segunda-feira, 21 de setembro de 2026

CAMINHAR, de HENRY DAVID THOREAU | LUA DE PAPEL

Logo no primeiro parágrafo, Henry David Thoreau defende a sua tese: devemos “considerar o homem como um habitante ou uma parte integrante da Natureza, e não como um membro da sociedade”.
O ensaio foi publicado em 1862, pouco depois da morte do autor. Mas tinha raízes antigas, reflexões que o acompanhavam desde os vinte anos, quando (já então), nas entradas dos seus diários, questionava o modo de vida dos seus contemporâneos.
O novo homem que então se multiplicava no sufoco das cidades afastava-se da sua humanidade; porque a introspeção e o autoconhecimento não moravam no espartilho da urbe, só podiam ser procurados entre as árvores, os rios, os campos.

Caminhar é muito mais do que um texto seminal para os movimentos ecologistas. É sobretudo uma digressão filosófica do autor pelos temas que lhe são mais caros, aqui sintetizados em cenário bucólico, ao ritmo de um caminhante à procura de si mesmo.
 

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