segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A autora em ascensão que não pára de nos surpreender com as suas estórias de GATOS





Vanessa Lourenço nasceu em Lisboa, em 1982. Desde sempre os animais e os livros desempenharam um papel importante na sua vida juntamente com as artes. Vive em Portugal com o marido e alguns dos animais que inspiraram os seus livros.

Tornou-se escritora depois da terrível perda de um gato preto que amava muito, o que a levou a começar a escrever para aliviar a dor que sentia, mas rapidamente se apercebeu que esse mesmo gato preto continuava bem vivo nas páginas que compunha. Foi quando decidiu espalhar o legado que o seu amigo felino lhe deixara pelo mundo.






Actualmente, a trabalhar no terceiro livro da fantástica trilogia onde os gatos são as personagens principais de uma aventura inspiradora que mudará para sempre a forma como as pessoas encaram os animais que amam. Tendo já publicados “A Cria Negra de Felis Mal’Ak” e “A Batalha de Sekmet” os seus fiéis leitores nacionais e estrangeiros esperam ansiosamente pelo culminar desta fantástica aventura entabulada a quatro patas. Com a certeza de que a inspiração não ficará por aqui pois estará para sempre ladeada pelo seu Méfis, Félix, a Pantufa e todos os que tiverem a felicidade de se cruzarem no seu caminho.

Mas é do passado Sábado dia 08 de dezembro, que vos quero falar, o dia do lançamento do seu mais recente livro “A vida aos olhos de um Gato” em parceria com o estúdio de tipografia tradicional Quadratim Letterpress.

MBC - De onde surgiu a ideia de fazer um livro como “A vida aos olhos de um Gato” com uma tipografia tradicional?
VL - Eu sigo o projecto Quadratim Letterpress desde o seu início, já que a co-fundadora é uma amiga de longa data. Sempre admirei o trabalho desta equipa, a sua sensibilidade e profissionalismo, bem como a qualidade do seu trabalho. Nesse sentido, esperava secretamente que um dia a oportunidade surgisse. Mas até recentemente, não tinha ido além de uma ideia. Infelizmente (risos) não posso reclamar os créditos da sua concretização, uma vez que este projecto conjunto foi um desafio que me foi colocado, e não o contrário. E aceitei prontamente!

MBC - Fizeste uma edição limitada isso significa que muitos dos teus leitores não terão a oportunidade de adquirir a obra. Pensas fazer uma segunda edição?
VL - Não. Infelizmente, quem quiser adquirir um exemplar desta edição limitada terá mesmo que ser rápido, porque não existirá uma segunda edição deste livro. Os textos foram construídos manualmente (literalmente letra a letra), e por intermédio do recurso a máquinas tipográficas centenárias, o que significa que não existe um ficheiro a que se possa recorrer para voltar a imprimi-los neste formato.








MBC - Em relação aos teus seguidores em língua inglesa terão a oportunidade de ver nascer a mesma obra para eles?
VL - Costuma dizer-se “nunca digas nunca...”, mas neste caso trata-se de um processo demasiado complexo para que neste momento esse seja um objectivo concreto.






MBC - Conta-nos um pouco o que sentiste no passado sábado, no lançamento deste singular livro.
VL - A co-fundadora do Quadratim Letterpress (Vânia Nunes), para além de uma excelente profissional, é também uma amiga de longa data que prezo muito, e uma das poucas pessoas com quem arriscaria avançar com um projecto desta natureza. Penso que partilhar a paixão dela ao longo de todo o processo, foi o melhor de tudo. Ao mesmo tempo, claro, é uma oportunidade extraordinária, poder entregar aos meus leitores o meu trabalho escrito num formato tão fora do comum, tão exclusivo. Chegar ao estúdio, ver o livro pela primeira vez, foi tremendamente emocionante. Poder partilhar com ela esse momento, foi ainda melhor. E ver todas aquelas pessoas chegar, poder partilhar com elas o que é a essência dos meus textos e de todo o processo artesanal que o projecto Quadratim Letterpress tornou realidade... não tem preço.


Depois de ter lido os anteriores livros da autora Vanessa Lourenço enquanto aguardo ansiosamente pelo meu exemplar d’ “A vida aos olhos de um Gato” gostaria de declarar a título pessoal que, quando livros com animais podem representar todos os nossos sentimentos, os nossos medos, os nossos desejos. A Vanessa faz-nos acreditar que tudo o que esperamos pode tornar-se realidade através dos olhos de um gato.





Texto: MBarreto Condado
Fotos: gentilmente cedidas pela autora.


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