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quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

AUTORES NACIONAIS | MIGUEL METELO DE SEIXAS


Miguel Metelo de Seixas é doutorado em História pela Universidade Lusíada de Lisboa e investigador no Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde leciona na licenciatura e mestrado.As suas investigações centram-se no uso das imagens heráldicas como forma de auto-representação e de comunicação social e política, numa perspectiva diacrónica desde a Idade Média até à Idade Contemporânea.

Participou em numerosos projetos de pesquisa financiada e coordenou o projecto «In the Service of the Crown. The use of heraldry in royal political communication in Late Medieval Portugal».
Na área da heráldica, conta com mais de uma centena de publicações, com destaque para os mais recentes livros: «Heraldry in Contact: Perspectives and Challenges of a Connective Image Form» (2023), «State-Rooms of Royal and Princely Palaces, 14th-16th Centuries: Spaces, Images, Rituals» (2022), «Devises, lettres, chiffres et couleurs: un code emblématique, 1350-1550» (2022), e «Quinas e Castelos, Sinais de Portugal» (2019) e «Emblemas de Portugal (2024), estes últimos publicados pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

EMBLEMAS DE PORTUGAL, de MIGUEL METELO DE SEIXAS | FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS



Ao longo dos seus nove séculos de existência enquanto comunidade política autónoma, Portugal foi criando diversos emblemas visuais capazes de simbolizar esta sua condição. Tais emblemas tiveram uma função congraçadora, ou seja, serviram para fomentar a ideia de uma comunidade política dotada de coerência social e cultural, capaz de entrever um passado e um futuro compartilhados.

Alguns destes emblemas visuais beneficiavam de uma natureza formal, dimanando dos órgãos de poder, como era nomeadamente o caso da heráldica. Outros, pelo contrário, provinham de forma mais espontânea de diferentes sectores da sociedade, alastrando por vias informais. Todos, contudo, preenchiam funções similares no que toca à construção de uma identidade colectiva portuguesa.

O presente livro assume-se como um estudo dos diferentes tipos de imagens usadas para este efeito ao longo dos séculos, organizados segundo verbetes por ordem alfabética. É, assim, um dicionário de emblemas de Portugal, desde o anjo custódio até ao Zé-Povinho, passando pelas cores (branco, azul, verde, vermelho, isoladas ou em conjugação), pela bandeira, pela heráldica (em diversas componentes), pela Constituição, pela coroa, pelo cravo vermelho, por diversas cruzes, pelo dragão, por efígies e figuras alegóricas, por empresas, pela esfera armilar, por figuras ilustres, pelo galo de Barcelos, por logótipos, pela moeda, por Nossa Senhora, pelas ordens honoríficas. Todas juntas, estas imagens formam o fundo visual identificativo de Portugal.