segunda-feira, 16 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | ETERNAMENTE JOVEM, de ANDREW STEELE | DESASSOSSEGO

 


Sempre pensámos que o envelhecimento é inevitável. Os novos dados científicos revelam que podemos estar errados. O envelhecimento é a maior causa de morte e de sofrimento no mundo. Durante séculos, aceitámos como inevitável a deterioração da mente e do corpo à medida que envelhecemos. Mas os biólogos não estão assim tão convencidos destas evidências. Eternamente Jovem revela-nos a investigação inovadora que está a abrir caminho a uma revolução na medicina. Leva-nos aos laboratórios onde os cientistas estudam todos os aspetos das células – ADN, mitocôndria, células estaminais, sistemas imunitários – num esforço para prevenir ou reverter o declínio do corpo, um fenómeno conhecido como imortalidade biológica. Neste livro revolucionário, Andrew Steele oferece esperança baseada em factos, explicando o que acontece quando envelhecemos e a forma como podemos ajudar a abrandar esse processo. Compreender as implicações científicas do envelhecimento pode levar à maior descoberta na história da medicina – que tem o potencial para melhorar centenas de milhões de vidas e transformar a condição humana.

domingo, 15 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | O MUNDO QUE CONHECIAMOS, de ALICE HOFFMAN | SUMA DE LETRAS

 

Em Berlim, na época em que o mundo mudou, Hanni Kohn sabe que deve mandar embora a filha de 12 anos, para a salvar do regime nazi. O desespero leva-a até Ettie, a filha de um rabino, cujos anos a bisbilhotar perto do pai lhe permitem criar uma criatura judia mística, um golem raro e incomum que jura proteger a filha de Hanni, Lea. Depois de Ava ganhar vida, ela, Lea e Ettie ficam eternamente ligadas, os seus caminhos predestinados a cruzar-se, os seus destinos ligados.

 

Lea e Ava viajam de Paris, onde Lea encontra a sua alma gémea, para um convento no Oeste de França, conhecido pelas rosas de prata, chegando a uma escola numa aldeia no topo de uma montanha onde três mil judeus foram salvos. Enquanto Ettie permanece escondida, à espera de se tornar a lutadora que está destinada a ser.

 

Num mundo onde o mal pode ser encontrado em cada esquina, surgem personagens extraordinárias que nos levam numa jornada impressionante de perda e resistência, entre o fantástico e o mortal, num lugar onde todos os caminhos levam ao Anjo da Morte e o amor não tem fim.

sábado, 14 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | O MEU NOME É SELMA, de SELMA VAN DE PERRE | GRUPO PENGUIM RANDOM HOUSE

 

Selma van de Perre tinha 17 anos quando a Segunda Guerra Mundial começou. Até então, ser judeu na Holanda não era sinónimo de perigo, mas em 1941 tornou-se uma questão de vida ou morte. Selma juntou-se ao movimento de resistência contra os nazis e durante dois anos arriscou tudo. Usando o pseudónimo Margareta van der Kuit e passando por ariana, viajou pelo país a entregar documentos, a partilhar informações e a manter o ânimo entre os colegas — fazendo, como diria mais tarde, o que «tinha que ser feito».

 

Em julho de 1944, a sua sorte acabou. Detida, foi transportada para o campo de concentração feminino de Ravensbrück como prisioneira política. Ninguém ali sabia que era judia. Ao contrário dos seus pais e da sua irmã — que descobriria mais tarde terem morrido noutros campos —, ela sobreviveu. Somente depois do  fim da guerra é que conseguiu recuperar a sua identidade e se atreveu a voltar a dizer: o meu nome é Selma.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

AUTORES INTERNACIONAIS | ANDREW STEELE

 

ANDREW STEELE é biólogo computacional com doutoramento em Física. É research fellow no Francis Crick Institute (o maior laboratório de investigação biomédica da Europa), em Londres, onde utiliza computadores para descodificar o nosso ADN e descobrir os segredos escondidos da biologia moderna.

DIVULGAÇÃO | TEORIA DA CONSPIRAÇÃO, de FERNANDO NEVES | OFICINA DO LIVRO

 

Neste livro vamos tentar encontrar explicações sobre o que são, quem são os seus protagonistas e, sobretudo, como se propagam estas Teorias da Conspiração, feitas de histórias mais ou menos fantasiosas que são passadas de boca em boca e que têm atravessado gerações, marcando a nossa forma de ver o mundo.

Atribuir a origem de um determinado problema a uma entidade externa, a um ser inatingível, invisível aos nossos olhos, é muitas vezes uma solução, na falta de outras explicações mais simples. Procurar alguém em quem colocar as culpas de tudo o que de mau acontece à nossa volta é altamente tentador.

A explicação mais simples é sempre a mais provável, como dizia Agatha Christie, mas nem sempre uma explicação é satisfatória ou vai ao encontro do nosso imaginário, podendo mesmo não contemplar uma resposta que permita compreender ou solucionar o dilema, o que leva à criação de teorias mais e menos imaginativas.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | DOCE AMARGURA, de PAUL LAPPERRE | CASA DAS LETRAS

 

No final do século XIX, John Peter “Pitt” Hornung, um intrépido jovem burguês de Middlesbrough, casa com Laura de Paiva Raposo, filha de um industrial português, e avança para a construção, no mato da Zambézia, daquela que viria a ser a maior indústria açucareira de Moçambique e uma das maiores do mundo, e cujas subsidiárias continuam, até hoje, em actividade (em Portugal, a SIDUL continua a ser a principal refinaria de açúcar, e era uma das empresas da Sena Sugar). Mais de 130 anos depois da fundação, os descendentes ingleses e portugueses de Hornung colaboraram para a publicação deste livro, escrito pelo holandês Paul Laperre, antigo responsável pelo estudo dos solos da Sena Sugar Estates, que conta, sem florear, a extraordinária e por vezes dramática história da fundação, crescimento, triunfo e queda daquela gigante açucareira que teve particular impacto na vida de milhares de moçambicanos e portugueses. Considerando que a SSE ocupava um território equivalente a um pequeno país é expectável que muitos portugueses, cujas famílias tenham ligações a esta região de Moçambique, saibam do que se trata quando se fala da Sena Sugar.


quarta-feira, 11 de maio de 2022

AUTORES INTERNACIONAIS | ALICE HOFFMAN

 

Nascida em Nova Iorque, Alice Hoffman, é uma premiada escritora americana de grande sucesso. Os seus livros sobre mulheres em busca das suas identidades misturam realismo e realismo mágico.

Educada na Adelphi University e na Stanford University, começou a sua prolífica carreira escrevendo contos para revistas. Tem mais de 30 livros publicados, entre romances e livros para jovens e crianças, e uma legião de fãs em todo o mundo.

DIVULGAÇÃO | A LENTIDÃO, de MILAN KUNDERA | DOM QUIXOTE

 

Em A Lentidão Kundera usa, ao mesmo tempo, um romance libertino do século xviii e uma viagem que ele e a mulher fazem a um castelo em França, transformado em hotel, para dar vida a uma série de personagens do passado e do presente que se cruzam num colóquio de entomologistas realizado num dos salões desse castelo. Personagens e histórias entrelaçam-se de tal forma que ninguém se surpreende, por exemplo, que um homem de capacete, nervoso e impaciente, acelerando a toda a velocidade a sua moto, se afaste, enquanto outro, com uma peruca branca, sonolento e ensimesmado, sobe para uma sege que parece saída de uma gravura do passado: o primeiro deseja, sem dúvida, abandonar alguma coisa com urgência; o segundo, no entanto, parece disposto a recordar, ao ritmo lento do cavalo, a noite que acaba de passar com a misteriosa e sedutora Senhora de T.

Desconcertado e encantado, o leitor segue o narrador através de uma noite de verão em que duas histórias de sedução, separadas por mais de duzentos anos, se entrelaçam e oscilam entre o sublime e o cómico.


terça-feira, 10 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | CANCIÓN, de EDUARDO HALFON | DOM QUIXOTE

 

Numa fria manhã de janeiro de 1967, em plena guerra civil da Guatemala, um comerciante judeu libanês é sequestrado num beco sem saída da capital. Ninguém ignora que a Guatemala é um país surrealista, tinha ele afirmado anos antes.

Um narrador chamado Eduardo Halfon terá de se deslocar ao Japão e revisitar a sua infância na Guatemala dos bélicos anos setenta, e comparecer a um misterioso encontro num bar escuro e lúmpen, para finalmente esclarecer os pormenores da vida e o sequestro daquele homem que também se chamava Eduardo Halfon, e que era seu avô.

Neste novo elo do seu fascinante projeto literário, o autor guatemalteco embrenha-se na brutal e complexa história recente do seu país, na qual se torna cada vez mais difícil distinguir vítimas de verdugos. Acrescenta-se assim uma importante peça à sua subtil exploração das origens e mecanismos da identidade com que conseguiu construir um inconfundível universo literário.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

AUTORES INTERNACIONAIS | SELMA VAN DE PERRE

 

Selma van de Perre (nascida em 1922) foi membro do Grupo TD, uma organização da resistência holandesa, durante a Segunda Guerra Mundial. Sobreviveu ao campo de concentração de Ravensbrück, onde esteve prisioneira de julho de 1944 a abril de 1945. Pouco depois de a guerra acabar, mudou-se para Londres onde trabalhou para a BBC e conheceu o futuro marido, o jornalista belga Hugo van de Perre. Durante alguns anos trabalhou também como correspondente estrangeira de uma estação televisiva holandesa. Em 1983, Selma van de Perre recebeu a Cruz Comemorativa da Resistência Holandesa. Vive em Londres e tem um filho.

DIVULGAÇÃO | DORAMAR OU A ODISSEIA, de ITAMAR VIEIRA JUNIOR | DOM QUIXOTE

 

Depois do sucesso conseguido com o romance Torto Arado – que venceu em Portugal o Prémio LeYa e a seguir, no Brasil, os prestigiados prémios Jabuti e Oceanos e está a ser traduzido em mais de uma dúzia de línguas –, Itamar Vieira Junior regressa com uma coletânea de histórias fascinantes que o confirmam como um grande narrador.

Com linguagem rica e poética e estrutura variada e inovadora, as narrativas aqui presentes são herdeiras da tradição literária brasileira, mas ao mesmo tempo profundamente contemporâneas no tratamento de questões como a destruição da floresta, a exploração dos mais fracos, a construção de muros entre países, as lutas pelos direitos humanos.

Tal como sucedia em Torto Arado, as heroínas destas histórias são maioritariamente mulheres obrigadas a lutar contra a adversidade, como, de resto, a Doramar que dá nome ao conjunto; mas também não são esquecidos aqueles que regra geral não têm voz, como os escravos levados de África ou os índios empurrados para fora das suas terras.

Um livro memorável sobre como as raízes sempre ensombram o futuro. E que reúne textos anteriores e posteriores ao romance que celebrizou o autor.


domingo, 8 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | DAQUI A NADA, de RODRIGO GUEDES DE CARVALHO | DOM QUIXOTE

 

Pedro arrasta consigo a mágoa incómoda de não ter tido com o pai a relação que gostaria. Por sua vez, nunca teve tempo para ser pai, ou não soube sê-lo. Regressado da guerra colonial, e tendo descoberto que a mulher, julgando-o morto, o traíra com um amigo, decide abandonar tudo, incluindo a filha, a quem nunca mais procurou. Agora, volvidos dez anos, recorda aquilo que lhe dói ter abandonado e a que deseja regressar.

Ambientado no Norte de Portugal, sobretudo na cidade do Porto, Daqui a Nada, publicado pela primeira vez há 30 anos, é um romance a três vozes – pai, mãe e filha –, a partir das quais nos chega a história de uma família devastada pelas feridas da guerra colonial, pela dificuldade de comunicação e pelos encontros e desencontros da vida.

Numa escrita sensível e intensa, muito mais do que o retrato de uma época, o primeiro romance de Rodrigo Guedes de Carvalho faz uma profunda reflexão sobre relações entre pais e filhos, sobre pais que não sabem ser pais, sobre filhos que crescem à sombra de um pai emocionalmente distante ou mesmo ausente.


sábado, 7 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | UM DIA LUSÍADA, de ANTÓNIO CARLOS CORTEZ | CAMINHO

 

Um Dia Lusíada é a estreia no romance de António Carlos Cortez. Jogo de espelhos, com flashbacks e avanços, interrupções para ironizar sobre o próprio livro que se escreve, esta narrativa é uma “alimária dos pântanos”, um animal antigo, com peles várias: cartas, páginas de um diário de aulas, memórias descritivas de lugares infectos; páginas onde há ensaio, explicações para o livro que lemos.

Do português das ruas ao português que lembra Mendes Pinto, do mais oral e popular, ao erudito, este romance é feito de provocações, porque se escreve como quem dispara.

O regresso de Elias depois da operação Nó Górdio e a sua forma de falar, de ver o mundo. Erotismo, alucinações, a banalidade dos liceus, a memória dos combates, a radiografia do país, ou dos vários países que Portugal tem dentro de si, ou que cada um traz consigo.

Um Dia Lusíada é homenagem à própria literatura, mas sem a mitificar.

Uma estreia no romance que o autor de Diamante e de Jaguar executa através de uma linguagem ímpar e num estilo com vários estilos dentro.


sexta-feira, 6 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | MADALENA, de ISABEL RIO NOVO | DOM QUIXOTE

 

Enquanto se submete a tratamentos para um tumor, uma jovem professora ocupa os longos dias a examinar papéis, retratos e cartas dos bisavós que encontrou num velho armário de livros que outrora lhes pertenceu.

É assim que vai desvelando a história dos dois, envolta em mistério, na qual a traição, o ciúme e a tragédia são os ingredientes principais.

Álvaro Amândio, o bisavô culto e ensimesmado, mas sobretudo Madalena Brízida, a bisavó sedutora, enigmática e talvez cruel, vão ganhando contornos diante da jovem mulher, à medida que ela própria se vai descobrindo, nos seus amores do passado, nos seus sofrimentos recalcados, talvez até nas razões para ser como é.

Muito mais do que uma narrativa sobre a doença ou os seus efeitos sobre o indivíduo, Madalena – obra vencedora do Prémio Literário João Gaspar Simões – é um romance notável sobre a família e sobre o que, em cada um de nós, é construído pelos que vieram antes, assinado por uma das grandes vozes da ficção portuguesa contemporânea.


quinta-feira, 5 de maio de 2022

AUTORES INTERNACIONAIS | VIC ECHEGOYEN

 

VIC ECHEGOYEN nasceu em Madrid em 1969, oriunda de uma família de escritores hispano-húngaros (incluindo Sándor Márai e Imre Madách), cineastas, músicos e pintores.

Estudou Jornalismo e começou a sua vida profissional na agência EFE, tendo mais tarde decidido tornar-se linguista. Atualmente, é tradutora e intérprete em organizações internacionais (fluente em alemão, húngaro, francês, inglês, russo e italiano) e também escritora e pintora por vocação. Vive entre a Hungria, Viena e Bruxelas. Entre os seus escritores preferidos estão Pío Baroja, László Passuth ou Patrick O'Brian.

É co-autora do Dicionário de Regionalismos da língua espanhola e é apaixonada por escrever histórias baseadas na Idade Média, o Barroco e o Iluminismo.

 

O seu primeiro romance, El lirio de fuego (Ediciones B,2016), foi finalista do IV Prémio de Novela Fernando Lara. Depois publicou La voz y la espada (Edhasa, 2020). O seu domínio narrativo neste género literário, promete um futuro difícil de superar.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

DIVULGAÇÃO | A NATUREZA DAS TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO, de MICHAEL BUTTER | DESASSOSSEGO

 

Os EUA foram responsáveis pelos ataques do 11 de Setembro. As vacinas são uma forma de manipulação. A chegada à Lua nunca aconteceu. No mundo atual, as teorias da conspiração parecem proliferar. Mas o que são as teorias da conspiração e por que razão acreditamos nelas? Sempre existiram ou são uma característica do nosso mundo moderno? Neste livro, Michael Butter fornece uma introdução clara e abrangente sobre a natureza e o desenvolvimento destas teorias. Apesar de serem menos populares e influentes do que no passado, o seu recente renascimento está relacionado com a internet, que lhes dá maior exposição e contribui para a fragmentação da esfera pública. Atualmente, as teorias da conspiração continuam a ser estigmatizadas em muitos ramos da cultura mainstream, mas estão a ser mais uma vez aceites como conhecimento legítimo noutros. É o choque entre estes domínios e as suas diferentes conceções de verdade que tem incendiado o debate atual sobre as teorias da conspiração.

terça-feira, 3 de maio de 2022

AUTORES INTERNACIONAIS | MICHAEL BUTTER

 

MICHAEL BUTTER é professor de Estudos Americanos na Universidade de Tübingen. Dirige atualmente um projeto sobre populismo e teorias da conspiração ao abrigo do Conselho Europeu de Investigação.

DIVULGAÇÃO | RESSURRECTA de VIC ECHEGOYEN | SUMA DE LETRAS

 

Um romance muito original com o terramoto de Lisboa protagonista. O mais fascinante acontecimento do século XVIII, contado minuto a minuto,

num romance a várias vozes, vibrante, sensorial e humano.

 

«Porque escrevo sobre o Grande Terramoto de Lisboa? Um acontecimento num país que não era um dos meus, mas que se transformou num deles? Porque ninguém pode tomar conhecimento de tudo o que aconteceu sem se sentir profundamente comovido e questionar : como reagiríamos hoje? Saberíamos estar à altura, como os protagonistas de 1755 estiveram?» Vic Echegoyen


Lisboa, 1755.

O Dia de Todos os Santos amanhece ensolarado e festivo. Nada faz prever que uma série de terremotos de uma intensidade nunca vista destruirá igrejas e palácios. O tsunami que os segue, juntamente com o apocalíptico incêndio subsequente, transformará a festa em tragédia para o rei e a sua corte, mas também para galés e prostitutas, monges, damas, cirurgiões, soldados, marinheiros e até mesmo para um pequeno macaco.

 

História coral e vibrante, mas, ao mesmo tempo, humana, Resurrecta narra, minuto a minuto, as seis catastróficas horas que transformaram a História de Europa. Um romance que atinge o coração do leitor sob a aparência de desordem e horror, através de um mosaico das emoções das suas personagens: da responsabilidade do ministro do rei à sede de vingança do réu; do médico assoberbado à jovem que arrisca a própria vida para salvar o seu amado; do castrato que canta para as vítimas até à freira que foge do convento para as socorrer. Todos eles serão os pilares da nova Lisboa ressuscitada dos seus escombros.

 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Esquina das Palavras | Os livros são objectos de culto | Isabel de Almeida


 Texto e foto: Isabel de Almeida


Os livros são objectos de culto. Neste nada admirável mundo novo até eles estão em risco de se tornarem apenas peças de decoração e raras pois há rumores de uma crise no papel.

Não haverá nunca nada igualável a um livro em papel, em especial se for de capa dura e mais especial ainda se tiver a beleza desta colecção.

Contando com a primeira edição da Bovary que surripiei da estante da minha mãe era eu menina e moça ( uma edição vermelha gravada a dourado dos clássicos da literatura universal do Círculo de leitores) e passando por uma edição também lindíssima do Clube do Autor, este é o terceiro exemplar da biblioteca, há lugar para todos.

Mas estes livros lembram a magia de uma edição vintage em capa dura, foram feitos para ler, organizar, tirar da estante, admirar mais um pouco, sentir a fragância das tintas que vai dando lugar à fragrância dos seus orgulhosos proprietários.

Os livros são objectos de culto...e eu sou uma alma vintage encantada por apaziguar o espírito pousando o olhar sobre eles e aterrada perante a anunciada revolução digital do ensino calendarizada para 2025, oxalá não seja o ano da morte dos livros em papel, dos cadernos coloridos  das canetas que deslizam, com mil cores, sobre o papel deixando o seu rasto manuscrito!

Nunca esqueçam nem deixem esquecer aos mais novos que os livros são objectos de culto!

Citações escolhidas | João Tordo

 




Citação seleccionada por Isabel de Almeida 

Fonte infografia Bertrand Livreiros via Facebook 

domingo, 1 de maio de 2022

sábado, 30 de abril de 2022

Citações escolhidas | Harper Lee


 Harper Lee


Foi galardoada com o Prémio Pulitzer e com vários outros prémios. "Mataram a Cotovia" foi nomeado pelos principais livreiros americanos como O Melhor Romance do século XX, a obra-prima da literatura americana. Já vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo e está traduzido para mais de 40 línguas.


Citação seleccionada por Isabel de Almeida

Fonte: texto e infografia Bertrand Livreiros via página do Facebook 


Viveu sempre uma vida completamente afastada dos círculos mediáticos e é, junto com JD Salinger, uma das mais famosas reclusas literárias, tendo morado toda a sua vida na casa onde passou a sua infância, em Monroeville, no estado sulista do Alabama, onde morreu em fevereiro de 2016. 


Sugestão de leitura: Mataram a Cotovia - O romance gráfico

Disponível aqui: bit.ly/mataram_cotovia

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Lançamento | A raridade das coisas banais, de Pedro Chagas Freitas


 Na próxima terça feira dia 3 Maio Pedro Chagas Freitas lança o seu mais recente livro - A raridade das coisas banais - com Chancela Oficina do Livro, do Grupo LeYa.

Com apresentação de Zé Manel e Rui Miguel Mendonça, o evento literário decorrerá na Fnac Colombo, pelas 18h30m.

Ficam convidados todos os leitores que possam estar presentes.


Redacção com Oficina do Livro/ Grupo LeYa

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Lançamento | Assim falou a serpente, de Luís Corte Real, hoje na fnac Colombo | Edições Saídas de Emergência


 Hoje pelas 18h30m pode conhecer melhor o detective do oculto Benjamin Tormenta, sendo lançado o livro da sua nova aventura.

As várias histórias, deste novo livro, continuam a passar-se no final do século XIX (e não só), onde até aparece numa delas o poeta satânico Fradique Mendes, heterónimo que surgiu no grupo Cenáculo e mais tarde com Eça de Queirós a dar-lhe a importância devida na sua obra.

Aliás vemos a inspiração da escrita nesta nova edição no modo queirosiano com toques lovecraftianos. Narrativas fantásticas onde até na última história, passada entre Lisboa e o Egipto, mostra a complexidade das personagens e os lugares antigos onde decorrem, tendo um final dramático, arrebatando-nos assim para novas histórias.

Na Fnac Colombo o autor e editor Luís Corte Real espera por si, caro leitor.


Redacção com Edições Saída de Emergência 

terça-feira, 26 de abril de 2022

Citações escolhidas | Sophia de Mello Breyner Andresen


 "Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.

A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim."

Sophia de Mello Breyner Andresen, Escritora e poetisa Portuguesa

Citação escolhida por Isabel de Almeida 
Fonte: pensador.com
Foto: créditos Getty Images via google.pt

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Poesia escolhida | Liberdade onde estás, quem te demora? | Bocage


 

Liberdade, onde estás? Quem te demora

Liberdade, onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não Caia?
Porque (triste de mim!) porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?

Da santa redenção é vinda a hora
A esta parte do mundo que desmaia.
Oh! Venha... Oh! Venha, e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!

Eia! Acode ao mortal, que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.

Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória, e tudo,
Mãe do génio e prazer, oh Liberdade!

Manuel Maria Barbosa du Bocage


Escolha por Isabel de Almeida 

Créditos foto: junta de freguesia de São Sebastião | Setúbal

domingo, 24 de abril de 2022

Sugestão de Leitura | Constança, de Isabel Machado | Manuscrito Editora


 Com chancela Manuscrito Editora  chegou às livrarias o mais recente romance histórico da autora Isabel Machado, onde surge como protagonista D. Constança, a esposa traída na célebre história dos amores de D. Pedro e Inês de Castro. O livro aborda o outro lado desta história. 

Quis trazer aos leitores uma perspectiva completamente nova, centrando o romance em quem ficou esquecido pela História: D. Constança Manuel, a mulher de D. Pedro.

A autora, Isabel Machado, aprensenta assim a sua obra:

"O seu sofrimento com a traição do marido e da sua aia, Inês de Castro, é referido nas fontes históricas, e até Luís de Camões lhe dedica umas belíssimas palavras. 

É através dos olhos e da percepção de D. Constança que o leitor é conduzido através da sua vida tumultuosa desde cedo, em Castela, e também pela figura de Inês de Castro e pelos amores mais conhecidos da nossa História. 

Quis ainda dar voz a quem ficou amaldiçoado na memória de muitos portugueses: o rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro. Teria sido mesmo simplesmente o vilão que prevalece em algumas narrativas? Que sentimentos tinha e como se relacionou com D. Constança?

O pai de D. Constança, D. Juan Manuel, praticamente desconhecido dos portugueses, é uma figura fascinante e determinante neste casamento e é outra personagem importante no romance.

Todos têm os seus motivos, não há personagens a preto e branco, inteiramente boas ou inteiramente más. Todas são, de alguma forma, vítimas das suas circunstâncias.

O século XIV é um tempo duro, as mulheres são instrumentos nas ambições da família, e as conspirações, vinganças, rivalidades e guerras entre os reinos ibéricos marcam o enredo, com D. Constança como peão, apesar das ligações familiares que os unem a todos. 

Trabalhei bastante a linguagem; tanto é cortante e fria, própria da época, como se torna emotiva, reflexiva e intensa, em momentos mais íntimos, de esperança, amor, frustração, aflição ou desespero, sobretudo pela voz da personagem principal, Constança, que fala muitas vezes na primeira pessoa.

É um romance de densidade psicológica acima de tudo, sem respostas simples, centrado na complexidade da condição humana: as ambições, as expectativas, os medos e as inseguranças, mas também a necessidade de amor."

Imperdível para os adeptos dos romances históricos. 


Foto capa: Manuscrito Editora

Texto:  Redacção com selecção de apresentação do livro em post da escritora Isabel Machado recolhido na página oficial da autora no Facebook. 


sábado, 23 de abril de 2022

Esquina das Palavras | Dia Mundial Do Livro e dos Direitos de Autor | Isabel de Almeida


Assinala-se hoje o dia mundial do livro e dos direitos de autor e descobrimos recentemente que os Portugueses não são grandes leitores.

As perdas de hábitos como a leitura vão  sendo imteriorizadas pelos mais jovens, porque salvo honrosas excepções,  filhos cujos pais não lêem terão mais tendência para não ler.

Os mais jovens encaram o objecto livro como " uma grande seca!" e convenhamos que o modo antiquado como os curriculos escolares impõem rigidamente livros do Plano Nacional de Leitura, de facto não haverá grande motivação para ler. Era importante dinamizar leituras na escola, desde o primeiro ciclo e criar programas que permitissem validar a leitura de obras de acordo com o leque de interesses dos alunos.

As tecnologias podem e devem ser usadas para chegar mais perto e conquistar novos leitores e futuros escritores. Escrita criativa, oficinas de escrita, dramatização de excertos literários, construção colectiva de narrativas.É importante começar, desde já, a fomentar o gosto pela leitura e pela escrita. Está já demonstrado cientificamente que a leitura é a actividade mais estimulante e enriquecedora para o desenvolvimento cognitivo dos jovens.

E se o papel não for bem aceite, que alternativ as? E-readers podem ser uma boa solução,  são tecnológicos,  poupam espaço fisico, e podem ser mais estimulantes do que o papel para as futuras gerações. 

Já nós, leitores da era analógica continuamos a deliciar-nos com o cheiro de um livro novo, com o calor de um gato ao colo e com uma chávena de chá ou chocolate, esta é, pois, a receita mágica para criar memórias literárias, mas temos o dever de adaptação contínua a novos contextos, por isso urge fazer alguma coisa para manter os livros enquanto companheiros dos momentos de lazer, a sós ou em familia ou amigos ( porque não clubes de leitura?)

Vamos salvar os livros?

Foto com citação Bertrand Livreiros via Facebook 

Texto: Isabel de Almeida 


sexta-feira, 22 de abril de 2022

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Encontro com autor| José Milhazes estará dia 23 de Abril na Fnac Chiado | Dom Quixote


 José Milhazes estará presente no próximo Sábado dia 23 de Abril na Fnac Chiado, em Lisboa, para um encontro com os leitores, onde apresentará a obra A mais breve história da Rússia - dos Eslavos a Putin.

A iniciativa terá início pelas 16 horas, com moderação a cargo de Ricardo Alexandre. 

Uma obra essencial para quem quer compreender o actual contexto histórico.


Texto: Isabel de Almeida | Jornalista 

Foto/ infografia Fnac e José Milhazes via Facebook 

terça-feira, 19 de abril de 2022

Autora Internacional | Maya Banks | Grupo Penguin Random House


 Maya Banks é uma autora norte-americana que conta com mais de cinquenta livros publicados ao longo da sua carreira.

Os seus livros têm sido presença constante nas listas de bestsellers do New York Times e do USA Today, mantendo-se nos tops de vendas durante semanas consecutivas.
A autora vive no Texas, com o seu marido e três filhos.

Em Portugal a autora é editada por diversas chancelas, sendo a mais recente a TOPSELLER   do Grupo Penguin Random House, estando também editada pelo Grupo Saída de Emergência e pela Betrand Livreiros no segmento de romances eróticos centrados na época Medieval nas terras altas da Escócia; tem também titulos de romance erótico contemporâneo com chancela Asa, do Grupo Leya, e na Harper Collins, existindo tradução Portuguesa de romances deste género também com chancela TOPSELLER ( à data editados pela entretanto extinta 20|20 hoje integrada no Grupo Penguin Random House. 

Autora profícua e versátil é bastante admirada pelas leitoras Portuguesas.

Texto: Isabel de Almeida com wook.pt
Foto: wook.pt

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Sugestão de Leitura | Majestade, Meu Amor, de Maya Banks | TOPSELLER, Grupo Penguin Random House


 Para adeptas do romance de época, chegou às livrarias mais um título que não vão perder.

De Maya Banks, autora bestseller do New York Times e do USA Today, vamos encontrar um romance situado temporalmente no período histórico da Regência,  no Reino Unido.

Espreitemos a Sinopse:


Inglaterra, 1815.

Simon Rothmore, Conde de Merrick, é um agente secreto ao serviço da coroa britânica e tem uma missão: descobrir quem está por detrás dos misteriosos assassínios dos membros da família real de Leaudor, e proteger a todo o custo a única sobrevivente, a princesa Isabella Chastaine.

Fugida dos assassinos dos seus pais, Isabella viaja clandestinamente para Inglaterra, levando consigo um mapa sagrado que revela onde se encontram enterradas as relíquias ancestrais de que precisa para subir ao trono.

Traída por aqueles que lhe eram mais próximos e suspeitando que haja mão inglesa na morte da sua família, Isabella jura regressar a Leaudor e fazer justiça, e não tem intenções de deixar que ninguém interfira — especialmente um arrogante conde inglês que julga poder protegê-la de tudo.

O amor, porém, move-se por caminhos misteriosos, conseguindo unir até as almas mais improváveis. E ao longo da viagem que Simon e Isabella fazem entre os dois países, numa perigosa demanda de contornos místicos, forja-se um novo destino que nenhum dos dois imaginava ser possível.


Texto: Redacção com Penguin Random House 

Foto: Penguin Random House 

domingo, 17 de abril de 2022

Homenagem | Eunice Muñoz


 


Morreu na passada sexta feira a actriz Eunice Muñoz. 

Partiu aos 93 anos, deixando na memória do seu país oitenta anos de carreira.

Passou pelo cinema e pela televisão,  mas foi nos palcos que cedo começou a pisar que se tornou uma voz impar do panorama cultural Português. 

Natural da Amareleja, Concelho de Moura, onde nasceu em 1928, viria a ser uma figura bem conhecida e querida do público Português. 

Obrigada Eunice, continue a brilhar para nós, agora noutro plano.

Texto: Isabel de Almeida 

Foto e citação: Betrand Livreiros

sábado, 16 de abril de 2022

Citações escolhidas | Clarice Lispector


 "Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-as. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.”

(Clarice Lispector – citação do livro Perto do coração selvagem)

Foto e citação via Facebook 

Selecção por Isabel de Almeida 


sexta-feira, 15 de abril de 2022

Esquina das Palavras | Pássaro | Isabel de Almeida


 Queria ser um pássaro

Contemplar tudo lá do alto

E com a suprema arrogância das minhas asas

Queria voar

Voar sem destino

Ou

Voar  em direcção à paz

Ao silêncio

À quietude

À segurança

Queria ser um pássaro

Poucas liberdades serão comparáveis às das aves

Não há lei, não há repressão, não há destino algum que consiga impedir um pássaro de voar.

E se acaso o matarem?

Pois bem, morre livre, em pleno voo.

A nós humanos está reservada uma morte lenta

Uma vida que muitos já nem vivem

E que outros julgam viver.

Queria tanto tanto ser um pássaro... nem que apenas me restasse morrer...morria livre! 


Texto e Foto:Isabel de Almeida 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

terça-feira, 12 de abril de 2022

Autora Internacional | Natasha Lester | Porto Editora


 

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NATASHA LESTER trabalhou como executiva de marketing, antes de regressar à universidade para estudar escrita criativa. Fez um mestrado em artes criativas e escreveu vários romances.
Nos tempos livres, Natasha adora ensinar escrita, é uma oradora bastante solicitada e passa muito tempo a brincar com os três filhos. É fã de moda vintage e adora viajar.
Vive com o marido e os filhos em Perth, na Austrália.
A autora chega agora aos leitores Portugueses com o romance O Segredo de Dior ( título original: The Paris Secret) com chancela Porto Editora. 
Crédito Foto: goodreads.com
Texto: Redacção com Porto Editora 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Sugestão de Leitura | O Segredo de Dior, de Natasha Lester | Porto Editora

 


«O segredo de Dior» é um romance revelador da força e do papel das mulheres durante o período da Segunda Guerra Mundial.


Partindo de factos verídicos e pouco conhecidos, Natasha Lester presta tributo às mulheres, à coragem de resistir e ao triunfo do amor, numa viagem pelos bastidores da primeira coleção de Christian Dior.


Saiba mais em bit.ly/SegredoDior.


Fonte: Porto Editora via Facebook 

Créditos Foto: Porto Editora 

sábado, 9 de abril de 2022

Poesia escolhida | Gato que brincas na rua | Fernando Pessoa


 Quadro: retrato de Fernando Pessoa ( Almada Negreiros, 1954) fonte Biblioteca Municipal de Portalegre.


Fernando Pessoa |Ortónimo

Gato que brincas na rua

Gato que brincas na rua

Como se fosse na cama,

Invejo a sorte que é tua

Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais

Que regem pedras e gentes,

Que tens instintos gerais

E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,

Todo o nada que és é teu.

Eu vejo-me e estou sem mim,

Conheço-me e não sou eu.


Poema seleccionado por Isabel de Almeida

sexta-feira, 8 de abril de 2022

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Sugestão de Leitura | A hora do vampiro, de Stephen King | Bertrand Editora


 SINOPSE

Ben Mears regressou a Jerusalem’s Lot com a esperança de que entrar na Casa Marsten, uma velha mansão há muito alvo de rumores obscuros - e Ben já atravessou aquela porta, ainda criança -, o ajude a exorcizar os seus próprios demónios e lhe forneça inspiração para o seu próximo romance. ‘Salem’s Lot é uma pequena cidade em New England, as casas revestidas com ripas de madeira pintadas de branco, as ruas ladeadas por árvores, os sinos no topo da igreja… No entanto, quando dois rapazes se aventuram no bosque próximo e apenas um deles sai, Ben suspeita que a povoação possa estar rodeada por algo mais sinistro. Na verdade, a sua cidade está sitiada por forças obscuras muito para lá da imaginação e apenas ele e um pequeno séquito de aliados podem fazer frente ao Mal que cresce em ‘Salem’s Lot.

Um clássico de Stephen King agora reeditado pela Bertrand Editora.


Texto: Redacção com Bertrand.pt

Foto: fmac.pt

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Autora Internacional | Lygia Fagundes Telles | Livros do Brasil


 Lygia Fagundes Telles nasceu a 19/04/1923 São Paulo e faleceu a 03/04/2022.

 Filha do advogado Durval de Azevedo Fagundes e da pianista Maria do Rosário Jardim de Moura regista as primeiras histórias em cadernos escolares. 

Em 1938, numa edição financiada pelo seu pai, publica o primeiro livro Porão e Sobrado, que integra 12 contos. Inicia o curso de Direito e conclui a formação em Educação Física. 

Na Academia de Letras da Faculdade participa em conferências e mesas redondas e é apresentada a escritores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade e conhece o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes, com quem viria a casar 20 anos depois. 

Colabora nos jornais académicos Arcádia e O Libertador. Publica o segundo livro de contos, Praia Viva, em 1944. Adquire o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Universidade de São Paulo, em 1946. 

Em 1950 casa-se com o jurista e ensaísta Goffredo da Silva Telles, seu ex-professor de Direito, do qual se viria a separar 10 anos mais tarde. 

Em 1952 publica o primeiro romance intitulado Ciranda de Pedra, que seria adaptado à televisão pela rede Globo em 1981. 

O segundo romance, Verão No Aquário, é dado à estampa em 1963. Um ano mais tarde lança a colectânea de contos Histórias Escolhidas

O seu terceiro romance, As Meninas, chega em 1973 e vence três prémios, subindo ao grande ecrã em 1996. Em 1989 lança o quarto romance, As Horas Nuas. No ano de 2005 é agraciada com o Prémio Camões, o mais importante em língua portuguesa, no valor de 100 mil euros.

Texto: Redacção com Bertrand.pt

Foto: via Facebook