domingo, 31 de maio de 2026

FANTASMAS, de SIRI HUSTVEDT | DOM QUIXOTE

Relato biográfico de Siri Hustvedt, inclui o esboço da última obra de Paul Auster.

Fantasmas é a obra mais pessoal de Siri Hustvedt até à data, uma reflexão sobre os mais de quarenta anos que passou com o marido - o escritor, poeta e cineasta Paul Auster -, desde o encontro de ambos na Nova Iorque dos anos 1980 até à morte dele, em 2024.

Siri Hustvedt partilha entradas de diário, notas e cartas de amor trocadas ao longo das décadas, bem como o último livro de Paul Auster - o inacabado Cartas a Miles - dedicado ao neto, nascido a 1 de janeiro de 2024. 

Parte livro de memórias, parte investigação filosófica, Fantasmas explora a intimidade de uma vida partilhada, os rituais do luto, o poder da linguagem e a própria natureza humana. É uma reflexão profunda sobre o que deixamos para trás e os fantasmas que habitam em nós - mesmo quando seguimos em frente.
 

sábado, 30 de maio de 2026

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | SESSÃO DE AUTÓGRAFOS PLANETA




 

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | SESSÃO DE AUTÓGRAFOS PLANETA




 

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS

 




96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS




 

AUTORES INTERNACIONAIS | GÜNTER GRASS


Günter Grass nasceu em Danzig (atual Gdansk, Polónia), a 16 de outubro de 1927, e morreu em Lübeck, Alemanha, a 13 de abril de 2015. Escritor, poeta, dramaturgo, ensaísta e pintor, recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1999, tornando-se um dos mais relevantes autores alemães contemporâneos. Em 1959, o seu romance O Tambor de Lata dá-lhe notoriedade internacional, ao mesmo tempo que desencadeia nos meios alemães um aceso debate sobre a guerra e a herança nazi. Foi adaptado ao cinema pelo realizador Volker Schlöndorff, vencendo o Óscar de melhor filme estrangeiro de 1979.

Grass, com uma escrita sensual e plena de humor, por vezes apelando à fantasia e ao delírio surrealista, é ainda autor de outros títulos marcantes como A RatazanaO Gato e o RatoEscrever Depois de AuschwitzA Passo de CaranguejoEm Viagem de Uma Alemanha à OutraO Meu SéculoDescascando a CebolaA CaixaO Pregado e Sobre a Finitude.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | SESSÃO DE AUTÓGRAFOS PLANETA




 

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS




 

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | SESSÃO DE AUTÓGRAFOS PLANETA





 

FAZER DE ESTÁTUA, de GÜNTER GRASS | DOM QUIXOTE

Quando um dia perguntaram a Umberto Eco que figura histórica feminina, do mundo da arte, ele escolheria, se pudesse, para jantar com ele, o escritor respondeu: Uta de Naumburgo. O mesmo se passa com o narrador desta história. No final da década de 1980, encontrando-se em viagem pela República Democrática Alemã, onde apresentava a sua obra mais recente, o narrador depara, na catedral de Naumburgo, com a mulher mais bela da Idade Média, uma das doze estátuas que representam os fundadores daquela igreja. E como tudo é possível numa folha de papel, convida todos os modelos para um almoço no seu jardim - todas as personagens que um dia haviam inspirado o mestre artesão do século XIII a criar aquelas esculturas tão próximas dos originais.

Pois bem, é durante esse repasto que o narrador se deixa encantar pela filha de certo ourives, precisamente a rapariga que servira de modelo à figura de Uta. A mesma jovem que, num ousado salto cronológico, ganha agora vida, no momento presente, fazendo de estátua nas praças de Colónia, Milão ou Frankfurt. O narrador fica tão obcecado pela jovem que a procura por toda a parte, satisfazendo-lhe até, por fim, um pedido com desfecho fatídico.

Concebida inicialmente para integrar um dos capítulos de Descascando a Cebola, esta narrativa foi descoberta há pouco tempo por Hilke Ohsoling, colaboradora de longa data de Günter Grass. O texto encontrava-se entre os materiais arquivados, não numa gaveta qualquer, esquecida e empoeirada. Já havia, porém, indícios da existência de Fazer de Estátua, referências encontradas em manuscritos do arquivo, em projetos de trabalho ou litografias, num conjunto de esculturas presente na oficina de trabalho de Grass.

Uma narrativa de grande subtileza, até agora desconhecida do público-leitor.
 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | SESSÃO DE AUTÓGRAFOS PLANETA





 

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS




 

TODO OUVIDOS, de ALEXANDRE POSTEL | CASA DAS LETRAS

Um romance sobre os ecos do desejo e do prazer, e o poder das palavras.

Esta é a história de Violette Letendre, uma editora francesa que leva uma vida recatada. Um dia, um homem que ela conhece vagamente propõe-lhe a leitura de um manuscrito que ele ainda está a produzir. Violette rapidamente percebe que o herói do romance é fascinado pelos sons que o orgasmo feminino produz e que, sendo incapaz de provocar ele próprio essas vocalizações que tanto o desassossegam, persegue a vida íntima de pessoas que lhe são desconhecidas para satisfazer a sua curiosidade, vagueando à noite pelas ruas e rondando domicílios alheios, de ouvidos em riste como um morcego. Violette, apesar de considerar o manuscrito estranho e inquietante, não consegue parar de o ler, obedecendo a uma curiosidade irreprimível pela exploração dos desejos e das fantasias mais insólitas.

Através de um relato lúdico e cativante, Todo Ouvidos explora, assim, as fantasias e os mitos que assombram o imaginário humano, e proporciona uma reflexão inquietante sobre o desejo do outro, lembrando-nos de que a leitura é um convite à descoberta de nós próprios através da escuta dos demais.
 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS






 

A MULHER SINGULAR E A CIDADE, de VIVIAN GORNICK | DOM QUIXOTE

Provocador e profundamente tocante, um livro que é uma ode à amizade, ao amor e à vida urbana.

Finalista do National Book Critics Circle Award, na categoria de Autobiografia.

Tendo como cenário Nova Iorque, A Mulher Singular e a Cidade explora os ritmos, os encontros fortuitos e as relações em constante mutação, tudo aquilo que moldou a sensibilidade de uma mulher ferozmente independente que deu corpo aos seus conflitos, não às suas fantasias, numa cidade que fez o mesmo.

A percorrer ininterruptamente o livro está a relação agitada de mais de vinte anos de Vivian Gornick com o seu melhor amigo Leonard, um homossexual sofisticado no que à sua infelicidade diz respeito, cuja amizade «lançou mais luz sobre a natureza misteriosa das relações humanas comuns do que qualquer outra forma de intimidade» por ela conhecida.

A relação entre Vivian e Leonard atua como um coro grego em relação à ação principal - o contacto contínuo da narradora com merceeiros, indigentes e porteiros, passageiros de autocarro, travestis e numerosos conhecidos. em Leonard, ela vê-se refletida sem artifícios; na rua, extrai sentido do que vê.

Nestas memórias, redigidas sob a forma de uma colagem narrativa que inclui excertos meditativos sobre o que constitui uma feminista moderna, o papel do flâneur na literatura urbana e a evolução da amizade ao longo dos últimos dois séculos, é-nos dada a ver a relação fecunda de Vivian Gornick com a cidade por excelência.
 

terça-feira, 26 de maio de 2026

FANTASMAS, de SIRI HUSTVEDT | DOM QUIXOTE

Relato biográfico de Siri Hustvedt, inclui o esboço da última obra de Paul Auster.

Fantasmas é a obra mais pessoal de Siri Hustvedt até à data, uma reflexão sobre os mais de quarenta anos que passou com o marido - o escritor, poeta e cineasta Paul Auster -, desde o encontro de ambos na Nova Iorque dos anos 1980 até à morte dele, em 2024.

Siri Hustvedt partilha entradas de diário, notas e cartas de amor trocadas ao longo das décadas, bem como o último livro de Paul Auster - o inacabado Cartas a Miles - dedicado ao neto, nascido a 1 de janeiro de 2024. 

Parte livro de memórias, parte investigação filosófica, Fantasmas explora a intimidade de uma vida partilhada, os rituais do luto, o poder da linguagem e a própria natureza humana. É uma reflexão profunda sobre o que deixamos para trás e os fantasmas que habitam em nós - mesmo quando seguimos em frente.
 

segunda-feira, 25 de maio de 2026

O ÚLTIMO INSTANTE, de SALMAN RUSHDIE | DOM QUIXOTE

Uma fascinante exploração da vida, da morte e do que vem à tona no proverbial último instante da vida.

Rushdie concentra a sua extraordinária imaginação no último ato da vida com um quinteto de histórias que abrangem os três países nos quais exerceu o seu ofício - Índia, Inglaterra e Estados Unidos da América - e apresentam um elenco de personagens inesquecível.

No Sul mostra-nos um par de velhos conflituosos - Júnior e Sénior - e a sua tragédia privada num momento de calamidade nacional. Em A Música de Kahani, uma música-prodígio oriunda dos arrabaldes de Mumbai retratados em Os Filhos da Meia-noite utiliza os seus dotes mágicos para causar a ruína da família rica do marido. Em Atrasado, o fantasma de um académico de Cambridge recruta a ajuda de uma aluna solitária para exercer vingança sobre a pessoa que o atormentou durante a vida. Oklahoma mergulha um jovem escritor numa teia de enganos e mentiras ao procurar descobrir se o seu mentor se matou ou simulou a sua própria morte. Finalmente, O Velho da Praça é uma vigorosa parábola bem atual sobre a liberdade de expressão.

Será que nos adaptamos à morte, ou insurgimo-nos contra ela? Vivemos o nosso último instante serenamente ou com raiva? E como podemos atingir a realização nas nossas vidas se não conhecemos o final das nossas próprias histórias?

O Último Instante reflete sobre a vida e a morte, o legado e a identidade, com a visão penetrante e a ilimitada imaginação que fizeram de Salman Rushdie um dos mais aclamados escritores do nosso tempo.
 

domingo, 24 de maio de 2026

UMA PORTA DE VIDRO ENTRE O CÉU E O INFERNO, de SUSANA PIEDADE | OFICINA DO LIVRO

Finalista do Prémio LeYa

Um romance notável pela sua contenção ao falar de temas extremamente difíceis com extraordinária elegância, um bom retrato da juventude contemporânea.

Na Praceta das Tílias, onde as pessoas mal se veem na azáfama dos dias, ninguém sabe o que acontece na porta ao lado. É entre quatro paredes que nasce esta história.

Esmeralda esforça-se por ser a mãe que lhe faltou em criança e por dar à filha o que não teve. E Teresa parece ter tudo para ser uma adolescente feliz. Porém, uma descoberta perturbadora estilhaça a harmonia familiar e põe à prova os laços entre mãe e filha.

Ao contrário da sua amiga Teresa, Ana Lurdes cresce desamparada numa casa onde o amor não entra, refugiando-se nos poemas que escrevinha nas aulas. Já Sebastião, que guia um táxi pela cidade, anda desnorteado desde a morte da mulher; quem o segura é Olívia, a filha sempre atenta ao que a rodeia - sobretudo quando observa Teresa da janela do seu quarto e desenha o que mais ninguém vê. E Lúcia julga que tem tudo controlado, até ao dia em que sofre um ataque violento; mas, quando volta à casa da infância para se restabelecer, percebe que o maior perigo, afinal, vem de onde menos esperava. A turbulência que abala todas estas personagens levanta o pó do que está para trás, deixando a descoberto cicatrizes e segredos. E, quando tudo falha, até os vínculos mais fortes se podem romper.

Uma Porta de Vidro Entre o Céu e o Inferno - o quarto romance da autora já duas vezes finalista do Prémio LeYa - é uma obra notável pela sua contenção ao falar de temas extremamente difíceis com extraordinária elegância. Surpreende até à última página e oferece-nos um bom retrato da juventude contemporânea.
 

sábado, 23 de maio de 2026

DA MINHA JANELA, de LUÍSA SOBRAL | DOM QUIXOTE

Pequenas histórias que abrem uma janela sobre o quotidiano da autora, tão familiar e reconhecível quanto divertido.

Diz a autora do presente livro que a crónica a conquistou antes de tudo como exercício de escrita, mas que acabou também por moldar a sua forma de olhar para as coisas e de observar o mundo; e que já não sabe se são determinados acontecimentos que a levam a fazer uma crónica, se afinal é ela própria quem provoca situações irregulares para arranjar assunto para escrever.

Neste belíssimo livro a que Luísa Sobral chamou Da Minha Janela, os leitores riem com a sua falta de jeito para armar uma tenda para os filhos brincarem, mas podem também irritar-se com um edredão que escorrega permanentemente para o chão, ficar indignados com o comportamento de um motorista de TVDE e até preocupar-se com a saúde de alguém muito próximo.

Estes textos fazem-nos pensar sobre o dia a dia de uma maneira mais profunda e mais estruturada e, de repente, é como se a janela da autora fosse, afinal, também a da nossa casa.
 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

VOCAÇÃO PARA OS DESASTRES, de JOSÉ CARLOS BARROS | DOM QUIXOTE


Um conjunto de contos admiráveis e francamente originais sobre como algumas personagens parecem ser sempre atraídas para o abismo.

Memórias do Amor
A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

NO JACUZZI COM UMA SERIAL KILLER, de TIFFANY VILELA | SAÍDA DE EMERGÊNCIA


Ela tem uma vida aparentemente banal: é gestora de marketing numa empresa de prestígio em Lisboa e vive sozinha com o seu dragão-barbudo, Silas. Mas, por trás da normalidade cuidadosamente construída, esconde-se uma mente meticulosa que escolhe as suas vítimas segundo um critério obsessivo: a data de nascimento.

No anonimato de um fórum online frequentado apenas por serial killers, a morte deixa de ser horror e transforma se em estratégia, partilha e competição. Ali, relatos são analisados, técnicas são debatidas com rigor quase clínico e o prestígio mede-se pela perfeição da execução.

Este thriller psicológico, passado em Portugal, explora os limites entre o trauma infantil, o narcisismo e a necessidade absoluta de controlo. Numa narrativa na primeira pessoa, marcada por um humor negro corrosivo, acompanhamos uma mulher que acredita que matar pode ser, também, uma forma de amor.

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

A MIÚDA DO MEU IRMÃO, de RUTE DIAS | SAÍDA DE EMERGÊNCIA

 

Dez anos depois de ter fugido da ilha da Madeira, a bailarina Olívia regressa a casa, mas não é apenas o passado que a espera… São também demónios que a empurram para longe.

Na ilha, permanece uma família marcada por uma tragédia antiga, com segredos enterrados há demasiado tempo. Dois irmãos gémeos, ligados a Olívia por uma história intensa e impossível de esquecer. Duas formas opostas de amar. Um amor dividido. E uma perda que mudou tudo.

À medida que Olívia tenta reencontrar-se, uma denúncia anónima põe em questão todas as certezas com que viveu nos últimos dez anos. Entre amores não resolvidos, culpas silenciosas e escolhas feitas à pressa, esta é uma história sobre aquilo que nos salva… e sobre aquilo que nos destrói quando a verdade vem à tona.
Mas neste triângulo onde ninguém é inocente, quantos segredos podem permanecer enterrados?


terça-feira, 19 de maio de 2026

O MEU PRIMEIRO APOCALIPSE, de RODRIGO GUEDES DE CARVALHO | DOM QUIXOTE

Portugal, 2066.
Nos céus há mais drones do que pássaros e nas ruas circulam carros sem condutor. A água é racionada e toda a gente tem os olhos tapados com Eyephones.

Filha de um iraniano e uma portuguesa, a jornalista e escritora Laura Ganjavi está a pensar reformar-se quando recebe uma proposta inesperada. Nascida no início do século, Laura assistiu a ciclos políticos cada vez mais curtos. Alternâncias entre extremos de Esquerdas e Direitas, com pouco espaço para moderados. Alianças que se criam e desfazem em poucos anos ou meses, ao ritmo da moderna sociedade apressada.

Uma única figura atravessou décadas intocável. Nunca teve qualquer cargo oficial e, no entanto, foi sempre a sombra de cada novo líder. Uma poderosa ministra da Influência. De impressionante beleza comprada e idade indefinida. Ava Carina, o Anjo Azul. É dela o convite a Laura Ganjavi para integrar uma pequena equipa que resgate a importância que a leitura e a escrita tiveram no passado. Mas a proposta tem condições.

O Meu Primeiro Apocalipse é uma vertigem entre drama e sarcasmo. Somos levados a um admirável novo mundo cheio de velhos vícios. E, em pano de fundo angustiante, o anúncio do iminente fim do planeta. Desta vez, sério e sem solução. Assim sendo: escrever para quê, e para quem?
 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

LANÇAMENTO | VOLTAR ÀS TUAS RAIZES


 

A VINGANÇA SERVE-SE FRIA, de JOE ABERCROMBIE | EDIÇÕES SAÍDA DE EMERGÊNCIA


A guerra pode ser um inferno, mas para Monza Murcatto, conhecida como a Serpente de Talins, a mais famosa e temida mercenária ao serviço do grão-duque de Orso, a guerra também é uma bela forma de fazer dinheiro. Traída, esfaqueada, atirada de uma falésia e deixada como morta, a recompensa de Monza é um corpo quebrado e um desejo ardente de vingança. E agora, qualquer que seja o preço, os sete culpados terão de morrer. Porque a vingança é um prato que se serve frio.

domingo, 17 de maio de 2026

96ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2026 | SESSÃO DE AUTÓGRAFOS PLANETA

 

GHOSTING - O CAMINHO PARA O SEXO, de SANDRA SERGEANT | CHÁ DAS CINCO

Na era das conexões instantâneas e dos encontros efémeros, Raquel entrega‑se ao frenético universo das apps — uma loucura eletrizante de mensagens, desejos ardentes e promessas vazias. Entre swipes, conversas picantes e encontros repletos de adrenalina, vive a intensidade da paixão moderna, onde o prazer é urgente e a entrega um jogo perigoso.

Até conhecer Kretcheu. Ele não é apenas mais um perfil: é a tempestade que domina os seus pensamentos, o fogo que a consome sem piedade. Um homem enigmático que a prende numa teia de loucura e obsessão, onde cada toque é um mergulho no abismo da entrega total.

Mas o que começa como um romance avassalador rapidamente se torna um labirinto sombrio de ausência. Kretcheu desaparece sem avisar, deixando um rasto de silêncio que arde na pele. Raquel fica presa entre o desejo e a desilusão, entre o amor que a consome e a verdade que sussurra para ser encarada.

Ghosting é uma viagem crua e implacável pelo desejo, pela obsessão e pela coragem de libertação. Uma história sobre o preço da espera, o poder da escolha e o momento em que a maior paixão se revela: a que se tem por si mesma.

Quando tudo se esconde no silêncio, permanece uma única questão: salvará ela o homem que perdeu, ou a mulher que reencontrou?

 

sábado, 16 de maio de 2026

DEUS DA FÚRIA, de RINA KENT | CHÁ DAS CINCO

Brandon King sempre viveu atormentado pela sua sexualidade. As namoradas não passavam de uma fachada para ocultar a dor e a vergonha pelo passado — até colidir com Nikolai Sokolov, o violento herdeiro da máfia.

Nikolai está obcecado por Brandon, o artista sossegado e irmão gémeo do seu inimigo. Eles não podiam ser mais diferentes, contudo, Nikolai não consegue afastar-se deste menino de ouro que parece ser a única pessoa capaz de acalmar o caos e a euforia que guiam o seu comportamento.

Agora, a vida meticulosamente controlada de Brandon está prestes a desmoronar. Será que a obsessão de Nikolai o vai destruir, ou libertar algo muito mais intenso?

 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

AUTORES NACIONAIS | DAVID ERLICH

Nascido no bicentenário da Revolução Francesa, David Erlich é um dos intelectuais de Moscavide com maior projeção. Professor de Filosofia no ensino secundário, Mestre em Filosofia e Mestre em Ensino de Filosofia, com referência no Quadro de Mérito da NOVA FCSH, em que cursa atualmente o Doutoramento em Filosofia, na especialidade de História da Filosofia.

Publicou artigos e foi orador em conferências em Portugal, na Polónia e nos Países Baixos. Tem sido convidado a dialogar sobre Filosofia e Educação em vários programas radiofónicos e televisivos, podcasts e palestras.
Poeta com três livros publicados e diversas distinções literárias. Cronista da revista Sábado. Integra o grupo de reflexão «O Futuro Já Começou», que funciona junto do Presidente da República. Já trabalhou como lanterninha, operador de call center, paquete e monitor de campos de férias. Da última vez que verificou, David Erlich vivia na provisória condição de existir. David Erlich considera peculiar este texto estar escrito na terceira pessoa apesar de ter sido ele mesmo quem o redigiu.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

21 LIÇÕES DE FILOSOFIA, de DAVID ERLICH | PLANETA

Demasiadas notificações, pouco silêncio. Demasiado scroll, pouca vida. Este livro não vem ensinar-te a ser brilhante, produtivo ou imbatível. Vem propor-te algo mais audaz: pensar como viver uma vida quase boa.

Em 21 lições claras e próximas do nosso dia a dia, o filósofo e professor David Erlich convida-nos a regressar à pergunta central da filosofia: como viver? De Sócrates a Montaigne, de Platão a Descartes, de Aristóteles a Nietzsche, de Epicuro a Wittgenstein, este livro mostra que a filosofia pode ser muito proveitosa para nos dar conselhos acerca de temas que preocupam qualquer pessoa, como o luto, o amor, a amizade, o cansaço, a solidão, o ócio, a rotina e o sentido da vida.

21 Lições de Filosofia - Para viver uma vida quase boa não promete uma vida perfeita nem soluções milagrosas, mas, sim, uma reflexão acessível e bem-humorada sobre quem somos e como podemos viver com mais lucidez e mais humanidade.
 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

A MIÚDA DO MEU IRMÃO, de RUTE DIAS | CHÁ DAS CINCO

Na ilha, permanece uma família marcada por uma tragédia antiga, com segredos enterrados há demasiado tempo. Dois irmãos gémeos, ligados a Olívia por uma história intensa e impossível de esquecer. Duas formas opostas de amar. Um amor dividido. E uma perda que mudou tudo.

À medida que Olívia tenta reencontrar-se, uma denúncia anónima põe em questão todas as certezas com que viveu nos últimos dez anos. Entre amores não resolvidos, culpas silenciosas e escolhas feitas à pressa, esta é uma história sobre aquilo que nos salva… e sobre aquilo que nos destrói quando a verdade vem à tona.
Mas neste triângulo onde ninguém é inocente, quantos segredos podem permanecer enterrados?

 

terça-feira, 12 de maio de 2026

AUTORES INTERNACIONAIS | TASH AW

Tash Aw nasceu em Taiwan e é autor de cinco romances, três dos quais foram nomeados para o Booker Prize, incluindo este mesmo O Sul.
Foi já galardoado com o Whitbread First Novel Award, o Commonwealth Writers’ Prize e o O. Henry Award.
A sua obra está traduzida para mais de vinte idiomas.

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

O SUL, de TASH AW | DOM QUIXOTE


A aclamada obra de um dos autores mais notáveis da nova geração, três vezes nomeado para o Booker Prize.

Quando o avô de Jay morre, o adolescente viaja com os pais e as duas irmãs até à propriedade que lhes coube em herança. A quinta, porém, está em ruínas, as árvores estão doentes e os campos áridos devido à seca. Ainda assim, o pai obriga-o a trabalhar na terra. A seu lado está Chuan, o filho do caseiro. Ao longo desses dias de verão, na vastidão dos campos e pelas ruas serpenteantes da cidade, a atração entre os rapazes intensifica-se.

No interior da casa decadente, os outros membros da família debatem-se com os seus próprios fantasmas. Os mais jovens sonham com a promessa de liberdade que Singapura oferece. Os mais velhos, tal como a terra que os rodeia, parecem impotentes para resistir às forças - naturais e humanas - que ameaçam tornar o seu modo de vida obsoleto.

Pela mão de Tash Aw, um dos autores mais aclamados da nova geração, três vezes nomeado para o Booker Prize, O Sul é um romance tenso e melancólico sobre desejo e família, modernidade e tradição.

domingo, 10 de maio de 2026

A META, de KATE STEWART | SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Por amor, o perigo vale a pena…

Tobias King viveu a maior parte da sua vida nas sombras. Um ladrão implacável e um vilão escandaloso, ele é o enigmático líder de um grupo criminoso conhecido como a Irmandade dos Corvos. Toda a sua existência foi consumida por um único pensamento: vingar-se do homem que matou os seus pais.
Contudo, conhecer Cecelia Horner transformou a sua vida para sempre. A jovem desenterrou sentimentos ocultos e forçou-o a ceder numa guerra sem vencedores. E quando a Irmandade é devastada pela traição, a relação de ambos é posta à prova de uma forma inimaginável.
O passado não esquece, e os segredos e mentiras que transformaram Tobias no homem e no líder que é também ameaçam destruir qualquer possibilidade de redenção. Cecelia poderá ser a salvação de Tobias, mas a paixão insaciável que os consome poderá ter um custo demasiado elevado…

 

sábado, 9 de maio de 2026

ÈXODO, de KATE STEWART | SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Depois do verão mais excitante da sua vida, quando conheceu Sean e Dominic e se envolveu numa relação ousada e perigosa com ambos os jovens, Cecelia está determinada a assumir a sua responsabilidade no caos que deixou para trás. Contudo, Sean e Dominic são membros de um grupo criminoso conhecido como a Irmandade dos Corvos. O seu líder é Tobias King, O Francês, um homem temido e poderoso, que pune a traição de forma implacável e que vê Cecelia como um risco para os seus homens e para a sua missão meticulosamente planeada. Cecelia tem todos os motivos para odiar Tobias, mas existe uma linha ténue entre o amor e o ódio. E depois do tempo que passou em Triple Falls, esta é uma linha que Cecelia está disposta a cruzar… Uma história de amor inesperada, sexy e escaldante, que questiona o que estamos dispostos a fazer por amor.
 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

BANDO, de KATE STEWART | SAÍDA DE EMERGÊNCIA


O acordo é simples: com 19 anos, tudo o que Cecelia tem de fazer é sobreviver um ano na pequena cidade de Tripple Falls, viver na mansão do pai – que durante anos esteve ausente da sua vida – e trabalhar na fábrica dele. Em troca, o pai entregar-lhe-á uma pequena fortuna que permitirá à jovem ajudar a mãe solteira. Contudo, no primeiro dia no seu novo emprego, Cecelia conhece Sean e tudo muda. Ele apresenta-a ao seu círculo de amigos – que inclui o enigmático Dominic –, um estranho grupo que segue as suas próprias regras e tem em comum a tatuagem de um corvo. Cecelia sempre acreditou que as histórias de amor exigiam um sacrifício extraordinário. Dividida nos seus sentimentos entre Sean e Dominic, ela torna-se cúmplice dos seus segredos, determinada a aproveitar o último verão de liberdade, independentemente das consequências. Uma história de amor inesperada, sexy e escaldante, que questiona até aonde estamos dispostos a ir por amor.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

AUTORES NACIONAIS | PAULO MOREIRAS

Paulo Moreiras nasceu em agosto de 1969, na cidade de Lourenço Marques, Moçambique. Em outubro de 1974 aterrou em Portugal. Quis ser desenhador, cientista, inventor, marinheiro, antropólogo. Não foi nada disso. Perdeu-se muitas vezes e achou-se outras tantas. Erra mais do que acerta, mas não deixa de ser feliz por isso. Começou na banda desenhada, navegou pela poesia e desaguou no romance com A Demanda de D. Fuas Bragatela (2002). Seguiram-se Os Dias de Saturno (2009) e O Ouro dos Corcundas (2011). N’O Caminho do Burro (2021) reuniu os seus melhores contos. Também escreve sobre gastronomia, com destaque para Elogio da Ginja (2006) e Pão & Vinho – mil e uma histórias de comer e beber (2014). Gosta do que faz e daquilo que quer fazer.
 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

DO PALITO À PERDIZ, de PAULO MOREIRAS | CASA DAS LETRAS

Sabia que as morcelas são mencionadas nas cantigas medievais portuguesas, tal como as favas, que foram proibidas por Pitágoras aos seus discípulos? Que o escritor Aquilino Ribeiro considerava a perdiz uma das aves mais lindas de Portugal? E que os gregos tinham o hábito de se passearem nas ruas com um palito na boca, como sinal de abastança e mesa farta?

A mesa, de resto, sempre foi ponto de encontro para os portugueses e peça central do seu quotidiano. À mesa estabelecem-se alianças, desenham-se estratégias, desenvolve-se a arte da má-língua. Mas também, curiosamente, se fala muito de comida: O que vai ser o jantar? Quando fazemos um petisco? Vamos comer um leitãozinho? Que tal uma sardinhada?

Do Palito à Perdiz - Sobre a mesa muito se diz é uma obra que reúne mil e uma curiosidades, que vêm a calhar que nem ginjas, sobre coisas que costumam chegar à mesa dos portugueses e que, como a ginjinha, fazem parte da nossa alma e identidade.

Esta é uma viagem à descoberta da nossa gastronomia, na qual a História se cruza com a Tradição, através de manifestações religiosas e culturais, lendas e contos, cantigas populares, adivinhas, provérbios ou superstições, mas também nas páginas dos escritores portugueses, que nunca deixaram de as referir nas suas obras.