quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

[Reportagem] Lançamento do livro "A Hora Solene", de Nuno Nepomuceno leva "espiões" ao Colombo [Nós e Os Livros]

Feriado, 8 de Dezembro de 2015, pouco antes das 18horas e 30 minutos, na zona de eventos da FNAC do Centro Comercial Colombo, já aquele local fervilhava de actividade, tudo a postos para o aguardado lançamento oficial do livro "A Hora Solene", do premiado autor nacional Nuno Nepomuceno, que vê assim encerrar um ciclo e começar outro [como o próprio referiu no decurso da apresentação do livro], ao escrever o Terceiro volume da Saga Freelancer, tendo por protagonista o espião Português André Marques-Smith.

   A apresentação do livro coube ao editor Fernando Gabriel Silva, responsável pela Topbooks, às bloguers Vera Brandão e Sofia Teixeira, e ao próprio autor, Nuno Nepomuceno.

   Vera Brandão agradeceu o convite, referiu ter ficado bastante satisfeita com o final da trilogia, e evidenciou o facto de os leitores agora terem ao dispor a  trilogia completa, poupando-lhes o sofrimento da espera pela continuação da narrativa que ela, enquanto leitora, vivenciou. A bloguer especialista em policiais [administradora do Blog A Menina dos Policiais], explicou que Nuno Nepomuceno, sendo um autor nacional, apresenta um trabalho claramente ao nível de tantos autores estrangeiros, e não sendo Vera propriamente grande fã do subgénero espionagem, ficou totalmente rendida a esta trilogia, cuja leitura recomenda.

   Por sua vez, Sofia Teixeira, [administradora do Blog Cultural Bran Morrighan], referiu que a leitura do último livro da trilogia Freenlancer é a constatação de que Nuno Nepomuceno é, realmente, um autor nacional que está a afirmar-se, e nem sempre damos o devido valor aos nossos autores. O Livro do Nuno vai muito além do que é o policial, este subgénero não costuma prender muito as mulheres [sendo Vera Brandão uma excepção], mas grande parte das mulheres não se prende assim tanto, porque é mais impessoal, menos romântico, Sofia destacou ainda que o trabalho de Nuno consegue ter a adrenalina, o suspense e o mistério deste género, mas consegue também prender as emoções dos leitores, porque os personagens são, realmente, muito queridos e há sempre ali uma tensão romântica que se quer ver como irá acabar. A escrita é eloquente e o autor, ao contrário de outros, faz sempre um intenso trabalho de pesquisa para a escrita das suas obras. Espera aliciar mais leitores a pegar nestes livros.

  Nuno Nepomuceno, visivelmente emocionado, referiu o seu percurso enquanto escritor, dizendo que este é um  momento especial, assinala o fim de um ciclo e , também o início de outro, e agradeceu a todos o carinho com que tem sido tratado. A aventura remonta há três anos, e o facto de estar agora a ser lançado o terceiro livro muito se deve ao editor - Fernando Gabriel Silva - por ter apostado no escritor e ter colocado os livros no mercado. A Hora Solene é uma expressão que poderá ter diversos interpretações que o autor convida os leitores a descobrir. O livro começou a ser escrito em Fevereiro de 2014. Este trabalho representa que todos devemos acreditar naquilo que somos, naquilo que nos define, espera o autor que todos consigam seguir os seus sonhos. Houve ainda oportunidade para o autor agradecer aos leitores por terem comprado os livros, reconhecendo o esforço que é para os leitores comprar três livros num ano. Tal como teve oportunidade de fazer no fim do livro, Nuno Nepomuceno renovou o agradecimento aos bloggers que o ajudam a ir divulgando os livros, ao Grupo Livrólicos Anónimos, bem como à família e amigos presentes.

   O editor Fernando Gabriel Silva destacou, no final da cerimónia, que o mundo mudou, e que em média saem cerca de 30 livros por dia, sendo difícil para as livrarias gerir o espaço em si. É importante o contributo dos autores, sendo o Nuno um autor bastante presente, ele interage com os leitores, é muito simpático, e revela um respeito muito grande pelos seus leitores, não só na forma como escreve, mas nos pequenos gestos. O site do autor e a página da trilogia estão em movimento constante.

  Seguiu-se a sessão de autógrafos, e os habituais momentos de conversa e convívio que o autor tanto gosta de manter com o seu público.


Um excelente final de tarde em Lisboa a provar que a literatura fomenta, também, o convívio e a amizade.














Texto: Isabel Alexandra Almeida/Os Livros Nossos/Diário do Distrito

Fotos: Pedro Carvalho

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