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sexta-feira, 13 de março de 2026

A DITADURA ADAPTADA AO SÉCULO XXI, de SERGEI GURIEV e DANIEL TREISMAN | DESASSOSSEGO

Os principais ditadores do século XX – como Hitler, Estaline e Mao – governavam através do medo. Contudo, nas últimas décadas, a face da ditadura transformou-se. Uma nova geração de políticos trocou as fardas militares pelos fatos de marca e, dominando os media, conseguiram redesenhar o conceito de autoritarismo. Em vez de julgamentos que eram autênticos espetáculos ou brutais campos de detenção, estes novos ditadores controlam os cidadãos através da manipulação e de ações aparentemente democráticas, para construir a sua base de apoio.

Considerado o melhor livro de política de 2022 pelo Financial Times, esta obra admirável apresenta a ascensão desses grandes manipuladores – como Hugo Chávez, Vladimir Putin ou Viktor Orbán –, comparando-os com os «ditadores do medo» que ainda resistem, como Kim Jong-un, Bashar al-Assad ou Xi Jinping. Fundamentado em investigação rigorosa, este livro explica um dos maiores enigmas do nosso tempo: como sobrevivem as ditaduras em pleno século XXI, como funcionam, que ameaças representam e como o Ocidente as pode enfrentar.

 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

DEUS DA IRA, de RINA KENT | DESASSOSSEGO

Enfrentando perda de memória aos 93 anos, bem como as consequências de uma pandemia global que transferiu grande parte da vida quotidiana para o mundo digital, o psicoterapeuta e autor bestseller Irvin Yalom viu-se forçado a reconsiderar a natureza das suas sessões. Em vez de desistir perante as adversidades, enfrentou as limitações impostas por esta nova realidade, e revolucionou a sua abordagem, concentrando-se num trabalho intenso, realizável numa única sessão de uma hora entre terapeuta e paciente.
Neste livro, Yalom relata algumas destas consultas intensas e transformadoras, explorando uma diversidade de dilemas humanos, e o seu próprio desenvolvimento neste fim de carreira como terapeuta. Ao recontar estas sessões, demonstra como a disposição de um terapeuta para ser genuinamente aberto ajuda o paciente a baixar a guarda, criando uma ligação mais imediata, essencial para alcançar profundas conclusões em apenas sessenta minutos.
A Hora do Coração ensina-nos a relacionarmo-nos melhor no presente, com mais honestidade e vulnerabilidade. Essa hora de conexão, que decorreu, para tantos, num período de isolamento e de luto, ajudou a suster tanto os pacientes como o terapeuta, enriquecendo a visão de Yalom sobre o que a psicoterapia pode oferecer.
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

CIBERCRIME, de CLÁUDIA PINA e JOSÉ VEGAR | DESASSOSSEGO


Em pleno século XXI, o crime mudou e os criminosos adaptaram-se a uma nova realidade, tornando-se mais astutos, ousados e sentindo-se praticamente imbatíveis. O digital ganhou relevância e protagonismo, tornando muito difícil o rastreio e descoberta de quem se oculta na rede para cometer atos ilícitos.

Cibercrime explora em profundidade as dimensões contemporâneas do cibercrime e da ciberguerra, desde as práticas mais conhecidas pelo leitor comum — ciberbullying, fraude sentimental digital, ciberviolência, abuso sexual de menores em ambiente digital, dark web e metodologias de desinformação e manipulação de informação —, às mais conhecidas pelos magistrados, polícias e profissionais de cibersegurança — criptomoedas, tecnologia blockchain, ransomware, DDO e guerra cibernética.
Esta é uma obra fundamental para compreender uma das facetas mais populares e em crescimento do crime na atualidade, e também para evitar que possa ser a próxima vítima.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

DINHEIRO, de DAVID MCWILLIAMS | DESASSOSSEGO

O dinheiro é poder — e o poder seduz. Nada que tenhamos inventado definiu tão profundamente a nossa evolução ou alterou tão dramaticamente o rumo da história do planeta. O dinheiro moldou a própria essência do que significa ser humano. O nosso mundo gira em torno do dinheiro, mas raramente paramos para pensar nele. O que é o dinheiro, de onde vem e poderá esgotar-se? O que é esta substância que impulsiona o comércio, revoluções, descobertas, e inspira a arte, a filosofia e a ciência?
Nesta viagem épica e fascinante, o economista David McWilliams traça a relação entre os seres humanos e o dinheiro — desde uma simples vara de contagem na África antiga às moedas da Grécia Republicana, da matemática do mundo árabe medieval à Revolução Francesa, e da ascensão do dólar americano às criptomoedas dos dias de hoje. Pelo caminho, encontramos personagens que inovaram com o dinheiro, desafiando a sociedade e transformando a nossa forma de viver, numa evolução monetária contínua que, ao longo dos últimos 5000 anos, tem impulsionado o progresso humano.

Uma obra esclarecedora, abrangente e irreverente, que desvenda os mistérios e o poder do dinheiro, explicando porque é tão importante e como molda o nosso mundo.

 

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

CIBER CRIME, de CLÁUDIA PINA e JOSÉ VEGAR | DESASSOSSEGO

Em pleno século XXI, o crime mudou e os criminosos adaptaram-se a uma nova realidade, tornando-se mais astutos, ousados e sentindo-se praticamente imbatíveis. O digital ganhou relevância e protagonismo, tornando muito difícil o rastreio e descoberta de quem se oculta na rede para cometer atos ilícitos.
Cibercrime explora em profundidade as dimensões contemporâneas do cibercrime e da ciberguerra, desde as práticas mais conhecidas pelo leitor comum — ciberbullying, fraude sentimental digital, ciberviolência, abuso sexual de menores em ambiente digital, dark web e metodologias de desinformação e manipulação de informação —, às mais conhecidas pelos magistrados, polícias e profissionais de cibersegurança — criptomoedas, tecnologia blockchain, ransomware, DDO e guerra cibernética.
Esta é uma obra fundamental para compreender uma das facetas mais populares e em crescimento do crime na atualidade, e também para evitar que possa ser a próxima vítima.
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

UMA HISTÓRIA DO MUNDO EM 47 FRONTEIRAS, de JOHN ELLEDGE | DESASSOSSEGO

Desde que existem mapas que as linhas neles desenhadas marcam as fronteiras, geográfica ou totalmente arbitrárias, que dividem territórios, povos, culturas ou identidades políticas, e que se podem tornar intemporais, mesmo depois de terem desaparecido. Estas linhas poderiam ser bastante diferentes se uma guerra, um tratado ou as decisões de alguns europeus tivessem sido outras.
Ao contar as histórias destas fronteiras, podemos aprender muito sobre a vaidade e loucura humanas, e ver como aquilo que parece óbvio e permanente num século parecerá aleatório ou ridículo noutro. Estas histórias mostram-nos como decisões tomadas por razões de curto prazo podem ter efeitos de longo prazo no mundo real, durante as décadas ou os séculos vindouros.
Das tentativas romanas de definir os limites da civilização, ao acordo secreto britânico-francês para dividir o Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, até à razão pela qual a Bolívia, sem acesso à costa, ainda mantém uma marinha, esta obra apresenta uma visão fascinante, engenhosa e surpreendente da história do mundo contada através das suas fronteiras.
 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

SOBRE DEMOCRACIAS E CULTOS DE MORTE, de DOUGLAS MURRAY | DESASSOSSEGO

 

Neste seu novo livro, Douglas Murray confronta a questão mais urgente do nosso tempo: porque é que os apoiantes ocidentais da Palestina estão, inadvertidamente, alinhados com um império maligno?
O autor argumenta que o conflito não é uma simples história de opressor contra oprimido, mas um choque entre uma democracia multirracial próspera e um culto da morte determinado a destruí-la. Baseado numa extensa investigação no território de Israel, em Gaza e no Líbano, Murray apresenta um argumento convincente que contextualiza a violência mais recente e leva os leitores numa cruciante jornada do pós-massacre de 7 de outubro, combinando relatos exclusivos de vítimas, sobreviventes e até dos terroristas responsáveis pelas
atrocidades.
Sobre Democracias e Cultos de Morte ilustra como a concordância do estado de Israel para com os valores fundamentais do Ocidente — capitalismo, direitos individuais, democracia e razão — o tornou num farol de progresso numa região dominada pelo autoritarismo e extremismo. Murray contrasta os princípios de Israel com a ideologia do Hamas, que proclama abertamente o seu amor pela morte ao invés da vida.
Fundamentado, esclarecedor e baseado em factos, esta é uma leitura essencial para quem procura compreender as complexidades do conflito israelo-palestiniano e as suas implicações para o futuro da democracia no mundo.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

A NOVA PESTE, de MANUEL MARIA CARRILHO | DESASSOSSEGO


Foi colado ao regresso do trumpismo que o wokismo se tornou num assunto de que agora toda a gente fala. Mas as raízes do wokismo vêm do começo do século e abrangem um leque muito variado de ideias e doutrinas, ligadas sobretudo às temáticas do sexo e da raça, do género e do racismo.

Originário dos EUA, este movimento rapidamente se difundiu por todo o Ocidente, tendo também, naturalmente, chegado a Portugal. É todo este processo que Manuel Maria Carrilho analisa neste seu mais recente livro, A Nova Peste, mostrando como tudo começou com a ideologia de género, não se sabendo ainda como, nem onde, vai acabar…

Críticas
«[M. M.ª Carrilho] tem uma grande influência, e uma dimensão que normalmente não existe na política, que é a da filosofia…»

Agustina Bessa-Luís 

quinta-feira, 3 de julho de 2025

ALJUBARROTA, de JOÃO NISA e PAULO M. DIAS | DESASSOSSEGO

Em 2025, a Batalha de Aljubarrota continua a gerar fascínio e admiração. E não é caso para menos. Afinal, uma batalha campal — um acontecimento já de si raro durante o período medieval — veio a ter um desfecho decisivo que alterou, definitivamente, o rumo da História não só da Península Ibérica, mas também do próprio mundo. Basta pensar que, caso a sorte das armas não tivesse estado do lado de D. João I e Nuno Álvares Pereira, dificilmente se poderia imaginar a sobrevivência de Portugal enquanto reino independente. Como se explica, no seu tempo e espaço, um acontecimento de tal magnitude?

Dividido em quatro partes distintas que têm como fio condutor os acontecimentos em Portugal em finais do século XIV, este livro enquadra o desfecho de Aljubarrota no seu contexto mais próximo: a Crise de 1383-1385, um período de convulsões políticas e sociais iniciado com a morte de D. Fernando I, que levou ao eclodir de uma guerra civil e a uma invasão castelhana, apenas para ser encerrado com a eleição de D. João I como rei nas Cortes de Coimbra e com a vitória sobre Juan I de Castela em Aljubarrota.
 

terça-feira, 24 de junho de 2025

POPULISMO, de ROGER EATWELL & MATTHEW GOODWIN | DESASSOSSEGO


O que está por detrás do crescimento do populismo no Ocidente? Quem apoia estes movimentos? E como é que vão transformar a política nos próximos anos? Por todo o Ocidente há um número crescente de pessoas que se sentem excluídas da política tradicional e se mostram cada vez mais hostis com as minorias, os imigrantes e a economia neoliberal. Muitos destes votantes estão a voltar-se para movimentos populistas, que começaram a transformar a face das democracias liberais ocidentais, dos Estados Unidos a França, da Aústria ao Reino Unido. Dizem-nos que esta mudança radical é o último grito desesperado de um eleitorado envelhecido e à beira da extinção. Que os seus líderes são fascistas e as suas políticas antidemocráticas. Mas esta versão simplista dos acontecimentos está longe da verdade. Escrito por dois dos maiores especialistas em fascismo e populismo, esta obra resulta de uma profunda investigação e é o guia definitivo para compreender a transformação da nossa paisagem política. Desafiando o senso comum, Eatwell e Goodwin apresentam argumentos convincentes para um compromisso sério com os apoiantes e as ideias do populismo nacional – até porque esta é uma tendência que não será travada tão cedo.

segunda-feira, 23 de junho de 2025

A GUERRA AO OCIDENTE, de DOUGLAS MURRAY | DESASSOSSEGO

 

Se a história da Humanidade é um relato construído sobre a escravatura, o genocídio e a exploração, por que razão são apenas as nações ocidentais a assumir a sua quota de responsabilidade? Atualmente, celebrar os contributos de outras culturas é perfeitamente aceitável, mas mencionar os seus defeitos e crimes é considerado discurso de ódio. Pelo contrário, referir as atrocidades presentes e passadas do Ocidente é um ato de expiação, mas falar da sua época de glória é reacionário e colonialista. Em A Guerra ao Ocidente, Murray descreve como nos deixamos enganar por uma retórica antiocidental hipócrita e incoerente. Se os atos de xenofobia e discriminação são condenados na Europa e nos Estados Unidos, porque não denunciar o racismo genocida no Médio Oriente e na Ásia? Não são apenas os académicos desonestos que beneficiam com esta fraude intelectual, mas igualmente os tiranos, já que os olhos do mundo estão afastados dos seus atos. Depois do êxito de A Insanidade das Massas, Douglas Murray centra agora a sua atenção na guerra cultural e defende uma ideia demasiado óbvia, mas que alguns parecem ignorar: para que os ideais e valores do Ocidente sobrevivam, têm primeiro de ser defendidos.

domingo, 22 de junho de 2025

A DITADURA ADAPTADA AO SÉCULO XXI, de SERGEI GURIEV & DANIEL TREISMAN | DESASSOSSEGO


Os principais ditadores do século XX – como Hitler, Estaline e Mao – governavam através do medo. Contudo, nas últimas décadas, a face da ditadura transformou-se. Uma nova geração de políticos trocou as fardas militares pelos fatos de marca e, dominando os media, conseguiram redesenhar o conceito de autoritarismo. Em vez de julgamentos que eram autênticos espetáculos ou brutais campos de detenção, estes novos ditadores controlam os cidadãos através da manipulação e de ações aparentemente democráticas, para construir a sua base de apoio.

Considerado o melhor livro de política de 2022 pelo Financial Times, esta obra admirável apresenta a ascensão desses grandes manipuladores – como Hugo Chávez, Vladimir Putin ou Viktor Orbán –, comparando-os com os «ditadores do medo» que ainda resistem, como Kim Jong-un, Bashar al-Assad ou Xi Jinping. Fundamentado em investigação rigorosa, este livro explica um dos maiores enigmas do nosso tempo: como sobrevivem as ditaduras em pleno século XXI, como funcionam, que ameaças representam e como o Ocidente as pode enfrentar.

sábado, 21 de junho de 2025

COMO CAEM OS TIRANOS, de MARCEL DIRSUS | DESASSOSSEGO


A História da Humanidade é, principalmente, a história de tiranos. Nas nossas sociedades democráticas onde nos sentimos seguros, é fácil tomar a liberdade como garantida. Não o devemos fazer. Para lutar contra a tirania no século XXI, temos de compreender como estes ditadores e déspotas aparentemente invencíveis ganham poder, e, mais importante, como o perdem.

Baseado em extensa investigação e centenas de entrevistas a líderes de golpes, dissidentes e soldados, Marcel Dirsus explora as várias condições que explicam o fim dos déspotas. E quando estes caem, não o fazem discretamente — enfrentam o exílio, a prisão ou a morte. A forma como conhecem esse fim pode determinar o futuro das suas nações.

Com histórias que abarcam vários períodos da História, da França Napoleónica ao Iraque de Saddam Hussein, este livro revela os golpes, as guerras civis e as revoluções que se entrelaçam com a ascensão e queda das democracias. Ao examinar como os ditadores e o seu desaparecimento moldam a História internacional, Marcel Dirsus desenha um mapa de como derrubar os tiranos, oferecendo uma centelha de esperança nestes tempos de autoritarismo crescente.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

A NOVA PESTE, de MANUEL MARIA CARRILHO | DESASSOSSEGO


Foi colado ao regresso do trumpismo que o wokismo se tornou num assunto

de que agora toda a gente fala. Mas as raízes do wokismo vêm do começo
do século e abrangem um leque muito variado de ideias e doutrinas, ligadas
sobretudo às temáticas do sexo e da raça, do género e do racismo.
Originário dos EUA, este movimento rapidamente se difundiu por todo o
Ocidente, tendo também, naturalmente, chegado a Portugal. É todo este
processo que Manuel Maria Carrilho analisa neste seu mais recente livro,
A Nova Peste, mostrando como tudo começou com a ideologia de género, não
se sabendo ainda como, nem onde, vai acabar…

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

A BAILARINA DE AUSCHWITZ, de EDITH EGER | DESASSOSSEGO


Em 1944, Edith era uma bailarina de 16 anos que foi enviada para Auschwitz e sofreu experiências inimagináveis. Quando finalmente libertaram o campo, a jovem foi retirada de uma pilha de corpos, praticamente sem vida.

Neste livro, a reconhecida terapeuta Edith Eger, autora do bestseller internacional A Bailarina de Auschwitz, revive as suas experiências da guerra num relato profundamente pessoal, através dos olhos e emoções do seu eu adolescente. Ao reescrever a sua comovente narrativa, mostra aos leitores o lado mais profundo das suas experiências, oferecendo uma mensagem emocionante de esperança e resiliência que não deixará ninguém indiferente.

Críticas de imprensa
«Não consigo imaginar uma mensagem mais importante para os tempos modernos.»
The New York Times Book Review

Nota do autor
«Não podemos mudar o que nos aconteceu. Não podemos alterar o passado. Mas podemos escolher como vivemos agora. Podemos escolher quem e como amar. Podemos escolher ser livres.»
Edith Eger

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

ÁLVARO CUNHAL, UM RETRATO PESSOAL E ÍNTIMO, de ADELINO CUNHA | DESASSOSSEGO


Álvaro Cunhal nasceu em 1913 no seio de uma família burguesa, mas acabou por aderir ao Partido Comunista Português ainda na juventude e cedo se destacou entre os jovens revolucionários formados por Bento Gonçalves. Como foram as suas relações familiares neste período? O que representou para os pais a sua conversão ao comunismo? Como chegou ao PCP e como se relacionou com os adversários políticos?

O mergulho na clandestinidade e a disciplina de ferro que demonstrou nas torturas que sofreu depois de regressar da Guerra Civil de Espanha marcaram a sua aura revolucionária. Ascendeu a líder dos jovens comunistas portugueses e depois a secretário-geral do PCP numa disputa calada com Júlio Fogaça durante os anos de combate ao Estado Novo. O que se passou entre ambos? Quais as razões que levaram ao apagamento histórico do vencido? Na sequência da célebre fuga do Forte de Peniche, em 1960, Álvaro Cunhal exilou-se na União Soviética, tendo regressado a Portugal apenas depois do 25 de Abril. Este livro também retrata em detalhe o seu quotidiano em Moscovo, com testemunhos dos companheiros de exílio e revelações inéditas da sua irmã Eugénia Cunhal, da filha Ana Cunhal, e da companheira na clandestinidade, Isaura Moreira.

Originalmente publicada em 2010 e incluída no Plano Nacional de Leitura, a reedição desta biografia, revista e aumentada, apresenta uma perspectiva intimista e única de Álvaro Cunhal
.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

DISSUADIR O ARMAGEDÃO - UMA BIOGRAFIA DA NATO, de PETER APPS | DESASSOSSEGO


A história da mais bem-sucedida aliança militar do mundo, dos destroços da Europa de 1945 à invasão da Ucrânia por Putin

Ao constituírem a NATO depois da Segunda Guerra Mundial, os seus fundadores acreditavam que apenas mantendo as democracias ocidentais unidas se poderia evitar um conflito atómico catastrófico. Ao longo dos 75 anos seguintes, a Aliança conseguiu evitar a guerra com a Rússia, tornando-se um dos grandes protagonistas políticos, estratégicos e diplomáticos, muito para além das suas fronteiras. Sobreviveu a desentendimentos entre líderes como Eisenhower, Churchill e de Gaulle, enfrentou adversários como Estaline e Putin, e resistiu aos debates infindáveis sobre que outras nações deviam juntar-se à instituição.

Dissuadir o Armagedão leva os leitores numa viagem até aos bastidores da criação da NATO, desde a Guerra Fria até ao confronto atual com o Kremlin, na sequência da invasão da Ucrânia. Esta é uma história de tensão, rivalidade, conflito, grandes personalidades e posicionamentos diplomáticos militares de alto risco — bem como de espionagem, política e protesto. Da Guerra da Coreia à pandemia, das crises de Berlim e de Cuba até à caótica evacuação de Cabul, Dissuadir o Armagedão relata como a Aliança moldou e foi moldada pela História — e olha para o futuro, para aquela que poderá ser a época mais perigosa que já enfrentou.

domingo, 10 de novembro de 2024

SELVA URBANA, de BEN WILSON | DESASSOSSEGO

Durante milénios, as cidades representaram o nosso afastamento do mundo natural e a nossa vitória sobre ele. No início do século xxi, chegámos a um ponto de viragem: urbanizámos o planeta, mas as forças naturais — cheias, tempestades, secas ou pandemias — parecem decididas a determinar o destino das nossas cidades no futuro.

De facto, como Ben Wilson refere, a natureza sempre esteve no coração das cidades, sendo estas locais muito mais selvagens do que imaginamos, com habitats complexos e diversificados. Mas, se outrora as cidades construíam muralhas para se defenderem, agora devem tornar-se mais verdes para se protegerem das ameaças externas.

Devolver a natureza à cidade não é uma utopia. Numa época de crise climática, a cidade é o problema, mas também a solução. A forma como as cidades alcançarão o equilíbrio com a natureza irá determinar o seu destino.

Estamos numa encruzilhada, e o nosso futuro — e o do nosso planeta — será decidido na cidade.
 

sábado, 10 de agosto de 2024

A CHEGADA DAS TREVAS, de CATHERINE NIXEY | DESASSOSSEGO

A Chegada das Trevas é a história largamente desconhecida - e profundamente chocante - de como uma religião militante pôs deliberadamente fim aos ensinamentos do mundo clássico, abrindo caminho a séculos de adesão inquestionável à "única e verdadeira fé".

O Império Romano foi generoso na aceitação e assimilação de novas crenças. Mas com a chegada do Cristianismo tudo mudou. Esta nova fé, apesar de pregar a paz, era violenta e intolerante. Assim que se tornou a religião do império, os zelosos cristãos deram início ao extermínio dos deuses antigos - os altares foram destruídos, os templos demolidos, as estátuas despedaçadas e os sacerdotes assassinados. Os livros, incluindo grandes obras de Filosofia e de Ciência, foram queimados na pira. Foi a aniquilação.

Levando os leitores ao longo do Mediterrâneo - de Roma a Alexandria, da Bitínia, no norte da Turquia, a Alexandria, e pelos desertos da Síria até Atenas -, A Chegada das Trevas é um relato vívido e profundamente detalhado de séculos de destruição.
 

segunda-feira, 22 de julho de 2024

NO TEMPO DOS VIKINGS, de HÉLIO PIRES | DESASSOSSEGO

Venha conhecer o mundo fascinante e misterioso dos Vikings, que moldaram a Europa. Mas foram muito além dela.

Houve uma época em que o mar trazia o desastre ou mercadorias valiosas. Em que as rotas comerciais iam da América a África, e do Sudeste Asiático ao Extremo Oriente, ainda os portugueses não pensavam em tomar Ceuta. Uma época em que corpos pendiam de árvores sagradas e brindes ecoavam à volta de fogueiras. Em que não se sabia se um corvo era só um corvo ou um deus em forma animal. Em que a poesia era divina e a generosidade uma virtude, a par da coragem em combate – incluindo a das mulheres, que também empunhavam armas. Em que a Europa mudou e não voltou a ser a mesma, da Islândia às estepes da Ucrânia.

A essa época dá-se o nome de Idade Viking. Mas porque nem todos os nórdicos iam em viking, que era uma atividade e não uma etnia, este livro é também sobre os que fi cavam na Escandinávia ou se fixavam fora dela, como comerciantes, agricultores, guerreiros, magnatas, reis, príncipes e servos. É o tempo dos vikings resumido em dezasseis perguntas e respostas fundamentais. Uma viagem para um passado remoto que consegue ser outro mundo, por vezes de formas inesperadas, e um mergulho na ciência que é a História, fascinante, mas sempre em atualização.