segunda-feira, 20 de abril de 2026
A ARTE PENDULAR DO BALOIÇO, de ANTÓNIO TAVARES | DOM QUIXOTE
No final de 1980, em vésperas de eleições presidenciais, uma avioneta cai em Camarate logo após levantar voo. Nela seguiam, entre outros, o chefe do governo de Portugal e o seu ministro da Defesa, que morrem carbonizados. Com dez comissões parlamentares de inquérito, ainda hoje, volvidas mais de quatro décadas, não se sabe se foi acidente ou atentado, e ninguém foi a julgamento.Na mesma altura, um grupo de revolucionários radicais cria uma organização terrorista conhecida por FP-25, cuja missão é matar os inimigos do povo. Setenta e três réus são julgados, mas apenas uns trinta condenados e - entre amnistias e prescrições - poucos cumprem prisão efectiva.
Entretanto, numa aldeia às portas de Lisboa onde não se deixa que nasça nem mais uma criança, uma rapariga morrerá misteriosamente pouco depois de dar à luz. A menina recém-nascida acabará ao colo do mecânico da avioneta acidentada; e o seu pai biológico - amigo do polícia que investiga os casos descritos - procurará durante muitos anos essa filha que passará boa parte da infância em cima de um baloiço.
Estas são as pontas que nunca se atam verdadeiramente em A Arte Pendular do Baloiço, um romance absolutamente fascinante no qual se afirma, não sem alguma razão, que em Portugal nunca há culpados.
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