que sente na vida diária ou perante acontecimentos mundiais irão dissolver-se e libertar-se-á de qualquer forma de sofrimento»
| Rhonda Byrne.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

RECORDA-ME, de Mario Escobar / HARPER COLLINS

 















Os jovens Marco, Isabel e Ana vivem em Madrid, estamos na primavera de 1937 e a cidade, que sofre bombardeios contínuos, está prestes a render-se às tropas de Franco. Os pais das crianças debatem-se entre a dúvida de tirar os filhos da cidade ou manter a família unida. Francisco, o pai, soube que o presidente Manuel Azaña está a organizar a saída do país de quase quinhentas crianças juntamente com o Comité Ibero-americano de Ajuda às crianças do Povo Espanhol. Depois de uma viagem agitada até Bordéus e da luta de Amparo para que as crianças embarquem na expedição, o Mexique sai do porto no dia 27 de maio, contudo, os perigos da viagem acabaram de começar.

Um livro tremendamente humano e real que descreve as peripécias de um grupo de crianças num barco até à sua chegada ao México, acolhidas pelo governo de Cárdenas. As «Crianças de Morelia» eram um grupo de 456 menores de idade enviado de Espanha para o México em plena Guerra Civil. O Comité Ibero-americano de Ajuda ao Povo Espanhol organizou tudo para tirar as crianças do país e tiveram de viajar em condições muito difíceis durante uma longa travessia até ao porto de Veracruz.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

NOVELOS E OCEANOS, de Paulo Landeck

 


Também o desporto tem destas coisas: sombras de azul.

A insónia principiou no alternativo caminho entre argila e relva sintética das provas de ténis: o plexicushion court. – Esse vibrante corte azulado de base acrílica.
Não posso ficar indiferente à arquitectura das coisas. - Hoje é um desses dias.
No mais longínquo horizonte rasga-se o céu, flutuam nuvens de algodão em cerúlea tela.
O Melbourne Park é o recinto desportivo onde aplaudo a insónia sem sair do sofá. Fiquei curioso quanto à obra de ’88. Imagino o cenário ao vivo, e partilhada envolvência.
Desse santuário do ténis fazem parte: os fantásticos Rod Laver Arena (naming em homenagem ao recordista de títulos na carreira); John Cain Arena (ao político); Margaret Court Arena (outra lenda deste desporto); entre outros campos, não menos empolgantes.
Depois da amplificação da obra em 1995, o resultado só poderia ser o de futuras nostalgias, e boas insónias.
Entre breaks e “contra-breaks”, até o pior dos sonhadores acaba mergulhado no azul, neste evento que antecede a quinzena do Open da Austrália.
Sinto-lhe o piso e as palavras.
A palavra tartã (tartan) transporta-me a batalhas de xadrez em fio de lã. Continuemos…
Se o padronizado tecido veste o espírito escocês (berço de Eliza Forlonge que viria a ser pioneira na Austrália), os lanifícios australianos em muito ficaram a dever à velha tradição, e à estratégia comercial e industrial inglesa.
Durantes os séculos XIV e XV, O rei Eduardo III encorajou o estabelecimento de tecelões flamengos em Inglaterra, mas foi pela oceânica empresa que as manufacturas e trocas comerciais se expandiram.
A política expansionista ganharia força no séc. XVII, quando foram enviados os primeiros 6 exemplares de gado Merino espanhóis para a África do Sul (destinados ao rei holandês).
Nos dois anos subsequentes, as ovelhas (que mais tarde zarpariam para a Holanda) deixaram descendência em terra africana.
É no séc. XVIII, que segue para a Austrália a primeira carga de gado ovino. - Fonte de carne e de valiosa lã para os colonos.
No início do Séc. XIX arranca o grande comércio de lanifícios australianos. O reconhecimento pela superior qualidade da lã, não tardaria.
O fio de novelo distante estava desenrolado. - Hoje contam-se muito mais ovelhas do que habitantes (mais do triplo).
Por falar em contabilidade; colonizar o sofá também promove os mais lãzudos sonhos: conto os que pulam a cerca, enquanto afio facalhão a pensar no sacrifício…
Reabro os olhos, após curtíssima sorna no tiebreak, se é que assim lhe posso chamar. Mergulho nos azuis de Melbourne.
É mais uma sessão do Great Ocean Road Open. Procuro seguir o evento contrariando o peso das horas trocadas. Jeremy Chardy troca bolas com Daniel Evans…seguem muitos outros, madrugada fora.
Voltemos página à leitura, sem desperdiçar saliva.
Imagino-me a sondar in loco, o patamar superior daquele lugar distante que teima em não se deixar encerrar, nem nos mais belos estádios.
Caelum no hemisfério S é abóbada. Assim ficou na constelação das palavras de inconcebível poeira etimológica; qual pigmento de alma roubada ao mar, ou na dispersão de partículas e sonhos de poeta.
Parece-me inconcebível adjectivar o firmamento!
Como pode o hardcourt ser piso que seca mais rápido em mar que não se dilui?
Mesmo no campo democrático onde as jogadas fluem com maior rapidez é possível encontrar lírico espectador.
Pois, é azul a primeira faixa herdada da insigne roseta (cocarde); azul do mar de Hugo, Verne, e do encantador Trenet… – Também a mim, “La Mer/A Bercé mon coeur pour la vie”- Falo do mesmo azul do grande empreeendimento overseas, que levaram aos mais recônditos cantos do mundo a Union Jack…
Azul…do mar…tantas vezes desbravado pelo povo da imensa saudade.
Não há no mundo quem não reconheça o infinito, nem mesmo na mais pesada selva de betão. – O mensurável segue a bitola do Homem.
Somos mar e deserto.
Recosto-me nas anteparas da cidade. Evito o lodo no cais. Talvez amanhã a carta mude.
Enquanto não navego, embalo harmoniosamente no jazz de Miles Davis. Algures cá dentro, it’s a “Kind of Blue”, again…nunca me canso…”Blue in Green”, é o tema.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021


 

A SUBLIME PORTA, de Jésus Sánchez Adalid / HARPER COLLINS

 














Continuam as aventuras e desventuras de Luis María de Monroy, o jovem soldado dos terços já nosso conhecido de O Cativo, num contexto de contínuas contendas entre as tropas espanholas de Felipe II e as do Império otomano, em pleno século xvi. Derrotado e cativo no seguimento da Batalha de Djerba, graças à sua inteligência, ao seu domínio do canto e do alaúde, bem como a um ou outro golpe de sorte, conseguirá resguardar a sua vida, primeiro em Susa e depois em Istambul, a urbe mais fascinante e cosmopolita da época, onde vai arriscar duplamente a vida ao colaborar com uma trama de espionagem ao serviço do imperador espanhol.

A vida apaixonante do cavaleiro Monroy, protagonista da bem-sucedida trilogia de O Cavaleiro de Alcántara, é o fiel reflexo de uma época tão fascinante quanto complexa, a do esplendor do imperio hispânico dos Áustrias, a mesma de Lope de Vega e Cervantes.

O protagonista do romance em breve descobrirá que os ideais cavaleirescos e religiosos, a música e a poesia, a pátria e a honra, devem conviver inevitavelmente com a crueldade da guerra, com a fome que assola o povo e, por vezes, com a iniquidade dos seus governantes.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021


 

O ÚLTIMO COMBOIO PARA A LIBERDADE, de Meg Waite Clayton / HARPER COLLINS


 














O Último Comboio para a Liberdade é um livro de ficção sobre a operação humanitária Kindertransport, que consistiu no transporte, durante um ano, entre 1938 e setembro de 1939 (início da Segunda Guerra), de cerca dez mil crianças judias, sem acompanhamento dos seus parentes, para o Reino Unido, pondo-as a salvo das ações anti-semitas nazis.  As crianças foram colocadas em famílias de acolhimento inglesas, pensões e quintas. No romance, este episódio histórico é contado a partir de várias perspectivas, incluindo a de três crianças salvas pela Kindertransport.

Stephan e Walter Neuman são judeus não-praticantes, irmãos e herdeiros da fábrica de chocolate do seu pai em Viena. Stephan torna-se amigo de Žofie-Helene, uma miúda apaixonada por matemática, não-judia e cuja mãe é jornalista política. Os pais destas três crianças farão tudo para as colocarem em segurança longe das garras nazis.

Outra perspectiva importante em O Último Comboio para a Liberdade é a da heroína da vida real, Geertruida Wijsmuller, carinhosamente apelidada Tia Truss, uma corajosa holandesa que foi uma das figuras-chave da Kindertransport.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A PENSAR TER UM CACHORRO?, de Ana Emauz, Treinadora na Off Leash - Educação e Treino Canino


Se é a primeira vez que vai ter um cachorro este artigo é para si. Se é um tutor com mais experiência, leia na mesma pois nunca se sabe, o treino e o comportamento canino não param de evoluir e poderá encontrar informação válida para si também.

Durante este período de pandemia, e com os sucessivos confinamentos, muitas famílias pensaram em adquirir um cão. A imagem de um cachorrinho gera sentimentos calorosos e emocionais, que em tempos conturbados são

bastante mais valorizados. Por outro lado, as pessoas estão a passar mais tempo em casa, o que as leva a pensar numa maior disponibilidade para a adição de um novo membro.

No entanto, há muita coisa a ponderar antes de tomar a decisão de trazer um cachorro para casa.

O que devemos ter em conta?

O tempo de vida de um cão.

Em primeiro lugar, pensar que será um compromisso a longo prazo, entre 12-15 anos, com sorte alguns anos mais. Lembre-se que a sua escolha não deve ser emocional ou

feita por impulso, mas sim bem pensada e estruturada, é uma decisão a longo prazo que vai envolver pelo menos uma década da sua vida. E nesse tempo, pode ter de mudar de casa, de emprego, alterando também a sua disponibilidade, pelo que há de ter em conta os vários cenários possíveis.

Disponibilidade de tempo.

Em segundo lugar, deve pensar no tempo que vai ter disponível para o seu cão nestes próximos anos. Mais do que o espaço, o tempo é fundamental, e deve incluir várias actividades diárias como os passeios, brincadeiras, e estimulação mental.

Embora os cães possam variar muito nas suas necessidades físicas e mentais, todos os cães, e sobretudo os cachorros, precisam que lhes dediquemos tempo e atenção todos os dias. E por isso, muito mais importante do que o espaço que têm (local onde vivem), é o tempo disponível para se dedicarem ao vosso cão diariamente. Mesmo que tenha um jardim, quintal ou quinta, o seu cão não vai brincar e correr sozinho, precisa de si para o fazer. E precisa de si para o levar à rua e conhecer outros locais, pessoas e cães. Um jardim não chega para um cão, da mesma maneira que viver dentro de quatro paredes não chega para nós humanos. Aliás estamos agora a experienciar um pouco do que é viver fechado em casa, com a vantagem de termos tecnologias que nos permitem estar em contacto com outras pessoas, televisão, tablets, livros, jogos e tanta coisa variada com que entreter a mente. Os cães só conseguem aceder a esse tipo de variedade, se nós lhes oferecermos, tanto em forma de brincadeira e jogos, como através de passeios a locais diferentes onde ele possa cheirar e explorar coisas novas.

E já agora, aproveito para dizer que arranjar outro cão para fazer companhia ao primeiro, pensando que desta forma o cão irá divertir-se e não precisará tanto da sua atenção, é um erro crasso. Porque cada cão tem a sua personalidade, é difícil prever a curto prazo se dois cães distintos vão gozar da presença um do outro. E mesmo que gozem da companhia um do outro, o seu tutor continuará a ter de os passear, brincar e estimular mentalmente todos os dias, mas agora a dobrar.

Disponibilidade financeira.

Depois há que considerar o factor financeiro. Por um lado, as despesas com a saúde/veterinário que são maiores no início e final de vida da vida do cão. Por outro, as despesas com a alimentação, que podem ter um peso maior nas contas mensais, embora dependa muito do tamanho, metabolismo e actividade do cão. O tema da alimentação canina daria para escrever um artigo por si só, o importante a reter é a mais valia de darmos uma boa alimentação aos nossos cães, baseada em matérias primas de qualidade, o que a longo prazo irá reflectir-se na saúde e bem estar do seu cão.

Outro custo a ter em conta durante a vida do seu cão, são as aulas para cachorros, e outros treinos ou actividades que queira fazer. Infelizmente em Portugal está pouco enraizado o hábito de frequentar cursos/aulas dirigidos a cachorros, mas preciso sublinhar, e não tenham qualquer dúvida, da importância destas aulas para ajudar a moldar a personalidade e o comportamento do vosso cão, preparando-o para uma vida em sociedade. Estas aulas permitem aos treinadores identificarem dificuldades, receios e incertezas dos vossos cachorros e ajudá-los a ultrapassá-los de forma tranquila e rápida. A maioria dos problemas que os treinadores enfrentam com cães adultos, e que levam meses a resolver, podiam ter sido resolvidos nas aulas para cachorros em poucos minutos.

Adicionalmente, e com menos peso na carteira dos tutores, mas não menos importante, estão os brinquedos, ossos e outros objectos de estimulação mental.

Preparado para ver a sua casa mudar?

Por fim, quando adiciona um patudo ao seu ambiente familiar há que ter em conta que terá uma casa mais preenchida com pelos, baba, terra, móveis roídos, buracos no jardim, plantas comidas, meias roubadas, almofadas e outros objectos estragados. O mais provável é que não sejam estes todos ao mesmo tempo, ainda assim mais vale se preparar para o pior, e prevenir. No início terá de adaptar a sua casa para o seu novo cachorro, mas com o tempo, treino e paciência, depressa poderá usufruir de uma nova companhia na sua vida.

Se pensou bem nos seus dias e rotinas, na sua disponibilidade, na sua carteira, e está decidido a adicionar um elemento canino à sua vida, o próximo artigo irá ajudá-lo a decidir qual o cão mais indicado para si, e como preparar a sua chegada à casa.

Até lá, uma boa semana!

www.dogoffleash.com

 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

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