segunda-feira, 2 de março de 2026

FUROR BOTÂNICO, de LAURA AGUSTÍ | DOM QUIXOTE

Cansada da vida stressante da cidade, Laura decide mudar-se com o seu companheiro de Barcelona para uma casa em Nevà, uma pequena aldeia junto aos Pirenéus Aragoneses. A ideia é passar lá três meses, à experiência, antes de se atrever a dar o grande salto e talvez mudar-se definitivamente.

Não demorará a reencontrar-se com um ecossistema muito familiar e que quase esquecera: o da sua infância na terra fria de Teruel, rodeada da linguagem das flores, das árvores e das plantas, bem como de toda uma estirpe de mulheres comprometidas com o amor e o conhecimento da natureza, que despertaram nela o «furor botânico» – essa necessidade de cuidar do mundo natural que tudo sustém e de se rodear de vida e beleza –, enquanto lhe ensinavam mil truques e cuidados. A sua bisavó Pilar, que curava os desânimos com açafrão-das-índias e hipericão; a avó Carmen, com quem Laura apanhava a azeitona; a mãe, que ainda hoje lhe manda cremes naturais para massagens; e a irmã Marina, que acalma as birras da filha com óleos essenciais.

Entre recordações entrelaçadas com esplêndidas ilustrações, passeios pelos caminhos dos bosques para apanhar cogumelos, projetos para a sua nova casa e conselhos para ajardinar as nossas vidas, Laura Agustí combina neste livro natureza, arte e design, revelando a benevolência exuberante do universo das plantas e contagiando o leitor com o seu furor botânico.
 

domingo, 1 de março de 2026

QUEM DIZ E QUEM CALA, de CHIARA VALERIO | DOM QUIXOTE

Scauri, no mar Tirreno, a menos de duas horas de Nápoles e de Roma, é o destino habitual de mais de cem mil veraneantes; mas no inverno é uma aldeia pacata, nem bonita nem feia, onde vive a jovem advogada Lea Russo que, apesar de tudo, talvez preferisse morar num lugar mais sofisticado.

Mesmo assim, a chegada de Vittoria, uma mulher citadina de meia-idade que veio acompanhada de Mara – uma rapariga que não se sabe se é sua filha adotiva, protegida ou amante –, acabou por animar as hostes daquele lugar, sobretudo porque Vittoria é muitíssimo interessante e comunicativa (embora nunca deixe saber mais de si própria do que realmente quer) e por ali prometeu ficar, dado que comprou casa em Scauri. Como seria de esperar, Lea e Vittoria tornam-se, com o tempo, grandes amigas.

Depois de um fim de semana fora, em casa de amigos, a notícia que Lea e o marido recebem no regresso é terrível: Vittoria foi vítima de um estúpido acidente na banheira e morreu.
Lea fica incrédula e, quando fala com Mara sobre o assunto, não se convence do que esta lhe conta; e menos convencida fica de que se tratou de um mero acidente quando aparece na aldeia para tratar de testamentos e heranças o distinto marido de Vittoria…
 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

AUTORES NACIONAIS | ÂNGELO DELGADO


Ângelo Delgado nasceu em Lisboa, em Agosto de 1981, e é filho de pais cabo-verdianos.

Licenciou-se em Ciências das Comunicação, na Universidade Autónoma de Lisboa, onde se especializou na variante de jornalismo.
Entre outros órgãos de comunicação social, passou pela TSFCorreio da Manhã e Metro.
Actualmente, é redactor de publicidade, colaborando em várias agências criativas.
Em 2020, publicou o seu primeiro livro – Sem Ofensa.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

ORQUESTRA, de MIQUI OTERO | DOM QUIXOTE


Valdeplata amanhece a seguir ao arraial de verão. No prado, cadáveres de estorninhos, uma nota rasgada, uma bicicleta vermelha, um chupa-chupa quebrado, sangue numa sapatilha. A Orquestra tocou toda a noite, e crianças, jovens e velhos dançaram as mesmas canções guardando segredos diferentes.

Olhava-os o Conde, ancião que podia morrer a qualquer momento (e com ele um mundo antigo de magia e medo). E também Ventura, camionista que foi por fim buscar o seu vestido de lantejoulas, ou Placeres, sonhando com vingança e amores proibidos.
Dançaram e beberam… e dir-se-ia que antigos amantes, inimigos mortais e jovens perdidos se podiam entender.

A história desta noite de verão é contada pela Música, que está dentro e fora de cada um deles e de nós também. Uma música que recorda aos vivos que estão vivos e que convoca os mortos. Uma melodia que mistura tudo neste vale que amanhece com os segredos desvendados no prado, como se uma grande mão se tivesse aberto por fim.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

AUTORES INTERNACIONAIS | MILAN KUNDERA

 

Milan Kundera nasceu na Checoslováquia, actual Chéquia.
Viveu em França desde 1975 até à sua morte, em Julho de 2023.
É justamente considerado um dos grandes escritores do século XX.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O VENTO QUE ARRASA, de SELVA ALMADA | DOM QUIXOTE


O calor sufoca no monte chaquenho. Choverá? Apeados por uma falha mecânica, o Reverendo Pearson e a sua filha Leni esperam pacientes que o Gringo Brauer e Tapioca – o rapaz que há uns anos foi deixado ao seu cuidado – possam repará-la para seguirem caminho. Nesse cemitério de carros desmantelados e sucata agrícola, os adolescentes passam o tempo e os adultos conversam sobre as suas próprias vidas.

O encontro inesperado mudará todos. Pais dos seus filhos, por sua vez filhos também, os adultos ver-se-ão confrontados com as suas crenças e passados, uma forma de se prepararem para o que há de vir.

Romance imprescindível, vencedor do First Book Award no Festival Internacional do Livro de Edimburgo de 2019, O Vento Que Arrasa converteu imediatamente Selva Almada numa voz poderosa e nova que projetou a sua singularidade em toda a literatura argentina.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

AUTORES INTERNACIONAIS | EDUARDO HALFON

Eduardo Halfon nasceu em 1971 na cidade de Guatemala.
A sua obra está traduzida em mais de 15 línguas.
Em 2007 foi nomeado um dos trinta e nove melhores escritores latino-americanos pelo Hay Festival de Bogotá.
Em 2011 recebeu a bolsa Guggenheim, e em 2015 foi-lhe outorgado em França o prestigioso Prémio Roger Caillois de Literatura Latino-americana.
Luto foi galardoado com o Prémio das Livrarias de Navarra (Espanha), o Prémio de Melhor Livro Estrangeiro (França), o Prémio Edward Lewis Wallant (EUA) e o Prémio Internacional do Livro Latino (EUA).
Canción recebeu o Prémio Cálamo Extraordinário e o Berman Literature Prize da Suécia.
Em 2018 Halfon recebeu o Prémio Nacional de Literatura de Guatemala, o maior galardão literário do seu país natal.