segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

CORREU BEM, MIÚDO, de ANTHONY HOPKINS | LUA DE PAPEL

 

Para os colegas, era o "Cabeça de Elefante", um miúdo estranho, apático, que não se interessava por nada. Os pais, gente remediada de uma aldeia industrial do País de Gales, viam com aflição o filho desajeitado, mau aluno, que inscreveram num colégio interno na esperança de que se emendasse.

Não aconteceu: durante anos opôs-se aos professores com uma insolência feroz, invariavelmente punida com castigos corporais. Porém, uma série de momentos fortuitos começou a empurrá-lo para o palco. Primeiro viu o filme Hamlet e ficou deslumbrado; pouco depois, a deambular pela escola, deparou-se com o ensaio de uma peça de teatro - onde acabaria por se estrear.

Na verdade, já desde pequeno que revelava inclinações artísticas, fosse a desenhar, a tocar piano ou a recitar poemas. Dotado de uma memória prodigiosa, viria a tornar-se um dos mais conhecidos e premiados atores da sua geração - vencedor de dois Óscares, atingiu o pico da fama ao interpretar Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes. Mas foi por um triz que esse Anthony Hopkins, que conhecemos das passadeiras vermelhas de Hollywood, não se perdeu. Nesta autobiografia, de uma honestidade notável, recorda o seu tortuoso caminho para o estrelato. Vemos como se foi isolando, como se tornou dependente do álcool, como destruiu o primeiro casamento e alienou para sempre a única filha.

Correu Bem, Miúdo, que inclui fotografias do álbum pessoal do ator, é uma memória crua e apaixonada de um homem que cativou audiências em todo o mundo ao longo de mais de 60 anos. E que agora, em hora de balanço, se reconcilia com o passado.

domingo, 11 de janeiro de 2026

AQUILO QUE OS DEUSES DESTROEM, de ABIGAIL OWEN | QUINTA ESSÊNCIA

 

Por esta altura, seria de pensar que eu já tinha aprendido a lição:
Não responder mal aos deuses.
Não me apaixonar pelo Rei do Submundo.
E, sobretudo, não ser arrastada para o meio de uma luta fatal divina onde sou o prémio mortal amaldiçoado.

Mas aqui estou eu — presa no Tártaro, o pior lugar da humanidade — a ter de enfrentar monstros terríveis que fazem os deuses parecerem misericordiosos.

Os Titãs, com séculos de raiva e ruína acumuladas, estão presos atrás de sete Câmaras antigas.

E adivinhem?
Eu sou a chave.

Para escapar, terei de sobreviver a todas as provas terríveis a que eles me vão sujeitar.
Para vencer, talvez tenha de me tornar algo que os deuses nunca imaginaram.

E Hades?
Está prestes a quebrar todas as regras que os deuses já escreveram.
Porque, para me salvar... o deus da morte vai incendiar o mundo.

Mas e se eu conseguir libertar-me?
Os Titãs também ficarão livres.
E o mundo não só sofrerá como vai implorar para que o fim chegue.

Críticas
«Uma fantasia brilhante, repleta de aventuras, jogos tortuosos e romance. Este livro é épico!»
Alyssa Day, autora bestseller do New York Times

sábado, 10 de janeiro de 2026

A VIÚVA, de JOHM GRISHAM | BERTRAND EDITORA

 

Neste novo thriller imparável de John Grisham, um advogado acusado de homicídio embarca numa corrida contra o tempo para descobrir o verdadeiro culpado.

Ela precisa de um advogado. Ele precisa de dinheiro… Simon Latch é um advogado modesto da Virgínia, sobrevivendo com honorários que mal lhe permitem pagar as contas, enquanto vê o seu casamento desmoronar-se lentamente. Até que Eleanor Barnett, uma viúva já de idade avançada, cruza as portas do seu escritório em busca de quem lhe redija um novo testamento. Segundo ela, o marido deixou-lhe uma pequena fortuna, um segredo bem guardado de todos os que a rodeiam. Fisgada a cliente mais abastada da sua carreira, Simon trabalha com discrição…

Mas rapidamente a história da viúva começará a ruir. E quando ela é hospitalizada após um acidente de carro, Simon percebe que nada é exatamente o que parece… e enfrentará um julgamento por um crime que jura não ter cometido: homicídio.

Ele sabe que é inocente. Mas também sabe que as provas estão contra ele e que pode passar o resto da vida atrás das grades. Para se salvar, terá de descobrir o verdadeiro assassino…

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O FIM DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, de GONÇALO M. TAVARES | RELÓGIO D'ÁGUA

O Fim dos Estados Unidos da América é uma epopeia, satírica e distópica, que começa com a enigmática entrada da peste nos Estados Unidos da América.

Ted Trash, fascista, extremista de direita, e Left Wing, extremista de esquerda, serão os responsáveis por uma segunda guerra civil no país. Pobres e ricos terão problemas entre si, e não serão poucos.

No meio disto está Bloom, o herói da epopeia, que terá um destino terrível, mas tentará, até ao fim, salvar a América, tendo sempre na cabeça a imagem de uma bela mulher, a mexicana La Rosa, que um dia conheceu num estádio.

São várias as personagens desta epopeia. Johnston Bonne, engenheiro informático, maluco em absoluto, anarquista, tentará com processos alquímicos, e alguns fumos e festas exuberantes, ajudar o país. Jonathan & Mary, ativistas, no meio de tendas e algum nudismo, tentarão até à última lutar pelas suas utopias. Tirésias, profeta cego, fará oráculos decisivos. O Dr. Robert, cientista, amigo de Bloom, tentará, com o seu racionalismo, e por vezes com Deus a ser chamado, uma solução. James, o coveiro, exercerá a sua função de forma exemplar, e Mack Morris, um adorador de nuvens, andará por lá, nem sempre a olhar para cima. Moscas tsé-tsé, borboletas e búfalos entrarão também, com diferentes papéis, nesta epopeia.

Esta é uma tragédia greco-americana. Pensamentos e ações, se os Deuses quiserem, estarão, portanto, presentes.
 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A MIÚDA CERTA, de COLLEEN HOOVER | TOPSELLER


O amor de Layken e Will foi capaz de ultrapassar todos os obstáculos, e o jovem casal começa finalmente a desfrutar da segurança e serenidade da sua união. Mas por mais que esteja a adorar a sua nova vida de casada, Layken sente que ainda existem algumas lacunas por preencher no que respeita à história de uma relação com tantos percalços.

Embora Will prefira manter as memórias mais dolorosas no passado, não consegue resistir aos pedidos de Layken e aceita revelar o seu lado da história. Durante a lua de mel, expõe-lhe pela primeira vez os seus pensamentos mais íntimos, partilhando com ela os bons e os maus momentos e confessando-lhe tudo o que sentiu desde o dia em que a conheceu.

Só que Layken não estava preparada para certas revelações, e agora o futuro dos dois depende do modo como irão conseguir lidar com o seu próprio passado.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

PARA OS CAMINHANTES TUDO É CAMINHO, de JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA | QUETZAL EDITORES


Chegará o momento em que compreenderemos que sabedoria é amar tudo. É saudar os dias sem esquecer a importância das horas; contemplar as grandes torrentes sem deixar de agradecer cada gota de orvalho; estimar o pão sem, no entanto, esquecer o sabor das migalhas. Chegará a ocasião de compreender que o importante não é só contar a viagem, mas testemunhar também o contributo dos passos; elogiar não só a meta, mas a lição de cada etapa, sobretudo quando chegámos a duvidar que o caminho conduzisse a alguma parte. Chegará o tempo em que nos reconheceremos saciados tanto pela frescura da fonte, como pela sede; iluminados pela experiência dos encontros, mas também pelo ensurdecedor vazio de certas esperas; maravilhados, de igual maneira, com o alforge repleto e as mãos sem nada.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A MONTANHA, de JOSÉ LUÍS PEIXOTO | QUETZAL EDITORES

 

Este é o aguardado regresso de José Luís Peixoto ao romance, depois de Almoço de Domingo: vidas que enfrentam a fragilidade.

Este é um romance habitado por homens e mulheres de várias idades, com origem em diversos contextos, de Moçambique à Venezuela, de Ponte de Lima a Oliveira de Azeméis, que têm em comum a sua condição de pacientes no Instituto Português de Oncologia do Porto. Um escritor viaja pelo mundo e, nesse turbilhão, tenta construir um romance com todas as histórias que lhe foram confiadas, até que o impensável acontece.

Do hiper-realismo, documental e autobiográfico, ao surrealismo, à alucinação e ao delírio, A Montanha é um romance de enorme ambição, que resgata momentos de profunda empatia e ternura, que revela o ser humano tanto na sua fragilidade como na sua máxima força.

Surpreendente nas múltiplas dimensões que propõe, este romance é um extraordinário tour de force literário, um marco muito alto na obra de um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos e, sem dúvida, uma referência inesquecível na bagagem de qualquer leitor.