As três primeiras novelas assinadas por Mário Cláudio e publicadas
entre 1974 e 1983 colheram desde o primeiro instante o elogio unânime da
crítica e dos pares, transformando o escritor numa das mais sérias promessas
das letras portuguesas de então. Encontrando-se fora de mercado há já vários
anos e não tendo nunca pertencido ao catálogo das Publicações Dom Quixote, a
recente celebração dos 50 anos de vida literária de Mário Cláudio foi o
pretexto ideal para reunir estas três novelas num só volume.
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
Três Novelas - Um Verão Assim; As Máscaras de Sábado; Damascena, de Mário Cláudio / Editora Dom Quixote
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
Lugar para Dois (finalista do prémio Leya), de Miguel Jesus / Editora Casa das Letras
Depois do sucesso da inauguração do Metropolitano de Lisboa,
Daniel Stoffel, responsável financeiro do projeto, parece poder escolher o
futuro que quiser.
Porém, a morte da filha num acidente estúpido enche-o de uma culpa
de que não se consegue libertar. Desfeito o casamento, começa a afundar-se na
bebida, até que um amigo lhe sugere que deixe Portugal, onde tudo aconteceu, e
tente recomeçar a vida noutro lugar.
Instala-se, então, num lugar recôndito de Moçambique, onde uma
velha negra o ajuda nas tarefas domésticas e lhe leva jornais que o põem a par
dos movimentos independentistas das Colónias e das mudanças por que a Metrópole
vai passando.
Apesar da vontade de ficar sozinho, o frondoso embondeiro que o
protege da curiosidade alheia tem uma frase riscada no tronco que parece
traçar-lhe um destino diferente, insistindo na paternidade que lhe estava
destinada. E, por mais que Daniel a renegue, é nesse caminho que poderá
encontrar o próprio perdão.
terça-feira, 18 de agosto de 2020
Pés na Terra, de Raquel Ochoa / Editora Oficina do Livro
Quando lemos relatos de viagens, transformamo-nos nós próprios em
viajantes. E isso não deixará de acontecer com a leitura deste notável Pés
na Terra, da premiada escritora Raquel Ochoa, que reúne memórias de viagens
aos cinco continentes, fazendo-nos olhar para o mundo contemporâneo como algo
incrivelmente belo, mas também cheio de desigualdades e contradições. As suas
experiências (sobretudo como mulher viajando sozinha e enfrentando o risco e o
preconceito), as peripécias inesperadas, as provações e o desconforto a par da
superação, do deslumbramento e da pacificação – e ainda o relato apaixonado de
alguns encontros especiais ao longo da jornada – são o guia ideal para quem
queira sair do seu umbigo para o umbigo do mundo, de mochila às costas ou sentado
no sofá.
segunda-feira, 17 de agosto de 2020
Estórias com Figuras, de António Tabuchchi / Editora Dom Quixote - Tradução de Maria José de Lancastre e Gaëtan Martins de Oliveira
Na origem destas estórias de Antonio Tabucchi estão obras de
vários artistas plásticos portugueses contemporâneos – José Barrias, António
Dacosta, Lisa Santos Silva, Paula Rego, Graça Morais, Maria Helena Vieira da
Silva, José de Guimarães, Júlio Pomar, António Costa Pinheiro, Bartolomeu Cid
dos Santos -, testemunhando a profunda e duradoura cumplicidade do autor com a
cultura e a arte de um país que tão bem soube compreender e sobre o qual tanto
e tão brilhantemente escreveu.
domingo, 16 de agosto de 2020
Jubiabá (nova edição), de Jorge Amado / Editora Dom Quixote
Eis o romance que deu projeção
internacional a Jorge Amado. A história das voltas e reviravoltas do órfão
Antônio Balduíno – que vai de mendigo a músico, de pugilista a trabalhador em
plantações de tabaco, de artista de circo a inflamado orador sindical.
Aplaudido pela crítica e pelos
leitores desde a sua estreia, em 1931, Jorge Amado viu a sua posição
definitivamente firmada no panorama literário brasileiro com o lançamento de Jubiabá.
Publicado em 1935, quando o autor
tinha apenas 23 anos, este é um verdadeiro romance de formação, onde o escritor
aborda um dos temas que lhe é mais caro – a força da cultura afro-baiana contra
a opressão política e as injustiças sociais.
O livro representou uma
verdadeira revolução no romance brasileiro. Antônio Balduíno, a sua figura
central, tornou-se um dos personagens mais populares da novelística do país, e Jubiabá
foi o trampolim que projetou
Jorge Amado no estrangeiro, através de uma série impressionante de traduções.






