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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

DIVULGAÇÃO | DEIXADOS PARA TRÁS, de TIM LAHAYE e JERRY B. JENKINS | TOPBOOKS

 

«O pensamento de Rayford Steele estava numa mulher em quem nunca havia tocado. Com o seu 747 totalmente lotado de passageiros, a sobrevoar o Atlântico, em piloto automático, com destino ao aeroporto de Heathrow, em Londres, Rayford deixou, por alguns momentos, de pensar na sua família.
Naquele momento, imaginava o sorriso de Hattie Durham, a chefe de cabine, ansioso por um próximo encontro. Ao deixar o cockpit por alguns momentos, os pensamentos de Rayford foram interrompidos. Hattie apareceu de rompante, assustada, e disse-lhe:
— Desapareceram pessoas!»

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ENTREVISTA |Nuno Nepomuceno fala sobre "A Célula Adormecida", o seu mais recente livro


Texto e Fotos: Madalena Condado com Nova Gazeta & Diário do Distrito | Direitos Reservados


A 30 de Novembro de 2016, na FNAC Colombo, em Lisboa, o escritor de thrillers Nuno Nepomuceno apresentou o seu mais recente livro “A Célula Adormecida”. Neste seu último trabalho tratam-se assuntos tão atuais como religião e terrorismo.

Para quem já leu as anteriores obras do Nuno sabe que o talento está todo lá, não deixará, contudo, de ser surpreendido pelos locais, as situações, mas principalmente pela transformação que se nota na sua escrita mais fluída, consistente e viciante. Na obra “A Célula Adormecida” consegue sentir-se um grandioso enriquecimento de conteúdos na sua abordagem a temas tão polémicos que nos entram em casa diariamente através da televisão. 

Neste dia tão importante para o Nuno estavam sentados à sua mesa as pessoas que, de alguma forma , contribuíram para este seu novo sucesso:Fernando Gabriel Silva (o seu Editor na TopBooks), o Sheikh Munir (Imã da Mesquita Central de Lisboa) e Luís Pinto (blog Ler Y Criticar).

Lembro-me de uma das frases ditas pelo seu editor que me marcou particularmente e que passo a citar: “Todos os editores tentam encontrar o seu escritor e eu tive o privilégio de o encontrar no Nuno”. Mas se é verdade que escrever requer muita paixão, e principalmente talento, tudo qualidades que o Nuno tem na medida certa, também é certo que por detrás de um grande escritor tem que existir um editor que acredite nesse trabalho e ajude na promoção do mesmo.

“A Célula Adormecida” é um thriller psicológico onde o suspense impera, trata de um tema atual e controverso sempre contextualizado com factos. Acredito que foi necessária muita pesquisa para se documentar, passo importante para conseguir manter o leitor preso à sua leitura do início ao fim. Consegue uma vez mais, como lhe é típico, dizer muito com poucas palavras, mas, mais importante ainda,  leva-nos a questionar, a cada folhear de página, sobre tudo o que não compreendemos e temos medo na religião e no terrorismo. 

O Sheikh Munir começou por nos cumprimentar a todos com uma bênção Salaam Aleikum (a paz esteja convosco), explicou o fascínio que o interesse do Nuno lhe tinha despertado, principalmente quando percebeu que a estória do livro seria passada durante os 30 dias do Ramadão. Aproveitou para esclarecer o significado desses dias: os 10 primeiros sendo os dias de misericórdia, os 10 posteriores de perdão sendo que os últimos 10, os dias em que pedimos salvação. Confessou ainda que tinham sido a persistência, curiosidade e conhecimentos do Nuno sobre os assuntos abordados o impulso  de que necessitara e o levara a acreditar que os temas falados neste livro, através da sua visão, tinham tudo para correr bem.

O Nuno confessou que o seu género de escrita favorito é a espionagem, mas que com este seu último livro quis dar um passo em frente chegar a mais pessoas não somente para as entreter, mas também para transmitir uma mensagem. Em “A Célula Adormecida” tenta desmistificar o Islão, a comunidade muçulmana em particular, ao mesmo tempo que aborda temas como a xenofobia, racismo, expressão social, consegue colocar-nos a pensar na forma como cada um de nós tende a julgar as outras pessoas.


Mas, para que fiquem a conhecer o autor ainda um pouco melhor, coloquei-lhe três questões, e, desde já, aconselho a que sigam o Nuno através das suas páginas (site e redes sociais) e, quem sabe, se aparecerem numa próxima apresentação para trocarem dois dedos de conversa. É garantido que vão gostar.

Entrevista Breve:

Como se descreveria?

Chamo-me Nuno, tenho 38 anos, escrevo profissionalmente há 4, gosto de cinema, fazer BTT, passear com o meu cão, ler e escrever.

Dá muito valor à investigação e às suas fontes antes de começar um livro ou foi somente para a escrita da "Célula Adormecida"?

A investigação é uma parte muito importante do meu processo criativo e que me acompanha desde o meu primeiro livro. Não consigo iniciar um manuscrito completamente do zero. Preciso sempre de estudar e saber mais, de me preparar corretamente para o que vou enfrentar a seguir, e só depois disso é que surgem as ideias, que me sinto seguro em relação ao rumo escolhido. Escrevo thrillers, mas não me considero extremamente comercial. Julgo que ofereço conteúdo. Os meus livros não são uma sucessão de twists com vista a manter o leitor agarrado, mas sim histórias ricas em intriga de forma a apaixoná-lo. E tal só se consegue se estivermos convenientemente preparados. Por exemplo, em "A Célula Adormecida", o tempo que despendi em pesquisa ultrapassou o da redação do livro.

Não tem medo que o tema que aborda no seu último livro se possa vir a tornar uma realidade no nosso país? Que de alguma forma esteja a dar algumas "ideias" de como o fazer e onde?

Há sempre esse risco, mas não creio que o livro incite à violência. Esse teria sido o caminho mais fácil — aproveitar as controvérsias que rodeiam o Islão e explorar a parte mais negativa do extremismo. O que procurei fazer com A Célula Adormecida foi introduzir uma abordagem inovadora não só ao nível do tema do livro, como da religião muçulmana em si. Quem o ler irá encontrar uma obra bem diferente do que o título sugere. A mensagem final que transmite é de paz, esperança.




quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

[Reportagem] Lançamento do livro "A Hora Solene", de Nuno Nepomuceno leva "espiões" ao Colombo [Nós e Os Livros]

Feriado, 8 de Dezembro de 2015, pouco antes das 18horas e 30 minutos, na zona de eventos da FNAC do Centro Comercial Colombo, já aquele local fervilhava de actividade, tudo a postos para o aguardado lançamento oficial do livro "A Hora Solene", do premiado autor nacional Nuno Nepomuceno, que vê assim encerrar um ciclo e começar outro [como o próprio referiu no decurso da apresentação do livro], ao escrever o Terceiro volume da Saga Freelancer, tendo por protagonista o espião Português André Marques-Smith.

   A apresentação do livro coube ao editor Fernando Gabriel Silva, responsável pela Topbooks, às bloguers Vera Brandão e Sofia Teixeira, e ao próprio autor, Nuno Nepomuceno.

   Vera Brandão agradeceu o convite, referiu ter ficado bastante satisfeita com o final da trilogia, e evidenciou o facto de os leitores agora terem ao dispor a  trilogia completa, poupando-lhes o sofrimento da espera pela continuação da narrativa que ela, enquanto leitora, vivenciou. A bloguer especialista em policiais [administradora do Blog A Menina dos Policiais], explicou que Nuno Nepomuceno, sendo um autor nacional, apresenta um trabalho claramente ao nível de tantos autores estrangeiros, e não sendo Vera propriamente grande fã do subgénero espionagem, ficou totalmente rendida a esta trilogia, cuja leitura recomenda.

   Por sua vez, Sofia Teixeira, [administradora do Blog Cultural Bran Morrighan], referiu que a leitura do último livro da trilogia Freenlancer é a constatação de que Nuno Nepomuceno é, realmente, um autor nacional que está a afirmar-se, e nem sempre damos o devido valor aos nossos autores. O Livro do Nuno vai muito além do que é o policial, este subgénero não costuma prender muito as mulheres [sendo Vera Brandão uma excepção], mas grande parte das mulheres não se prende assim tanto, porque é mais impessoal, menos romântico, Sofia destacou ainda que o trabalho de Nuno consegue ter a adrenalina, o suspense e o mistério deste género, mas consegue também prender as emoções dos leitores, porque os personagens são, realmente, muito queridos e há sempre ali uma tensão romântica que se quer ver como irá acabar. A escrita é eloquente e o autor, ao contrário de outros, faz sempre um intenso trabalho de pesquisa para a escrita das suas obras. Espera aliciar mais leitores a pegar nestes livros.

  Nuno Nepomuceno, visivelmente emocionado, referiu o seu percurso enquanto escritor, dizendo que este é um  momento especial, assinala o fim de um ciclo e , também o início de outro, e agradeceu a todos o carinho com que tem sido tratado. A aventura remonta há três anos, e o facto de estar agora a ser lançado o terceiro livro muito se deve ao editor - Fernando Gabriel Silva - por ter apostado no escritor e ter colocado os livros no mercado. A Hora Solene é uma expressão que poderá ter diversos interpretações que o autor convida os leitores a descobrir. O livro começou a ser escrito em Fevereiro de 2014. Este trabalho representa que todos devemos acreditar naquilo que somos, naquilo que nos define, espera o autor que todos consigam seguir os seus sonhos. Houve ainda oportunidade para o autor agradecer aos leitores por terem comprado os livros, reconhecendo o esforço que é para os leitores comprar três livros num ano. Tal como teve oportunidade de fazer no fim do livro, Nuno Nepomuceno renovou o agradecimento aos bloggers que o ajudam a ir divulgando os livros, ao Grupo Livrólicos Anónimos, bem como à família e amigos presentes.

   O editor Fernando Gabriel Silva destacou, no final da cerimónia, que o mundo mudou, e que em média saem cerca de 30 livros por dia, sendo difícil para as livrarias gerir o espaço em si. É importante o contributo dos autores, sendo o Nuno um autor bastante presente, ele interage com os leitores, é muito simpático, e revela um respeito muito grande pelos seus leitores, não só na forma como escreve, mas nos pequenos gestos. O site do autor e a página da trilogia estão em movimento constante.

  Seguiu-se a sessão de autógrafos, e os habituais momentos de conversa e convívio que o autor tanto gosta de manter com o seu público.


Um excelente final de tarde em Lisboa a provar que a literatura fomenta, também, o convívio e a amizade.














Texto: Isabel Alexandra Almeida/Os Livros Nossos/Diário do Distrito

Fotos: Pedro Carvalho