terça-feira, 21 de abril de 2026
AUTORES NACIONAIS | ANTÓNIO TAVARES
António Tavares nasceu no Lobito, Angola, em 1960. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e é pós-graduado em Direito da Comunicação pela mesma universidade. Foi jornalista e autarca e atualmente é professor. Escreveu peças de teatro e ensaios. Como romancista, foi finalista do Prémio LeYa e do Prémio Literário Fernando Namora com As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia, venceu o Prémio LeYa em 2015 com O Coro dos Defuntos, o seu romance Todos os Dias Morrem Deuses recebeu uma menção honrosa no Prémio Literário Alves Redol e publicou ainda o romance Homens de Pó.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
A ARTE PENDULAR DO BALOIÇO, de ANTÓNIO TAVARES | DOM QUIXOTE
No final de 1980, em vésperas de eleições presidenciais, uma avioneta cai em Camarate logo após levantar voo. Nela seguiam, entre outros, o chefe do governo de Portugal e o seu ministro da Defesa, que morrem carbonizados. Com dez comissões parlamentares de inquérito, ainda hoje, volvidas mais de quatro décadas, não se sabe se foi acidente ou atentado, e ninguém foi a julgamento.Na mesma altura, um grupo de revolucionários radicais cria uma organização terrorista conhecida por FP-25, cuja missão é matar os inimigos do povo. Setenta e três réus são julgados, mas apenas uns trinta condenados e - entre amnistias e prescrições - poucos cumprem prisão efectiva.
Entretanto, numa aldeia às portas de Lisboa onde não se deixa que nasça nem mais uma criança, uma rapariga morrerá misteriosamente pouco depois de dar à luz. A menina recém-nascida acabará ao colo do mecânico da avioneta acidentada; e o seu pai biológico - amigo do polícia que investiga os casos descritos - procurará durante muitos anos essa filha que passará boa parte da infância em cima de um baloiço.
Estas são as pontas que nunca se atam verdadeiramente em A Arte Pendular do Baloiço, um romance absolutamente fascinante no qual se afirma, não sem alguma razão, que em Portugal nunca há culpados.
domingo, 19 de abril de 2026
AUTORES NACIONAIS | LÍDIA JORGE
Romancista e contista portuguesa. Nasceu em 1946, no Algarve. Viveu os anos mais conturbados da Guerra Colonial em África. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em Notícia da Cidade Silvestre (1984) e A Costa dos Murmúrios (1988). O Dia dos Prodigíos (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.
Venceu o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020.
Venceu o Prémio Pessoa de 2025.
Venceu o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas 2020.
Venceu o Prémio Pessoa de 2025.
sábado, 18 de abril de 2026
O CÉU CAIRÁ SOBRE NÓS, de LÍDIA JORGE | DOM QUIXOTE
Um conjunto de crónicas que, pela sua importância e pertinência, não podiam deixar de ser lidas pelos leitores portugueses.
Em Janeiro de 2024, Lídia Jorge iniciou uma colaboração regular nas páginas de opinião do jornal El País, espaço que partilha com os escritores Juan Gabriel Vásquez, Irene Vallejo e Leonardo Padura. O presente volume é uma recolha de trinta dessas crónicas, incluindo cinco das várias que foram sendo publicadas irregularmente, no mesmo periódico, desde 2020, sendo uma das primeiras aquela que dá o título a este livro.
O Céu Cairá Sobre Nós corresponde ao primeiro verso de uma canção popular afegã, mas ao ser transposto para título de um livro de crónicas o seu sentido alarga-se e globaliza-se. Ele corresponde ao espírito de ameaça do nosso tempo, e simultaneamente à força da resistência que a lucidez da análise dos factos permite.
Lucidez e resistência, talvez sejam as duas palavras que emanam destas crónicas de carácter literário. E nada melhor o poderá confirmar do que o discurso proferido pela autora em Lagos, a 10 de Junho de 2025, aquando das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e que temos o gosto de incluir neste livro. Esse texto provocou uma polémica que de algum modo marca as contingências paradoxais do nosso tempo. Publicamo-lo para que não se esqueça.
Em Janeiro de 2024, Lídia Jorge iniciou uma colaboração regular nas páginas de opinião do jornal El País, espaço que partilha com os escritores Juan Gabriel Vásquez, Irene Vallejo e Leonardo Padura. O presente volume é uma recolha de trinta dessas crónicas, incluindo cinco das várias que foram sendo publicadas irregularmente, no mesmo periódico, desde 2020, sendo uma das primeiras aquela que dá o título a este livro.
O Céu Cairá Sobre Nós corresponde ao primeiro verso de uma canção popular afegã, mas ao ser transposto para título de um livro de crónicas o seu sentido alarga-se e globaliza-se. Ele corresponde ao espírito de ameaça do nosso tempo, e simultaneamente à força da resistência que a lucidez da análise dos factos permite.
Lucidez e resistência, talvez sejam as duas palavras que emanam destas crónicas de carácter literário. E nada melhor o poderá confirmar do que o discurso proferido pela autora em Lagos, a 10 de Junho de 2025, aquando das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e que temos o gosto de incluir neste livro. Esse texto provocou uma polémica que de algum modo marca as contingências paradoxais do nosso tempo. Publicamo-lo para que não se esqueça.
Nota do autor
«Encaro o Mundo como um mistério por desvendar. Se escrevo romances é para imaginar que as personagens lançadas num palco, animadas de voz própria, dialogam de tal modo que chegam a conclusões que eu sozinha não alcançaria. Mas com as crónicas é diferente. Eu mesma sou personagem e promovo o inquérito a minhas próprias expensas. Ao publicá-las tenho a ideia de escrever cartas de desafio contra o que a História oculta. E assim, pelos enganos que ela comporta, nada de mais ambicioso e nada de mais humilde do que esta labuta com o tempo que passa e a verdade que voa.»
Lídia Jorge
Lídia Jorge
sexta-feira, 17 de abril de 2026
AUTORES NACIONAIS | CARLA PAIS
Carla Pais, nascida em 1979, é natural da freguesia de Regueira de Pontes e reside atualmente em França.
Autora do romance Mea Culpa, finalista do Prémio APE 2018, tem sido premiada nos vários géneros literários, nomeadamente na poesia, onde venceu a primeira edição do prémio de poesia Francisco Rodrigues Lobo com a obra A Instrumentação do Fogo.
O seu romance Um Cão Deitado à Fossa foi galardoado com o prémio Cidade de Almada 2018 e o Prémio SPA para o melhor livro de ficção narrativa 2023. E o mais recente romance, A Sombra das Árvores no Inverno, venceu o Prémio LeYa 2025.
Autora do romance Mea Culpa, finalista do Prémio APE 2018, tem sido premiada nos vários géneros literários, nomeadamente na poesia, onde venceu a primeira edição do prémio de poesia Francisco Rodrigues Lobo com a obra A Instrumentação do Fogo.
O seu romance Um Cão Deitado à Fossa foi galardoado com o prémio Cidade de Almada 2018 e o Prémio SPA para o melhor livro de ficção narrativa 2023. E o mais recente romance, A Sombra das Árvores no Inverno, venceu o Prémio LeYa 2025.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
A SOMBRA DAS ÁRVORES NO INVERNO, de CARLA PAIS | LEYA
Céline, filha de uma prostituta que acabou esfaqueada no Bois de Boulogne, em Paris, passa a adolescência numa instituição e acaba por juntar-se a um imigrante do Mali, que se orgulha de ter uma farda com boné e tudo, mas é atropelado pelo destino e acusado de um crime que não cometeu.
Aïsha - filha de um sábio que entende a linguagem das pedras e lê nos sinais da natureza o presságio da destruição - vive numa cidade prestes a ser invadida pelos jihadistas e vê-se obrigada a esconder os filhos num abrigo improvisado, enquanto o marido permanece no hospital em ruínas, ajudando a salvar vidas Nadia, que carrega uma pesada culpa desde a infância, enfrenta a dor de ter um filho aliciado por redes extremistas. Desesperada, tenta sobreviver à ausência e encontra forças para acolher duas crianças refugiadas que chegam completamente sós, arrastando com elas o peso da guerra.
As vidas de todas estas personagens entrelaçam-se num percurso de separações, de perdas e de reconstrução possível. A Sombra das Árvores no Inverno - vencedor do Prémio LeYa por unanimidade - é um romance sobre famílias quebradas pela violência e pelo fanatismo, mas também sobre a ternura, o instinto de proteção e a coragem silenciosa capazes de renascer no meio do caos.
Aïsha - filha de um sábio que entende a linguagem das pedras e lê nos sinais da natureza o presságio da destruição - vive numa cidade prestes a ser invadida pelos jihadistas e vê-se obrigada a esconder os filhos num abrigo improvisado, enquanto o marido permanece no hospital em ruínas, ajudando a salvar vidas Nadia, que carrega uma pesada culpa desde a infância, enfrenta a dor de ter um filho aliciado por redes extremistas. Desesperada, tenta sobreviver à ausência e encontra forças para acolher duas crianças refugiadas que chegam completamente sós, arrastando com elas o peso da guerra.
As vidas de todas estas personagens entrelaçam-se num percurso de separações, de perdas e de reconstrução possível. A Sombra das Árvores no Inverno - vencedor do Prémio LeYa por unanimidade - é um romance sobre famílias quebradas pela violência e pelo fanatismo, mas também sobre a ternura, o instinto de proteção e a coragem silenciosa capazes de renascer no meio do caos.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
AUTORES INTERNACIONAIS | IRIS WOLFF
Iris Wolff, nascida no período da Cortina de Ferro, na Transilvânia, em 1977, emigrou para a Alemanha em 1985 e mora em Freiburg im Breisgau. É uma escritora premiada cuja obra transporta o leitor para o coração da sua antiga terra natal. O destino dos que ficam e daqueles que escolhem emigrar é o tema constante e poderoso que permeia seus romances.Além de Clareiras (2024, agora editado em Portugal), é ainda autora de outros quatro romances.
Bestseller na Alemanha, a sua obra foi traduzida para diversos idiomas, recebeu ampla aclamação e inúmeros prémios literários, incluindo o Prémio Marie-Luise-Kaschnitz; o Prémio Literário de Solothurn; o Prémio Chamisso de Dresden (2023), para uma obra literária baseada na experiência de um migrante que contribui para o intercâmbio europeu; o Prémio de Literatura da Fundação Konrad Adenauer (2025), que homenageia escritores que dão voz à liberdade; o Prémio Spycher e o Prémio Uwe-Johnson, para obras literárias de destaque; e nomeações para o Prémio do Livro da Baviera e o Prémio do Livro Alemão.
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