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«Três adolescentes de província assassinadas nos anos oitenta, três mortes impunes ocorridas quando ainda, no nosso país, desconhecíamos o termo femicídio.»
Três assassínios entre centenas que não chegam aos títulos de capa nem atraem as câmaras dos canais de TV de Buenos Aires. Três casos que chegam desordenados: são anunciados na rádio, recordados no jornal de uma cidade, alguém fala deles numa conversa. Três crimes ocorridos no interior da Argentina, enquanto este país festejava o regresso da democracia. Três mortes sem culpados. Convertidos em obsessão com o passar dos anos, estes casos dão lugar a uma investigação atípica e infrutífera. A prosa nítida de Selva Almada plasma em negro o invisível, e as formas quotidianas da violência contra meninas e mulheres passam a integrar uma mesma trama intensa e vívida.
Inscrevendo-se no género romance não ficção, inaugurado por Truman Capote, Raparigas Mortas é uma obra singular. Combinando perceções e lembranças pessoais com a investigação de três femicídios no interior da Argentina durante a década de 80, Selva Almada revela, de modo subtil, a ferocidade do machismo e o desamparo das mulheres pobres, ao mesmo tempo que abre novos rumos à narrativa latino-americana.
Tão perturbador e intenso como um sonho profético, Não É um Rio é um romance magistral sobre masculinidade, culpa e desejo irreprimível, mas também sobre o amor entre amigos e o amor dos ilhéus pelo seu rio e tudo o que nele vive.Enero e o Negro vão à pesca com Tilo - o filho adolescente de Eusébio, o amigo que morreu -, regressando à ilha onde costumam ir há anos, apesar da memória de um terrível acidente ali ocorrido. Enquanto bebem, cozinham, falam e dançam, lutam com os fantasmas do passado e do presente, que se confundem no ânimo alterado pelo vinho e pelo torpor.
Uma rede mistura realidade e sonho, factos e conjeturas, ilhéus, água, noite, fogo, peixes, bichos. Os três são intrusos, e este momento íntimo e peculiar coloca-os em desacordo com os habitantes - humanos e não humanos - deste universo natural rodeado de água e regido pelas suas próprias leis. Há perdas, mortes prematuras… Mas há também a vitalidade obstinada da natureza. Quando a floresta se começar a fechar sobre eles, e a violência parecer inevitável, será que outra tragédia está destinada a ocorrer?
Humano, mas ao mesmo tempo animal e vegetal, este romance flui como um rio, uma longa conversa ou o afeto entre seres que se amam: mães, filhos, irmãos, amigos, amantes, afilhados.
Com a sua prosa precisa e económica, e a sua extraordinária sensibilidade, Selva Almada mostra novamente porque é considerada uma das vozes mais originais da atual literatura latino-americana
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Selva Almada (Entre Ríos, Argentina, 1973) é considerada uma das vozes mais originais e poderosas da literatura latino-americana.
Com uma obra traduzida em inúmeras línguas, recebeu rasgados elogios logo com o seu primeiro romance, este mesmo O Vento Que Arrasa (2012), considerado o melhor livro do ano no momento da publicação e vencedor do First Book Award no Festival Internacional do Livro de Edimburgo, em 2019.
Ladrilleros (2013), o seu segundo romance, foi finalista do Prémio Tigre Juan (Espanha), e Raparigas Mortas (2014) foi finalista do Prémio Rodolfo Walsh, da Semana Negra de Gijón (Espanha), para a melhor obra de não ficção de género negro. Não É Um Rio (2020) foi distinguido com o Prémio IILA-Letteratura 2023 (Itália) e foi finalista do IV Prémio Bienal de Romance Mario Vargas Llosa (2021) e do Prémio Fundación Medifé Filba 2021 (Argentina), recebendo ainda uma menção especial no Prémio Nacional de Romance Sara Gallardo 2021 (Argentina); em 2024, foi finalista do Prémio Booker Internacional.
O calor sufoca no monte chaquenho. Choverá? Apeados por uma falha mecânica, o Reverendo Pearson e a sua filha Leni esperam pacientes que o Gringo Brauer e Tapioca – o rapaz que há uns anos foi deixado ao seu cuidado – possam repará-la para seguirem caminho. Nesse cemitério de carros desmantelados e sucata agrícola, os adolescentes passam o tempo e os adultos conversam sobre as suas próprias vidas.
O encontro inesperado mudará todos. Pais dos seus filhos, por sua vez filhos também, os adultos ver-se-ão confrontados com as suas crenças e passados, uma forma de se prepararem para o que há de vir.
Alexandra Ramos Duarte nasceu em Lisboa, mas o seu caminho foi sendo trilhado através de muitas paragens pelo mundo. Licenciou-se em Comunicação Social, trabalhou em Marketing, durante muitos anos, sobretudo na indústria farmacêutica. Realizou inúmeras formações em áreas de desenvolvimento pessoal que ainda hoje lhe permitem ir além da astrologia nas suas consultas. Deu aulas de meditação em diversos espaços e empresas. Hoje dá consultas de astrologia e tarot para todo o mundo, colabora com diferentes meios de comunicação social, como o Canal Sapo, e apresenta diariamente os movimentos do céu nas suas redes sociais.
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O amor é, sem dúvida, a força alquímica que tem tanto de mágica quanto de misteriosa, por isso, é única na hora de se manifestar. A astrologia, sendo uma linguagem milenar, é uma ferramenta poderosa para nos compreendermos a nós e ao outro e percebermos os nossos padrões de relacionamentos.
Alexandra Ramos Duarte traz-nos um guia prático para que possa interpretar o amor através da astrologia. Ao longo destas páginas, cada um dos 12 signos do zodíaco é analisado em detalhe no contexto do tipo de relações que estabelece na sua vida: como ama, como vive a intimidade, as formas de expressar a sexualidade, os desafios e as feridas que traz de vidas passadas, os bloqueios e carências que o impedem de amar, as compatibilidades e dinâmicas com outros signos, a forma de conquistar ou de ser conquistado, o que deseja encontrar no outro e como lidar com o fim de um relacionamento.
Este livro é uma ferramenta prática para encontrar equilíbrio nos seus relacionamentos, identificar relações tóxicas, trabalhar afetos e, com a ajuda dos astros, encontrar o amor.
Maidy sempre adorou contos de fadas, por isso, criou um.
Além de escritora, é licenciada em Cinema e produz conteúdos sobre filmes e séries para milhões de seguidores. Um segredo: quer muito ter um gnomo-florido.