Para além do currículo materno-filial, é actriz, tradutora e escritora, tendo publicado, em 2012, um dos mais interessantes romances do ano literário: Todos os Dias São Meus. É também dramaturga, com duas peças levadas à cena recentemente, e colaboradora de várias revistas, e nomeadamente de uma que se chama Papel mas só existe on-line (o que pensará disto a mãe dela?).
sábado, 18 de julho de 2026
AUTORES NACIONAIS | ANA SARAGOÇA
Para além do currículo materno-filial, é actriz, tradutora e escritora, tendo publicado, em 2012, um dos mais interessantes romances do ano literário: Todos os Dias São Meus. É também dramaturga, com duas peças levadas à cena recentemente, e colaboradora de várias revistas, e nomeadamente de uma que se chama Papel mas só existe on-line (o que pensará disto a mãe dela?).
sexta-feira, 17 de julho de 2026
A TURISTA INVISÍVEL, de ANA SARAGOÇA | CASA DAS LETRAS
Uma mulher que toda a vida sonhou viajar arrisca-se a fazê-lo finalmente depois dos 50. E descobre-se completamente invisível…
Criada com dificuldades e habituada a férias de campismo, Ana sonhou toda a vida com viagens a sério; mas as ocupações que escolheu, o casamento, os filhos, o trabalho irregular, não lhe facilitaram a vida. Na verdade, foi só depois dos cinquenta que conseguiu respirar fundo, tirar um mês sem facturar, dispor de um pé-de-meia, fazer a mala e arriscar na aventura de um Interrail, tal como os estudantes no fim do Secundário.
Esta é, pois, a história de uma senhora de certa idade que resolveu controlar a ansiedade e os nervos, pôr uma mochila às costas, meter-se em vários comboios e testar as rodas do seu trólei nas lajes da Antiguidade e da modernidade de Itália. Não esperou por ninguém e partiu, ainda que com receio de se fartar de si própria (mesmo que para os outros fosse paradoxalmente quase invisível).
Não orou nem amou, mas comeu, bebeu e olhou com avidez tudo o que lhe apareceu pela frente, coisas e pessoas. Teve contratempos, claro, mas não chorou sobre o leite derramado até porque os aperitivos que experimentou eram bem coloridos e estimulantes. Apaixonou-se todos os dias, e todos os dias se exasperou com paixão. Andou muito. Escreveu muito. Cansou-se muito. e voltaria já amanhã.
Testemunho incrivelmente sincero e genuíno, A Turista Invisível não é só o relato de uma viagem há muito desejada, mas sobretudo uma jornada ao mais fundo de si que um ser humano pode fazer. E, ainda por cima, com um belo cenário.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
O JUÍZO DAS MÃOS, de ELIZA CAMPELLO | EDIÇÕES SAÍDA DE EMERGÊNCIA
Será ele uma vítima, um perigo, ou um ser humano como ela? Bheithir sente o mesmo fascínio por ela, e também ele carrega os seus mistérios. Combinados, os segredos que escondem podem tornar-se mortais e uma ameaça para tudo o que conhecem. É por isso que as suas vidas ficam subitamente em risco e um deles terá de se sacrificar pelo outro.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
O ENIGMA DO FORTE, de ISABEL RICARDO | EDIÇÕES SAÍDA DE EMERGÊNCIA
É então que surge um casal estranho que parece andar à procura do livro descoberto pelos AVENTUREIROS. E, nem a propósito, Daniel descobre outra mensagem secreta, escrita em tinta invisível, com mais pistas enigmáticas. O que poderá significar uma estrela, um dragão e uma águia? Terá a ver com algum segredo deixado por um oficial da primeira invasão francesa?
terça-feira, 14 de julho de 2026
O LEGADO, de NORA ROBERTS | CHÁ DAS CINCO
Adrian Rizzo tinha sete anos quando conheceu o pai. Esse foi também o dia em que ele quase a matou — antes de a sua mãe intervir. Para proteger a filha, Lina deixa a criança com os avós no Maryland, onde Adrian passa um verão inesquecível, fazendo novos amigos e vivendo a primeira paixão da juventude.
Uma década depois, Adrian seguiu os passos da mãe e é proprietária da sua própria marca de fitness. Contudo, a relação entre ambas é tensa, e se Lina desvaloriza as ameaças de morte que a filha recebe — afinal, é o preço do sucesso —, Adrian não consegue evitar ficar perturbada.
Com o reatar da relação com Raylan, a sua antiga paixão da juventude, Adrian agora tem muito mais a perder. Mas será possível conciliar um passado tão negro com um final feliz?
segunda-feira, 13 de julho de 2026
O MATCH PERFEITO | PLANETA
As regras são simples: quem resolver primeiro cada desafio ganha… e fica dispensado de limpar a casa de banho ou de tratar da roupa. Têm 80 oportunidades para mostrar a vossa ligação através de enigmas, jogos de memória, desafios mais atrevidos, labirintos e jogos que vos vão pôr à prova, quando e onde quiserem.
Era bonito dizer que aqui não há vencedores nem vencidos, apenas duas pessoas apaixonadas a aprender a gostar ainda mais uma da outra. Mas a verdade é que o amor também se joga… e este livro será o tabuleiro perfeito para o vosso duelo, frente a frente, quer estejam juntos há pouco tempo ou há uma vida inteira.
domingo, 12 de julho de 2026
RESENHA – A ÚLTIMA ILUSÃO, de PEDRO MIGUEL RIBEIRO | PENGUIN RANDOM HOUSE
A Última Ilusão,
de Pedro Miguel Ribeiro, é um thriller português que combina mistério,
ilusionismo e drama psicológico numa narrativa inteligente e envolvente.
Partindo de uma premissa intrigante — o desaparecimento de uma pessoa durante o
último espetáculo do maior ilusionista da história, em Braga —, o autor
constrói uma história que vai muito além de um simples policial.
Um dos grandes méritos do romance é a forma como
explora a linha ténue entre a realidade e a ilusão. À medida que o mistério se
adensa, o leitor é constantemente levado a questionar aquilo que vê, aquilo em
que acredita e as verdadeiras intenções das personagens. O suspense é
construído de forma gradual, com revelações bem doseadas que mantêm a
curiosidade viva até ao desfecho.
Pedro Miguel Ribeiro apresenta uma escrita fluida e
cinematográfica, alternando entre diferentes momentos temporais e cenários de
forma natural. A sua experiência como argumentista reflete-se na construção das
cenas, que são visualmente marcantes e conferem um ritmo dinâmico à narrativa.
A história é enriquecida por referências ao mundo do ilusionismo, sem nunca
perder o foco nas emoções humanas e nos conflitos que movem as personagens.
Mais do que um romance de mistério, A Última Ilusão
é também uma reflexão sobre as aparências, os segredos e tudo aquilo que
permanece por dizer. O autor mostra como as ilusões não existem apenas nos
palcos, mas também nas relações humanas, onde a verdade pode ser cuidadosamente
escondida por trás de gestos, palavras e escolhas.
No conjunto, A Última Ilusão é uma estreia
muito sólida de Pedro Miguel Ribeiro. Com um enredo original, personagens bem
construídas e um final surpreendente, o romance destaca-se pela capacidade de
prender o leitor do início ao fim, oferecendo uma experiência que mistura
entretenimento, suspense e reflexão.
Madalena Condado
sábado, 11 de julho de 2026
PAI, ACEITAS O DESAFIO? | PLANETA
Mãe, Aceitas o Desafio? e Pai, Aceitas o Desafio? são livros que nos lembram que a maternidade e a paternidade não são só rotinas e cuidados, são também feitas de gargalhadas, desafios e momentos divertidos em família.Nestes livros, vais encontrar 80 desafios, entre os quais enigmas, jogos de memória, labirintos e confissões, para mães e filhos e pais e filhos jogarem juntos, em qualquer lugar, num verdadeiro duelo familiar.
As regras são simples: quem ganhar o jogo escolhe o próximo filme, fica dispensado de levar o lixo à rua ou tem direito ao último croquete. Era bonito dizer que aqui não há vencedores nem vencidos, só uma família a passar bons momentos juntos, mas a verdade é que jogar também é desafiar, rir até doer a barriga, entrar em picardias e celebrar cada vitória.
Este livro será o vosso tabuleiro de jogo: uma competição cheia de cumplicidade, tanto para famílias com filhos pequenos ou já adolescentes, quer sejam especialistas em jogos quer estejam só agora a descobrir o quão divertido é jogar em equipa.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
MÃE, ACEITAS O DESAFIO? | PLANETA
Mãe, Aceitas o Desafio? e Pai, Aceitas o Desafio? são livros que nos lembram que a maternidade e a paternidade não são só rotinas e cuidados, são também feitas de gargalhadas, desafios e momentos divertidos em família.
Nestes livros, vais encontrar 80 desafios, entre os quais enigmas, jogos de memória, labirintos e confissões, para mães e filhos e pais e filhos jogarem juntos, em qualquer lugar, num verdadeiro duelo familiar.
As regras são simples: quem ganhar o jogo escolhe o próximo filme, fica dispensado de levar o lixo à rua ou tem direito ao último croquete. Era bonito dizer que aqui não há vencedores nem vencidos, só uma família a passar bons momentos juntos, mas a verdade é que jogar também é desafiar, rir até doer a barriga, entrar em picardias e celebrar cada vitória.
Este livro será o vosso tabuleiro de jogo: uma competição cheia de cumplicidade, tanto para famílias com filhos pequenos ou já adolescentes, quer sejam especialistas em jogos quer estejam só agora a descobrir o quão divertido é jogar em equipa.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
OS INCÊNDIOS FLORESTAIS EM PORTUGAL, de ANTÓNIO BENTO-GONÇALVES | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS
AUTORES INTERNACIONAIS | PHILIP ROTH
Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jérsia, a 19 de março de 1933. Segundo filho de americanos de segunda geração, Beth e Herman Roth, Roth cresceu na comunidade predominantemente judia de Weequahic, bairro a que regressaria muitas vezes na sua escrita. Depois de concluir o ensino secundário na Weequahic High School em 1950, frequentou a Universidade Bucknell, na Pensilvânia, e a Universidade de Chicago, onde recebeu uma bolsa de estudos para concluir o seu mestrado em Literatura Inglesa.Em 1959, Roth publicou Goodbye, Columbus – coletânea que reúne uma novela e cinco contos – obra pela qual recebeu o National Book Award. Dez anos depois, o seu quarto romance, O Complexo de Portnoy, proporcionou a Roth o êxito crítico e comercial, consolidando firmemente a sua reputação como um dos melhores jovens escritores da América. Roth é autor de trinta e um livros, incluindo aqueles que acompanharam os destinos de Nathan Zuckerman e de um narrador imaginário chamado Philip Roth, através dos quais explorou, dando-lhes voz, as complexidades da experiência americana nos séculos XX e XXI.
O duradouro contributo de Roth para a literatura foi amplamente reconhecido ao longo da sua vida, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro. Entre outros galardões, recebeu o Prémio Pulitzer, o International Man Booker Prize, foi por duas vezes o vencedor do National Book Critics Circle Award e do National Book Award, e foi distinguido com a Medalha Nacional das Artes e com a Medalha Nacional de Humanidades pelos Presidentes Clinton e Obama, respetivamente.
Philip Roth morreu a 22 de maio de 2018, com oitenta e cinco anos, tendo cessado seis anos antes a sua carreira de escritor.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
O SEIO, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
O que se segue é uma exploração delirantemente divertida, mas também comovente, de todas as implicações da metamorfose de Kepesh. Ousada, herética - tão tetricamente hilariante quanto existencialmente desconcertante - ela recria o absurdo, a banalidade e a maravilhosa vacuidade da experiência humana vivida.
terça-feira, 7 de julho de 2026
REVIEW – MASTERS OF STRATEGY, by OLIVIER WIEVIORKA and GENERAL BENOÎT DURIEUX | CRÍTICA
Masters of Strategy by Olivier Wieviorka and General Benoît Durieux is a fascinating exploration of the evolution of strategic thought throughout history, bringing together the ideas of some of the world's most influential military and political strategists. Far more than a book about warfare, it is a thoughtful examination of leadership, decision-making, power, and adaptability, demonstrating how the principles of strategy remain relevant across many aspects of modern life.
The authors present the ideas of renowned thinkers
such as Sun Tzu, Thucydides, Niccolò Machiavelli, Carl von Clausewitz, and many
others in a clear and accessible way. Rather than simply summarizing their
works, they place each strategist within their historical context and examine
how their ideas continue to shape politics, diplomacy, international conflict,
and even the business world.
One of the book's greatest strengths is its balance
between academic rigor and readability. Despite the depth of the topics
discussed, the writing remains approachable, making it an engaging read for
both specialists and general readers interested in history, international
relations, leadership, or strategic thinking.
The organization of the book by individual thinkers
makes it easy to follow the development of strategic theory over the centuries,
illustrating how concepts of warfare and power have evolved alongside
technological advances and changing political landscapes. At the same time, the
authors draw meaningful connections between different schools of thought,
highlighting both their differences and their enduring relevance.
More than a study of military campaigns, Masters of
Strategy encourages readers to reflect on the importance of preparation,
anticipation, flexibility, and understanding one's opponent. It convincingly
argues that strategy extends far beyond the battlefield, serving as an
essential framework for addressing complex challenges in virtually any field.
Overall, Masters of Strategy is an essential
read for anyone interested in military history, geopolitics, leadership, or the
art of strategic thinking. Combining historical insight with timeless lessons
on decision-making and leadership, Olivier Wieviorka and General Benoît Durieux
have produced an intellectually stimulating and highly rewarding work.
RESENHA – MESTRES DA ESTRATÉGIA, de OLIVIER WIEVIORKA e GENERAL BENOÎT DURIEUX | CRÍTICA
Mestres da Estratégia,
de Olivier Wieviorka e do General Benoît Durieux, é uma obra fascinante que
percorre a evolução do pensamento estratégico ao longo da História, reunindo as
ideias de alguns dos mais influentes estrategas militares e políticos. Muito
mais do que um livro sobre guerra, trata-se de uma reflexão sobre liderança,
tomada de decisão, poder e adaptação, mostrando como os princípios da
estratégia continuam relevantes em diferentes áreas da vida contemporânea.
Os autores apresentam, de forma clara e acessível, o
pensamento de figuras incontornáveis como Sun Tzu, Tucídides, Maquiavel, Carl
von Clausewitz e outros grandes teóricos da estratégia. Em vez de se limitarem
a resumir as suas obras, contextualizam as suas ideias no momento histórico em
que surgiram e analisam a forma como continuam a influenciar a política, a
diplomacia, os conflitos internacionais e até o mundo empresarial.
Um dos maiores méritos do livro é o equilíbrio entre
rigor académico e linguagem acessível. Apesar da profundidade dos temas
abordados, a leitura nunca se torna excessivamente técnica, permitindo que
tanto especialistas como leitores interessados em História, Relações
Internacionais ou liderança possam acompanhar facilmente a exposição dos
conceitos.
A organização por pensadores facilita a consulta e
permite compreender como o conceito de estratégia foi evoluindo ao longo dos
séculos, acompanhando as transformações da guerra, da tecnologia e das
estruturas de poder. Ao mesmo tempo, os autores estabelecem pontes entre
diferentes correntes de pensamento, evidenciando semelhanças, divergências e a
permanente atualidade de muitas dessas ideias.
Mais do que um estudo sobre campanhas militares, Mestres
da Estratégia convida o leitor a refletir sobre a importância da
preparação, da antecipação, da flexibilidade e da capacidade de compreender o
adversário. O livro demonstra que a estratégia não se resume ao campo de
batalha, mas constitui uma ferramenta essencial para enfrentar desafios
complexos em qualquer contexto.
No conjunto, Mestres da Estratégia é uma
leitura indispensável para quem se interessa por História militar, geopolítica,
liderança e pensamento estratégico. Com uma abordagem rigorosa, bem estruturada
e intelectualmente estimulante, Olivier Wieviorka e o General Benoît Durieux
oferecem uma obra que alia conhecimento histórico a reflexões intemporais sobre
a arte de decidir e agir.
Madalena Condado
segunda-feira, 6 de julho de 2026
AGUARELA DE PARIS, de JOÃO PINTO COELHO | DOM QUIXOTE
As Terras Altas da Escócia, refúgio privado do ramo britânico dos Senigallia, a mais influente dinastia de banqueiros judeus da Europa, são o palco da infância de Franca e Giullietta, duas gémeas impossíveis de distinguir e, ainda assim, tão diferentes.
Mas os muros aristocráticos do castelo de família encerram muito mais do que sonhos juvenis. Lá, onde o Diabo pode ser visto pelo menos uma noite por ano e os fantasmas esbofeteiam as criadas no escuro, dá se o maior crime do século, uma tragédia que marcará de maneira impiedosa o destino das raparigas.
O seu grito de emancipação escutar-se-á nos cenários mais improváveis – dos cafés de Montparnasse, onde Giullietta impõe o seu génio artístico junto de pintores que se contarão entre os mais famosos do mundo, até à costa do Estoril, onde Franca apanha sol no Tamariz e se cruza com espiões nas festas exuberantes do Hotel Palácio.
Porém, quando tudo se desmorona, o romance anoitece, quase insuportável de ler perante a mais hedionda das faces do Holocausto, essa que se oculta nos blocos de Auschwitz e Birkenau, pelas mãos de Mengele, o Anjo da Morte, e a sua legião de médicos nazis.
domingo, 5 de julho de 2026
REVIEW – THE PERFECT DIVORCE, by JENEVA ROSE | SAÍDA DE EMERGÊNCIA
The Perfect Divorce by Jeneva Rose is a gripping psychological thriller that explores the limits of trust, revenge, and the consequences of long-buried secrets. Packed with unexpected twists, the novel takes readers on a suspenseful journey where nothing is quite as it seems, maintaining tension until the very last page.
The story follows a cast of complex characters whose
motives and intentions are gradually revealed. As the plot unfolds, alliances
shift, lies come to light, and each new revelation reshapes the reader's
understanding of the events. Jeneva Rose masterfully builds suspense by
balancing moments of calm with shocking plot twists that make the book
difficult to put down.
One of the novel's greatest strengths is its
psychological depth. Rather than presenting clear-cut heroes and villains, Rose
creates morally ambiguous characters who constantly challenge the reader's
assumptions about whom to trust. This complexity adds richness to the story and
makes the conflicts even more compelling.
The writing is sharp, fast-paced, and cinematic, with
short chapters that keep the momentum going. While some twists may seem bold,
they enhance the atmosphere of uncertainty that defines the best psychological
thrillers.
Overall, The Perfect Divorce is a highly
recommended read for fans of suspense, deception, and unpredictable
storytelling. Jeneva Rose delivers an addictive and intelligent thriller that
keeps readers hooked from beginning to end, leaving them to wonder just how far
people are willing to go to protect their interests and conceal the truth.
RESENHA – O DIVÓRCIO PERFEITO, de JENEVA ROSE | SAÍDA DE EMERGÊNCIA
O Divórcio Perfeito, de Jeneva Rose, é um thriller psicológico envolvente que explora os limites da confiança, da vingança e das consequências dos segredos. Com uma narrativa repleta de reviravoltas, a autora conduz o leitor por uma história em que nada é exatamente o que parece, mantendo a tensão até às últimas páginas.
A trama acompanha personagens complexas, cujas
motivações e intenções vão sendo reveladas gradualmente. À medida que o enredo
avança, alianças mudam, mentiras vêm à tona e cada nova descoberta altera a
perceção do leitor sobre os acontecimentos. Jeneva Rose constrói o suspense de
forma eficaz, alternando momentos de aparente tranquilidade com revelações
surpreendentes que tornam a leitura difícil de interromper.
Um dos pontos fortes do livro é o desenvolvimento
psicológico das personagens. Em vez de apresentar heróis ou vilões claramente
definidos, a autora cria figuras moralmente ambíguas, levando o leitor a
questionar constantemente em quem pode confiar. Essa complexidade acrescenta
profundidade à narrativa e torna os conflitos ainda mais envolventes.
A escrita é fluida, direta e cinematográfica, com
capítulos curtos que imprimem um ritmo acelerado. Embora algumas reviravoltas
possam parecer ousadas, elas contribuem para a atmosfera de constante
incerteza, característica dos melhores thrillers psicológicos.
No conjunto, O Divórcio Perfeito é uma leitura
recomendada para quem aprecia histórias cheias de suspense, manipulação e
surpresas inesperadas. Jeneva Rose entrega um romance inteligente e viciante,
que prende a atenção do início ao fim e deixa o leitor a refletir sobre até
ondem inglêse as pessoas são capazes de ir para proteger os seus interesses e
esconder a verdade.
sábado, 4 de julho de 2026
Natalia Litvinova é poeta e editora. Nasceu na Bielorrússia, em 1986, e vive em Buenos Aires desde 1996, onde orienta workshops de poesia. Publicou vários livros, entre os quais Todo ajeno (2013), Siguiente vitalidade (2016), Cesto de trenzas (2018), La nostalgia es un sello ardiente (2020) e Soñka, manos de oro (2022). Os seus trabalhos foram publicados na Alemanha, França, Espanha, Chile, Brasil, Colômbia e Estados Unidos. Pirilampo, vencedor do Prémio Lumen de Romance 2024, é o seu primeiro romance e a estreia da autora em Portugal.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
PIRILAMPO, de NATALIA LITVINOVA | DOM QUIXOTE
Prémio Lumen de Romance 2024A narradora desta história nasce a poucos quilómetros de Chernobil, no ano em que a central nuclear explode, e cresce num país atravessado pela confusão e pela miséria. Na terra das crianças radioativas, das colossais frutas da Zona, do céu vermelho e dos homens alcoólicos, doentes ou desorientados, as mulheres resistem fazendo do quotidiano um refúgio: a mãe cujo nascimento não foi registado devido à perseguição de Estaline; a avó sequestrada pelos nazis que regressa no fim da guerra e, acusada de traição, é condenada a três anos de trabalhos forçados, a apanhar turfa nos pântanos; a jovem apaixonada por Maiakovski ou a que pesca com as suas tranças.
De Buenos Aires, para onde emigrou com a família, Natalia Litvinova rompe o silêncio da sua mãe para reconstruir em Pirilampo toda uma linhagem silenciada.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
AUTORES INTERNACIONAIS | KATY BIRCHALL
Katherine Reilly é o pseudónimo de Katy Birchall.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
A ONDA PERFEITA, de KATHERINE REILLY | PLANETA
Há doze anos, Leo Silva era campeão mundial de surf, até que festas descontroladas e escândalos nos tabloides destruíram a sua carreira. Depois de se retirar de forma súbita e misteriosa, Leo refugiou-se numa pequena vila costeira em Portugal, onde tem vivido longe dos holofotes. Mas, quando é convidado a competir na lendária prova australiana Rip Curl Pro Bells Beach, a notícia do seu regresso agita o mundo do surf.Entra em cena Iris Gray, uma ambiciosa jornalista desportiva. A sua editora quer transformar Leo e o seu regresso no tema de capa da próxima edição da revista. Só há um problema: Leo é filho de Michelle Martin, uma conhecida estrela de televisão e dona da revista. A carreira de Iris está em jogo, não há margem para erros.
Quando Iris viaja até Portugal, espera descobrir a verdade por trás do passado polémico de Leo. Não contava com a sua teimosia, nem com a química impossível de ignorar que surge entre os dois. Mas ele é o seu entrevistado e o filho da dona da revista... Leo está totalmente fora dos limites.
Com um rival decidido a sabotar o seu regresso e com a competição cada vez mais próxima, será que Leo consegue manter o foco no seu objetivo? E será que Iris consegue separar o trabalho dos seus sentimentos? Ou será que o amor os vai arrastar para o fundo?
terça-feira, 30 de junho de 2026
AUTORES INTERNACIONAIS | SUSAN ABERNETHY
O seu trabalho foi publicado em vários websites e revistas de temática histórica, incluindo participações especiais em podcasts dedicados à História. O seu blogue, The Freelance History Writer, publica de forma contínua mais de quinhentos artigos históricos desde 2012, com especial foco na história europeia, Tudor, medieval, renascentista, da Idade Moderna e na história das mulheres. Atualmente, encontra-se a trabalhar no seu próximo livro de não-ficção.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
CATARINA DE BRAGANÇA, de SUSAN ABERNETHY | PLANETA
Apelidada como a rainha esquecida, Catarina de Bragança foi muito mais do que apenas a mulher de Carlos II, muito mais do que a rainha que introduziu o chá, a geleia e o uso dos talheres na corte inglesa.
Este livro revela uma Catarina de Bragança mais complexa, determinada e influente do que a História muitas vezes reconheceu e retratou. Entre Portugal e Inglaterra, entre a devoção e a diplomacia, Catarina soube defender os interesses da sua pátria, promover a cultura barroca católica e conquistar um lugar singular no coração da Europa do século XVII.
Mais do que a história da rainha portuguesa de Inglaterra, esta é a história de uma mulher forte e determinada que transformou o seu destino num legado duradouro.
domingo, 28 de junho de 2026
REVIEW – EMILY WILDE'S ENCYCLOPAEDIA OF FAERIES
Emily Wilde's Encyclopaedia of Faeries,
by Heather Fawcett, is a charming fantasy novel that blends academic rigor with
the enchantment of folklore. The story follows Emily Wilde, a brilliant
Cambridge professor and the world's leading expert on faeries, who travels to
the remote village of Hrafnsvik to complete the first-ever encyclopaedia
dedicated to these mysterious beings.
One of the novel's greatest strengths is its
protagonist. Emily breaks away from the stereotype of the traditional fantasy
heroine: she is exceptionally intelligent, methodical, and deeply passionate
about knowledge, yet she struggles with social interactions. Her reserved
personality makes her both relatable and compelling, allowing readers to follow
her growth not only as a scholar but also as a person.
Another highlight is the dynamic between Emily and
Wendell Bambleby, her charismatic academic rival. While Emily embodies logic
and discipline, Wendell is charming, witty, and delightfully unpredictable.
Their interactions provide humor, tension, and a slow-building connection that
enriches the story without overshadowing the main plot.
The world-building is one of the novel's strongest
features. Drawing inspiration from European folklore, Heather Fawcett presents
faeries that are far removed from the gentle, magical creatures often found in
children's stories. They are beautiful yet dangerous, mysterious, and bound by
their own ancient rules, creating an atmosphere that is both captivating and
unsettling. The journal-style narrative also adds originality, making readers
feel as though they are participating in Emily's field research and discoveries.
Although the pacing can be slow at times, particularly
because of the detailed descriptions of Emily's research and the local
traditions, the story remains engaging thanks to the mysteries surrounding the
Hidden Ones and the growing intrigue about Wendell's true identity.
Overall, Emily Wilde's Encyclopaedia of Faeries
is a highly recommended read for fans of fantasy, folklore, and slow-burn
romance. With memorable characters, rich world-building, and elegant prose,
Heather Fawcett delivers an intelligent and enchanting adventure that reminds
readers that the greatest mysteries are not always found in magical creatures,
but also in learning to understand others—and oneself.
Madalena Condado
RESENHA – ENCICLOPÉDIA DE FADAS DE EMILY WILDE | LEYA
Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde,
de Heather Fawcett, é uma fantasia encantadora que combina o rigor académico
com o fascínio do folclore. A história acompanha Emily Wilde, uma brilhante
professora de Cambridge e a maior especialista mundial em fadas, que viaja até
à remota aldeia de Hrafnsvik para concluir a primeira enciclopédia dedicada a
estas criaturas misteriosas.
O grande destaque do livro é a protagonista. Emily
foge ao estereótipo da heroína tradicional: é extremamente inteligente,
metódica e apaixonada pelo conhecimento, mas revela grandes dificuldades nas
relações sociais. A sua personalidade reservada torna-a uma personagem
cativante e genuína, permitindo ao leitor acompanhar a sua evolução tanto no
campo da investigação como no plano emocional.
Outro ponto forte é a dinâmica entre Emily e Wendell
Bambleby, o seu carismático rival académico. Enquanto Emily representa a lógica
e a disciplina, Wendell é espontâneo, encantador e imprevisível. As interações
entre ambos proporcionam momentos de humor, tensão e uma crescente cumplicidade
que enriquece a narrativa sem ofuscar o enredo principal.
A construção do mundo é um dos maiores méritos da
obra. Inspirando-se no folclore europeu, Heather Fawcett apresenta fadas que
estão longe da imagem delicada e benevolente dos contos infantis. São seres
belos, mas perigosos, misteriosos e regidos por regras próprias, o que cria uma
atmosfera envolvente e, por vezes, inquietante. O formato em diário de
investigação também contribui para a originalidade da narrativa, fazendo o
leitor sentir-se parte da descoberta.
Apesar do ritmo mais lento em alguns momentos,
sobretudo devido às descrições detalhadas da pesquisa e das tradições locais, a
história mantém o interesse graças ao mistério que envolve as fadas e à
curiosidade crescente sobre a verdadeira identidade de Wendell.
No conjunto, Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde
é uma leitura recomendada para os amantes de fantasia, folclore e romances
subtis. Com personagens memoráveis, um universo rico e uma escrita elegante, o
livro oferece uma aventura inteligente e encantadora, mostrando que o maior
mistério nem sempre está nas criaturas mágicas, mas também na capacidade de
compreender os outros e a si próprio.
O grande destaque do livro é a protagonista. Emily
foge ao estereótipo da heroína tradicional: é extremamente inteligente,
metódica e apaixonada pelo conhecimento, mas revela grandes dificuldades nas
relações sociais. A sua personalidade reservada torna-a uma personagem
cativante e genuína, permitindo ao leitor acompanhar a sua evolução tanto no
campo da investigação como no plano emocional.
Outro ponto forte é a dinâmica entre Emily e Wendell
Bambleby, o seu carismático rival académico. Enquanto Emily representa a lógica
e a disciplina, Wendell é espontâneo, encantador e imprevisível. As interações
entre ambos proporcionam momentos de humor, tensão e uma crescente cumplicidade
que enriquece a narrativa sem ofuscar o enredo principal.
A construção do mundo é um dos maiores méritos da
obra. Inspirando-se no folclore europeu, Heather Fawcett apresenta fadas que
estão longe da imagem delicada e benevolente dos contos infantis. São seres
belos, mas perigosos, misteriosos e regidos por regras próprias, o que cria uma
atmosfera envolvente e, por vezes, inquietante. O formato em diário de
investigação também contribui para a originalidade da narrativa, fazendo o
leitor sentir-se parte da descoberta.
Apesar do ritmo mais lento em alguns momentos,
sobretudo devido às descrições detalhadas da pesquisa e das tradições locais, a
história mantém o interesse graças ao mistério que envolve as fadas e à
curiosidade crescente sobre a verdadeira identidade de Wendell.
No conjunto, Enciclopédia de Fadas de Emily Wilde
é uma leitura recomendada para os amantes de fantasia, folclore e romances
subtis. Com personagens memoráveis, um universo rico e uma escrita elegante, o
livro oferece uma aventura inteligente e encantadora, mostrando que o maior
mistério nem sempre está nas criaturas mágicas, mas também na capacidade de
compreender os outros e a si próprio.
Madalena Condado
sábado, 27 de junho de 2026
VÍTIMA, de JORN LIER HORST & THOMAS ENGER | DOM QUIXOTE
A polícia mostra-se relutante em aceitar a ajuda de Blix. Apesar de ele ter sido absolvido do crime que cometeu, a sua carreira nas forças de segurança chegou ao fim. Mas o assassino de Eie continua a conduzi-lo para as suas novas vítimas, enquanto deixa claro que conhece detalhes da vida privada do antigo investigador que este nunca partilhou com ninguém.
Entretanto, Emma Ramm é contactada por uma adolescente cujo padrasto foi detido por suspeita de ter assassinado uma amiga de infância. Mas não existe corpo. Nem outros suspeitos…
Blix e Ramm só podem contar um com o outro, e, quando as impressões digitais de Blix são encontradas num desenho de uma criança no local de um crime, o presente torna-se desconfortavelmente próximo do passado. Um passado no qual uma vítima encontrou a sua própria forma, chocante, de terapia.
E alguém está a observar…
sexta-feira, 26 de junho de 2026
A HORA DO LOBO, de JO NESBO | DOM QUIXOTE
Quando este ataca de novo, o inconformista detetive Bob Oz é chamado para resolver o caso, pois tudo indica que aquela vítima não será a última.
À medida que o número de corpos aumenta, Oz suspeita de que algo ainda mais sinistro pode estar em jogo. E, quanto mais se aproxima da verdade, mais perturbado fica. Porque este assassino em série lhe faz lembrar alguém perigoso: ele próprio.
A Hora do Lobo é um thriller intenso, repleto de reviravoltas inesperadas, segredos obscuros e com uma tensão pessoal e política crescente que prenderá o leitor até à última página.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
ROSSHALDE, de HERMANN HESSE | DOM QUIXOTE
Johann Veraguth é um pintor mundialmente famoso que vive numa propriedade luxuosa, chamada Rosshalde, juntamente com a sua esposa, Adele, e o seu filho mais novo, Pierre.Apesar do sucesso profissional e da riqueza de que dispõe, a sua vida pessoal, marcada pela frieza emocional, por uma profunda fissura conjugal e por uma má relação com o filho mais velho, Albert, não corre de feição há muito tempo. Por essa razão, Veraguth passa a maior parte do tempo refugiado no seu atelier e nas pinturas que produz, isolado da família, chegando a tornar-se um estranho na sua própria casa.
A visita de um velho amigo, Otto Burkhardt – que questiona o estilo de vida de Johann e o convida a viajar –, acentua ainda mais a crise pessoal em que o artista se encontra.
Dividido entre o seu apego ao filho Pierre, o único elemento que mantém a família unida, e o desejo de partir para alcançar a verdadeira liberdade criativa e pessoal, Veraguth tem de tomar decisões, mesmo quando tudo se começa a desmoronar.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
ESPELHO PARTIDO, de MERCÈ RODOREDA | DOM QUIXOTE
Ao longo de três gerações, desde a viragem para o século XX até aos anos imediatamente posteriores à Guerra Civil espanhola, e em torno da figura fabulosa de uma mulher, o leitor observa com uma precisão detalhada a extraordinária transformação da família Valldaura.
É através da história desta casa senhorial de Barcelona, das suas intrigas e paixões, e da teia de segredos que molda a vida das personagens, que Rodoreda nos oferece uma obra de grande beleza poética, que é ao mesmo tempo um fresco profundamente trágico, por onde perpassam a decadência, a velhice e a morte – mas também uma grande vontade de viver.
terça-feira, 23 de junho de 2026
PIRILAMPO, de NATALIA LITVINOVA | DOM QUIXOTE
De Buenos Aires, para onde emigrou com a família, Natalia Litvinova rompe o silêncio da sua mãe para reconstruir em Pirilampo toda uma linhagem silenciada.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
O SEIO, de PHILIP ROTH | DOM QUIXOTE
O que se segue é uma exploração delirantemente divertida, mas também comovente, de todas as implicações da metamorfose de Kepesh.
Ousada, herética – tão tetricamente hilariante quanto existencialmente desconcertante – ela recria o absurdo, a banalidade e a maravilhosa vacuidade da experiência humana vivida.
domingo, 21 de junho de 2026
AFROCALIPSE, de MÁRIO LÚCIO SOUSA | DOM QUIXOTE
Ora, se este Presidente nos lembra alguém, é porque o romance se inspira assumidamente na insanidade, na cleptocracia e no abuso de personagens reais (e são muitos!) como Kumba Yalá (Guiné Bissau), José Eduardo dos Santos (Angola), Mobutu (Zaire) ou o terrível Bokassa (República Centro-Africana) que se coroou imperador em 1984, retratando também o horror das guerras civis pós-independência e o genocídio do Ruanda, bem como a subserviência do povo, a fome e o desgoverno crasso que enfestam muitos países em África e constituem hoje talvez a principal causa do seu atraso.
Nesta ficção, porém, as mulheres cansam-se do «afrocalipse» vivido há décadas e ajudam a mudar a história. Mas nem é só neste facto que reside a novidade: ela está presente na linguagem inventiva e belíssima com que o autor fala de coisas, afinal, tão feias e também na circunstância de ser o primeiro escritor de África a assacar aos próprios africanos parte da responsabilidade pelas desgraças sociais e pelo descalabro dos Direitos Humanos.


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