quinta-feira, 28 de maio de 2026
TODO OUVIDOS, de ALEXANDRE POSTEL | CASA DAS LETRAS
Um romance sobre os ecos do desejo e do prazer, e o poder das palavras.
Esta é a história de Violette Letendre, uma editora francesa que leva uma vida recatada. Um dia, um homem que ela conhece vagamente propõe-lhe a leitura de um manuscrito que ele ainda está a produzir. Violette rapidamente percebe que o herói do romance é fascinado pelos sons que o orgasmo feminino produz e que, sendo incapaz de provocar ele próprio essas vocalizações que tanto o desassossegam, persegue a vida íntima de pessoas que lhe são desconhecidas para satisfazer a sua curiosidade, vagueando à noite pelas ruas e rondando domicílios alheios, de ouvidos em riste como um morcego. Violette, apesar de considerar o manuscrito estranho e inquietante, não consegue parar de o ler, obedecendo a uma curiosidade irreprimível pela exploração dos desejos e das fantasias mais insólitas.
Através de um relato lúdico e cativante, Todo Ouvidos explora, assim, as fantasias e os mitos que assombram o imaginário humano, e proporciona uma reflexão inquietante sobre o desejo do outro, lembrando-nos de que a leitura é um convite à descoberta de nós próprios através da escuta dos demais.
Esta é a história de Violette Letendre, uma editora francesa que leva uma vida recatada. Um dia, um homem que ela conhece vagamente propõe-lhe a leitura de um manuscrito que ele ainda está a produzir. Violette rapidamente percebe que o herói do romance é fascinado pelos sons que o orgasmo feminino produz e que, sendo incapaz de provocar ele próprio essas vocalizações que tanto o desassossegam, persegue a vida íntima de pessoas que lhe são desconhecidas para satisfazer a sua curiosidade, vagueando à noite pelas ruas e rondando domicílios alheios, de ouvidos em riste como um morcego. Violette, apesar de considerar o manuscrito estranho e inquietante, não consegue parar de o ler, obedecendo a uma curiosidade irreprimível pela exploração dos desejos e das fantasias mais insólitas.
Através de um relato lúdico e cativante, Todo Ouvidos explora, assim, as fantasias e os mitos que assombram o imaginário humano, e proporciona uma reflexão inquietante sobre o desejo do outro, lembrando-nos de que a leitura é um convite à descoberta de nós próprios através da escuta dos demais.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
A MULHER SINGULAR E A CIDADE, de VIVIAN GORNICK | DOM QUIXOTE
Provocador e profundamente tocante, um livro que é uma ode à amizade, ao amor e à vida urbana.
Finalista do National Book Critics Circle Award, na categoria de Autobiografia.
Tendo como cenário Nova Iorque, A Mulher Singular e a Cidade explora os ritmos, os encontros fortuitos e as relações em constante mutação, tudo aquilo que moldou a sensibilidade de uma mulher ferozmente independente que deu corpo aos seus conflitos, não às suas fantasias, numa cidade que fez o mesmo.
A percorrer ininterruptamente o livro está a relação agitada de mais de vinte anos de Vivian Gornick com o seu melhor amigo Leonard, um homossexual sofisticado no que à sua infelicidade diz respeito, cuja amizade «lançou mais luz sobre a natureza misteriosa das relações humanas comuns do que qualquer outra forma de intimidade» por ela conhecida.
A relação entre Vivian e Leonard atua como um coro grego em relação à ação principal - o contacto contínuo da narradora com merceeiros, indigentes e porteiros, passageiros de autocarro, travestis e numerosos conhecidos. em Leonard, ela vê-se refletida sem artifícios; na rua, extrai sentido do que vê.
Nestas memórias, redigidas sob a forma de uma colagem narrativa que inclui excertos meditativos sobre o que constitui uma feminista moderna, o papel do flâneur na literatura urbana e a evolução da amizade ao longo dos últimos dois séculos, é-nos dada a ver a relação fecunda de Vivian Gornick com a cidade por excelência.
Finalista do National Book Critics Circle Award, na categoria de Autobiografia.
Tendo como cenário Nova Iorque, A Mulher Singular e a Cidade explora os ritmos, os encontros fortuitos e as relações em constante mutação, tudo aquilo que moldou a sensibilidade de uma mulher ferozmente independente que deu corpo aos seus conflitos, não às suas fantasias, numa cidade que fez o mesmo.
A percorrer ininterruptamente o livro está a relação agitada de mais de vinte anos de Vivian Gornick com o seu melhor amigo Leonard, um homossexual sofisticado no que à sua infelicidade diz respeito, cuja amizade «lançou mais luz sobre a natureza misteriosa das relações humanas comuns do que qualquer outra forma de intimidade» por ela conhecida.
A relação entre Vivian e Leonard atua como um coro grego em relação à ação principal - o contacto contínuo da narradora com merceeiros, indigentes e porteiros, passageiros de autocarro, travestis e numerosos conhecidos. em Leonard, ela vê-se refletida sem artifícios; na rua, extrai sentido do que vê.
Nestas memórias, redigidas sob a forma de uma colagem narrativa que inclui excertos meditativos sobre o que constitui uma feminista moderna, o papel do flâneur na literatura urbana e a evolução da amizade ao longo dos últimos dois séculos, é-nos dada a ver a relação fecunda de Vivian Gornick com a cidade por excelência.
terça-feira, 26 de maio de 2026
FANTASMAS, de SIRI HUSTVEDT | DOM QUIXOTE
Relato biográfico de Siri Hustvedt, inclui o esboço da última obra de Paul Auster.
Fantasmas é a obra mais pessoal de Siri Hustvedt até à data, uma reflexão sobre os mais de quarenta anos que passou com o marido - o escritor, poeta e cineasta Paul Auster -, desde o encontro de ambos na Nova Iorque dos anos 1980 até à morte dele, em 2024.
Siri Hustvedt partilha entradas de diário, notas e cartas de amor trocadas ao longo das décadas, bem como o último livro de Paul Auster - o inacabado Cartas a Miles - dedicado ao neto, nascido a 1 de janeiro de 2024.
Parte livro de memórias, parte investigação filosófica, Fantasmas explora a intimidade de uma vida partilhada, os rituais do luto, o poder da linguagem e a própria natureza humana. É uma reflexão profunda sobre o que deixamos para trás e os fantasmas que habitam em nós - mesmo quando seguimos em frente.
Fantasmas é a obra mais pessoal de Siri Hustvedt até à data, uma reflexão sobre os mais de quarenta anos que passou com o marido - o escritor, poeta e cineasta Paul Auster -, desde o encontro de ambos na Nova Iorque dos anos 1980 até à morte dele, em 2024.
Siri Hustvedt partilha entradas de diário, notas e cartas de amor trocadas ao longo das décadas, bem como o último livro de Paul Auster - o inacabado Cartas a Miles - dedicado ao neto, nascido a 1 de janeiro de 2024.
Parte livro de memórias, parte investigação filosófica, Fantasmas explora a intimidade de uma vida partilhada, os rituais do luto, o poder da linguagem e a própria natureza humana. É uma reflexão profunda sobre o que deixamos para trás e os fantasmas que habitam em nós - mesmo quando seguimos em frente.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
O ÚLTIMO INSTANTE, de SALMAN RUSHDIE | DOM QUIXOTE
Uma fascinante exploração da vida, da morte e do que vem à tona no proverbial último instante da vida.
Rushdie concentra a sua extraordinária imaginação no último ato da vida com um quinteto de histórias que abrangem os três países nos quais exerceu o seu ofício - Índia, Inglaterra e Estados Unidos da América - e apresentam um elenco de personagens inesquecível.
No Sul mostra-nos um par de velhos conflituosos - Júnior e Sénior - e a sua tragédia privada num momento de calamidade nacional. Em A Música de Kahani, uma música-prodígio oriunda dos arrabaldes de Mumbai retratados em Os Filhos da Meia-noite utiliza os seus dotes mágicos para causar a ruína da família rica do marido. Em Atrasado, o fantasma de um académico de Cambridge recruta a ajuda de uma aluna solitária para exercer vingança sobre a pessoa que o atormentou durante a vida. Oklahoma mergulha um jovem escritor numa teia de enganos e mentiras ao procurar descobrir se o seu mentor se matou ou simulou a sua própria morte. Finalmente, O Velho da Praça é uma vigorosa parábola bem atual sobre a liberdade de expressão.
Será que nos adaptamos à morte, ou insurgimo-nos contra ela? Vivemos o nosso último instante serenamente ou com raiva? E como podemos atingir a realização nas nossas vidas se não conhecemos o final das nossas próprias histórias?
O Último Instante reflete sobre a vida e a morte, o legado e a identidade, com a visão penetrante e a ilimitada imaginação que fizeram de Salman Rushdie um dos mais aclamados escritores do nosso tempo.
Rushdie concentra a sua extraordinária imaginação no último ato da vida com um quinteto de histórias que abrangem os três países nos quais exerceu o seu ofício - Índia, Inglaterra e Estados Unidos da América - e apresentam um elenco de personagens inesquecível.
No Sul mostra-nos um par de velhos conflituosos - Júnior e Sénior - e a sua tragédia privada num momento de calamidade nacional. Em A Música de Kahani, uma música-prodígio oriunda dos arrabaldes de Mumbai retratados em Os Filhos da Meia-noite utiliza os seus dotes mágicos para causar a ruína da família rica do marido. Em Atrasado, o fantasma de um académico de Cambridge recruta a ajuda de uma aluna solitária para exercer vingança sobre a pessoa que o atormentou durante a vida. Oklahoma mergulha um jovem escritor numa teia de enganos e mentiras ao procurar descobrir se o seu mentor se matou ou simulou a sua própria morte. Finalmente, O Velho da Praça é uma vigorosa parábola bem atual sobre a liberdade de expressão.
Será que nos adaptamos à morte, ou insurgimo-nos contra ela? Vivemos o nosso último instante serenamente ou com raiva? E como podemos atingir a realização nas nossas vidas se não conhecemos o final das nossas próprias histórias?
O Último Instante reflete sobre a vida e a morte, o legado e a identidade, com a visão penetrante e a ilimitada imaginação que fizeram de Salman Rushdie um dos mais aclamados escritores do nosso tempo.
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