sexta-feira, 3 de julho de 2026
PIRILAMPO, de NATALIA LITVINOVA | DOM QUIXOTE
Prémio Lumen de Romance 2024A narradora desta história nasce a poucos quilómetros de Chernobil, no ano em que a central nuclear explode, e cresce num país atravessado pela confusão e pela miséria. Na terra das crianças radioativas, das colossais frutas da Zona, do céu vermelho e dos homens alcoólicos, doentes ou desorientados, as mulheres resistem fazendo do quotidiano um refúgio: a mãe cujo nascimento não foi registado devido à perseguição de Estaline; a avó sequestrada pelos nazis que regressa no fim da guerra e, acusada de traição, é condenada a três anos de trabalhos forçados, a apanhar turfa nos pântanos; a jovem apaixonada por Maiakovski ou a que pesca com as suas tranças.
De Buenos Aires, para onde emigrou com a família, Natalia Litvinova rompe o silêncio da sua mãe para reconstruir em Pirilampo toda uma linhagem silenciada.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
AUTORES INTERNACIONAIS | KATY BIRCHALL
Katherine Reilly é o pseudónimo de Katy Birchall.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
A ONDA PERFEITA, de KATHERINE REILLY | PLANETA
Há doze anos, Leo Silva era campeão mundial de surf, até que festas descontroladas e escândalos nos tabloides destruíram a sua carreira. Depois de se retirar de forma súbita e misteriosa, Leo refugiou-se numa pequena vila costeira em Portugal, onde tem vivido longe dos holofotes. Mas, quando é convidado a competir na lendária prova australiana Rip Curl Pro Bells Beach, a notícia do seu regresso agita o mundo do surf.Entra em cena Iris Gray, uma ambiciosa jornalista desportiva. A sua editora quer transformar Leo e o seu regresso no tema de capa da próxima edição da revista. Só há um problema: Leo é filho de Michelle Martin, uma conhecida estrela de televisão e dona da revista. A carreira de Iris está em jogo, não há margem para erros.
Quando Iris viaja até Portugal, espera descobrir a verdade por trás do passado polémico de Leo. Não contava com a sua teimosia, nem com a química impossível de ignorar que surge entre os dois. Mas ele é o seu entrevistado e o filho da dona da revista... Leo está totalmente fora dos limites.
Com um rival decidido a sabotar o seu regresso e com a competição cada vez mais próxima, será que Leo consegue manter o foco no seu objetivo? E será que Iris consegue separar o trabalho dos seus sentimentos? Ou será que o amor os vai arrastar para o fundo?
terça-feira, 30 de junho de 2026
AUTORES INTERNACIONAIS | SUSAN ABERNETHY
O seu trabalho foi publicado em vários websites e revistas de temática histórica, incluindo participações especiais em podcasts dedicados à História. O seu blogue, The Freelance History Writer, publica de forma contínua mais de quinhentos artigos históricos desde 2012, com especial foco na história europeia, Tudor, medieval, renascentista, da Idade Moderna e na história das mulheres. Atualmente, encontra-se a trabalhar no seu próximo livro de não-ficção.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
CATARINA DE BRAGANÇA, de SUSAN ABERNETHY | PLANETA
Apelidada como a rainha esquecida, Catarina de Bragança foi muito mais do que apenas a mulher de Carlos II, muito mais do que a rainha que introduziu o chá, a geleia e o uso dos talheres na corte inglesa.
Este livro revela uma Catarina de Bragança mais complexa, determinada e influente do que a História muitas vezes reconheceu e retratou. Entre Portugal e Inglaterra, entre a devoção e a diplomacia, Catarina soube defender os interesses da sua pátria, promover a cultura barroca católica e conquistar um lugar singular no coração da Europa do século XVII.
Mais do que a história da rainha portuguesa de Inglaterra, esta é a história de uma mulher forte e determinada que transformou o seu destino num legado duradouro.
domingo, 28 de junho de 2026
REVIEW – EMILY WILDE'S ENCYCLOPAEDIA OF FAERIES
Emily Wilde's Encyclopaedia of Faeries,
by Heather Fawcett, is a charming fantasy novel that blends academic rigor with
the enchantment of folklore. The story follows Emily Wilde, a brilliant
Cambridge professor and the world's leading expert on faeries, who travels to
the remote village of Hrafnsvik to complete the first-ever encyclopaedia
dedicated to these mysterious beings.
One of the novel's greatest strengths is its
protagonist. Emily breaks away from the stereotype of the traditional fantasy
heroine: she is exceptionally intelligent, methodical, and deeply passionate
about knowledge, yet she struggles with social interactions. Her reserved
personality makes her both relatable and compelling, allowing readers to follow
her growth not only as a scholar but also as a person.
Another highlight is the dynamic between Emily and
Wendell Bambleby, her charismatic academic rival. While Emily embodies logic
and discipline, Wendell is charming, witty, and delightfully unpredictable.
Their interactions provide humor, tension, and a slow-building connection that
enriches the story without overshadowing the main plot.
The world-building is one of the novel's strongest
features. Drawing inspiration from European folklore, Heather Fawcett presents
faeries that are far removed from the gentle, magical creatures often found in
children's stories. They are beautiful yet dangerous, mysterious, and bound by
their own ancient rules, creating an atmosphere that is both captivating and
unsettling. The journal-style narrative also adds originality, making readers
feel as though they are participating in Emily's field research and discoveries.
Although the pacing can be slow at times, particularly
because of the detailed descriptions of Emily's research and the local
traditions, the story remains engaging thanks to the mysteries surrounding the
Hidden Ones and the growing intrigue about Wendell's true identity.
Overall, Emily Wilde's Encyclopaedia of Faeries
is a highly recommended read for fans of fantasy, folklore, and slow-burn
romance. With memorable characters, rich world-building, and elegant prose,
Heather Fawcett delivers an intelligent and enchanting adventure that reminds
readers that the greatest mysteries are not always found in magical creatures,
but also in learning to understand others—and oneself.
Madalena Condado
RESENHA – ENCICLOPÉDIA DE FADAS DE EMILY WILDE | LEYA
Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde,
de Heather Fawcett, é uma fantasia encantadora que combina o rigor académico
com o fascínio do folclore. A história acompanha Emily Wilde, uma brilhante
professora de Cambridge e a maior especialista mundial em fadas, que viaja até
à remota aldeia de Hrafnsvik para concluir a primeira enciclopédia dedicada a
estas criaturas misteriosas.
O grande destaque do livro é a protagonista. Emily
foge ao estereótipo da heroína tradicional: é extremamente inteligente,
metódica e apaixonada pelo conhecimento, mas revela grandes dificuldades nas
relações sociais. A sua personalidade reservada torna-a uma personagem
cativante e genuína, permitindo ao leitor acompanhar a sua evolução tanto no
campo da investigação como no plano emocional.
Outro ponto forte é a dinâmica entre Emily e Wendell
Bambleby, o seu carismático rival académico. Enquanto Emily representa a lógica
e a disciplina, Wendell é espontâneo, encantador e imprevisível. As interações
entre ambos proporcionam momentos de humor, tensão e uma crescente cumplicidade
que enriquece a narrativa sem ofuscar o enredo principal.
A construção do mundo é um dos maiores méritos da
obra. Inspirando-se no folclore europeu, Heather Fawcett apresenta fadas que
estão longe da imagem delicada e benevolente dos contos infantis. São seres
belos, mas perigosos, misteriosos e regidos por regras próprias, o que cria uma
atmosfera envolvente e, por vezes, inquietante. O formato em diário de
investigação também contribui para a originalidade da narrativa, fazendo o
leitor sentir-se parte da descoberta.
Apesar do ritmo mais lento em alguns momentos,
sobretudo devido às descrições detalhadas da pesquisa e das tradições locais, a
história mantém o interesse graças ao mistério que envolve as fadas e à
curiosidade crescente sobre a verdadeira identidade de Wendell.
No conjunto, Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde
é uma leitura recomendada para os amantes de fantasia, folclore e romances
subtis. Com personagens memoráveis, um universo rico e uma escrita elegante, o
livro oferece uma aventura inteligente e encantadora, mostrando que o maior
mistério nem sempre está nas criaturas mágicas, mas também na capacidade de
compreender os outros e a si próprio.
O grande destaque do livro é a protagonista. Emily
foge ao estereótipo da heroína tradicional: é extremamente inteligente,
metódica e apaixonada pelo conhecimento, mas revela grandes dificuldades nas
relações sociais. A sua personalidade reservada torna-a uma personagem
cativante e genuína, permitindo ao leitor acompanhar a sua evolução tanto no
campo da investigação como no plano emocional.
Outro ponto forte é a dinâmica entre Emily e Wendell
Bambleby, o seu carismático rival académico. Enquanto Emily representa a lógica
e a disciplina, Wendell é espontâneo, encantador e imprevisível. As interações
entre ambos proporcionam momentos de humor, tensão e uma crescente cumplicidade
que enriquece a narrativa sem ofuscar o enredo principal.
A construção do mundo é um dos maiores méritos da
obra. Inspirando-se no folclore europeu, Heather Fawcett apresenta fadas que
estão longe da imagem delicada e benevolente dos contos infantis. São seres
belos, mas perigosos, misteriosos e regidos por regras próprias, o que cria uma
atmosfera envolvente e, por vezes, inquietante. O formato em diário de
investigação também contribui para a originalidade da narrativa, fazendo o
leitor sentir-se parte da descoberta.
Apesar do ritmo mais lento em alguns momentos,
sobretudo devido às descrições detalhadas da pesquisa e das tradições locais, a
história mantém o interesse graças ao mistério que envolve as fadas e à
curiosidade crescente sobre a verdadeira identidade de Wendell.
No conjunto, Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde
é uma leitura recomendada para os amantes de fantasia, folclore e romances
subtis. Com personagens memoráveis, um universo rico e uma escrita elegante, o
livro oferece uma aventura inteligente e encantadora, mostrando que o maior
mistério nem sempre está nas criaturas mágicas, mas também na capacidade de
compreender os outros e a si próprio.
Madalena Condado
sábado, 27 de junho de 2026
VÍTIMA, de JORN LIER HORST & THOMAS ENGER | DOM QUIXOTE
A polícia mostra-se relutante em aceitar a ajuda de Blix. Apesar de ele ter sido absolvido do crime que cometeu, a sua carreira nas forças de segurança chegou ao fim. Mas o assassino de Eie continua a conduzi-lo para as suas novas vítimas, enquanto deixa claro que conhece detalhes da vida privada do antigo investigador que este nunca partilhou com ninguém.
Entretanto, Emma Ramm é contactada por uma adolescente cujo padrasto foi detido por suspeita de ter assassinado uma amiga de infância. Mas não existe corpo. Nem outros suspeitos…
Blix e Ramm só podem contar um com o outro, e, quando as impressões digitais de Blix são encontradas num desenho de uma criança no local de um crime, o presente torna-se desconfortavelmente próximo do passado. Um passado no qual uma vítima encontrou a sua própria forma, chocante, de terapia.
E alguém está a observar…
sexta-feira, 26 de junho de 2026
A HORA DO LOBO, de JO NESBO | DOM QUIXOTE
Quando este ataca de novo, o inconformista detetive Bob Oz é chamado para resolver o caso, pois tudo indica que aquela vítima não será a última.
À medida que o número de corpos aumenta, Oz suspeita de que algo ainda mais sinistro pode estar em jogo. E, quanto mais se aproxima da verdade, mais perturbado fica. Porque este assassino em série lhe faz lembrar alguém perigoso: ele próprio.
A Hora do Lobo é um thriller intenso, repleto de reviravoltas inesperadas, segredos obscuros e com uma tensão pessoal e política crescente que prenderá o leitor até à última página.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
ROSSHALDE, de HERMANN HESSE | DOM QUIXOTE
Johann Veraguth é um pintor mundialmente famoso que vive numa propriedade luxuosa, chamada Rosshalde, juntamente com a sua esposa, Adele, e o seu filho mais novo, Pierre.Apesar do sucesso profissional e da riqueza de que dispõe, a sua vida pessoal, marcada pela frieza emocional, por uma profunda fissura conjugal e por uma má relação com o filho mais velho, Albert, não corre de feição há muito tempo. Por essa razão, Veraguth passa a maior parte do tempo refugiado no seu atelier e nas pinturas que produz, isolado da família, chegando a tornar-se um estranho na sua própria casa.
A visita de um velho amigo, Otto Burkhardt – que questiona o estilo de vida de Johann e o convida a viajar –, acentua ainda mais a crise pessoal em que o artista se encontra.
Dividido entre o seu apego ao filho Pierre, o único elemento que mantém a família unida, e o desejo de partir para alcançar a verdadeira liberdade criativa e pessoal, Veraguth tem de tomar decisões, mesmo quando tudo se começa a desmoronar.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
ESPELHO PARTIDO, de MERCÈ RODOREDA | DOM QUIXOTE
Ao longo de três gerações, desde a viragem para o século XX até aos anos imediatamente posteriores à Guerra Civil espanhola, e em torno da figura fabulosa de uma mulher, o leitor observa com uma precisão detalhada a extraordinária transformação da família Valldaura.
É através da história desta casa senhorial de Barcelona, das suas intrigas e paixões, e da teia de segredos que molda a vida das personagens, que Rodoreda nos oferece uma obra de grande beleza poética, que é ao mesmo tempo um fresco profundamente trágico, por onde perpassam a decadência, a velhice e a morte – mas também uma grande vontade de viver.
terça-feira, 23 de junho de 2026
PIRILAMPO, de NATALIA LITVINOVA | DOM QUIXOTE
De Buenos Aires, para onde emigrou com a família, Natalia Litvinova rompe o silêncio da sua mãe para reconstruir em Pirilampo toda uma linhagem silenciada.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
O SEIO, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
O que se segue é uma exploração delirantemente divertida, mas também comovente, de todas as implicações da metamorfose de Kepesh.
Ousada, herética – tão tetricamente hilariante quanto existencialmente desconcertante – ela recria o absurdo, a banalidade e a maravilhosa vacuidade da experiência humana vivida.
domingo, 21 de junho de 2026
AFROCALIPSE, de MÁRIO LÚCIO SOUSA | DOM QUIXOTE
Ora, se este Presidente nos lembra alguém, é porque o romance se inspira assumidamente na insanidade, na cleptocracia e no abuso de personagens reais (e são muitos!) como Kumba Yalá (Guiné Bissau), José Eduardo dos Santos (Angola), Mobutu (Zaire) ou o terrível Bokassa (República Centro-Africana) que se coroou imperador em 1984, retratando também o horror das guerras civis pós-independência e o genocídio do Ruanda, bem como a subserviência do povo, a fome e o desgoverno crasso que enfestam muitos países em África e constituem hoje talvez a principal causa do seu atraso.
Nesta ficção, porém, as mulheres cansam-se do «afrocalipse» vivido há décadas e ajudam a mudar a história. Mas nem é só neste facto que reside a novidade: ela está presente na linguagem inventiva e belíssima com que o autor fala de coisas, afinal, tão feias e também na circunstância de ser o primeiro escritor de África a assacar aos próprios africanos parte da responsabilidade pelas desgraças sociais e pelo descalabro dos Direitos Humanos.
sábado, 20 de junho de 2026
AGUARELA DE PARIS, de JOÃO PINTO COELHO | DOM QUIXOTE
As Terras Altas da Escócia, refúgio privado do ramo britânico dos Senigallia, a mais influente dinastia de banqueiros judeus da Europa, são o palco da infância de Franca e Giullietta, duas gémeas impossíveis de distinguir e, ainda assim, tão diferentes.
Mas os muros aristocráticos do castelo de família encerram muito mais do que sonhos juvenis. Lá, onde o Diabo pode ser visto pelo menos uma noite por ano e os fantasmas esbofeteiam as criadas no escuro, dá‑se o maior crime do século, uma tragédia que marcará de maneira impiedosa o destino das raparigas.
O seu grito de emancipação escutar-se-á nos cenários mais improváveis – dos cafés de Montparnasse, onde Giullietta impõe o seu génio artístico junto de pintores que se contarão entre os mais famosos do mundo, até à costa do Estoril, onde Franca apanha sol no Tamariz e se cruza com espiões nas festas exuberantes do Hotel Palácio.
Porém, quando tudo se desmorona, o romance anoitece, quase insuportável de ler perante a mais hedionda das faces do Holocausto, essa que se oculta nos blocos de Auschwitz e Birkenau, pelas mãos de Mengele, o Anjo da Morte, e a sua legião de médicos nazis.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
INTERVALO e A MEMÓRIA DOS OUTROS III, de MARCELLO DUARTE MATHIAS | DOM QUIXOTE
Com o título Intervalo, edita os últimos dois anos, 2024/2025, do seu Diário, que teve início em 1962, sendo este o sétimo e último volume do conjunto.
Publica, igualmente, com o título A Memória dos Outros III, um volume de ensaios e de crónicas, à semelhança do que já fizera com A Memória dos Outros I, em 2001, e com A Memória dos Outros II, em 2017.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
LIVRO DE POEMAS, de ANTÓNIO LOBO ANTUNES | DOM QUIXOTE
Outros foram reunidos em volumes singelos, como Letrinhas de Cantigas (editado na D. Quixote, 2002), Fados: Mulher (D. Quixote, 2017) e Diálogos (na extinta Escritor, 1998), em que António Lobo Antunes escreveu para pinturas de José Luís Tinoco.
O poema de abertura foi gentilmente cedido por António Lobo Antunes para o espectáculo António e Maria, com adaptação de textos de António Lobo Antunes por Rui Cardoso Martins e representação de Maria Rueff, levado à cena no Teatro Meridional entre 2015 e 2017.
Já o soneto No tempo em que de amor viver soía, glosando um poema de Camões, foi apenas divulgado por António Lobo Antunes numa entrevista concedida à imprensa portuguesa em 2017.
A edição deste Livro de Poemas pretende atribuir a todos estes textos uma unidade possível.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
PÔR-DO-SOL COM LEÃO DEITADO, de MÁRIO CLÁUDIO | DOM QUIXOTE
Na primeira parte deste livro, encontraremos um escritor que ficou recentemente sem mãe, e que ora partilha com os leitores os seus passeios higiénicos na zona onde vive, oferecendo-nos um retrato sociológico impagável de um certo Porto, ora nos dá a conhecer as quezílias com o seu companheiro de anos, de quem parece diferir em quase tudo, excepto no afecto que os une.Na segunda parte, pela voz de um dos seus tratadores, acompanharemos a vida de Sofala, um leão capturado em Moçambique ainda jovem, que viajou nos anos trinta até à Invicta para ser orgulhosamente mostrado na Exposição Colonial Portuguesa, após o que foi esquecido numa jaula.
Por fim, virá chamar-nos a figura do escritor António Nobre nos finais do século xix, seja através da história da sua vida narrada por pena alheia, seja através da leitura do próprio diário, a que não escapam os constrangimentos das normas sociais da época, evidentemente castradoras das suas preferências sexuais.
terça-feira, 16 de junho de 2026
REENCONTRO COM O PASSADO, de NORA ROBERTS | CHÁ DAS CINCO
Filha de uma mãe controladora e possessiva, Elizabeth deixa-se levar pelas loucuras de uma noite, bebendo e permitindo que um estranho sedutor, com sotaque russo, a leve até uma casa isolada. O que aconteceu a seguir mudou a sua vida para sempre.
Doze anos mais tarde, a mulher conhecida como Abigail Lowery vive nos subúrbios de uma pequena cidade. Programadora informática, concebe sistemas de segurança e complementa a sua própria segurança com um cão feroz e algumas armas de fogo. É reservada e nada revela da sua vida. Mas essa reserva apenas intriga Brooks Gleason, o chefe da polícia. A lucidez e opiniões indiferentes e sem romantismo da jovem deixam-no fascinado… e um pouco frustrado. Ele suspeita que Abigail esteja a esconder-se de alguém, e as táticas de defesa dela ocultam uma história que urge ser revelada.
Com uma heroína inesquecível e um enredo de prender a respiração, Nora Roberts cimenta a sua posição como uma das melhores autoras de thrillers românticos da atualidade.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
AUTORES NACIONAIS | LUÍSA SOBRAL
Luísa Sobral é uma das cantautoras mais importantes no panorama musical português, tendo lançado vários álbuns em nome próprio: The Cherry on My Cake (2011), There’s A Flower In My Bedroom (2013), Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa (2014), Luísa (2016), Rosa (2018), Camomila (2021) e DanSando (2022).Em 2020 estreia o podcast «O Avesso da Canção», no qual conversa com grandes nomes da música portuguesa sobre a arte da escrita de canções. A sua faceta de compositora vai-se destacando ao longo dos anos, chegando a compor para artistas como Ana Moura, António Zambujo, Gisela João, Sara Correia, Mayra Andrade, entre muitos outros. Em 2017, assina «Amar Pelos Dois», que entrega ao irmão Salvador Sobral para interpretar, levando Portugal a conquistar a sua primeira vitória de sempre na Eurovisão. Enquanto produtora, colaborou com artistas como Elisa Rodrigues, Joana Alegre, Luís Trigacheiro ou Rogério Charraz.
Luísa Sobral publica em 2022 e 2024 os livros infantis Quando a Porta Fica Aberta e O Peso das Palavras e, finalmente, em 2025 lança o seu primeiro romance, Nem Todas as Árvores Morrem de Pé.
domingo, 14 de junho de 2026
DA MINHA JANELA, de LUÍSA SOBRAL | DOM QUIXOTE
Pequenas histórias que abrem uma janela sobre o quotidiano da autora, tão familiar e reconhecível quanto divertido.Diz a autora do presente livro que a crónica a conquistou antes de tudo como exercício de escrita, mas que acabou também por moldar a sua forma de olhar para as coisas e de observar o mundo; e que já não sabe se são determinados acontecimentos que a levam a fazer uma crónica, se afinal é ela própria quem provoca situações irregulares para arranjar assunto para escrever.
Neste belíssimo livro a que Luísa Sobral chamou Da Minha Janela, os leitores riem com a sua falta de jeito para armar uma tenda para os filhos brincarem, mas podem também irritar-se com um edredão que escorrega permanentemente para o chão, ficar indignados com o comportamento de um motorista de TVDE e até preocupar-se com a saúde de alguém muito próximo.
Estes textos fazem-nos pensar sobre o dia a dia de uma maneira mais profunda e mais estruturada e, de repente, é como se a janela da autora fosse, afinal, também a da nossa casa.
sábado, 13 de junho de 2026
O ÚLTIMO INSTANTE, de SALMAN RUSHDIE | DOM QUIXOTE
No Sul mostra-nos um par de velhos conflituosos - Júnior e Sénior - e a sua tragédia privada num momento de calamidade nacional. Em A Música de Kahani, uma música-prodígio oriunda dos arrabaldes de Mumbai retratados em Os Filhos da Meia-noite utiliza os seus dotes mágicos para causar a ruína da família rica do marido. Em Atrasado, o fantasma de um académico de Cambridge recruta a ajuda de uma aluna solitária para exercer vingança sobre a pessoa que o atormentou durante a vida. Oklahoma mergulha um jovem escritor numa teia de enganos e mentiras ao procurar descobrir se o seu mentor se matou ou simulou a sua própria morte. Finalmente, O Velho da Praça é uma vigorosa parábola bem atual sobre a liberdade de expressão.
Será que nos adaptamos à morte, ou insurgimo-nos contra ela? Vivemos o nosso último instante serenamente ou com raiva? E como podemos atingir a realização nas nossas vidas se não conhecemos o final das nossas próprias histórias?
O Último Instante reflete sobre a vida e a morte, o legado e a identidade, com a visão penetrante e a ilimitada imaginação que fizeram de Salman Rushdie um dos mais aclamados escritores do nosso tempo.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
quinta-feira, 11 de junho de 2026
quarta-feira, 10 de junho de 2026
terça-feira, 9 de junho de 2026
segunda-feira, 8 de junho de 2026
AUTORES NACIONAIS | FILIPA SOMMERFELDT FERNANDES
O seu método para ensinar as crianças a dormir popularizou-se entre as famílias não só pela sua eficácia e rapidez, mas também pela abordagem consciente e próxima que permite aos pais estarem presentes durante todo o processo de aprendizagem.
Depois do primeiro curso de Sleep Training, em 2012, seguiram-se muitos outros sobre sono, psicologia infantil e alimentação. Em 2020, regressou à universidade para uma pós-graduação em Neurodesenvolvimento em Pediatria, pela Universidade Católica Portuguesa. É autora de quatro livros. 10 Dias para Ensinar o Seu Filho a Dormir também se encontra publicado em Espanha.
Acredita que o sono é essencial para o correto desenvolvimento da criança e para a harmonia da família e que, por isso, não deve ser descurado.

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