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sexta-feira, 17 de julho de 2026

A TURISTA INVISÍVEL, de ANA SARAGOÇA | CASA DAS LETRAS


 Uma mulher que toda a vida sonhou viajar arrisca-se a fazê-lo finalmente depois dos 50. E descobre-se completamente invisível…


Criada com dificuldades e habituada a férias de campismo, Ana sonhou toda a vida com viagens a sério; mas as ocupações que escolheu, o casamento, os filhos, o trabalho irregular, não lhe facilitaram a vida. Na verdade, foi só depois dos cinquenta que conseguiu respirar fundo, tirar um mês sem facturar, dispor de um pé-de-meia, fazer a mala e arriscar na aventura de um Interrail, tal como os estudantes no fim do Secundário.

Esta é, pois, a história de uma senhora de certa idade que resolveu controlar a ansiedade e os nervos, pôr uma mochila às costas, meter-se em vários comboios e testar as rodas do seu trólei nas lajes da Antiguidade e da modernidade de Itália. Não esperou por ninguém e partiu, ainda que com receio de se fartar de si própria (mesmo que para os outros fosse paradoxalmente quase invisível).

Não orou nem amou, mas comeu, bebeu e olhou com avidez tudo o que lhe apareceu pela frente, coisas e pessoas. Teve contratempos, claro, mas não chorou sobre o leite derramado até porque os aperitivos que experimentou eram bem coloridos e estimulantes. Apaixonou-se todos os dias, e todos os dias se exasperou com paixão. Andou muito. Escreveu muito. Cansou-se muito. e voltaria já amanhã.

Testemunho incrivelmente sincero e genuíno, A Turista Invisível não é só o relato de uma viagem há muito desejada, mas sobretudo uma jornada ao mais fundo de si que um ser humano pode fazer. E, ainda por cima, com um belo cenário.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

TODO OUVIDOS, de ALEXANDRE POSTEL | CASA DAS LETRAS

Um romance sobre os ecos do desejo e do prazer, e o poder das palavras.

Esta é a história de Violette Letendre, uma editora francesa que leva uma vida recatada. Um dia, um homem que ela conhece vagamente propõe-lhe a leitura de um manuscrito que ele ainda está a produzir. Violette rapidamente percebe que o herói do romance é fascinado pelos sons que o orgasmo feminino produz e que, sendo incapaz de provocar ele próprio essas vocalizações que tanto o desassossegam, persegue a vida íntima de pessoas que lhe são desconhecidas para satisfazer a sua curiosidade, vagueando à noite pelas ruas e rondando domicílios alheios, de ouvidos em riste como um morcego. Violette, apesar de considerar o manuscrito estranho e inquietante, não consegue parar de o ler, obedecendo a uma curiosidade irreprimível pela exploração dos desejos e das fantasias mais insólitas.

Através de um relato lúdico e cativante, Todo Ouvidos explora, assim, as fantasias e os mitos que assombram o imaginário humano, e proporciona uma reflexão inquietante sobre o desejo do outro, lembrando-nos de que a leitura é um convite à descoberta de nós próprios através da escuta dos demais.
 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

DO PALITO À PERDIZ, de PAULO MOREIRAS | CASA DAS LETRAS

Sabia que as morcelas são mencionadas nas cantigas medievais portuguesas, tal como as favas, que foram proibidas por Pitágoras aos seus discípulos? Que o escritor Aquilino Ribeiro considerava a perdiz uma das aves mais lindas de Portugal? E que os gregos tinham o hábito de se passearem nas ruas com um palito na boca, como sinal de abastança e mesa farta?

A mesa, de resto, sempre foi ponto de encontro para os portugueses e peça central do seu quotidiano. À mesa estabelecem-se alianças, desenham-se estratégias, desenvolve-se a arte da má-língua. Mas também, curiosamente, se fala muito de comida: O que vai ser o jantar? Quando fazemos um petisco? Vamos comer um leitãozinho? Que tal uma sardinhada?

Do Palito à Perdiz - Sobre a mesa muito se diz é uma obra que reúne mil e uma curiosidades, que vêm a calhar que nem ginjas, sobre coisas que costumam chegar à mesa dos portugueses e que, como a ginjinha, fazem parte da nossa alma e identidade.

Esta é uma viagem à descoberta da nossa gastronomia, na qual a História se cruza com a Tradição, através de manifestações religiosas e culturais, lendas e contos, cantigas populares, adivinhas, provérbios ou superstições, mas também nas páginas dos escritores portugueses, que nunca deixaram de as referir nas suas obras.
 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

DO PALITO À PERDIZ, de PAULO MOREIRAS | CASA DAS LETRAS

 

Sabia que as morcelas são mencionadas nas cantigas medievais portuguesas, tal como as favas, que foram proibidas por Pitágoras aos seus discípulos? Que o escritor Aquilino Ribeiro considerava a perdiz uma das aves mais lindas de Portugal? E que os gregos tinham o hábito de se passearem nas ruas com um palito na boca, como sinal de abastança e mesa farta?

A mesa, de resto, sempre foi ponto de encontro para os portugueses e peça central do seu quotidiano. À mesa estabelecem-se alianças, desenham-se estratégias, desenvolve-se a arte da má-língua. Mas também, curiosamente, se fala muito de comida: O que vai ser o jantar? Quando fazemos um petisco? Vamos comer um leitãozinho? Que tal uma sardinhada?

Do Palito à Perdiz - Sobre a mesa muito se diz é uma obra que reúne mil e uma curiosidades, que vêm a calhar que nem ginjas, sobre coisas que costumam chegar à mesa dos portugueses e que, como a ginjinha, fazem parte da nossa alma e identidade.

Esta é uma viagem à descoberta da nossa gastronomia, na qual a História se cruza com a Tradição, através de manifestações religiosas e culturais, lendas e contos, cantigas populares, adivinhas, provérbios ou superstições, mas também nas páginas dos escritores portugueses, que nunca deixaram de as referir nas suas obras.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

AUTOR INTERNACIONAL | Matt Beane

Crédito foto: University of California | Santa Barbara



 Matt Beane é licenciado em  filosofia a e possui um doutoramento em administração de empresas pelo MIT. Professor no Departamento de Gestão Tecnlógica da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, é investigador de economia digital e tecnologia em Stanford e no MIT. Investiga o trabalho aliado à robótica e à IA tendo como objectivo identificar exeções positivas sistemáticas que possam ser aplicadas ao vasto universo laboral. Publicou em conceituadas revistas de gestão e fez uma produção no palco da TED sobre inteligência artificial e o novo mundo do trabalho. Suspendeu durante dois anos os estudos de doutoramento para ajudar a fundar e financiar a Humatics, uma startup de base tecnológica ligada ao MIT.

A Chancela Casa das Letras, do Grupo LeYA, vai lançar em Portugal o livro " O Código das Competências", onde o autor fornece pistas para enfrentar o mundo do trabalho na era da Inteligência Artificial.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

LANÇAMENTO | "O Código das Competências", de Matt Beane | CASA DAS LETRAS | GRUPO LEYA


 A Casa das Letras edita na próxima terça-feira, 10 de fevereiro, "O Código das Competências", do professor e investigador norte-americano do MIT, Matt Beane, um guia que nos ajuda a evoluir no trabalho num mundo dominado pela tecnologia, explicando como o potencial humano nos tornará indispensávis na era de máquinas inteligentes. 

Referência mundial, Matt Beane passou  uma década a estudar contextos tão diversos como armazéns e salas de cirurgia para identificar os três elementos fundamentais no desenvolvimento de competências: competição, complexidade e conexão — os «três C’s» e investiga o trabalho aliado à robótica e à IA tendo para identificar exceções que possam ser aplicadas ao vasto universo do trabalho. Mostra também como aprender e ensinar melhor e transformar tecnologias inteligentes numa parte da solução, e não do problema.  

Inspirador e prático, este livro é um guia essencial para quem deseja preservar o que temos de mais humano: a capacidade de aprender, imaginar e evoluir continuamente em um mundo em constante transformação. Como iremos trabalhar e desenvolver talento e riqueza no século XXI — não apenas para sobreviver, mas para prosperar.


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

A CINCO PALMOS DOS OLHOS, de CARLOS CAMPANIÇO | CASA DAS LETRAS

Pouco depois do 25 de Abril, os trabalhadores rurais do Sul ocupam a terra dos latifundiários para quem trabalharam como escravos ao longo de décadas. Em Aldeia Velha - o lugar onde decorre a acção deste romance - a sociedade depara-se de repente com as mudanças criadas pela Reforma Agrária, mas também com as consequências do fim da Guerra Colonial e as novas liberdades trazidas pela Revolução.

Veremos, por isso, como reagem os que perderam as propriedades (e se insurgem ou resignam com a situação) e os que continuam a trabalhar de sol a sol, embora agora para seu próprio sustento. E também os que, depois de terem lutado anos pela democracia, são agora membros do Partido e ocupam funções de relevo, ou os que acreditaram no mundo perfeito e veem os seus sonhos esfarelar-se todos os dias. Mas há também coisas que nunca mudam, por mais que os tempos tenham mudado: a bisbilhotice, a mentira, a má-língua, a maldade, o sofrimento.

Num romance em que a verdadeira personagem é a própria aldeia - na qual o bulício das vidas individuais funciona como uma espécie de música de fundo - é curiosamente o carteiro - aquele que passa em todas as ruas e portas - o elo de ligação entre o padre, o merceeiro, o médico, a amante, o corno, o ricaço, o presidente da Junta e muitos outros, trazendo-nos a forma como cada um assimila os novos tempos e perspectiva o futuro. Porém, o muito que este homem cala é talvez aquilo que mais importa.

Carlos Campaniço, no seu estilo inconfundível e uma linguagem que é um tremendo veículo sensorial, oferece-nos com A Cinco Palmos dos Olhos mais uma obra profundamente original.
 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

A VIDA AIRADA DE DOM PERDIGOTE, de PAULO MOREIRAS | CASA DAS LETRAS

Por ocasião do baptizado do filho varão, Felipe III de Espanha e II de Portugal promove festejos imperdíveis na cidade de Valladolid, sede da Corte e capital do império. E, se para aquele umbigo do mundo - onde desaguam todos os vícios, velhacarias e vilanias - concorrem nobres e ladrões, damas e rameiras, será mais do que certo que, depois de um périplo por Badajoz, Sevilha, Trujillo ou Toledo, siga também para lá Tanganho Perdigão Fogaça, conhecido por Dom Perdigote, a fim de cumprir o seu destino.

Mas nem tudo se apresenta de feição a este espadachim nascido no ano em que morre Camões; claro que, entre as muitas peripécias vividas, encontra o amor da sua vida e conhece o pintor El Greco, o escritor Quevedo e até o autor do Quixote; porém, será envolvido na tentativa de assassinar um dramaturgo que integra a embaixada inglesa, enviada para ratificar a paz entre as duas nações. Quem o irá salvar?

Na senda do seu romance de estreia - A Demanda de Dom Fuas Bragatela, aplaudido entusiasticamente pelo público e pela crítica -, Paulo Moreiras regressa ao género pícaro, em que é mestre, para nos oferecer uma obra-prima de rigor e divertimento que já fazia falta à nossa literatura. Sublime. 

terça-feira, 21 de outubro de 2025

A CINCO PALMOS DOS OLHOS, de CARLOS CAMPANIÇO | CASA DAS LETRAS


Pouco depois do 25 de Abril, os trabalhadores rurais do Sul ocupam a terra dos latifundiários para quem trabalharam como escravos ao longo de décadas. Em Aldeia Velha - o lugar onde decorre a acção deste romance - a sociedade depara-se de repente com as mudanças criadas pela Reforma Agrária, mas também com as consequências do fim da Guerra Colonial e as novas liberdades trazidas pela Revolução.

Veremos, por isso, como reagem os que perderam as propriedades (e se insurgem ou resignam com a situação) e os que continuam a trabalhar de sol a sol, embora agora para seu próprio sustento. E também os que, depois de terem lutado anos pela democracia, são agora membros do Partido e ocupam funções de relevo, ou os que acreditaram no mundo perfeito e veem os seus sonhos esfarelar-se todos os dias. Mas há também coisas que nunca mudam, por mais que os tempos tenham mudado: a bisbilhotice, a mentira, a má-língua, a maldade, o sofrimento.

Num romance em que a verdadeira personagem é a própria aldeia - na qual o bulício das vidas individuais funciona como uma espécie de música de fundo - é curiosamente o carteiro - aquele que passa em todas as ruas e portas - o elo de ligação entre o padre, o merceeiro, o médico, a amante, o corno, o ricaço, o presidente da Junta e muitos outros, trazendo-nos a forma como cada um assimila os novos tempos e perspectiva o futuro. Porém, o muito que este homem cala é talvez aquilo que mais importa.

Carlos Campaniço, no seu estilo inconfundível e uma linguagem que é um tremendo veículo sensorial, oferece-nos com A Cinco Palmos dos Olhos mais uma obra profundamente original.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

LINDA MENINA, de ARIA ABER | CASA DAS LETRAS

Nas catacumbas artísticas de Berlim, onde a música techno e a droga enchem armazéns ainda marcados pelas guerras do século XX, Nila, de dezanove anos, aspirante a fotógrafa, encontra finalmente a sua tribo. Nascida na Alemanha, filha de pais afegãos, criada em habitações sociais grafitadas com suásticas, atraída pela filosofia, fotografia e sexo, Nila passou a adolescência a desiludir a família enquanto procurava a sua voz enquanto jovem mulher e artista. 

É, então, na névoa da lendária vida noturna de Berlim, que Nila conhece Marlowe Woods, um escritor americano cuja carreira literária em declínio lhe abre os olhos para uma vida de liberdade pessoal e artística. Mas à medida que Nila se vê puxada para a órbita controladora de Marlowe, tensões raciais feias e mal submersas começam a agitar a Alemanha - e a família e a comunidade de Nila. Depois de um ano a fugir do seu futuro, Nila faz a si própria a pergunta mais importante: Quem é que ela quer ser?

Uma história de amor e família, raves e Kafka, sobre ficar acordada toda a noite e sobreviver aos erros da juventude, Linda Menina é o virtuoso romance de estreia de uma jovem poeta que, agora, é uma nova voz relevante na ficção.

Críticas de imprensa
«Abra Linda Menina em qualquer página e será imediatamente cativado pela beleza assombrosa da sua escrita e pela forma como o desejo se impõe nas costuras do desespero.»
The Washington Post

 

quinta-feira, 1 de maio de 2025

A EXTINÇÃO DE IRENA REY, de JENNIFER CROFT | CASA DAS LETRAS

Oito tradutores chegam a uma casa no meio da floresta, na fronteira da Bielorrússia. A casa pertence à autora de renome mundial Irena Rey, e eles estão lá para traduzir a sua obra-prima, Eminência Parda. Mas, poucos dias depois da sua chegada, Irena desaparece sem deixar rasto.

Os tradutores, oriundos de oito países diferentes, mas que partilham a mesma reverência pela sua amada autora, começam a investigar para onde terá ido enquanto prosseguem o trabalho de tradução. Exploram o antigo refúgio arborizado, com os seus fungos e líquenes inebriantes, e estudam os pertences exóticos e os textos escusos da autora, em busca de pistas. Mas são revelados segredos - e mentiras - de Irena Rey para os quais eles não estão preparados.

Forçados a enfrentar as suas diferenças à medida que se tornam cada vez mais paranoicos neste sonho febril de isolamento e obsessão, em breve os tradutores estão enredados numa teia de rivalidades e desejo, ameaçando não só o seu trabalho, mas também o destino da sua amada autora. 

Este hilariante e viciante segundo livro da premiada tradutora e autora Jennifer Croft é uma brilhante análise da arte, do ser celebridade, do mundo natural e do poder da linguagem. É uma aventura inesquecível e inultrapassável com um pequeno, mas global, elenco de personagens abaladas pelos choques do amor, da destruição e da criação numa das últimas grandes regiões selvagens da Europa. 

Críticas
«A Croft escreve com uma intensidade arrebatadora.»
Olga Tokarczuk, vencedora do Prémio Nobel da Literatura

 

segunda-feira, 17 de março de 2025

VIDA, LIÇÕES E COMO APRENDER A CONFIAR EM SI PRÓPRIA, de ELLE MACPHERSON

Considerada como uma das supermodelos mais famosas da história da moda, Elle Macpherson foi sempre sinónimo de elegância e beleza intemporais. O seu espírito indomável de dar tudo por tudo tem estado, ao longo da vida, na base de todas as suas conquistas como incontornável supermodelo, mas também como mulher de negócios e ativista do bem-estar. Uma carreira notável, mas que escondeu profundos desafios interiores.

Em Elle, um relato na primeira pessoa, a ex-supermodelo abre-nos as portas para os bastidores do que foi a sua célebre vida como modelo, mas também para o lado menos conhecido da sua luta contra o cancro, do trauma da dependência e do desafio de encontrar equilíbrio entre a imagem pública e a autoimagem.

Numa poderosa viagem de transformação pessoal e meditação sobre o que é a nossa verdadeira essência, Elle revela décadas de simultaneidade entre perfeccionismo e luta contra a adversidade, num testemunho maduro e de partilha. Desde as primeiras lições de vida como modelo adolescente na Nova Iorque dos anos 80, à ascensão meteórica e à fama como modelo de passerelle para estilistas de destaque como Azzedine Alaia e Calvin Klein, construindo uma carreira notável com profissionalismo e valores robustos, passando por reflexões subtis sobre relações, divórcios e o desafio de criar os seus dois filhos.

E pelos traumas até agora desconhecidos deixados pela dependência, esgotamento e a luta contra o cancro, experiências que lhe trouxeram um novo olhar sobre a vida e a sua forma de estar no mundo. Com humor e honestidade, Elle partilha uma perspetiva singular sobre resiliência, recuperação, autoaceitação, recomeço e amor próprio, com o objetivo de inspirar quem procura enfrentar e lidar com os seus desafios e adversidades, procurando viver com autenticidade.
 

terça-feira, 11 de março de 2025

AGORA E NA HORA DA NOSSA SORTE, de FRANCISCO MOITA FLORES | CASA DAS LETRAS

Imagine que faz parte de um grupo de amigos que, todas as semanas, joga no Euromilhões. Instala-se a rotina e, de súbito, a aposta é premiada com cinquenta e dois milhões de euros. Porém, passadas as primeiras horas de festejos, o grupo descobre que perdeu o talão que garantiria o levantamento do dinheiro. Ora foi isto que aconteceu a Clóvis, dono do Café Paris, e a mais cinco amigos que jogavam em sociedade. Foram ricos por uma hora e a fortuna esvaiu-se num esquecimento. A história desenrola-se em Espuma do Mar, vilarejo da Costa Vicentina que reparte entre o mar e a agricultura, onde pontifica o Café Paris construído por Clóvis, sobre os escombros da antiga taberna do avô. O Diácono Ambrósio é um dos apostadores. Fredo, o influencer, é outro. Assim como a enfermeira Ludovina, o engenheiro Marcelo, especializado em compra e venda de imobiliário, a médica Maria Clara e o professor Xavier, arquiteto e amante de mitologia grega. Quando o desespero já pôs em franja os nervos dos apostadores, eis que um deles é assassinado. Espuma do Mar é sacudida por um alvoroço inaudito. Já ninguém tem dúvidas de que o desaparecimento dos cinquenta e dois milhões de euros esconde um mistério que as páginas deste romance acabarão por esclarecer..
 

domingo, 12 de janeiro de 2025

ENTRADAS E SAÍDAS, de MICHAEL RICHARDS | CASA DAS LETRAS


Entradas e Saídas abre as portas da vida do homem por detrás da personagem icónica que trouxe a kavorka à série televisiva Seinfeld - Kramer - e partilha as inseguranças e os sucessos da vida real que Michael Richards experimentou ao criar uma das personagens mais memoráveis da televisão, e as formas como as duas estão para sempre interligadas dentro e fora do ecrã. Em suma, a vida extraordinária de um génio da comédia — a forma como se tornou um artista, os altos e baixos como ser humano, o caminho que percorreu em busca de compreensão, num livro de memórias irresistivelmente sincero, perspicaz, bem-humorado e complexo sobre a sua vida e a sua carreira com Jerry Seinfeld, Larry David, Jason Alexander, Julia Louis-Dreyfus, entre outras figuras célebres do mundo do espetáculo. 


sábado, 21 de setembro de 2024

O HOMEM QUE SE FEZ ESQUECER, de STEVEN BRAEKEVELDT | CASA DAS LETRAS

Como John Steinbeck e Robert Kappa salvaram o avô do autor.

Na cabeça de Steven, o avô paterno, que via sobretudo nas férias de verão na aldeia, era igual a todos os avôs que conhecia, sem nada de estranho ou assinalável. Até ao dia em que, já depois da sua morte, lhe foram parar às mãos uns cadernos escritos por ele ao longo de muitos anos, que revelavam uma pessoa completamente diferente: um homem que estava longe de ser bom e que levara uma vida tão absolutamente louca e aventurosa que - pertencendo a uma família judia - conseguira a proeza de se tornar gangster, mercenário, espião e até oficial superior das SS durante a Segunda Guerra Mundial, acabando prisioneiro num campo de trabalho russo. E mesmo que - como confessa o narrador deste relato surpreendente - se trate de alguém que cometeu crimes hediondos, é impossível aos leitores desta história não sentirem uma secreta admiração por este homem que, tendo vivido tantas vidas em tantos lugares, conseguiu afinal fazer-se esquecer.

Steven Braekeveldt, apostado em tirar o avô do anonimato, entrelaça nesta obra o mágico e o realista para nos contar uma vida única em episódios que recuam ao final do século XIX e que incluem personalidades conhecidas de todos, entre as quais o escritor John Steinbeck e o repórter Robert Kappa, de quem o protagonista foi amigo quando viveu em Nova Iorque.

Uma narrativa alucinante com um ritmo incrível, a não perder.
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

O OUTRO VALE, de SCOTT ALEXANDER HOWARD | CASA DAS LETRAS


Odile, de dezasseis anos, é uma rapariga tímida e tranquila que concorre a um lugar cobiçado no Conselho. Se ganhar o lugar, será ela a decidir quem pode atravessar as fronteiras fortemente vigiadas da sua cidade. Do outro lado, é o mesmo vale, a mesma cidade — exceto que, a leste, a cidade está vinte anos à frente no tempo. A oeste, está vinte anos atrasada. As cidades repetem-se numa sequência interminável através do deserto.

Quando Odile reconhece dois visitantes, os quais não era suposto ver, apercebe-se de que os pais do seu amigo Edme foram escoltados através da fronteira do futuro, numa visita de luto, para verem o seu fi lho enquanto ele continua vivo no presente de Odile.

Edme — que é brilhante, divertido e a única pessoa que conhece verdadeiramente Odile — está prestes a morrer. Jurando guardar segredo para preservar a linha do tempo, Odile torna-se na principal candidata ao Conselho, mas dá por si a aproximar-se do rapaz condenado, pondo em perigo todo o seu futuro.

O Outro Vale é uma exploração poética, distópica e emocional das complexidades do tempo, do amor e das escolhas que definem as nossas vidas. Scott Alexander Howard cria uma história inesquecível sobre perda, livre-arbítrio e esperança.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

DIVULGAÇÃO | TORTURA BRANCA, de NARGES MOHAMMADI | CASA DAS LETRAS


Nas suas vidas atrás das grades são submetidas a humilhações cruéis: assédio e espancamentos por parte dos guardas, isolamento total, recusa de qualquer tratamento médico, interrogatórios extenuantes, castigos punitivos...

A ira do aparelho repressivo iraniano dirige-se também às suas famílias, que são ameaçadas e desconhecem o paradeiro das prisioneiras.
Nenhuma destas mulheres cometeu qualquer crime: são prisioneiras de consciência ou reféns usadas como moeda de troca. Através da tortura física e psicológica, o Estado iraniano acredita que pode reabilitar as suas almas.
As entrevistas recolhidas em Tortura Branca, realizadas enquanto todas as prisioneiras estavam na prisão ou a aguardar julgamento, são documentos impressionantes de humanidade, resiliência e integridade.
Enquanto os iranianos continuam a lutar pelo movimento «Mulheres, Vida, Liberdade», este livro condena o regime teocrático iraniano pelos seus crimes.

terça-feira, 2 de abril de 2024

DIVULGAÇÃO | OS DIAS DE SATURNO, de PAULO MOREIRAS | CASA DAS LETRAS

 

Amor e comida são os ingredientes principais deste romance, em que o cómico e o trágico seguem lado a lado, por entre segredos, acasos e embustes, sempre na busca de quem somos. É na Lisboa do século XVIII, desmedida e faustosa, a fervilhar de vida e infestada de ratoneiros, tabernas, comédias e casas de pasto, que perambulam as personagens deste romance cheio de reviravoltas: entre elas, o poeta satírico Tomás Pinto Brandão, alfaiate dos costumes, ou o padre Rafael Bluteau, autor do Vocabulário Português e Latino; destacam-se, no entanto, o médico da corte João Curvo Semedo e o mestre cozinheiro Domingos Rodrigues, ambos secretos alquimistas e bons garfos. É certo que as suas experiências arriscadas nem sempre resultam como esperado; e agora, que o cozinheiro agoniza no leito, o seu filho adoptivo, portador de uma estranha marca de nascença, sai à procura de um velho médico e, de caminho, tropeça na rapariga dos seus sonhos... e em sarilhos.

Reflexão sobre o que a vida nos reserva de inescapável, o romance Os Dias de Saturno trata a alquimia das emoções sem nunca esquecer os prazeres da mesa. Galardoado com o Prémio Gourmand na categoria Melhor Livro de História Culinária no ano da sua publicação original, oferece-nos uma leitura realmente deliciosa e intemporal, ao estilo cuidado e imaginativo a que Paulo Moreiras já nos habituou.

terça-feira, 19 de março de 2024

DIVULGAÇÃO | OS DIAS DE SATURNO, de PAULO MOREIRAS | CASA DAS LETRAS

 

Amor e comida são os ingredientes principais deste romance, em que o cómico e o trágico seguem lado a lado, por entre segredos, acasos e embustes, sempre na busca de quem somos. É na Lisboa do século XVIII, desmedida e faustosa, a fervilhar de vida e infestada de ratoneiros, tabernas, comédias e casas de pasto, que perambulam as personagens deste romance cheio de reviravoltas: entre elas, o poeta satírico Tomás Pinto Brandão, alfaiate dos costumes, ou o padre Rafael Bluteau, autor do Vocabulário Português e Latino; destacam-se, no entanto, o médico da corte João Curvo Semedo e o mestre cozinheiro Domingos Rodrigues, ambos secretos alquimistas e bons garfos. É certo que as suas experiências arriscadas nem sempre resultam como esperado; e agora, que o cozinheiro agoniza no leito, o seu filho adoptivo, portador de uma estranha marca de nascença, sai à procura de um velho médico e, de caminho, tropeça na rapariga dos seus sonhos... e em sarilhos.

Reflexão sobre o que a vida nos reserva de inescapável, o romance Os Dias de Saturno trata a alquimia das emoções sem nunca esquecer os prazeres da mesa. Galardoado com o Prémio Gourmand na categoria Melhor Livro de História Culinária no ano da sua publicação original, oferece-nos uma leitura realmente deliciosa e intemporal, ao estilo cuidado e imaginativo a que Paulo Moreiras já nos habituou.

terça-feira, 5 de março de 2024

DIVULGAÇÃO | IN MEMORIAM, de ALICE WINN | CASA DAS LETRAS

Uma história de amor arrebatadora entre dois soldados na Primeira Guerra Mundial.

Estamos em 1914 e falar de guerra parece algo distante para Henry Gaunt, Sidney Ellwood e os restantes colegas de turma, instalados em segurança no seu idílico colégio interno no campo inglês. Aos dezassete anos, são demasiado jovens para se alistarem e, de qualquer modo, Gaunt trava a sua própria batalha privada - uma paixão que o consome pelo seu melhor amigo, o sonhador e poético Ellwood - sem fazer ideia de que Ellwood está apaixonado por ele, e sempre esteve. Quando a mãe alemã de Gaunt lhe pede para se alistar como oficial no exército britânico para proteger a família dos ataques anti-alemães, Gaunt alista-se imediatamente, aliviado por poder escapar aos seus sentimentos avassaladores por Ellwood.

A frente é terrível e, embora Gaunt tente dissuadir Ellwood de se juntar a ele no campo de batalha, este depressa se apressa a juntar-se a ele, estimulado pelo seu amor pelos heróis gregos e pela poesia romântica. Em pouco tempo, os seus colegas de turma seguem-lhe o exemplo. Uma vez nas trincheiras, Ellwood e Gaunt encontram momentos fugazes de consolo um no outro, mas os seus amigos estão todos a morrer, mesmo à sua frente, e a qualquer momento podem ser os próximos.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Magnificamente escrito e envolvente… Winn conseguiu uma obra brilhante… Excelente… Esta é uma estreia notável, com uma compreensão apurada e sábia da natureza humana.»
The Spectator